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XII Bienal Internacional do Livro do Ceará anuncia convidados e detalha programação e espaços

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Publicado no Terra

Referência no calendário cultural nacional, a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará é um grande espaço de encontros entre diversos públicos e grandes autores e convidados do Ceará, do Brasil e do mundo, promovendo a reinvenção da vida por meio da arte, do conhecimento, da palavra em seus múltiplos meios e possibilidades. Com o tema “Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca”, esta nova edição da Bienal, com o renomado escritor Lira Neto assinando a coordenação da curadoria, da também integrada por Kelsen Bravos e Cleudene Aragão, é um momento de culminância da política estadual de livro, leitura, literatura e bibliotecas, de acordo com as diretrizes de democratização do acesso à cultura e à arte, valorização da produção cearense e diálogo com o Brasil e o mundo. Sempre com grande participação popular.

A Bienal Internacional do Livro do Ceará, sob a coordenação geral de Mileide Flores, livreira e coordenadora de Políticas para o Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas da Secult, mobiliza a atenção do mercado editorial de todo o País, que investe na exposição de seus principais lançamentos e incentiva a presença de celebridades literárias de renome nacional e internacional, para diálogo direto com o público cearense, ao longo de dez dias de evento, durante os quais são esperadas centenas de milhares de pessoas. Um grande encontro com foco no desenvolvimento da economia criativa do livro, na promoção da leitura, na formação de leitores e na amplitude e alcance de suas ações, por meio da Bienal fora da Bienal.

Com uma programação extremamente ampla, diversificada, ousada e que tem a qualidade por prioridade, a partir do tema que propõe itinerários por entre os acervos formados por cada pessoa e a biblioteca composta pela interação da sociedade, a Bienal oferta ao público atrações de natureza artística e literária, incluindo encontros entre autores, palestras, mesas-redondas, conferências, oficinas, contações de histórias, lançamentos de livros e outros eventos. Sempre tendo a palavra como fio condutor, mas de modo aberto a todos os meios e possibilidades, com o livro e para além dele. Uma programação democrática e de acesso gratuito, contemplando todos os públicos – infantil, juvenil e adulto – e inúmeros temas e áreas de interesse.

O conjunto desses fatores coloca a Bienal Internacional do Livro do Ceará no calendário cultural entre as melhores e mais importantes feiras de livro no Brasil. Um sucesso consolidado ao longo de mais de duas décadas. Uma história que chega à XII Bienal com perspectivas de um encontro extremamente plural e intenso, antenado tanto com a sempre-valorização do livro quanto com todas as portas abertas pelos novos meios, tecnologias e aplicações. Um convite ao encontro e ao diálogo entre os vários protagonistas do grande volume da vida, que segue sendo escrito todos os dias: “Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca”.

“Uma das melhores bienais de todos os tempos no Brasil”

Um dos mais renomados escritores brasileiros da atualidade, com várias biografias premiadas e atualmente divulgando o primeiro volume de uma trilogia sobre o samba, Lira Neto, coordenador da Curadoria, aponta a satisfação dos autores do Ceará, do Brasil e de outros países, ao receberem o convite para a Bienal.

“Todos eles mostraram muito entusiasmo com o tema e de imediato aceitaram participar. Tenho certeza que essa vai ser uma das melhores bienais de todos os tempos no Brasil”, afirma.

O tema da Bienal

Um dos diferenciais da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará é ter sua programação marcada por um tema transversal e instigante – “Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca”. O tema expressa a noção de acervo, seja ele individual ou coletivo, sincrônico ou diacrônico, material ou imaterial, oral ou escrito, xilografado, impresso ou digital. Também homenageia o acervo literário universal, a cultura e a identidade brasileira como patrimônio da humanidade e pauta toda a estrutura e funcionamento da Bienal, aguçando o interesse pela pesquisa e pela leitura, proporcionando debates sobre os mais variados assuntos, contemplando os interesses de um público extremamente diversificado.

“A temática traz em si infinitas possibilidades: a diversidade de expressões, a multiplicidade de vozes; incontáveis itinerários narrativos a proporcionar conexões transculturais, encontros de mundos, diálogos no espaço presencial e no da blogosfera”, destaca Mileide Flores, coordenadora geral da Bienal.

“As editoras organizam parte de seu catálogo com base na proposta do tema. A decoração das praças da feira de livros e de todos os espaços reflete a temática e abraça o público, autores e demais convidados. Há, enfim, coesão na forma e no conteúdo da Bienal”, ressalta.

