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‘Um Ano Inesquecível’ apresenta histórias escritas por autoras de livros juvenis

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Publicado na Folha de S.Paulo

Muitos dizem que os melhores momentos da vida são vividos na adolescência. Em uma época cheia de mudanças – e primeiros amores, encontros, festas e viagens -, são sempre os instantes inesperados que transformam um dia comum em uma lembrança especial.

“Um Ano Inesquecível” é um livro sobre esses momentos marcantes que não podem ser apagados da memória com tanta facilidade. Assinado por quatro autoras queridas entre o público jovem – Paula Pimenta, Bruna Vieira, Babi Dewet e Thalita Rebouças – a obra apresenta quatro personagens que vivem experiências e sentimentos intensos ao longo das quatro estações do ano.

No livro, Paula Pimenta traz uma história sobre uma viagem de inverno. Babi Dewet conta como um outono pode mudar tudo. Bruna Vieira mostra a paixão brotando com a primavera. E Thalita Rebouças narra um intenso amor de verão.

Paula Pimenta começou sua carreira literária em 2001. Formada em publicidade, trabalhou na Rede Minas como produtora do programa Brasil das Gerais e como assessora de marketing no Minascentro. É autora das séries “Fazendo Meu Filme” e “Minha Vida Fora de Série”.

Dona do maior blog voltado para o público adolescente do Brasil, o Depois dos Quinze, Bruna Vieira alcançou o sucesso pouco a pouco. Aos 15 anos, ela sofreu uma desilusão amorosa e decidiu usar as palavras para superar o trauma, criando o blog que fez sua vida mudar. Hoje blogueira e escritora, Bruna Vieira soma acessos que passam dos 10 milhões e recentemente atingiu a marca de 1 milhão de seguidores em seu perfil no Instagram.

Babi Dewet nasceu no Rio de Janeiro e é formada em Cinema. Começou a sua carreira escrevendo fanfics e publicou a trilogia “Sábado à Noite” em 2014. Amante de música, é apresentadora de shows e eventos de cultura coreana e pop, e possui um canal no YouTube sobre KPop e livros, além de fazer parte da equipe de vídeos do DramaFever.

Thalita Rebouças é jornalista de formação, mas abandonou as redações para batalhar por seu sonho de ser escritora, que tinha desde criança. Aos 25 anos, publicou seu primeiro livro, “Traição Entre Amigas” e, ao longo de 15 anos de carreira, a autora publicou 19 títulos, teve suas obras traduzidas no exterior e vendeu mais de 1.5 milhão de livros.

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Livro traz protagonistas que vivem experiências e sentimentos intensos durante as quatro estações do ano

 

Abaixo, leia um trecho do conto escrito por Paula Pimenta.

*

Acordei no dia seguinte me sentindo bem mais animada. Eu ainda estava com a garganta meio dolorida, mas a gripe tinha passado quase totalmente. Olhei para a cama ao lado e vi que o Dudu não estava lá, provavelmente tinha ido para o quarto dos meus pais, então me espreguicei e comecei a me lembrar dos acontecimentos da noite anterior.

Depois de descermos do terraço, fomos direto para o pub, que realmente estava bem cheio. A maioria das pessoas era mais velha, mas o Ben me levou direto para uma mesa onde estavam algumas da nossa idade. Quer dizer, da idade dele. Eu certamente era a mais nova ali.

Logo notei que o grupo era todo de brasileiros. Os primos dele estavam lá, além de alguns garotos que eu já tinha visto no café da manha do meu hotel e também algumas meninas. Assim que viram o Ben, começaram a falar alto, vibrando por ele ter chegado e perguntando por que tinha demorado tanto. Percebi que ele era muito querido por ali. Ele me apresentou rapidamente para todos, que pelo visto já sabiam sobre a minha peripécia na neve… Algumas meninas vieram me perguntar como eu havia tido coragem de ir tão alto, outras me alertaram para nunca subir em um teleférico sem saber para onde ele ia… Aos poucos fui entendendo que aquele era um grupo de amigos que passava todas as férias ali. Os pais da maioria deles esquiava – profissionalmente ou por hobby – então todos os anos eles se reencontravam. Fiquei sabendo também que, no dia em que eu tinha chegado, o Ben havia ido a Santiago apenas para encontrar os primos no aeroporto, pois ele já estava ali desde o começo do mês.

