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Posts tagged Autora

Kiera Cass leva mais de 2 mil pessoas à Bienal do Livro de SP

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Autora da série ‘A seleção’ participou de bate-papo e sessão de autógrafos.
Jovens foram maioria do público no primeiro sábado do evento.

Kiera Cass dá autógrafos aos fãs durante a 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo (Foto: Leonardo Benassatto/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Kiera Cass dá autógrafos aos fãs durante a 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo (Foto: Leonardo Benassatto/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Publicado no G1

Cerca de 2 mil pessoas participaram da sessão de bate-papo e autógrafos com a escritora Kiera Cass na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no sábado (23). A autora da série “A seleção” falou aos fãs a partir das 19h30, e lotou o espaço no pavilhão de exposições do Anhembi.  A escritora de 33 anos publicou em 2012 seu primeiro livro, “A seleção”, que entrou para a lista de best sellers infantis do jornal “The New York Times”. Na sequência, ela lançou “A elite” (2013) e “A escolha” (2014). No Brasil, a Companhia das Letras lançou também este ano “Contos da seleção”.

Moradora da Virgínia, Cass ficou “profundamente abalada após o massacre na universidade Virginia Tech, em 2007, que resultou em 33 mortes (incluindo a do atirador) e 21 feridos”. A partir dali, passou “a escrever como uma forma de extravasar emoções, em uma espécie de ‘terapia literária'”, segundo o texto de apresentação de sua editora.

Suas histórias “se passam numa realidade futura e num país inexistente (Iléa), mas reúnem os ingredientes clássicos de uma boa trama romântica: amores, príncipes e princesas, diferenças sociais atrapalhando os sonhos das pessoas”.

Fãs de Kiera Cass participam de evento com a escritora na 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo (Foto: Leonardo Benassatto/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Fãs de Kiera Cass participam de evento com a escritora na 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo (Foto: Leonardo Benassatto/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Flip anuncia a nova-iorquina Elif Batuman

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Autora estará pela primeira vez no país para participar da programação.
Edição 2014 do evento literário acontece de 30 de julho a 3 de agosto

Publicado no G1

A escritora nova-iorquina Elif Batuman (Foto: Divulgação)

A escritora nova-iorquina Elif Batuman
(Foto: Divulgação)

A organização da 12ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) anunciou a presença da nova-iorquina Elif Batuman, que vem ao Brasil pela primeira vez para participar do evento literário. A edição 2014 da Flip acontece de 30 de julho a 3 de agosto.

O material de divulgação diz que o trabalho de Batuman transita entre as culturas da Rússia, que adotou intelectualmente, e Turquia, de onde sua família é originária.

Atualmente escrevendo seu primeiro romance, ela é autora de “Os possessos: Aventuras com os livros russos e seus leitores” (editora Leya), que mistura biografia, relato de viagem e crítica literária de maneira bem humorada; e cobriu, para a revista New Yorker, os conflitos populares na Turquia em 2013.

Antes da escritora nova-iorquina, a organização da Flip 2014 havia anunciado a participação do russo Vladímir Sorókin, do chileno Jorge Edwards, da argentina Graciela Mochkofsky, do mexicano Juan Villoro, do peruano-americano Daniel Alarcón, do israelense Etgar Keret e do ativista norte-americano Michael Pollan.

O autor homenageado neste ano na festa será o dramaturgo, escritor, desenhista, tradutor e jornalista Millôr Fernandes (1923-2012). Vai ser a primeira vez que a Flip lembrará um autor que participou do evento – Millôr esteve na primeira edição, em 2003. “Homenagear um autor contemporâneo é um chamado ao presente, para que os nossos autores de hoje sejam mais conhecidos pelos leitores de hoje”, afirmou na época do anúncio o curador Paulo Werneck.

Morre a escritora Sue Townsend, criadora dos livros da série Adrian Mole

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Autora de “O Diário Secreto de um Adolescente”, publicado em 1982, sofreu um acidente vascular cerebral

Publicado por Último Segundo

A escritora britânica Sue Townsend, criadora da série de livros sobre o adolescente Adrian Mole, morreu nesta quinta-feira (10), aos 68 anos, vítima de um acidente vascular cerebral.

Townsend deixou a escola aos 15 anos, se casou aos 18, e aos 23 era mãe solteira de três crianças. Trabalhou em fábricas e lojas até a publicação de seu primeiro livro, “O Diário Secreto de um Adolescente”, em 1982.

