Posts tagged Babi Dewet

Vamos falar sobre fanfics

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Publicado no Nem Um Pouco Épico

Recentemente li no twitter o assunto “fanfics” ressurgir. E com força. Primeiro acompanhei uma discussão entre um perfil de fã clube brigando com uma ficwriter (autora de fanfics). A briga surgiu porque, aparentemente, para a dona do tal fã clube, as fanfics “sujam os nomes dos ídolos”. E coincidentemente logo depois disso a deusa Babi Dewet escreveu sobre fanfics em seu site, respondeu algumas perguntas frequentes sobre o tema, e algum tempo depois, saiu também em uma matéria no O Globo – junto com outras autoras de fanfics – falando sobre esse mundo que muitos veem com olhos tortos.

Eu não consigo te ouvir, estou lendo fanfics

Eu não consigo te ouvir, estou lendo fanfics

Antes de tudo vou confessar aqui que eu tinha vergonha de admitir que escrevia fanfics. E isso soa tão idiota quando falo desse jeito. Mas, é, acho que todas essas coisas negativas sobre fanfics acabavam me fazendo reclusar esse gosto meu. Até que essas brigas (que por incrível que pareça são recorrentes) me fizeram tomar um soco de realidade na cara. Sinceramente, qual era o meu problema?

Eu ficava tipo assim sempre que abria uma fanfic

Eu ficava tipo assim sempre que abria uma fanfic

Eu conheci as fanfics por volta de 2007 no morto Orkut e lia histórias de Harry Potter e Naruto. Sim, eu lia fanfics de Naruto. Oh gawd. Lembro de virar noites lendo fanfics e ficava até mesmo comentando com meu irmão sobre elas, não que ele lesse, mas pedia para eu contar o que acontecia. Principalmente quando não gostávamos do final de algum dos livros de Harry Potter ou de algum episódio de Naruto, eu abria as comunidades e lia alguma história que terminava do jeito que mais nos parecia certo. E isso que me fisgou de vez nas fanfic: a possibilidade de dar o seu final as suas histórias favoritas.

Um pouco depois de conhecer e me tornar um leitor, comecei as escrever as minhas próprias fanfics de Harry Potter e Percy Jackson, eu até tinha postado uma onde os dois mundos se misturavam e acho que nunca escrevi uma coisa tão louca. Logo que entrei para a vida do K-Pop e depois dos livros e animes, conheci as fanfics de bandas e foi realmente daí pra frente que eu realmente me apaixonei pela coisa.

E tenho quase certeza que se não tivesse sentado para escrever aquelas fanfics naquela época, eu nunca teria começado a escrever nada. Como a Babi mesma disse no seu post sobre fanfics, “Fanfics são importantes no processo de criação e amadurecimento de um escritor”. Como todo mundo sabe, vários livros que hoje em dia são best-sellers eram originalmente fanfics. O caso mais famoso disso é obviamente Cinquenta Tons de Cinza, que era originalmente uma fanfic de Crepúsculo. Enfim, muitas coisas que você pode ter lido hoje, provave já foram fanfics, lide com isso. E isso não é nada ruim, na verdade.

NÃOO

NÃOO

Agora voltando ao case de sucesso Cinquenta Tons de Cinza. Ao mesmo tempo em que trouxe o mundo das fanfics de volta aos holofotes, também lançou uma leve sombra com aquele questionamento “tá, mas toda fanfic tem sacanagem?” e a resposta é NÃO. Vou deixar mais claro, NÃOOOOO. Muitas pessoas costumam pensar que os autores e autoras de fanfics escrevem para se sentirem de alguma forma em uma relação com o personagem favorito ou ídolo. Isso acontece, sim, mas também não. Existem as fanfics interativas, onde antes de ler, o leitor coloca seu nome e escolhe outras características e então se torna uma personagem, mas não são todos os casos. Assim como não são todas as fanfics que tem cenas de sexo ou coisa do tipo. Novamente citando a deusa Babi na entrevista ao O Globo, “— Fanfic não é só sacanagem não.”