“Nos estávamos no mesmo voo que você”, o Glauco, um dos primos, me contou. “Alias, te vimos no aeroporto em São Paulo e ate comentamos que, com aquele vestido curtinho você devia estar indo para o hemisfério norte, onde agora e verão… Ficamos surpresos quando entrou no mesmo avião que a gente!”

“Ahhhh, Glauco… Quer dizer que notou a menina ainda no aeroporto…”, uma das garotas, de quem eu não lembrava o nome, brincou.

Fiquei envergonhada, mas o outro primo, que se chamava Adriano, explicou: “O irmao dela inventou de jogar futebol em plena sala de embarque, ela estava tentando ler e toda hora ele jogava a bola em cima dela, querendo atenção.

Os pais deles estavam resolvendo alguma coisa no guichê da companhia aérea, então foi a Mabel que tomou a bola do menino. Nos ate brincamos que ela era uma santa, pois eu estava vendo a hora que aquela bola ia voar no café que estávamos tomando! Mas acho que irmão dela deve ter aprontado mais depois, porque tanto no avião quanto ônibus ela ficou com a maior cara de emburrada.”.

“Por isso, quando chegamos aqui e vimos que ela estava naquela área de recreação que tem entre os hotéis, digitando alguma coisa no celular, resolvemos jogar umas bolinhas de neve nela, só pra descontrair, pra ver se ela ia toma-las da gente também! Era só uma brincadeira, mas ela apelou total, começou a xingar…”, o Glauco esclareceu. “A Mabel e muito brava, já estou avisando pra ninguém deixa-la nervosa, viu?”

Todo mundo achou graça, mas eu fingi estar realmente brava e falei: “Ah, então foi por isso que vocês ficaram jogando neve em mim! Fiquei de castigo por causa disso, sabia?”.

Uma das meninas, que ate aquele momento estava apenas ouvindo a conversa, falou: “Nossa, você ainda fica de castigo… Quantos anos tem?”.

Ela falou aquilo com tanto desdém que eu enrubesci no mesmo instante. Não queria que me achassem criança, mas eu também não achava certo mentir a minha idade.

“Tenho 14…”, confessei. “Mas facho 15 daqui a um mês, no final de agosto!”, completei depressa. “E sim, meus pais dizem que vão me deixar de castigo enquanto eu merecer, até depois que eu for maior de idade.”

Vários deles riram, dizendo que os pais de alguns ali deviam fazer o mesmo. Umas meninas falaram que eu parecia mais nova, outras disseram que eu parecia mais velha… Apenas a garota que fez a pergunta ficou calada, me olhando como se eu a tivesse ofendido por alguma razão.

O resto da noite passou rápido, pois a conversa estava muito animada e eu acabei me enturmando com facilidade. Descobri que todos ali eram muito diferentes, mas tinham uma paixão em comum: a neve. Quando faltava pouco para as dez da noite, o Ben disse que ia me levar ao meu hotel, então todos perguntaram se eu ia me juntar a eles para esquiar na manha seguinte. Totalmente sem graça, expliquei que eu não era boa no esqui, e por causa disso o Adriano falou: Ela acha que a escolinha e só para crianças…”, lembrando o que eu havia dito a eles na pista. Isso fez com que todos discordassem, me dizendo que era muito importante ter pelo menos uma iniciação, pois se tentasse esquiar sozinha, sem a menor base teórica, eu poderia até me machucar.

“Todo mundo aqui passou pela escola de esqui…”, uma das meninas, a Renata, acrescentou. E em seguida se virou para o Ben, dizendo: “Se ela não quer praticar lá, por que você não da umas aulas particulares pra ela? E ate bom, porque individualmente da pra aprender mais rápido”.