AP Sue Townsend, em foto de 1999

AP
Sue Townsend, em foto de 1999

Foi a primeira obra no qual o personagem Adrian Mole, um adolescente observador, apareceu. O livro vendeu mais de 20 milhões de cópias pelo mundo e deu inícioa a uma série que foi várias vezes adaptagas para os palcos e a televisão;

Seu último livro, “The Woman Who Went to Bed for a Year”, foi publicado em 2012 e vendeu 500 mil cópias no Reino Unido.

Nos últimos anos, a autora, que tinha diabetes, usava cadeira de rodas e tinha problemas de visão. Em 2009, passou por um transplante e recebeu o rim de um dos filhos. Ela tinha sofrido um derrame no ano passado.

Townsend era casada com Colin Broadway e mãe de quatro filhos.

Mãe conta em livro as dificuldades e conquistas do filho autista de 32 anos

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Juliana Vines na Folha de S.Paulo

A empresária Dalva Tabachi, 65, tem quatro filhos. O mais velho, Ricardo, 32, tem autismo e só começou a falar aos cinco anos. Hoje ele trabalha com a mãe na confecção da família, no Rio, toca violão e vai ao cinema com uma amiga. Tudo, segundo Dalva, com muito esforço.

Em 2006, com base em anotações do dia a dia do filho, ela lançou o livro “Mãe, me ensina a conversar” (Rocco, 96 págs., R$ 20). Agora lança o segundo livro, “Mãe, eu tenho direito!”.

Leia o depoimento dela.

*

Percebemos que o Ricardo tinha algum problema com três anos. Ele não falava nada, só repetia “bola, bola, bola”. Ficava isolado, não brincava com outras crianças.

Fomos ao pediatra, à psicóloga, à fonoaudióloga. Naquela época, ninguém sabia o que era autismo. Quando eu perguntava o que meu filho tinha, diziam: “Ah, esquece isso”. Falavam que ele ia ficar bom.

Dalva Tabachi, 62, e seu filho Ricardo, 32

Dalva Tabachi, 62, e seu filho Ricardo, 32

Mas até o Ricardo ter 12 anos foi horrível. Ele era bem comprometido. Ficava fazendo “hummm” continuamente. Quando ficava nervoso, pulava e se mordia.

A gente sofria preconceito. Quando ele tinha dez anos, em uma viagem de avião, um passageiro pediu que o tirassem do voo, porque ele não ficava quieto, gritava. Com 18 anos, fomos a uma neurologista e perguntei: “Afinal, o que ele tem?”. Autismo.

Nessa época ele já estava bem melhor. Tudo com muito esforço, muito choro. Corri atrás de tudo. O que ele podia fazer, fez: aula particular, fonoaudióloga, psicóloga, violão, natação. Não desistimos. Ele tem três irmãos mais novos que sempre o puxavam para a realidade, não deixavam que ele se isolasse.

Quem vê o Ricardo hoje não acredita. Ele fala muito. Claro que ainda tem traços de autismo, o pior deles é a repetição. Ele repete a mesma coisa dez, 20 vezes.

Conta tudo o que comeu, diz tudo o que fez hoje e no dia anterior, avisa dez vezes quando vai dormir. Às vezes, fica remoendo coisas de anos atrás: “Por que fulano puxou a minha orelha um dia?”.

Ele não se acerta com números –não entende que duas notas de 20 e quatro de dez são a mesma coisa– e não entende muito bem o que é quente ou frio: usa blusas no calor, liga o ar-condicionado no frio.

ANDAR SOZINHO

Ele nunca fica sozinho. Não tem como. Tenho uma empregada que mora em casa. Ele espera meu marido e eu até para escovar os dentes, porque tinha mania de escovar tanto que já estava se machucando. Quando demoramos para chegar em casa, ele liga: “Onde vocês estão? Preciso passar fio dental.”

A minha maior preocupação é quem vai cuidar do Ricardo no futuro. Já faz muito tempo que penso nisso. Fiquei muito angustiada quando um dos meus filhos se casou. Os irmãos dizem que vão cuidar dele, mas sempre penso que tenho que viver muito. E, para isso, me cuido.

Eu nado no time master do Flamengo, não sou gorda e não como gordura. Tenho que ficar boa, não posso ficar doente. Sempre que vejo um casal sozinho com um filho autista penso: quem vai cuidar dessa criança no futuro?