E Babi, me aguarde, pois eu vou realmente fazer uma camiseta disso.

ESCUTA AQUI

ESCUTA AQUI

Sinto que já estou ficando um pouco disperso do ponto que quero chegar. Uma pergunta extremamente recorrente – pelo menos para mim – é “Por que você escreve fanfics?”. Geralmente essas perguntas são seguidas de algum comentário, e o mais recente era me chamando de criança por escrever essas histórias. E aqui eu vou deixar o meu “escuta aqui queridinha” para todos que fazem essas perguntas seguidas de comentários do tipo. Escrevo porque gosto, oras! Cada autor ou autora têm seus motivos para escrever fanfics. Comecei pois queria explorar algo que eu já gostava, e ficava feliz criando outros finais e dando mais vidas aos meus personagens favoritos. Assim como depois de um tempo essas histórias acabaram se tornando válvulas de escape, eu precisava extravasar muita coisa e usava as fanfics como esta válvula. Também há autores que escrevem para se sentirem perto do ídolo. Sempre temos uma visão tão intocável deles, e escrever ou ler fanfics acaba por trazer uma imagem mais possível, humana.

Escreva. As fanfics são um ótimo meio de começar a escrever, de começar a exercitar a criatividade. Seja para extravasar, para esbanjar a sua criatividade infinita, ou para se sentir próximo de alguém que você admira. Leia. Ler fanfics também é uma ótima forma de ocupar tempos livres, ou àquelas noites de insônia. Também é uma ótima forma de conhecer outras pessoas, o contato com os ficwriters é imediato, basta um comentário e/ou um follow no twitter e logo você com toda certeza conseguiu um ótimo amigo.

Até hoje escrevo e posto as minhas fanfics e não pretendo parar nunca. Também escrevo histórias próprias, claro. Mas não fossem as fanfics, eu nunca teria esse interesse pela escrita. E se for preciso, crio um grupo de defesa a autores e leitores de fanfics, pois tomei como missão agora fazer as pessoas pararem de ver as fanfics com preconceito e as aceitarem como as ótimas histórias que são.

Vocês podem encontrar o meu perfil de ficwriter aqui no Social Spirit.

E aqui alguns do sites onde você pode ler e postar as suas fanfics:

Social Spirit | Nyah! Fanfiction | Fanfiction.net | Fanfic Addiction | Fanfic Obsession | Fanfics Brasil

 

dica do Tom Fernandes

Autores de livros para o público ‘teen’ dão dicas para se fazer um bom texto

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Organizar as ideias e construir o ‘esqueleto’ da redação é fundamental.
Confira as dicas de Paula Pimenta, Babi Dewet e Leonardo Alkmin.

Vanessa Fajardo, no G1boaredacao

Muito tímida na infância, a mineira Paula Pimenta sempre gostou de escrever para se expressar e organizar as ideias. Tentou cursar jornalismo, mas no meio do caminho entendeu que gostava mesmo de ficção, crônicas e contos e não textos informativos. Hoje, aos 39 anos, a autora da série “Fazendo meu filme” escreveu dez livros, vendeu mais de 500 mil cópias e se consagrou como uma das principais autoras do público teen. Mas até Paula, expert das histórias, tinha suas dificuldades para escrever quando era adolescente.

O G1 foi até a 23ª Bienal Internacional do Livro, em São Paulo, para ouvir autores sobre suas principais dificuldades para escrever durante a vida escolar e quais são suas as dicas para uma boa produção de um texto. Fazer uma boa redação é essencial para o bom desempenho na escola e também nos vestibulares e no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Veja no quadro ao lado e abaixo as dicas de Paula Pimenta, autora da série de livros “Fazendo meu filme”(Editora Gutenberg), Babi Dewet, de 27 anos, autora da trilogia “Sábado à noite” (Editora Évora), Leonardo Alkmin, de 45 anos, autor do livro de aventura “Paralelos” (Geração Editorial).