Ele, que havia ficado meio calado a noite toda, apenas balançou os ombros, dizendo: “Se ela topar, eu ensino com o maior prazer…”.

Todos insistiram para que eu fizesse isso, então no fim das contas acabei prometendo que ia tentar fazer uma aula com ele, apenas como experiência. Mas se eu não gostasse, encerraria minha carreira de esquiadora ali mesmo.

Por isso, agora, deitada na cama e olhando as montanhas branquinhas lá fora, eu estava sentindo uma mistura de expectativa e ansiedade. Eu realmente achava que não tinha nascido para aquilo, e também ainda não tinha superado o trauma do dia do teleférico. Mas eu havia gostado muito do pessoal na noite anterior, não queria que eles pensassem que eu era uma medrosa, que desistia sem nem tentar…

Sendo assim, me levantei e avisei para os meus pais que eu ia fazer uma aula particular com o Ben naquele dia. Eles adoraram a notícia e falaram que tinham certeza de que eu acabaria amando aquele esporte.

No horário marcado, encontrei com ele na frente do lounge. Como combinado, eu não ia ter aulas no lugar da escola de esqui, por isso ele me levou ate uma área plana que ficava um pouco abaixo dos hotéis.

“Primeiro sem os esquis”, ele começou a explicar. “Vamos apenas treinar os movimentos dos bastões, pois quero que você observe a posição do seu corpo. Finja que você vai começar a esquiar… Como você faria?”

Eu mostrei para ele, que na mesma hora disse que eu estava com a postura muito ereta. Ele me fez flexionar os joelhos e inclinar o corpo para a frente.

“Agora vamos tentar com os esquis”, ele falou, quando achou que eu já estava com o porte adequado. Ele então os acoplou as minhas botas e me ajudou a ficar em pé Em seguida falou para eu ficar na mesma posição que ele tinha me mostrado antes.

Concurso Cultural Literário (166)

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Sonata em Punk Rock, de Babi Dewet

Por que alguém escolheria uma orquestra se pode ter uma banda de rock? Essa sempre foi a dúvida de Valentina Gontcharov. Entre o trabalho como gerente do mercado do bairro e as tarefas de casa, o sonho de viver de música estava, aos poucos, ficando em segundo plano. Até que, ao descobrir que tem ouvido absoluto e ser aceita na Academia Margareth Vilela, o conservatório de música mais famoso do país, a garota tem a chance de seguir uma nova vida na conhecida Cidade da Música, o lugar capaz de realizar todos os seus sonhos.No conservatório, Tim, como prefere ser chamada, terá que superar seus medos e inseguranças e provar a si mesma do que é capaz, mesmo que isso signifique dominar o tão assustador piano e abraçar de vez o seu lado de musicista clássica. Só que, para dificultar ainda mais as coisas, o arrogante e talentoso Kim cruza seu caminho de uma forma que é impossível ignorar.

Em um universo completamente diferente do que estava acostumada, repleto de notas, arpejos, partituras, instrumentos e disciplina, Valentina irá mostrar ao certinho Kim que não é só ele que está precisando de um pouco de rock’n’roll, mas sim toda a Cidade da Música.

***

Em parceria com a Gutenberg, vamos sortear 2 exemplares de Sonata em Punk Rock, de Babi Dewet.

Para concorrer, responda nos comentários: qual o papel da música em sua vida?

Para ficar sempre por dentro das novidades e promoções, sugerimos que curta as páginas dos envolvidos neste concurso cultural:

O resultado será divulgado dia 23/8 neste post.

Boa sorte! 🙂

 

ATENÇÃO para as ganhadoras: Juliana Teixeira de Oliveira e Ana Paula Mastella Tulesko. Entraremos em contato via e-mail.

