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Escritor doa manuscritos de John Lennon à Biblioteca Britânica em troca de redução de impostos

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Publicado por UOL

O escritor britânico Hunter Davies exibe manuscrito de John Lennon doado à Biblioteca Britânica (Yui Mok/PA/AP)

O escritor britânico Hunter Davies exibe manuscrito de John Lennon doado à Biblioteca Britânica (Yui Mok/PA/AP)

O escritor britânico Hunter Davies, autor da única biografia autorizada sobre os Beatles, doou uma coleção de manuscritos e cartas de John Lennon que incluem as letras originais de “Strawberry Fields Forever” e “She Said She Said” para a Biblioteca Britânica, acervo nacional do Reino Unido.

A doação foi a primeira sob as regras de uma nova programa cultural britânico no qual pessoas são encorajadas a doar documentos em troca de uma redução nos impostos devidos ao governo. As informações são da BBC.

Davies afirmou que a Biblioteca Britânica é a “casa perfeita” para as letras de Lennon. O ministro da Cultura do Reino Unido, Ed Vaizey, afirmou que a “incrivelmente generosa” doação é um “testamento para a forte cultura de filantropia” no país.

Uma verba de 30 milhões de libras (cerca de US$ 45 milhões) está disponível atualmente para o novo programa, iniciado em março, e que permite aos contribuintes participantes reduzirem em até 30% o valor de impostos devidos num prazo de cinco anos.

A estimativa é que Davies vá reduzir em US$ 480 mil dólares o valor que deve pagar em impostos à Receita britânica.

Carta de John Lennon vai para Biblioteca Britânica após ser doado pelo escritor Hunter Davies

Carta de John Lennon vai para Biblioteca Britânica após ser doado pelo escritor Hunter Davies

“Quero que minha coleção dos Beatles seja mantida unida, em um único lugar, e em exibição pública, e a Biblioteca Britânica é a casa perfeita para isso”, afirmou o escritor, de 77 anos. “Estou realmente contente de que o novo programa tenha me ajudado a conseguir fazer isso”, completou.

O autor recebeu os manuscritos diretamente de Lennon, de quem ficou amigo nos anos 60, e os colecionava desde então.

Briga boa no ranking das editoras

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Cassia Carrenho, no PublishNews

Ediouro e Intrínseca, com 14 livros cada, encostam na líder Sextante, com 15, na lista mensal

O mês de janeiro fechou com uma briga boa no ranking das editoras. A líder Sextante fechou o mês com 15 livros, apenas 1 livro a frente da Ediouro e Intrínseca, com 14 cada. E, colada nas três, vem a Record com 12 livros. Depois do Carnaval, quando o ano realmente começa, os lançamentos devem fazer a diferença ainda mais nessa equilibrada briga!

Já a lista mensal fechou sem muita novidade. A trilogia Cinquenta tons (Intrínseca) levou as três primeiras colocações, vendendo um total de 164.900 livros. O Box com os três livros ficou em 10º lugar, vendendo mais 7.401 exemplares. Em 4 º lugar vem o livro do bispo Nada a perder (Planeta) e em 5 º Morte súbita (Nova Fronteira).

As únicas novidades na lista semanal vieram da lista de não ficção: O diário de uma submissa (Fontanar), que conta as experiências de uma “Anastasia” da vida real, Fluminense tetracampeão (Sextante) e A batalha pela alma dos Beatles (Nossa Cultura).

No ranking das editoras da semana, Sextante, Ediouro e Intrínseca, repetiram o pódio, com 13, 11 e 10, respectivamente.

Processo de separação dos Beatles ganha retrato minucioso em livro de jornalista inglês

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André Barcinski, na Folha de S.Paulo

Os Beatles criaram a trilha sonora dos anos 1960 e representaram, mais que qualquer outro artista, a ingenuidade, a beleza e o otimismo daquela década.

Mas a separação da banda, em 1970, foi marcada por ódio, vingança e processos judiciais. Um fim triste para o grupo que sonhou em mudar o mundo.

O jornalista inglês Peter Doggett escreveu o livro definitivo sobre o longo e doloroso processo de separação dos Beatles: “A Batalha pela Alma dos Beatles”, que acaba de sair no Brasil pela editora Nossa Cultura.