Site Bienal do Livro do Ceará: http://bienaldolivro.cultura.ce.gov.br/

10 curiosidades literárias

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Publicado no Guia dos Curiosos

1. Provavelmente, o primeiro poeta nascido em terras brasileiras foi Bento Teixeira. Seu livro Prosopopeia foi publicado em Lisboa, no ano de 1601.

2. O escritor de ficção científica Julio Verne voou apenas uma vez. Ele subiu em um balão em 1873.

3. A casa em que residia o escritor paulista João Antônio pegou fogo e o incêndio queimou todos os originais. Teimoso, escreveu tudo de novo. Malagueta, Perus e Bacanaço, o livro reescrito, publicado em 1963, virou clássico.

4. O paulista José Carlos Inoue entrou para o Guinness – Livro dos Recordes. Ele tem o recorde de romances já publicados no mundo. Foram 1.086, sob 39 diferentes pseudônimos.

5. O autor francês Georges Perec era maníaco por listas. Ele chegou até a escrever uma com as coisas que gostaria de fazer antes de morrer.

6. Mencionar seu nome, o de seu melhor amigo ou de algum conhecido em suas obras consistia em uma das brincadeiras favoritas do argentino Jorge Luís Borges.

7. Praticamente todos os romances de José Saramago têm um cachorro entre os personagens.

8. Em 1975, Clarice Lispector participou de um congresso de bruxaria na Colômbia. Ela começou seu discurso dizendo: “Eu tenho pouco a dizer sobre magia. Na verdade, eu acho que nosso contato com o sobrenatural deve ser feito em silêncio e numa profunda meditação solitária”.

9. O escritor catarinense Cristóvão Tezza sempre escreve a primeira versão de suas obras a mão, apesar de saber mexer no computador.

10. Em 1934, Cecília Meirelles levou um chá de cadeira do poeta Fernando Pessoa. Ela e o marido combinaram um encontro com o autor em um bar em Lisboa (Portugal), mas ele nunca apareceu. O casal esperou por duas horas. Para compensar a ausência, Pessoa mandou a Cecília uma edição do livro Mensagem com a dedicatória:

“A Cecília Meireles, alto poeta, e a Correia Dias, artista, velho amigo e até cúmplice, na invocação da Apolo e Atena, Fernando Pessoa”.

Um incentivo à leitura, diariamente na caixa de e-mails

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A escritora Hilda Hilst, autora de 'Tu não te moves de ti'

A escritora Hilda Hilst, autora de ‘Tu não te moves de ti’

 

Estudante envia um trecho de livro brasileiro por dia a inscritos, misturando cordel, obras independentes e consagradas

Juliana Domingos de Lima, no Nexo

O estudante de jornalismo Giovanni Arceno, 22 anos, é um amante de literatura. Ele se incomodou com os números que explicitam como o brasileiro lê pouco – menos de cinco livros por ano – e criou sua própria maneira de minimizar o problema: a newsletter Leia Brasileiros, que entrega aos seus assinantes todos os dias por e-mail (menos no fim de semana) um trecho de obra literária nacional.

A iniciativa surgiu como uma forma de compartilhar suas descobertas e sanar o que ele enxerga como um “vácuo que existe na nossa cultura de leitura”.

Aos 22 anos e prestes a publicar seu primeiro romance, 'Vitória' Arceno cuida sozinho da newsletter

Aos 22 anos e prestes a publicar seu primeiro romance, ‘Vitória’ Arceno cuida sozinho da newsletter

O livro mais lido pelo brasileiro é a Bíblia. Além disso, lemos, em média, 4,96 livros por ano, sendo 0,94 – cerca de 20% desse valor – indicados pela escola, segundo s quarta edição da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, feita em 2015 e divulgada este ano pelo Instituto Pró-Livro.

Os números mostram que a relação dos brasileiros com a literatura do país ainda é, de modo geral, distante e fortemente pautada pela obrigatoriedade.

Aos 22 anos e prestes a publicar seu primeiro romance, “Vitória”, pela editora Oito e Meio, Arceno cuida sozinho da newsletter. Ela é disparada todos os dias para 2.249 inscritos.

A estreia literária de Arceno trata de um casal jovem que precisa lidar com uma gravidez indesejada. E, segundo ele, tem mais a ver com os problemas trazidos por um amadurecimento forçado do que com uma história de amor. Entre suas influências, ele cita autores contemporâneos: os brasileiros Daniel Galera, Marçal Aquino e Luiz Ruffato e também o chileno Alejandro Zambra.

