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Posts tagged Bananas

Spray de pimenta nos bananas

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Paula Pimenta assume primeiro lugar na lista infantojuvenil

Cassia Carrenho, no PublishNews

1Essa semana a mineirinha Paula Pimenta chegou botando ordem na turma de bananas e assumiu o comando na lista de infantojuvenil com o livro Minha vida fora de série – 2ª temporada (Gutenberg). O livro vendeu 3.420 exemplares, deixando o Diário de um banana – segurando vela (Vergara&Riba), em 2º lugar. E ainda trouxe mais dois reforços para a lista: Minha vida fora de série – 1ª temporada e Fazendo meu filme – a estreia de Fani, ambos da Gutenberg. Pimenta nos olhos dos outros é refresco! Outro destaque da semana foi o lançamento de Neil Gaiman, O oceano no fim do caminho (Intrínseca), que ficou em 10º lugar na lista de ficção, mas é aposta para ganhar algumas posições nas próximas semanas.

Na lista mensal de junho o 1º lugar ficou com Inferno (Arqueiro), que vendeu 77.568 livros, mais que o dobro do segundo colocado, Para sempre sua (Paralela), com 32.682 exemplares. Kairós (Globo), caiu para o 3º lugar geral, com 27.875.

E no ranking das editoras, a briga da semana e do mês ficou entre Intrínseca, Sextante e Record. No ranking semanal a Sextante, com 13, levou uma pequena vantagem de 1 livro para a Intrínseca, com 12. A Record, encostou nas duas e ocupou o 3º lugar com 10 livros. E, para causar mais agito, o ranking mensal trouxe um empate entre a Intrínseca e a Sextante, com 17 livros cada uma e a Record, novamente encostando, com 15 livros. Briga boa. Mas pacífica!

Sextante leva a tríplice coroa

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Destaque em maio para ‘Kairós’, ‘Inferno’ e ‘O silêncio das montanhas’

Cassia Carrenho, no PublishNews

1aA editora carioca faturou o livro mais vendido da semana, o 1º lugar no ranking semanal das editoras e 1º lugar  no ranking mensal das editoras de maio. De boas vendas o inferno tá cheio!

Numa semana de poucas mudanças, o grande destaque foi o livro O silêncio das montanhas (Globo), de Khaled Hosseini, autor do bestseller O caçador de pipas, que assumiu a vice liderança com uma diferença de apenas 56 livros e desbancou Kairós (Principium). A Globo agradece, já que os dois títulos são do seu grupo editorial.

Já o lugar mais quente da lista continua com Inferno (Arqueiro), que vendeu 23.729 exemplares na semana.

No ranking das editoras, Sextante e Intrínseca continuam numa disputa que começou no mês passado. Nessa semana a Sextante ficou em 1º lugar, com 15 livros, e a Intrínseca, com 14. Vergara&Riba, com sua turma de bananas, ficou em 3º lugar e, empatados com 7 livros cada um, Ediouro, Globo e Record dividem o 4º lugar.

No mês de maio, Kairós (Principium) foi o grande campeão de vendas, com um total de 77.550 exemplares vendidos. Mais uma razão para a editora Globo “erguer as mãos e dar glória a Deus”.

O vice campeão veio mesmo de baixo, mas com um objetivo claro de dominar a lista mensal em breve. Inferno (Sextante) vendeu 44.827 no mês de maio. Vale lembrar que Kairós foi lançado no começo do de maio e Inferno só na segunda quinzena do mês.

No ranking mensal das editoras a Sextante também levou o 1º lugar, com 24 livros. A surpresa veio com a Companhia das Letras, que fez uma ação de desconto, e ficou em 2º lugar, com 20 livros. Em 3º lugar aparece a Intrínseca, com 17, e, empatados 4º lugar, Ediouro, Record e Vergara, com 11 títulos cada.

Intrínseca encosta na Sextante

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Em 3º lugar a editora Vergara & Riba

Cassia Carrenho, no PublishNews

Sextante: 1º lugar no ranking das editoras com 16 livros, 1º lugar em negócios com o livro Sonho grande, 4 livros na lista gerale 23.308 exemplares vendidos ao todo.

