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Escola carioca combate o preconceito com o ensino público compartilhando livros com moradores do bairro

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Gabriela Portilho, Renata Massetti, Thaís Zimmer Martins, na Superinteressante

A SUPER viajou a convite da Fundação Lemann, realizadora da pesquisa Excelência com Equidade com apoio do Itaú BBA e do Instituto Credit Suisse Hedging-Griffo

Em meio à Barra da Tijuca, região nobre do Rio de Janeiro, alunos da Escola Municipal Rodrigues Alves seguem para uma praça com caixas de livros para distribuir. “Hoje tô sem dinheiro, filho”, diz uma moradora. “Não é venda, não. É só uma doação”, explica Pedro Henrique Barbosa, aluno do 8º ano.

A cena reflete um preconceito que o próprio programa de doação de livros foi pensado para desconstruir. “A escola pública ainda é vista como um lugar de crianças selvagens”, conta o comerciário Martin Hruby, 53, pai de Rodolpho, do 9º ano. “Mesmo em dias de calor, meu filho sai de casa com uma blusa por cima do uniforme para não ser identificado como aluno de escola pública. A gente precisa mudar isso”, diz.
Quebrando muros

O que quase ninguém sabe é que, em meio aos condomínios de luxo do bairro, está uma das melhores escolas da cidade. Avaliada no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) com nota 6,7, a Rodrigues Alvez fica acima da média das escolas particulares no Brasil. Quem frequenta as aulas, na maioria, são filhos de porteiros, empregadas domésticas e vigias que trabalham na região.

As manhãs de roda de leitura e doação de livros foram uma das iniciativas da Rodrigues para aproximar alunos e moradores e ajudar a romper as barreiras sociais ainda tão presentes no bairro e na cidade. “A ideia é que os alunos se acostumem a usufruir do espaços públicos que também são deles, e assim ampliem suas relações com a comunidade”, explica a professora de leitura Tânia Souza Lourenço.

A qualidade do ensino convenceu algumas famílias de classe média a apostar no ensino público. É o caso da tradutora Daniella Dias e do publicitário Felipe Barcellos, que decidiram juntos com a filha Lia sair do colégio particular. Antes de tomar a decisão, Daniella pesquisou pelo IDEB de diversas escolas da região, mas descobriu que nem sempre o índice é sinônimo de qualidade de ensino. “Algumas escolas têm ótimas notas no IDEB mas não são acolhedoras, ou têm dificuldades em lidar com questões sociais e emocionais dos alunos”, explica.

Na Rodrigues Alves, Lia conseguiu conciliar a acolhida com a qualidade de ensino. Atualmente, ela participa de diversas atividades extracurriculares dentro da escola como cinebooks e clubes de leitura e ainda aproveita para fazer novos amigos. Além de encontrar qualidade de ensino, Lia diz gostar de conviver com a diversidade. “Na escola particular, eu ficava muito presa a um mesmo universo.”

Com apenas 228 alunos, a Rodrigues tem turno integral. Os professores trabalham 40 horas semanais, fato incomum no ensino público brasileiro, em que 70% dos professores trabalham menos de 40 horas por semana e 46% trabalham em mais de uma instituição. O quadro de professores é pequeno, com apenas 12 docentes, e estável. A maioria deles tem cursos de especialização ou mestrado. “A grande vantagem de dessa dedicação integral é criar uma relação próxima entre os professores. Fazemos tudo juntos. Pensamos em projetos para escola mesmo no nosso tempo livre. É uma relação de trabalho e também de muita amizade”, diz a professor de biologia Amanda Regina da Fé.

Uma das disciplinas que está no currículo do Ginásio Carioca, mas que a Rodrigues Alves aprimorou, é o Projeto de Vida. A professora auxilia os alunos a planejar o futuro. Entenda:

Na diretoria, a música clássica ligada o dia inteiro dá a tônica da gestão. Com formação em Educação Física, Filosofia e Direito, Alexandre Magno Borja iniciou uma reforma administrativa em 2008, remanejando os professores descomprometidos com os resultados. “Aqui, ficaram apenas aqueles que tinham vontade de fazer uma escola melhor. Queria um time forte e aberto a novas experimentações”, explica.

Ele também reaproximou os pais da escola. Em vez das tradicionais reuniões, propôs um grande café da manhã. “Os pais têm que se sentir parte do processo, além de compartilhar ideias e soluções para os problemas da escola, que são também da comunidade”, explica.

Com a casa em ordem, a coordenação pedagógica se abriu para um novo modelo de ensino: o Ginásio Experimental Carioca (GEC). Lançado em 2011 pela Secretaria Municipal, o programa propõe turnos integrais de ensino com atividades extracurriculares, como cineclubes, oficinas de HQ, xadrez, aulas de idiomas, teatro e disciplinas de projeto de vida, que ajudam na orientação vocacional.