O Ricardo melhora a cada dia. Ele toca violão direitinho, participa de competições de natação, vai ao cinema todos os sábados e adora ouvir música aos domingos.

Tudo o que ele sabe foi ensinado. A fonoaudióloga explicava o que era o teto, o chão, o nome das coisas.

Ele tem uma memória incrível. Se você disser que hoje é seu aniversário, ele vai lembrar daqui a meses e vai dizer: no ano que vem vai ser numa quinta-feira, porque neste ano foi na quarta.

Antes ele não entrava nas conversas, hoje já puxa papo. Sempre falando uma besteira, o que ele comeu no almoço. Eu o repreendo, digo que não é assim que conversa, e ele pede: “Mãe, me ensina a conversar”. Esse foi o título do meu primeiro livro.

O segundo livro se chama “Mãe, eu tenho direito!”, porque mais recentemente ele aprendeu a dizer não, a reclamar. Eu digo para ele não comer alguma coisa e ele repete: “Eu tenho direito!”.

O que mais dá trabalho hoje é comida. Ele é compulsivo. Na adolescência, engordou. Colocamos ele de dieta e ele emagreceu 18 quilos.

Hoje, o Ricardo trabalha no escritório comigo, atendendo o telefone. No começo, quando ligavam perguntando por mim, ele respondia: “Ela está fazendo xixi.”

Ele é supersincero. E não tem muito tato. Quando o avô morreu, saiu gritando “o vovozinho morreu”, como se anunciasse um nascimento.

Depois de adolescente, nunca vi o Ricardo chorar. Isso me preocupa às vezes, mas depois penso que ele não tem por que ficar triste, tem tudo o que precisa. Todos gostam dele, ele é muito carismático.

Às vezes fico cansada, principalmente quando ele repete coisas demais. Mas desanimar, não. Se ele chegou onde chegou foi porque não desistimos.

MÃE, EU TENHO DIREITO! – CONVIVENDO COM O AUTISTA ADULTO
AUTORA Dalva Tabachi
EDITORA Rocco
PREÇO R$ 24,50 (144 págs.)

dica do Chicco Sal

Escritora infantil Barbara Park morre de câncer aos 66 anos

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Autora norte-americana ficou conhecido pela série best-seller de Junie B. Jones, uma engraçada aluna do jardim de infância, que vendeu 55 milhões de cópias apenas nos EUA

Publicado por Último Segundo

Barbara Park, autora da série infantil best-seller de Junie B. Jones, morreu aos 66 anos após uma longa batalha contra o câncer de ovário, afirmou sua editora nesta segunda-feira (18).

Divulgação/Random House "Junie B. Jones and the Stupid Smelly Bus", primeiro livro da série infantil best-seller de Barbara Park

Divulgação/Random House
“Junie B. Jones and the Stupid Smelly Bus”, primeiro livro da série infantil best-seller de Barbara Park

A série de Barbara sobre uma aluna engraçada do jardim de infância vendeu 55 milhões de cópias apenas na América do Norte e passou 180 semanas na lista dos mais vendidos do jornal New York Times.

“Ela morreu na sexta-feira (15). Estava em casa, em Scottsdale, Arizona”, disse a editora-adjunta de livros infantis da Random House, Nicole Banholzer.

“Ela era mais famosa pelos livros de Junie. Ela escreveu um par de livros de imagens e (livros) de grau médio”, acrescentou Banholzer.

As histórias de Junie B. Jones, apesar de serem um sucesso de vendas, também atraíram críticas por parte dos pais pelas dificuldades de Junie com gramática e por ser encrenqueira. A série foi uma das obras mais proibidas e contestadas na última década.

Park, que nasceu em Mount Holly, Nova Jersey, tinha a intenção de ensinar história e ciência política para alunos do ensino fundamental e médio, mas decidiu tentar escrever. Seu primeiro livro, “Operation Dump the Chump”, foi publicado em 1982 depois de ser rejeitado três vezes.

A autora, vencedora de vários prêmios, disse certa vez que algumas pessoas medem o valor de um livro infantil pelas lições de moral que a obra tenta impor ou pelos modelos que retrata, mas que ela discordava.

“Pessoalmente, acontece que eu acho que um livro é de extraordinário valor se dá ao leitor nada mais do que um sorriso ou dois. Na verdade, acho que isso já é enorme”, disse ela.

Ela deixa o marido, dois filhos e dois netos.

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