A curadoria traz na mesma medida, segundo o estudante, autores clássicos, contemporâneos, negros, mulheres, poetas, contistas. Autores de editoras menores também são contemplados na seleção. “Ser consagrado é retórica, muitas vezes as obras consagradas também são muito pouco lidas”, justifica.

Alguns dos trechos enviados recentemente eram, por exemplo, assinados por Nara Vidal, escritora mineira; Sérgio Tavares, autor de “Cavala”; Adauto Borges, repentista; Carolina Maria de Jesus, autora negra e favelada que escreveu “Quarto de Despejo”; e o poeta Manuel Bandeira.

Além da pílula literária enviada aos assinantes, a newsletter também traz um breve comentário de três linhas sobre autor, obra, editora ou período da publicação, indo além de apresentar uma autora ou autor.

Bienal do Livro do Ceará terá Valter Hugo Mãe e outros escritores

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divulgação

divulgação

 

Publicado em O Povo

A organização da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará anunciou em coletiva nesta segunda-feira, 31, os nomes dos primeiros autores convidados para o evento, que acontece entre 14 e 23 de abril de 2017, no Centro de Eventos do Ceará e em múltiplos espaços de Fortaleza.

Um dos nomes de destaque é o escritor angolano Valter Hugo Mãe, autor de “Máquina de Fazer Espanhóis” e “O Filho de Mil Homens”, entre outros. Também foram anunciados: Antônio Prata, Cristovão Tezza, Daniel Galera, Ignácio de Loyola Brandão, Márcia Tiburi, Leonardo Sakamoto, Mary del Priori e Marcelino Freire. Acrescente à lista, a cearense Natércia Pontes, autora de “Copacabana Dreams”.

A Bienal foi transferida para 2017 devido ao período eleitoral, e a escolha pelo mês de abril foi simbólica. O período situa o evento entre datas que celebram a importância da literatura, como o nascimento de Monteiro Lobato, em 18 de abril, quando se comemora o Dia do Livro Infantil, e 23 de abril, o Dia Mundial do Livro, que marcará o encerramento do evento.

Os melhores autores do país estão escrevendo novela, diz editor

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Tomás Pereira, um dos donos da Sextante, fala na Feira de Frankfurt

Tomás Pereira, um dos donos da Sextante, fala na Feira de Frankfurt

 

Mauricio Meireles, na Folha de S.Paulo

O editor Tomás Pereira, um dos irmãos donos da editora Sextante, lamentou na Feira do Livro de Frankfurt a baixa disseminação da ficção comercial no Brasil –e como os autores estrangeiros dominam a lista de mais vendidos nesse segmento.

“Os melhores autores brasileiros estão escrevendo novela”, afirmou Tomás, em inglês, numa conferência de editores, na quarta-feira (21), em resposta a uma agente literária que estava na plateia.

Ele contou a ela que o mercado leitor brasileiro não está tão maduro como na Europa, embora a lista de não ficção seja dominada por autores nacionais.

Procurado pela Folha para aprofundar o assunto, Tomás afirmou que o Brasil não consolidou um mercado de livros de massa e que as editoras não conseguem competir com o mercado de TV pelos autores com habilidade para serem best-sellers.

“Perdemos esses autores para a dramaturgia”, diz. “Dickens começou a escrever vendendo histórias por 15 centavos. Como somos grandes exportadores de novelas, criou-se uma indústria. A TV Globo faz oficinas de roteiristas.”

Marcos Pereira, o outro dono da editora e presidente do Snel (Sindicato Nacional dos Editores de Livros), conta que chegou a tentar um livro do novelista Walcyr Carrasco, mas o projeto não foi para frente. “Imagine se a Janete Clair e o Dias Gomes tivessem sido autores de livros!”

O presidente do Snel também diz que o Brasil não tem o corpo de agentes literários que têm os EUA. Esses profissionais costumam trabalhar com os originais das obras mais comerciais. Os irmãos Pereira concordam, porém, que também os editores têm responsabilidade nisso –eles poderiam se dedicar mais a formar esse tipo de autor.

Sobre esse ponto, Tomás também fala da formação dos profissionais do livro. E aponta que, em muitas casas editoriais, é comum haver jornalistas que deixaram a profissão.

“Há a confusão entre livro e literatura, como se fossem necessariamente a mesma coisa. A própria ideia de ficção comercial causa [desconforto]”, afirma Tomás.

A outra questão é a dificuldade de um escritor conseguir se sustentar só com o dinheiro de seus livros. Isso, segundo ele, enfraquece o mercado editorial ante o audiovisual.

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