Em quatro anos de GEC, o IDEB da escola dobrou e os problemas de indisciplina diminuíram drasticamente. Hoje, boa parte dos alunos que sai do Rodrigues Alves ingressa em escolas concorridas e tradicionais do município, como Sesc e Pedro II. Os alunos comemoram: “É bom estudar onde se tentam coisas novas e se experimenta. Isso motiva a gente a fazer o mesmo na vida”, conclui Lia.

Seleção no ensino infantil causa tensão em pais e filhos

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‘Vestibulinhos’ de escolas dão lugar a sorteios em disputas mais acirradas que as de provas para graduação

Antes de entrar no Santo Agostinho, Manuela chegou a fazer quatro provas Agência O Globo / Paula Giolito

Antes de entrar no Santo Agostinho, Manuela chegou a fazer quatro provas Agência O Globo / Paula Giolito

Roberta Salomone em O Globo

RIO – Assim que a filha Manuela completou 3 anos, a jornalista Verônica Hime começou a pesquisar com afinco escolas onde a menina pudesse estudar. Consultou as amigas, visitou dez colégios e contratou uma professora para checar, por meio de um simulado, se ela estava apta para o “vestibulinho” que iria encarar. Ajudou no reforço escolar e passou o ano de 2012 estudando com a filha em casa, depois que ela chegava da creche. À primeira prova das sete escolas em que foi inscrita, Manuela chegou depois de uma noite agitada e mal dormida. Não quis tomar café da manhã e se assustou quando viu crianças correndo e chorando pelo pátio. Na saída, não fez qualquer comentário sobre a avaliação.

— Hoje, depois de outras três provas que ela fez, sinto-me culpada por tanta cobrança. Foi muito estressante para toda a família. Sei que isso não é saudável para ninguém, mas não tive outra opção. Não podia pecar por não tentar — conta Verônica, feliz hoje por ter a filha de 6 anos matriculada no Santo Agostinho do Leblon, uma das escolas mais procuradas do Rio.

Como Verônica, outros pais e mães têm que encarar uma verdadeira maratona para conseguir uma vaga numa escola particular na cidade, especialmente na Zona Sul e na Barra da Tijuca, para séries até o 9º ano do ensino fundamental. A largada para 2014 já foi dada com inscrição pela internet, filas gigantes para entrevistas e entrega de documentos, convivências e também sorteio de vagas. Entre os adultos, o clima é de tensão constante, principalmente para os que sonham ter seus filhos matriculados nas escolas de mais destaque no ranking do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem.

Disputa maior que em vestibulares

Criado em 1998, o exame é apontado como um divisor de águas nos processos seletivos. O São Bento, um dos mais tradicionais da cidade, é o número um da lista estadual. A escola, que só aceita meninos, tem concorrência acirradíssima, e agora vai sortear os novos alunos do 1º ano do ensino fundamental (antigo C.A.). Há 108 lugares, e cada um deles é disputado por até dez crianças. A relação candidato/vaga é semelhante à do curso de Administração na Uerj (11,45 para um) e superior ao de Arquitetura na UFRJ (7,9 para um).

— O “vestibulinho” estará extinto como processo de seleção, mas permanecerá a disputa por vaga — acredita Maria Elisa Pedrosa, supervisora pedagógica do São Bento. — A oferta de escolas somente de educação infantil é grande, mas oferta que atenda às expectativas dos pais não é tão grande assim. As famílias, cada vez mais, buscam uma escola que forme seus filhos desde os primeiros anos escolares até o seu ingresso na universidade.

Desde que o Conselho Estadual de Educação condenou o chamado “vestibulinho” entre os candidatos até o 1º ano, o fator sorte passou a contar como nunca. Das mais de dez instituições ouvidas pelo GLOBO, entre as mais almejadas na cidade, a maioria fará sorteios entre os candidatos.

— O C.A. coroava a educação infantil com aprendizado de leitura e escrita, mas não tinha cobrança por notas e deveres. O “vestibulinho” reforçava a nova cobrança e provocava distorções graves. Tudo bem se o pai quer que o filho aprenda sobre empreendedorismo e queira networking aos 6 anos, mas não podem ser antecipadas etapas importantes da infância — afirma Luiz Henrique Mansur, presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Estadual de Educação do Rio de Janeiro.

Na unidade Centro do Cruzeiro, segundo no ranking estadual do Enem, a fila de espera começa no maternal II (média de idade de 3 anos), e as vagas para alunos acima de 7 anos são raríssimas. Para 2014 não há um lugarzinho sequer para o 1º ano do ensino fundamental.