Os Beatles durante primeira turnê pelos Estados Unidos, em 1964 (Mike Mitchell/Reuters)

Os Beatles durante primeira turnê pelos Estados Unidos, em 1964 (Mike Mitchell/Reuters)

Mesmo quem conhece a história dos Beatles vai se surpreender com o detalhamento do livro de Doggett. Ele revela todos os pequenos desentendimentos que acabaram virando abismos intransponíveis no relacionamento da banda.

A história da Apple, a utópica e malsucedida gravadora da banda, é contada com minúcias, assim como as complicadíssimas batalhas judiciais pós-separação.

“Venho coletando material sobre os Beatles desde 1970, quando era apenas um fã da banda”, diz Doggett à Folha. “Quando chegou a hora de escrever o livro, eu já havia entrevistado muitas pessoas num período de 20 anos.”

Entre elas, Doggett destaca as de Yoko Ono e de Louise, irmã de George Harrison (1943-2001). “Foi fascinante falar com Louise e saber detalhes sobre como George recebeu a notícia da morte de John [Lennon].”

Mas a entrevista mais reveladora, segundo o autor, foi a de Derek Taylor (1932-1997), o assessor de imprensa dos Beatles. “Falei com ele pela primeira vez em 1988”, conta.

“Taylor foi incrivelmente honesto sobre as qualidades e fraquezas dos Beatles como seres humanos e sobre os problemas que tiveram com a Apple.”

Doggett afirma: “Os Beatles descobriram algumas grandes verdades: você não pode se envolver em negócios sem se tornar um negociante; você não pode entrar no mercado sem se tornar um capitalista; você não pode supor que, só porque você tem ideais fortes, o resto do mundo vai dividi-los com você”.

Carolina Daffara/Editoria de Arte

Carolina Daffara/Editoria de Arte

BRIGAS E SOCOS

O livro surpreende pelo teor raivoso das brigas, que só pioraram depois que John Lennon (1940-1980) começou a levar Yoko para o estúdio.

George Harrison não suportava Yoko e chegou a sair da banda depois de trocar socos com Lennon, que imediatamente sugeriu Eric Clapton para o lugar de Harrison.

Outro caso que mostra o grau de ódio entre eles aconteceu depois de um ensaio da música “Across the Universe”, de Lennon, quando Paul McCartney teria dito: “Tem uma influência oriental que realmente não combina aí”, deixando no ar se estava se referindo à música ou a Yoko.

“Fiquei triste por eles”, diz Doggett. “Eles cresceram confiando nas pessoas que estavam próximas. Depois de 1969, no entanto, se viram sem ninguém em quem pudessem confiar.”

“O que mais me impressionou foi que eles continuaram a fazer música nos anos 1970, mesmo tendo reuniões diárias com advogados e quando todo mundo estava querendo processá-los e eles estavam processando uns aos outros”, completa.

Quem é mesmo Mick Jagger?

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REBOLADO NO AUGE
O cantor e compositor inglês Mick Jagger em 1969. Aos 26 anos, ele já era o ídolo do rock
(Foto: Michael Ochs Archives/Getty Images)

Luis Antonio Giron, na Revista Época

Quem assiste hoje aos shows de Mick Jagger não percebe que a figura selvagem do ídolo do rock dos anos 1960 não passa de um personagem de palco. Por trás do desempenho frenético do líder da banda inglesa The Rolling Stones, com seu ar de adolescente malcriado, está um senhor de 69 anos de hábitos aristocráticos, pai severo de sete filhos com quatro mulheres diferentes e avô de duas crianças – um bilionário que impõe o manual de etiqueta vitoriano para a criadagem em suas mansões.

O escritor inglês Philip Norman passou os últimos três anos tentando arrancar a máscara de Jagger, na tentativa de revelar o homem que não sobe ao palco. O resultado é a biografia Mick Jagger (Cia. das Letras, 624 páginas, R$ 49,50), lançada há um mês no Reino Unido e agora no Brasil.