Intrínseca: 2º lugar no ranking das editoras com 15 livros, 1º lugar em ficção com o livro O lado bom da vida e em infantojuvenil com o livro A marca de Atena, 7 livros na lista geral e 33.563 exemplares vendidos no total.

Um livro de separação da primeira para a segunda no ranking das editoras. Mais de 10 mil exemplares a mais da segunda para a primeira em livros vendidos. Uma briga boa para os leitores!

Em 3º lugar no ranking, uma surpresa esperada: Vergara & Riba. Ainda embalada pelas vendas dos dias das mães e pelos eternos bananas, a editora colocou 11 livros na lista – 3 sobre mães e 8 da coleção Diário de um banana.

As estreias na lista foram: em ficção, Entre o agora e o nunca (Suma das Letras), Anjo da morte (Verus) do querido nerd Eduardo Spohr, e Amor (Bertrand) de Isabel Alende; em não ficção, o polêmico livro do Lobão Manifesto do nada na terra do nunca (Nova Fronteira), Carlos Wizard (Gente) e Um gato de rua chamado Bob (Novo Conceito); em infantojuvenil, Os diários do semideus (Intrínseca); em autoajuda, Mãe, você é tudo para mim (Gente) e Para minha supermamãe (Vergara & Riba); em negócios, A bola não entra por acaso (Principio) e Startup de $100 (Saraiva).

Vale lembrar que o já tão conhecido Padre Marcelo continua no altar com o livro Kairós (Principium), que atingiu essa semana a marca de 29.445 exemplares vendidos. Santo Expedito deve estar recebendo muitos agradecimentos pela graça alcançada!

‘Talento é fundamental, mas não é suficiente’, diz poeta

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Publicado por: Valor

O poeta Ferreira Gullar mora desde 1979 em um prédio de esquina da rua Duvivier, em Copacabana, onde embaixo já funcionou uma boate. Avô de oito netos e bisavô de seis, casado com a poeta Cláudia Ahimsa (nascida em 1963), o escritor de 82 anos tem uma vida tão intensa quanto a do bairro onde mora.

Neste fim de ano, a editora José Olympio leva às livrarias a primeira edição avulsa da peça “O Homem como Invenção de Si Mesmo – Monólogo em um Ato” (2006), que só fora publicado no conjunto de “Poesia Completa, Teatro e Prosa” (2008, ed. Nova Aguilar). Como se recusa a viajar de avião, o poeta enfrentou na semana passada seis horas de estrada para ir a São Paulo receber o Prêmio Jabuti de ilustração por “Bananas Podres” (Casa da Palavra), com colagens que ilustram poemas seus de outras obras.

“Meu hobby é a pintura, a colagem”, diz o crítico de arte, que no início de 2013 publicará pela José Olympio outro livro com ilustrações, “A Menina Cláudia e o Rinoceronte”, para crianças. E se os leitores não devem esperar para breve novas coletâneas de poemas inéditos, provavelmente em março próximo já será possível encontrar outra novidade nas livrarias. Toda a obra de Gullar foi revista neste ano e a editora Maria Amélia Mello, da José Olympio, promete a reedição de um título por mês do poeta, com novo projeto gráfico. O primeiro será “Poema Sujo” (1976). “A importância da sua obra cresce a cada dia”, diz a editora. Leia a seguir trechos da entrevista que Gullar concedeu ao Valor.

Valor: O senhor costuma dizer que sua poesia nasce do espanto. O teatro surge de ideias racionais?

Ferreira Gullar: Eu nunca tinha escrito uma peça com o objetivo prioritário de expor uma teoria. Fui refletindo sobre a ideia do homem como invenção de si mesmo e me convencendo de que essa teoria tinha fundamento e que valeria a pena expô-la. Mas como não sou filósofo, não ia escrever um tratado. Me ocorreu fazer esse monólogo. Mas há peças que nascem por outra razão, com outras intenções. Algumas têm a questão social, outras são mais poéticas, outras mais teatrais, como “Romance Nordestino”, em que me inspirei no cordel.

Valor: Há um limite de tempo para o ser humano se inventar e se reinventar?