— Se temos 20 vagas e 30 inscritos, chamamos os 20 primeiros nomes sorteados. Em caso de desistência, chamamos o 21º, e, assim, sucessivamente. No dia do sorteio, que é presencial, os pais contemplados já levam para casa a lista de documentos a serem providenciados e agendam a data da matrícula — explica Fernanda Fortes Carisio, coordenadora pedagógica da educação infantil e do 1º ano, sobre o processo que acontece no início de outubro.

Conhecido pelo rigor na seleção, que analisava habilidades e o nível de concentração em atividades como desenho e colagem, o Santo Inácio terá sorteio pela primeira vez. As inscrições foram encerradas na última sexta-feira, e, das 84 vagas para a pré-escola II, metade foi destinada a filhos de ex-alunos e funcionários. Para o 1º ano não sobrou nenhuma.

— O Santo Inácio sempre teve grande procura, anos antes dos resultados do Enem. Nunca fizemos o que chamam de “vestibulinho”, e garanto que nossa proposta jamais ocasionou prejuízo emocional para os candidatos. O que sempre observamos é uma concorrência enorme entre os pais — diz a diretora acadêmico-pedagógica, Ana Maria Loureiro.

A competição entre os adultos é, sem dúvida, considerável, e pode comprometer o desempenho das crianças. A chef Mariana Rodrigues preferiu seguir na contramão da maior parte das famílias. Ela não preparou o filho Bernardo, então com 4 anos, para a seleção do Santo Inácio, e, no dia da avaliação, disse que ele estava indo para a escola brincar e fazer novos amigos.

— Não pressionei meu filho em momento algum, porque sabia que as chances seriam pequenas, já que nem eu nem o pai dele estudamos lá. Agora, não há lugares para a série dele, e vamos ter que tentar em outros colégios — conta Mariana, que comemora o fato de a escolinha onde ele estuda ter alunos até o 5º ano do ensino fundamental. — Temos mais três anos de tentativa.

Poucas opções de horário integral

Postergar a saída dos filhos das creches, aliás, é outro provável motivo para tamanha disputa, principalmente entre crianças tão pequenas.

— Por questões práticas, os pais têm procurado escolinhas onde os filhos possam ficar o dia todo. Como a maioria dos colégios não oferece turnos integrais, a transferência é adiada ao máximo — afirma Valéria Filippo, coordenadora de atendimento aos novos estudantes da Escola Parque, na Gávea, onde as séries mais procuradas são as de crianças entre 5 e 6 anos.

Apesar de as provas serem proibidas por lei, há abertura para avaliações individuais. No entanto, elas devem ser limitadas a análises gerais, como o grau de leitura ou em qual turma o candidato poderá se adaptar melhor. Se existir algum teste, ele não pode ter caráter classificatório. Além disso, as regras de matrículas devem ser claras e não podem restringir ninguém.

As escolas bilíngues enfrentam o mesmo dilema, principalmente desde que o Rio passou a receber uma grande quantidade de estrangeiros que vêm morar na cidade por períodos determinados. Entre as famílias que procuram a Escola Americana, a maioria trabalha no setor de petróleo e não fala português.

— Existe um lado humanitário no processo de decisão. Se uma família vem de fora, é possível que a escola dê prioridade a esse aluno, caso não haja vaga para todos. Um estudante que já está numa escola brasileira teria a flexibilidade de aguardar um semestre ou um ano — explica Caren Addis Botelho, diretora de admissões do colégio, com unidades na Gávea, na Barra e na cidade de Macaé.

Buscando mais chances, muitos pais inscrevem seus filhos em várias escolas e têm que se desdobrar para participar de todas as etapas das seleções. As taxas de inscrição variam de R$ 100 a R$ 150, e a maioria dos colégios, independentemente do resultado, não reembolsa o valor depois. Por causa das reclassificações e desistências, o processo normalmente é estendido até dezembro — e a ansiedade das famílias, também.

Este, aliás, é um ponto extremamente negativo para as crianças e que merece atenção, segundo o pedagogo e mestre em Educação da PUC Winston Sacramento. A preocupação com uma boa formação é válida e pertinente, mas é preciso respeitar as demandas reais da infância, alerta:

— Talvez o apoio das famílias para o sucesso de crianças dessa idade tenha mais a ver com a escolha de um ambiente escolar focado numa socialização que valorize o respeito às diferenças, o aprendizado colaborativo e a formação de laços afetivos entre as crianças. O mercado privado da educação quer convencer os pais de que a aquisição de conhecimentos, competências e habilidades nessa idade são determinantes para as escolhas que serão feitas dez ou 15 anos depois. Do ponto de vista comercial parece ser um ótimo negócio, mas faltam evidências de que isso realmente dê resultados na maioria dos casos.

Bienal do Livro do Rio homenageia Ziraldo e cria espaço sobre futebol

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Publicado por UOL

Entre os dia 29 de agosto e 8 de setembro o Rio recebe a 16ª edição da Bienal Internacional do Livro. Para 2013, a programação cultural do evento traz novos espaços temáticos, diversos lançamentos de livros, mais de 100 sessões de debates e bate-papos, cerca de 950 expositores e homenagem à Alemanha.