Liste os conteúdos

A escritora Babi Dewet dá dicas para a redação (Foto: Vanessa Fajardo/G1)

A escritora Babi Dewet dá dicas para a redação (Foto: Vanessa Fajardo/G1)

Para tirar a ideia da cabeça e colocá-la no papel com nexo e criatividade, vale elencar os tópicos principais antes de partir para o texto final. “Fazer uma lista do conteúdo principal do que você quer escrever sempre funciona”, afirma Babi.

“Você precisa fazer o seu texto ser entendido pelas outras pessoas. Às vezes a gente tem muitas ideias e elas parecem sensacionais, mas estão na cabeça como se fosse uma piada interna. E na verdade quando escrevemos queremos compartilhar”, diz Babi.

Organize as ideias

A escritora Paula Pimenta sugere organizar as ideias antes de escrever o texto (Foto: Vanessa Fajardo/G1)

A escritora Paula Pimenta sugere organizar as ideias antes de escrever o texto (Foto: Vanessa Fajardo/G1)

Para Paula Pimenta, a boa e velha técnica do rascunho é eficaz. “Um rascunho ajuda organizar as ideias. Muitas vezes eu estou escrevendo um texto e vejo que um parágrafo que está lá embaixo cabe muito melhor em cima.”

A escritora diz que o estudante deve fazer quantas tentativas forem necessárias neste rascunho até que o texto esteja “limpinho e perfeito”.

O escritor Leonardo Alkmin diz que as redes sociais podem ser usadas para treinar como elaborar argumentos para uma redação (Foto: Vanessa Fajardo/G1)

O escritor Leonardo Alkmin diz que as redes sociais podem ser usadas para treinar como elaborar argumentos para uma redação (Foto: Vanessa Fajardo/G1)

Treine nas redes sociais

Alkmin sugere que o texto deve ser pensado em três fases: abertura, desenvolvimento e fechamento. “Em qualquer texto esta é a melhor maneira de você ser entendido.”

Outra dica é treinar a escrita e elaboração das ideias, até mesmo durante o uso das redes sociais. “Uma dica é tentar expressar pensamentos um pouco mais elaborados mesmo em um comentário de facebook. Tentar usar essa ferramenta da escrita para se desenvolver, essa prática, mesmo que intuitivamente, até no vestibular ou na vida profissional.”

Livros voltados para o público adolescente atraem milhares de jovens à Bienal do Livro em São Paulo (Foto: Vanessa Fajardo/G1)

Livros voltados para o público adolescente atraem
milhares de jovens à Bienal do Livro em São Paulo
(Foto: Vanessa Fajardo/G1)

Paixão pela escrita
Os autores revelam que quando eram adolescentes também tinham dificuldades para escrever uma boa redação. E com muito estudo e prática foram desenvolvendo maneiras de fazer o texto fluir.

“Uma das minhas maiores dificuldades era o tema que a professora dava e às vezes eu não sabia nada sobre o assunto. A forma que eu arrumava de conseguir escrever era pesquisar”, diz a autora da série “Fazendo meu filme”(Editora Gutenberg) de quatro livros. Antes de se tornar escritora, Paula tentou cursar jornalismo, mas no meio do caminho entendeu que gostava mesmo de ficção, crônicas e contos e não textos informativos. Ela já lançou suas obras em versões em inglês, espanhol e português de Portugal.

Babi Dewet, de 27 anos, autora da trilogia “Sábado à noite” (Editora Évora), também diz que mesmo escrevendo bem nem sempre agradou os professores do ensino médio. “Eu sempre gostei muito de escrever diálogos e eu gostava de conversas entre personagens e nem sempre era o que professor estava pedindo”, diz.

Leonardo Alkmin, de 45 anos, é formado em artes cênicas, já foi ator e baterista de uma banda de rock n´roll, mas vive de escrever desde 2000.

Sua última obra é o livro de aventura chamado “Paralelos” (Geração Editorial). “Gosto de tudo que envolve a escrita e descobri que era mais feliz escrevendo. Nunca tive muita dificuldade para escrever porque lia muito, desde que aprendi a ler comecei a devorar livros. Meu primeiro romance escrevi aos 9 anos.”

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