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‘Precisamos interferir no processo de alfabetização’, diz ministro

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Alfabetização
FLÁVIA FOREQUE, Folha de S.Paulo

Para o ministro Henrique Paim (Educação), o resultado da ANA (Avaliação Nacional da Alfabetização) indica a necessidade de o governo federal “interferir no processo de alfabetização”.

Aplicada pela primeira vez no ano passado, a prova mediu o nível de conhecimento de 2,3 milhões de alunos do 3º ano da rede pública. Foi a primeira vez que um exame nacional foi aplicado às crianças nessa etapa do ensino.

Até então, dados sobre essa fase eram analisados por meio da Prova ABC, exame do movimento Todos pela Educação cuja aplicação era amostral. Além disso, o IBGE coleta dados sobre o tema: segundo o Censo 2010, 15,2% das crianças não estão alfabetizadas aos 8 anos.

“A partir dos dados da ANA as escolas, as secretarias estaduais e municipais de educação vão aperfeiçoar esse trabalho, junto às redes, fazendo com que tenhamos melhores resultados”, disse o ministro em entrevista à Folha, nesta quinta-feira (25).

Desde a semana passada, cerca de 55,8 mil escolas já podem visualizar os resultados em sistema online, ao qual a reportagem teve acesso.

Paim destacou que ações para aperfeiçoar o ensino vêm sendo adotadas por meio do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, lançado pela presidente Dilma Rousseff em 2012. Por meio dele, 314,4 mil professores alfabetizadores estão em formação, com participação de 38 universidades públicas.

“O MEC tem que apoiar os estados e municípios, as escolas, os alfabetizadores, para que eles possam melhorar esses resultados ao longo dos próximos anos”, disse o ministro.

“Agora eu consigo identificar a escola e consigo identificar quais os sistemas que estão mais frágeis, que precisam de mais apoio. vamos fazer com que esses Estados que tenham mais dificuldade recebam atenção especial do MEC”, completou.

DIAGNÓSTICO

Para Chico Soares, presidente do Inep (órgão do MEC responsável pela realização da prova), uma qualidade da ANA é permitir identificar que unidades têm experiências bem-sucedidas.

Ao receber seu boletim, uma determinada escola pode ver o desempenho de unidades similares, que atendem alunos de perfil socioeconômico semelhante.

“O mais importante para nós é descobrir escolas que atendem esses alunos [de menor nível socioeconômico] e que estão dando certo. (…) Essa informação é a que vamos utilizar: vamos dar escala para iniciativas que estão dando certo”, afirmou.

Nível de leitura de alunos de 8 anos é considerado baixo em 22 Estados

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Flávia Foreque, na Folha de S.Paulo

Na primeira avaliação nacional da alfabetização promovida no país, Estados do Norte e Nordeste registraram o pior desempenho no exame, que mediu conhecimentos de português e matemática de cerca de 2,3 milhões de crianças do 3º ano (oito anos de idade) na rede pública.

No extremo oposto, Estados do Sul e Sudeste como Santa Catarina e Minas Gerais tiveram bons indicadores.

A prova foi aplicada no final do ano passado e mediu a aprendizagem com base em uma escala de quatro níveis. Em leitura, 22 Estados brasileiros concentraram mais da metade de seus alunos nos dois níveis mais baixos.

Em matemática, 20 Estados e o Distrito Federal estão nessa situação, o que significa que essas crianças não conseguem analisar informações em gráfico de barras ou resolver problemas de subtração com número de até dois algarismos, por exemplo.

Na semana passada, os dados foram encaminhados às escolas via sistema on-line, ao qual a Folha teve acesso.

O presidente do Inep (órgão do Ministério da Educação responsável pelo exame), José Francisco Soares, explicou que os níveis 2, 3 e 4 são tidos como adequados, ainda que indiquem diferentes estágios de aprendizagem.

A ANA (Avaliação Nacional da Alfabetização) é uma das medidas que integram o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, lançado pela presidente Dilma Rousseff (PT) em 2012.

O ministro Henrique Paim (Educação) afirmou que escolas com baixo desempenho terão atenção especial.

“Nós não estamos satisfeitos, por isso temos o pacto, para melhorar os resultados.”

O Inep não elaborou um indicador nacional com base nos dados de cada escola nem unificou os resultados das três áreas em um indicador de alfabetização. O objetivo é evitar a criação de um ranking nacional com base em prova aplicada a crianças em início de vida escolar.

As escolas também receberam informações sobre o perfil de seu corpo docente e o nível socioeconômico dos alunos, com base na escolaridade e posse de bens e serviços pelos pais.

Alejandra Velasco, coordenadora-geral do movimento Todos pela Educação, destaca que um desempenho ruim nessa fase do ensino fundamental repercute nas etapas seguintes. “O quarto e quinto ano são de consolidação dessa aprendizagem.”

Para ela, a formação de docentes e a infraestrutura das escolas contribuem para o “abismo entre as regiões”.

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Província argentina elimina nota zero para proteger autoestima de alunos

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Foto: Leonardo Soares/UOL

Foto: Leonardo Soares/UOL

Publicado por BBC Brasil [via UOL]

As escolas primárias da rede pública e privada da província de Buenos Aires – a mais populosa da Argentina, mas que não inclui a capital de mesmo nome -, vão eliminar as notas baixas a partir de 2015, segundo confirmou à BBC Brasil a Secretaria de Educação do governo provincial.