Principais lançamentos na 16ª Bienal do Livro do Rio de Janeiro

"CASAGRANDE E SEUS DEMÔNIOS", de CASAGRANDE e GILVAN RIBEIRO: A dez meses da Copa do Mundo no Brasil, nunca tantos livros sobre futebol foram editados no país e um deles é esse em que o ex-jogador do Corinthians e comentarista da TV Globo revela ao jornalista Gilvan Ribeiro todo o seu declínio por causa do vício em cocaína e heroína e seu restabelecimento Reprodução

“CASAGRANDE E SEUS DEMÔNIOS”, de CASAGRANDE e GILVAN RIBEIRO: A dez meses da Copa do Mundo no Brasil, nunca tantos livros sobre futebol foram editados no país e um deles é esse em que o ex-jogador do Corinthians e comentarista da TV Globo revela ao jornalista Gilvan Ribeiro todo o seu declínio por causa do vício em cocaína e heroína e seu restabelecimento Reprodução

"1889", de LAURENTINO GOMES: O jornalista e escritor fecha a trilogia sobre o século XIX no Brasil. Na nova obra, ele narra os eventos que antecederam e vieram logo em seguida à proclamação da república. "Como um imperador cansado, um marechal vaidoso e um professor injustiçado contribuíram para o fim da Monarquia e a Proclamação da República" é o subtítulo do livro e que já diz um pouco o que o leitor encontrará Divulgação

“1889”, de LAURENTINO GOMES: O jornalista e escritor fecha a trilogia sobre o século XIX no Brasil. Na nova obra, ele narra os eventos que antecederam e vieram logo em seguida à proclamação da república. “Como um imperador cansado, um marechal vaidoso e um professor injustiçado contribuíram para o fim da Monarquia e a Proclamação da República” é o subtítulo do livro e que já diz um pouco o que o leitor encontrará Divulgação

"O PODER DA PERSONALIDADE DE JESUS", de MARK W. BAKER: O terapeuta e autor do best-seller "Jesus, o maior psicólogo que já existiu", lança no Brasil nova obra em que pretende mostrar que o poder de Jesus não residia em sua capacidade de dominar as pessoas, mas em sua habilidade de transformá-las por meio da generosidade. Na Bienal do Rio, o escritor tem um encontro com o público no dia 8 de setembro, às 15h Divulgação

“O PODER DA PERSONALIDADE DE JESUS”, de MARK W. BAKER: O terapeuta e autor do best-seller “Jesus, o maior psicólogo que já existiu”, lança no Brasil nova obra em que pretende mostrar que o poder de Jesus não residia em sua capacidade de dominar as pessoas, mas em sua habilidade de transformá-las por meio da generosidade. Na Bienal do Rio, o escritor tem um encontro com o público no dia 8 de setembro, às 15h Divulgação

O Riocentro, na Barra da Tijuca, será o ponto de encontro entre público e escritores de diversas regiões do mundo, com 29 autores estrangeiros. Os espaços Café Literário, Mulher e Ponto, Encontro com Autores e Conexão Jovem, já conhecidos de outras edições, trazem para os visitantes a presença de nomes como Zuenir Ventura, Lya Luft, Thalita Rebouças, Marcelo Rubens Paiva, Nicholas Sparks, Mia Couto, entre tantos outros.

No clima de Copa do Mundo, a Bienal do Livro inaugura o espaço Placar Literário, com curadoria do jornalista João Máximo. Literatura e futebol serão os temas abordados nos debates e conversas com o público. Autores que tem o futebol como tema de sua ficção estarão presentes, além de jornalistas e personalidades do meio.

Para o público jovem, a novidade é o espaço Acampamento na Bienal, onde o visitante terá a oportunidade de conhecer grandes autores e personalidades em bate-papos sobre tecnologia e cultura de convergência (o livro que vira filme, que vira game, etc.).

O público infantil também é contemplado com um novo espaço dedicado aos pequenos leitores. O Planeta Ziraldo, em homenagem ao cartunista, apresenta diariamente espetáculos adaptados de textos do autor e apresentados pelo personagem Menino Maluquinho.

Veja os destaques da programação da Bienal do Livro do Rio.

Serviço
16º Bienal Internacional do Livro do Rio
Quando: De 29 de agosto a 8 de setembro de 2013. Dia 29 de agosto de 13h às 22h; dias de semana de 9h às 22h e fins de semana de 10h às 22h.
Onde: Riocentro – Av. Salvador Allende, 6555 – Barra da Tijuca.
Quanto: R$14 (inteira) e R$7 (meia).
Pontos de venda: www.ingressomais.com.br e no local do evento.
Mais informações: www.bienaldolivro.com.br

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