Começa amanhã o maior evento literário do país, a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro 2015

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Publicado no Meu Guru

Em uma época em que tudo o que se fala e se faz gira em torno da tecnologia, internet e games, há quem diga que livro é considerado ultrapassado. Mas as inscrições já feitas por escolas da rede pública só provam o contrário, pois em apenas uma hora, 145 mil alunos do ensino fundamental preencheram as vagas de inscrições da Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro 2015.

A maior feira literária do Brasil está marcada para começar amanhã (3) e segue até o dia 13 (domingo), no Riocentro. Para preencher a programação desses 10 dias de evento, estão confirmados cerca de 200 autores de diversos estilos literários e de diferentes partes do mundo.

Entre os destaques internacionais da 17ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro está David Nicholls, autor de Um dia, esse livro teve grande repercussão no Brasil, chegando a marca de 450 mil exemplares vendidos somente aqui, essa edição também contará com a presença de Jeff Kinney, autor da saga Diário de um banana.

O Brasil estará muito bem representado pelos grandes nomes da literatura contemporânea, marcarão presença os autores: Ferreira Gullar, Antônio Prata, Pedro Gabriel, Ruy Castro, Gregório Duvivier e Ignácio Loyola Brandão.

Já para o público teen, o Encontro com Autores e o Conexão Jovem abrem espaço para nomes celebrados pelos adolescentes. Os participantes nacionais confirmados são: Thalita Rebouças, Eduardo Spohr, Carina Rissi, Carolina Munhóz, Sophia Abraão, Bruna Vieira, Paula Pimenta e Babi Dewet.

Além dos muitos autores consagrados, a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro prestará homenagem ao pai da Mônica, o desenhista Mauricio de Sousa que receberá merecidamente o prêmio José Olympio, do Sindicato Nacional dos Editores de Livros.

Para completar a vasta programação da 17ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, a Argentina foi o país escolhido para ser homenageado e vem sendo grande destaque nas feiras literárias do mundo. Entre os 14 autores argentinos convidados, está Eduardo Sacheri, autor do romance A Pergunta dos Seus Olhos (2005) deu origem a O Segredo dos Seus Olhos, Oscar de melhor filme estrangeiro em 2010, e Noé Jitrik, um dos críticos literários mais importantes do mundo.

“A Argentina tem o maior número de leitores da América Latina e Buenos Aires é a cidade com maior quantidade de livrarias no mundo. O Brasil é um dos principais destinos das obras que têm tradução apoiada pelo governo”, ressalta o diplomata Gonzalo Entenza, encarregado da programação de seu país na Bienal.

Além das sessões com os autores, a programação oficial da Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro 2015 continua com o Café Literário, palco de debates sobre aspectos culturais. O espaço terá uma área especial para autógrafos. Também estão na programação os grupos de saraus, atividades dinâmicas, como o Cubovoxes e o Bamboleio.

A Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro é resultado de uma parceria de mais de três décadas entre o SNEL (Sindicato Nacional dos Editores de Livros) e a Fagga | GL events Exhibitions.

A feira conta ainda com a realização do Ministério da Cultura através da Lei Federal de Incentivo à Cultura e com o patrocínio do Governo do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura, pela Lei estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro.

Para mais informações e programação completa, acesse  www.bienaldolivro.com.br
Serviço:

17ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro

Data: 09 a 13 de setembro de 2015
Local: Riocentro
Horário: Dias de semana: 9h00 às 22h00 e aos Fins de semana: 10h00 às 22h00

Concurso Cultural Literário (128)

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1247-20150717163341Um ano inesquecível

Paula Pimenta, Bruna Vieira, Babi Dewet, Thalita Rebouças

Dizem por aí que os melhores momentos da vida são vividos na adolescência. Os primeiros amores, os encontros, as festas, as viagens, as surpresas… E são sempre os instantes inesperados que transformam um dia comum em uma lembrança especial, daquelas que nunca deixarão de nos acompanhar.

