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DC Comics irá relançar grupo de heroínas em versão infanto-juvenil

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Divulgação

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Gabriel Garcia, na Info

A DC Comics anunciou que irá relançar um grupo de personagens da editora dentro de uma linha de quadrinhos, brinquedos e produtos voltados para garotas entre seis e 12 anos.

Personagens como a Mulher Maravilha, Supergirl e Batgirl farão parte da nova linha, aparecendo em roupagem infanto-juvenil dentro revistas, brinquedos, programas de televisão, conteúdo on-line e roupas. Além das heroínas dos quadrinhos da empresa, também devem aparecer vilãs como a Arlequina e Hera Venenosa.

As novas histórias usarão estética de desenho animado para contar os anos de formação dessas heroínas, antes delas descobrirem que possuíam superpoderes. Segundo a presidente da DC Entertainment, a nova série faz parte de uma “estratégia em longo prazo para aproveitar o poder de novas personagens femininas”.

As primeiras histórias do universo DC Super Hero Girls serão lançadas no final de 2015, dentro do que a empresa chama de “experiência digital imersiva”. As séries de televisão, brinquedos e roupas chegam apenas em 2016.

A editora Random House anunciou que irá lançar livros baseados nas histórias. Lego e Mattel também devem apresentar uma linha de brinquedos baseados nas personagens.

Fonte: DC Comics

Psicóloga americana vira ‘terapeuta’ de super-heróis

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A psicóloga clínica Andrea Letamendi tem um trabalho “normal” durante o dia na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, onde atende principalmente famílias hispânicas do Condado de Los Angeles.

Letamendi combina o trabalho com o gosto por fantasia e histórias em quadrinhos

Letamendi combina o trabalho com o gosto por fantasia e histórias em quadrinhos

Dalia Ventura, na BBC

Mas depois do expediente de trabalho, ela se torna psicóloga dos super-heróis, uma atividade que ela exerce – e que lhe deu fama – no site www.underthemaskonline.com.

Descendente de equatorianos, Letamendi já colaborou com a roteirista Gail Simone ─ que escreveu para títulos da DC Comics como Mulher Maravilha e Aves de Rapina ─ e fez até mesmo uma “participação especial”, como psicóloga de Barbara Gordon, a Batgirl.

“Sou muito fanática pelos quadrinhos, pela ficção científica e pela fantasia, e isso me permite combinar minha profissão e meu hobby”, disse Letamendi à BBC Mundo.

“O trabalho ao que me dedico pode ser muito obscuro e tem um tom profundo e pesado. Por isso, quando eu faço isso com personagens de ficção ─ já que faço de uma maneira mais descontraída ─ consigo ter um descanso da realidade, que eu preciso.”

No entanto, a psicóloga diz que a consultoria para os combatentes do crime na ficção também é uma forma de chamar a atenção para distúrbios mais sérios.

“Quando analiso personagens fictícios, quero não só educar as pessoas sobre doenças psicológicas sérias, mas também normalizar: essas condições são muito comuns, por isso não deve haver nenhum estigma a respeito delas”, afirma.

Homem de Ferro é um dos 'pacientes' de Letamendi

Homem de Ferro é um dos ‘pacientes’ de Letamendi

Homem de Ferro

Em seu segundo trabalho, Letamendi tem “pacientes” como o Homem de Ferro, que ela diz ser “um personagem complexo”. “O alter ego é Homem de Ferro, mas Tony Stark é um ser humano: ao contrário de outros super-heróis, ele não tem superpoderes”, explica.

“Em suas encarnações mais recentes, ele sofre de ataques de pânico debilitantes, que no filme (Homem de Ferro 3) são representados frequentemente e realisticamente. Em pelo menos três ocasiões o vemos congelado, incapacitado por esses ataques.”

Mas a psicóloga diz que evita “marcar os personagens com um diagnóstico, porque na minha profissão é necessário ter muitas sessões, avaliações e testes profissionais padronizados antes de determinar algo assim.”

“Mas eu posso conjecturar. Dada a constelação de sintomas que ele apresenta ─ como pesadelos, pensamentos intrusivos recorrentes, evasão do evento traumático, hipervigilância e os episódios de pânico ─ se ele fosse meu paciente, eu consideraria que transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) é um diagnóstico potencial.”

Batman

Outro exemplo de super-herói que é humano é o Batman ─ uma das estrelas dos quadrinhos ─ e sua dor, particularmente nas versões mais recentes, está à flor da pele.

Na origem do personagem está o brutal assassinato de seus pais, que ele presenciou quando criança. É difícil encontrar uma ilustração de trauma mais clara, segundo a especialista.

“Bruce Wayne é meu exemplo de resiliência (a capacidade de se sobrepor à dor emocional e aos traumas): ele vivencia um evento extremamente traumático e ao invés de permitir que isso pese a ponto de que ele fique sem razão de viver, tem um dos trabalhos mais importantes da cidade”, diz.

“Como psicóloga, eu sei que isso não é estranho. Tratei de pessoas que depois de combater, depois de eventos como o 11 de setembro ou as guerras mais recentes, nos quais enfrentaram muitas adversidades, não só conseguiram se sobrepor como se fortaleceram.”

Um dos aspectos interessantes do Batman é que a cidade em que vive desde que matam seus pais continua sendo ameaçadora, aterrorizante, um lugar que reflete o medo como é sentido por uma criança, e não desde a perspectiva de um adulto.

“Gotham City é todo um personagem”, comenta, entusiasmada, Letamendi.

“É um mundo que não existe, mas que todos podemos identificar: um lugar extremamente empobrecido, aterrador, violento, no qual as pessoas inocentes precisam ser defendidas. E é isso o que dá um propósito a Batman: se não tivéssemos Gotham City, o que ele faria?.” (mais…)

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