Gullar: A pessoa não se inventa gratuitamente. Ninguém se inventa craque de futebol sem talento, ninguém vai se inventar cozinheiro ou poeta sem talento. A pessoa nasce com determinadas qualidades e as desenvolve. Como disse o Noel Rosa, samba não se aprende no colégio. Tenho de trabalhar o meu samba, a minha música, mas antes preciso ter vocação. A minha teoria não fala de se reinventar, mas de inventar mesmo. Se a pessoa ficar sentada na beira da calçada e não fizer nada, ela não vai ser nada na vida. Mesmo que tenha nascido com talento de romancista, se não tentar escrever, se não se dedicar e se entregar, não vai conseguir fazer um bom romance. Uma coisa é a qualidade com a qual você nasce e outra é a capacidade de transformar aquilo em realidade. Porque talento é fundamental, mas não é suficiente.

Valor: O senhor já viu muita gente se desperdiçar?

Gullar: Quando a pessoa nasce com uma qualidade e não a desenvolve é porque não sente necessidade. A vida é acaso e necessidade. Acaso nada mais é do que probabilidade, aquilo que é possível acontecer. Você de repente pode conhecer uma pessoa que vai mudar a sua vida, mas para isso aquela pessoa precisa necessitar de você e você dela. Se você não transforma o acaso em necessidade, não vai realizar as coisas. “A Divina Comédia” podia não ter sido escrita. Ela se tornou necessária porque foi escrita e inventou coisas que se tornaram necessárias. É nesse sentido que falo que a vida é inventada.

Valor: Buscar a lucidez parece fundamental para o senhor, não?

Gullar: As pessoas em geral dizem que sou lúcido. O meu saudoso amigo Dias Gomes [1922- 1999] sempre me telefonava quando enfrentava um problema pessoal complicado. “Tenho de ouvir você, porque, em matéria de lucidez, confio em você”, falava. Algumas pessoas acham que tenho essa qualidade. Quem lê minhas crônicas também. Não gosto de confusão, não gosto de fazer de conta de que sou complexo. Pelo contrário, minha preocupação é ser claro, mesmo quando as coisas são complexas.

Valor: Isso dá ao leitor um certo reconforto…

Gullar: Acho que sim, porque não há coisa mais chata do que não entender o que se lê, ou se sentir burro porque você não está entendendo. Às vezes não é complexidade, mas confusão…

Valor: Nesta sociedade pragmática, há receio em relação à subjetividade, não?

Gullar: A coisa pior é achar que tudo é muito simples. É um equívoco, o ser humano é complexo. Em sua riqueza de personalidade, o ser humano não é só razão ou só irracionalidade e loucura. Mesmo quem é doente mental têm momentos de racionalidade. Existe um dado realmente complicado da sociedade hoje que, cada vez mais pragmática, não leva em conta a complexidade do indivíduo. Muitas pessoas mais sensíveis se sentem marginalizadas nessa sociedade que não leva em conta essa face do ser humano, a subjetividade, os sonhos, o delírio, as inseguranças. Uma sociedade que se torna cada vez mais pragmática e objetiva tende a ignorar isso, trata-se de fonte de neurose para as pessoas, de marginalização.

Valor: O poeta faz as pessoas terem contato com esse mundo…

Gullar: Uma das coisas que o artista e o poeta fazem é oferecer às pessoas esse outro lado da vida. Um dos fatores mais presentes na atualidade é a mídia, que transforma tudo em notícia. Isso se sobrepõe aos demais valores. Tem muita gente com prestígio na sociedade só em função da sua presença na mídia, sem de fato nenhuma contribuição efetiva. Isso é muito grave e, em muitos casos, provoca uma inversão de valores. Pode levar a muitos equívocos e a muita injustiça.

Valor: Hoje ainda existe brecha para o espanto?

Gullar: O espanto está presente porque o mundo não é explicado. De vez em quando você se defronta com uma coisa que parecia explicada e não está. Isso é o espanto: a experiência inesperada. O mundo está aparentemente explicado. De repente você vê que não.

Valor: O senhor ainda se espanta quando lê?

Gullar: Claro, uma das coisas que a leitura possibilidade é isso. Não como na vida, mas o livro, especialmente o de poesia, contém esse espanto. Mas hoje leio menos do que no passado. Não tenho tanto tempo para ler e estou mais preocupado em refletir, pensar e escrever.

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