Este é um livro sobre esses momentos doces e sensíveis que não se apagam da memória tão facilmente. Quatro contos, em quatro estações do ano, sobre jovens que passam por vivências e sentimentos intensos. Paula Pimenta nos leva em uma viagem de inverno. Babi Dewet conta como um outono pode mudar tudo. Bruna Vieira mostra a paixão brotando com a primavera. E Thalita Rebouças narra um intenso amor de verão. Histórias de um ano inesquecível que vão ficar para sempre!

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Em parceria com a Gutenberg, vamos sortear 3 exemplares de “Um ano inesquecível”, de Paula Pimenta, Bruna Vieira, Babi Dewet e Thalita Rebouças.

Para concorrer, responda na área de comentários

Qual a sua estação do ano favorita? Por quê?

Se participar via Facebook, por favor deixe seu e-mail de contato.

Para ficar sempre por dentro das novidades e promoções, sugerimos que curta as páginas dos envolvidos neste concurso cultural:

O resultado será divulgado dia 15/9 neste post.

Boa sorte. 🙂

 

ATENÇÃO PARA AS SORTEADAS!

 

Gisele Cardoso Cordeiro

Eloísa Cardozo

Simone Macedo

 

Parabéns e até o próximo concurso cultural!

Apaixonadas por leitura, blogueiras produzem próprias obras e conquistam leitores

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Apaixonadas por leitura, blogueiras produzem próprias obras e conquistam leitores

Jovens que se dizem “viciadas em livros” já criaram trilogias e chegaram a ler até 200 livros por ano. “Não pretendo parar tão cedo”, ressaltou uma delas

Publicado no A Crítica

Muitas pesquisas apontam que o índice de leitura do brasileiro é de quatro livros por ano. Mas se excluídas as obras indicadas por escolas e faculdades, ou seja, quando considerada apenas a leitura espontânea, chega-se ao baixíssimo índice de pouco mais de um livro por ano por pessoa. Porém existe aquela minoria que não se encaixa nessa realidade. E não bastasse o amor pela leitura, resolveram passar para “o outro lado”: se tornaram escritores e conseguiram lançar as próprias obras.

“Lembro que, desde pequena, já gostava muito de ler. Ganhava meu dia quando me presenteavam com aqueles livrinhos infantis que têm mais figuras que texto. Uma vez, ganhei o livro baseado no filme da Disney “A Bela e a Fera”, que eu já amava. E esse tinha mais texto do que figuras e foi um desafio ler ‘tuuuuudo’ aquilo. Mas, daí, me encantei com aquele mundo que eu mesma criava na minha imaginação; já nem olhava as imagens, apenas imaginava”, diz Marcia Luisa Bastilho Gonçalves, 23.

Natural de Santana do Livramento (RS), a jovem universitária do quinto período de Letras se declarou uma “viciada em livros” e chega a ler até 200 por ano. Aos dez anos, ela “descobriu” a biblioteca da escola onde estudava e se deslumbrou com a história de “Harry Potter”, os poemas de Cecília Meireles e Ferreira Gullar, e as peças de Shakespeare. “Mas o meu livro preferido, até hoje, é “Os Miseráveis”, de Victor Hugo”, afirma, ao ressaltar que ele foi a inspiração para se arriscar na arte de escrever.

“Tenho certeza absoluta que comecei a escrever por causa desse livro. Lembro que peguei a versão escolar – mais fininho e com linguagem mais ‘acessível’ – na sexta-feira. E, no sábado à tarde, já estava acabando de ler. Quando me dei conta que estava chorando, fechei o livro após a última frase e disse baixinho para mim mesma: ‘É isso. É isso que eu quero fazer’. Me referia a fazer alguém chorar, ser tocado com as palavras escritas por mim, deixar de ver a personagem para vê-la como pessoa. Como real”, completa Marcia.

Após essa “epifania literária”, a gaúcha se dedicou a escrever pequenos contos, poemas e histórias. Sempre em meio aos livros, a blogueira se encontrou na Internet. “Aos 14 anos, meu vício literário ‘piorou’. Conheci outro mundo mágico: dos PDFs, fanfics [ficção criada por fãs] e comunidades do Orkut. Foi quando cheguei a ler mais de 200 livros em um ano”, diz.