“A avaliação passa a ser com notas de quatro a dez. E para passar de ano o aluno deverá tirar sete”, explica o comunicado da Secretaria de Educação.

O objetivo da medida é evitar “afetar a autoestima” do aluno, conforme explicou a Secretária de Educação, Nora de Lucía, à imprensa local.

“Um aluno que muitas vezes é brilhante em uma matéria acaba ficando desestimulado quando recebe um zero ou outra nota baixa em outra matéria. Acho que devemos cuidar da autoestima da criança”, disse a secretária em entrevista à rádio Mitre, de Buenos Aires.

O governador Daniel Scioli disse que a reforma contribuirá para “reduzir a deserção escolar e gerar incentivo” ao aluno. A decisão de eliminar as notas vermelhas, foi anunciada na semana passada e gerou polêmica no país.

O ex-ministro da Educação Juan Llach, criticou a medida por entender que não contribui para melhorar o rendimento do aluno ou para melhorar o ensino na Argentina.

“Acho que a medida pode ter efeito contrário. O aluno não leva o zero e vai achar que está sendo visto como coitado e não como alguém que quer e pode enfrentar um desafio e crescer”, disse à imprensa local. Para ele,”o zero ou qualquer nota baixa não estigmatiza ninguém”.

A diretora de educação da Universidade Di Tella, Claudia Romero, disse que a nova medida, em sua visão, “não contribui para a educação da criança”.

Por sua vez, o ministro da Educação, Alberto Sileoni, disse que a reforma ajudará a manter o aluno na sala de aula. “Um boletim como os de antes não manterá o aluno na escola. E devemos mantê-lo na escola ou então ele vai (passear) na esquina”, afirmou o ministro.

Segundo os jornais argentinos, apenas uma outra província, a de Catamarca, analisa mudanças similares às de Buenos Aires.

Carta de escola a alunos dizendo que nota ‘não é tudo’ faz sucesso na internet

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A mensagem foi enviada aos estudantes da escola primária Barrowford, na Inglaterra

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Uma carta enviada aos alunos de uma escola da Inglaterra se tornou viral na internet ao dizer que as notas nem sempre representam aquilo que os fazem “especiais e únicos”.

O texto diz aos alunos que a escola está “orgulhosa” do “enorme empenho” que eles demonstraram e que deram “o melhor de si durante uma semana complicada”.

— Estes testes nem sempre avaliam tudo aquilo que faz cada um de vocês ser especial e único.

A mensagem foi enviada aos alunos da escola primária Barrowford, em Lancashire, no noroeste da Inglaterra, com os resultados de dois importantes testes.

Os organizadores das provas, diz a carta, “não conhecem cada um de vocês… da mesma maneira que seus professores os conhecem, eu espero, e certamente não da maneira como suas famílias”.

Eles não sabem “como você é confiável, gentil e alguém que tem consideração, e ainda que tenta, todos os dias, dar o melhor de você”.

A carta termina dizendo aos alunos “que comemorem os resultados” obrtidos, mas lembra que “há várias maneiras de ser inteligente”.

A diretora da escola, Rachel Tomlinson, disse estar “absolutamente surpresa” pela reação à carta, que foi reproduzida no Facebook e no Twitter e virou notícias em diversos jornais. Ela disse ter encontrado a mensagem em um blog americano na internet.

A diretora negou que a mensagem da carta era de que as notas dos testes não importam.

— Nós nunca daremos aos alunos a mensagem de que as conquistas acadêmicas não são mportantes – o que fazemos é ter certeza que aprovamos alunos confiantes, articulados e realmente independentes que assim seguirão rumo à próxima fase de suas carreiras escolares.

No Twitter, a escola Barrowford comemorou: “‘Uau’. Há mensagens em todo o mundo sobre esta carta!! Tudo o que fizemos foi lembrar nossos (alunos) o quão incríveis eles são!!!”.

A mensagem foi reproduzida mais de mil vezes e o nome da escola virou um das palavras mais comentados no Twitter.

Fonte: R7

Universitários que dormem mais obtêm melhores notas

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Estudo realizado na Bélgica mostra que desempenho de alunos que dormem ao menos sete horas por noite é superior ao dos colegas

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Estudantes universitários que dormem pelo menos sete horas por noite têm desempenho ao menos 10% superior ao dos demais colegas, aponta estudo realizado por pesquisadores das universidades de Ghent e Leuven, na Bélgica. A pesquisa ouviu 621 alunos do primeiro ano do ensino superior e observou que as notas médias obtidas pelos membros do primeiro grupo em provas é 1,7 ponto superior, em uma escala de 1 a 20.

O estudo constatou ainda que aproximadamente 30% dos estudantes que participaram da pesquisa têm baixa qualidade de sono, com base no Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI, sigla em inglês), elaborado pela Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos. Entre as mulheres, a qualidade do sono é pior: 35% delas dormem mal, mesmo aquelas que conseguem descansar sete horas por noite. Entre os homens, a taxa cai para 26%.

Segundo Stijn Baert, coautor do estudo, a quantidade de horas dormidas afeta as notas porque o desempenho dos estudantes têm relação direta com a memorização. Isso porque a consolidação da memória acontece durante o REM — fase do sono na qual ocorrem os sonhos.

“A absorção de novos conhecimentos está integrada na base de conhecimento existente enquanto dormimos. Dormir ao menos sete horas é essencial para alcançar essa etapa do sono e para consolidar o que foi estudado durante o dia”, disse Stijin em artigo.

Fonte: Veja

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