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App inovador traduz textos em tempo real usando apenas a câmera do smartphone

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Publicado por Hypeness

Imagine que você está em Moscou, não entende nada de russo e precisa saber o que está escrito em uma placa na rua. Desesperar-se não é uma opção, então você calmamente saca o smartphone do bolso, aponta a câmera para o texto e ele é traduzido para você, instantaneamente. Mágica? Não, essa é a proposta do aplicativo Word Lens, que recentemente foi comprado pela Google.

O app funciona como um poderoso tradutor em tempo real e é especialmente útil para quem viaja pelo mundo. Ao acionar a câmera, o Word Lens identifica o texto na imagem e busca a tradução em um banco de dados próprio. Voilà! O texto em russo que parecia impossível de ser compreendido é instantaneamente traduzido na tela do seu smartphone.

Outra característica que o torna perfeito para viajantes é que ele dispensa o uso de internet. Isso porque os dicionários são baixados no celular, sem que você precise recorrer a um banco de dados externo – diferente do que acontece com a maioria dos apps de tradução. O Word Lens conta com diversos pacotes de idiomas, incluindo Inglês, Espanhol, Francês, Italiano, Alemão, Russo e Português.

Dá uma olhada no funcionamento desse app milagroso:

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Embora possa ser muito útil para ler placas, por exemplo, o Word Lens traz algumas limitações. Sua capacidade de identificar o texto não é muito boa quando se depara com fontes estilizadas ou letra cursiva, por exemplo. Mesmo assim, o app é uma boa carta na manga para quem quer visitar outro país e não domina completamente o idioma local. O Word Lens está disponível no iOS e no Android.

E então, já sabe qual será seu próximo destino de viagem? O Hypeness indica 10 destinos incríveis que mais parecem fazer parte de contos de fada e onde o World Lens pode vir a ser útil.

40 frases impagáveis do Barão de Itararé

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Euler de França Belém na revista Bula

Barão de Itararé

Um grande humorista ganhou uma biografia alentada, “Entre Sem Bater — A Vida de Apparício Torelly, o Barão de Itararé” (Casa da Palavra, 480 páginas), de Cláudio Figueiredo. Criador do jornal “A Manha”, o Barão ridicularizava ricos, classe média e pobres. Não perdoava ninguém, sobretudo políticos, donos de jornal e intelectuais.

Ele não era barão, é claro. Mas deu-se o título de nobre e nobre se tornou. O primeiro nobre do humor no Brasil. Debochava de tudo e de todos e costumava dizer que, “quando pobre come frango, um dos dois está doente”. Ele é um dos inventores do contra-politicamente correto.

Há muito que o gaúcho Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly (1895-1971) merecia uma biografia mais detida. Em 2003, o filósofo Leandro Konder lançou “Barão de Itararé — O Humorista da Democracia” (Brasiliense, 72 páginas). O texto de Konder é muito bom, mas, como é uma biografia reduzida, não dá conta inteiramente do personagem, uma espécie de Karl Kraus menos filosófico mas igualmente cáustico.

Quatro depois, o jornalista Mouzar Benedito lançou o opúsculo “Barão de Itararé — Herói de Três Séculos (Expressão Popular, 104 páginas). É ótimo, como o livrinho de Konder, mas lacunar. No final, há uma coletânea das melhores máximas do humorista, que dizia: “O uísque é uma cachaça metida a besta”.

O que se leva desta vida é a vida que a gente leva.

A criança diz o que faz, o velho diz o que fez e o idiota o que vai fazer.

Os homens nascem iguais, mas no dia seguinte já são diferentes.

Dizes-me com quem andas e eu te direi se vou contigo.

A forca é o mais desagradável dos instrumentos de corda.

Sábio é o homem que chega a ter consciência da sua ignorância.

Não é triste mudar de ideias, triste é não ter ideias para mudar.

Mantenha a cabeça fria, se quiser ideias frescas.

O tambor faz muito barulho, mas é vazio por dentro.

Genro é um homem casado com uma mulher cuja mãe se mete em tudo.

Neurastenia é doença de gente rica. Pobre neurastênico é malcriado.

De onde menos se espera, daí é que não sai nada.

Quem empresta, adeus.

Pobre, quando mete a mão no bolso, só tira os cinco dedos.

O banco é uma instituição que empresta dinheiro à gente se a gente apresentar provas suficientes de que não precisa de dinheiro.

Tudo seria fácil se não fossem as dificuldades.

A televisão é a maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana.

Este mundo é redondo, mas está ficando muito chato.

Precisa-se de uma boa datilógrafa. Se for boa mesmo, não precisa ser datilógrafa.

O fígado faz muito mal à bebida.

O casamento é uma tragédia em dois atos: um civil e um religioso.

A alma humana, como os bolsos da batina de padre, tem mistérios insondáveis.

Eu Cavo, Tu Cavas, Ele Cava, Nós Cavamos, Vós Cavais, Eles Cavam. Não é bonito, nem rima, mas é profundo…

Tudo é relativo: o tempo que dura um minuto depende de que lado da porta do banheiro você está.

Nunca desista do seu sonho. Se acabou numa padaria, procure em outra!

Devo tanto que, se eu chamar alguém de “meu bem”, o banco toma!

Viva cada dia como se fosse o último. Um dia você acerta…

Tempo é dinheiro. Paguemos, portanto, as nossas dívidas com o tempo.

As duas cobras que estão no anel do médico significam que o médico cobra duas vezes, isto é, se cura, cobra, e se mata, cobra.

O voto deve ser rigorosamente secreto. Só assim, afinal, o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato.

Em todas as famílias há sempre um imbecil. É horrível, portanto, a situação do filho único.

Negociata é um bom negócio para o qual não fomos convidados.

Quem não muda de caminho é trem.

A moral dos políticos é como elevador: sobe e desce. Mas em geral enguiça por falta de energia, ou então não funciona definitivamente, deixando desesperados os infelizes que confiam nele.

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