Paixão virou trilogia

Com o “boom” do vampirismo em livros, filmes e séries, a universitária mergulhou de cabeça nas histórias de fantasia. “Cinema e literatura sempre andam juntos. Tudo que era de vampiro, eu corria atrás. Então, me deparei com um filme realmente ruim, enredo previsível e efeitos visuais precários… E tive outra epifania. Pensei: ‘se eu gosto tanto de vampiro, por que eu mesma não escrevo um filme?’. Foi nessa época que me veio a história ‘The Burns’, minha série de livros de vampiros”, declara.

Três anos depois, ela lançou a primeira obra da série, “Chamas de Sangue”, em 2011. A continuação, “Cidade em Chamas”, chegou às livrarias 12 meses depois. Ambos publicados pela editora Literata, selo da Arwen. “Agora, estou escrevendo o terceiro: ‘Fugindo das Chamas’. Acredito que qualquer escritor tem que ser leitor. Amar tanto imaginar que, ao ler um livro, crie suas próprias imagens, não se contente em apenas viver em um mundo inventado por alguém; e, sim, criar um completamente novo”, suspira.

Leitura precoce

Enquanto a maioria das crianças cresce em meio a brinquedos, Barbara Dewet, 28, foi rodeada por literatura. Filha de professora e de um músico, sempre ganhou livros de presente. Aos três anos de idade aprendeu a ler sozinha e devorou “Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda”. “As pessoas custam a acreditar. Acabei aprendendo a identificar letras e palavras sem a ajuda de ninguém e isso me ajudou muito a ser uma leitora voraz por anos a fio. Li sozinha, sentada em um quarto de brinquedos que eu e minha irmã dividíamos”, lembra.

Babi aprendeu a ler sozinha, com apenas três anos, e sempre amou livros (Foto: Divulgação)

Babi aprendeu a ler sozinha, com apenas três anos, e sempre amou livros (Foto: Divulgação)

Enquanto os coleguinhas corriam pelo playground, Babi Dewet, como é conhecida no cenário literário, se dedicava aos cadernos, canetas, giz de cera e brincadeiras de escolinha. “Meu livro favorito quando criança era ‘O Mundo de Sofia’ que, hoje em dia, não é comum na leitura das crianças. Mas eu adorava, junto com alguns do Paulo Coelho e outros autores”, revela a escritora, professora e administradora.

Após descobrir a série “Harry Potter” na adolescência, a carioca foi apresentada às fanfics e começou a compartilhar as próprias histórias, guardadas em cadernos, com outros fãs online. Desde então, pegou o “gosto” pela escrita e desistiu de contar a quantidade de livros lidos. “Decidi lançar meu próprio livro, baseado em uma fanfic, em 2009. Assim, minha vida como escritora começou de verdade. Hoje, tenho três livros lançados: a trilogia “Sábado à Noite”. E muitos projetos para esse ano”, conclui Babi.

‘Caminho natural’

Aos 22 anos, a também carioca Iris Figueiredo já lançou dos livros — “Dividindo o mel” e “Confissões de uma adolescente online” — e a série “Amores Proibidos”. “A leitura sempre esteve presente em minha vida, já que meus pais também são amantes de livros. Em um ano, cheguei a ler uma média de cem livros. Hoje em dia, com o ritmo corrido, me mantenho entre 50 ou 60 por ano, mas ainda é bem mais que a média nacional, quatro. Costumo brincar que leio por muitas outras pessoas”, declara.

A autora sempre teve vontade de escrever e, aos 14 anos, publicava alguns textos na Internet. “Foi um caminho natural. A Iris escritora sempre andou ao lado da Iris leitora. Terminei meu primeiro livro aos 17 anos, mas publiquei apenas aos 19, por causa da agenda da editora. Foi uma emoção incrível. Este ano, lanço o terceiro e já estou escrevendo o quarto. Não pretendo parar tão cedo”, ressalta.

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