“Mick Jagger é um grande ator, que faz o mesmo papel de ídolo do rock há 50 anos”, disse Norman a ÉPOCA. Com a mesma idade de Jagger, ele diz que passou a vida escrevendo sobre duas bandas de rock, partes da mesma história: Beatles e Rolling Stones. Como jornalista de música, conheceu os artistas no início de carreira. Em 1981, publicou um livro sobre a história dos Beatles. Em 2009, a consagrada biografia John Lennon: a vida. “Mick merecia um tratamento específico por ser a figura central da contracultura que explodiu em Londres nos anos 1960”, diz. “Esse ambiente de agito cultural não teria sido o mesmo sem o talento de Mick. Ele elaborou um paradoxo: o bom rapaz que lançou padrões de transgressão.”

Norman esperou por uma efeméride, o cinquentenário de carreira dos Rolling Stones, para publicar o livro, feito a partir de pesquisas e entrevistas. Jagger se recusou a falar. Ele e os Stones estarão de volta aos palcos em novembro, quando iniciam a turnê 50 and counting, e lançam a coletânea de sucessos Grrr! A comemoração está atrasada em relação à estreia dos Stones, em 12 de julho de 1962. Houve discussões penosas entre os quatro músicos remanescentes até chegar a um projeto viável de celebração. Jagger deu a palavra final: “Será um megaevento”. Era inevitável. Os Stones formam a maior empresa de rock do mundo. De 1989 a 2011, ganharam 2 bilhões de libras (R$ 12,8 bilhões) em valor bruto. “Os Stones são um fenômeno de longevidade graças a Mick”, diz Norman.

No início, era um conjunto instável, que sofreu com uma morte e a saída de dois integrantes, além do envolvimento com drogas e fugas do Fisco. “Não tinham nada para se manter. O gênio de organizador de Mick fez os Stones atravessar o século”, diz Norman.

O problema de lidar com uma personagem pública como Jagger é que ninguém sabe quem ele realmente é, apesar de pensar que sabe. Confrontando os presunçosos que imaginavam que tudo já fora contado, Norman fez pelo menos três descobertas. A primeira é que Mick e seu parceiro Keith Richards foram injustiçados pela polícia britânica. Em 1967, foram presos por porte de drogas. A evidência foi um pacote de tabletes de LSD “plantados” na casa de Keith por um tabloide. Eles ficaram presos em duas prisões diferentes, ambas reconhecidas pelas condições terríveis. “Eles sofreram violência lá dentro”, diz Norman. “Foi traumático, especialmente para Mick.” A segunda descoberta diz respeito à onda de violência durante o show no autódromo de Altamont, San Francisco, em 1969. Mick foi culpado de acobertar as agressões do bando Hell’s Angels, que culminaram no assassinato de um jovem negro, enquanto Jagger cantava. “Ele se portou com coragem, enfrentou os Angels e tentou conter a violência”, afirma Norman. Por fim, na terceira descoberta, o papel do produtor Andrew Oldham na definição da banda ganha nova luz. Ele criou o clima de rivalidade e oposição entre os Stones e os Beatles, embora os integrantes dos dois grupos fossem amigos. Jagger e Oldham eram tão íntimos, diz Norman, que as namoradas de ambos achavam que eram amantes. É certo que dormiam na mesma cama.

“Mick não ostenta só duas faces, mas um número incalculável delas”, afirma Norman. “São tantas as camadas que ele justapôs ao próprio rosto que vários candidatos a biógrafos dele se perderam na tentativa de desmascará-lo. Ele conseguiu manter intacto seu verdadeiro eu, bem mais complexo e interessante que seus disfarces.” A personalidade reservada de Mick resulta de uma educação tradicional. Ele contraria todos os estereótipos das celebridades da cultura pop, que construíram suas lendas pessoais a partir da pobreza, da rejeição e dos excessos. Michael Philip Jagger nasceu numa família convencional de classe média. Sua mãe, Eva, uma esteticista australiana, despertou nele o gosto pela boa aparência. O pai, Joe, era professor de educação física e orientou seus dois filhos, Mick e o caçula, Chris, a cultivar o corpo. Mick contou com o apoio deles quando entrou na prestigiosa London School of Economics. Os pais se resignaram quando ele trancou a matrícula para ser astro de rock.

Quando o estrelato chegou, Jagger sobreviveu às duas tentações de seu tempo: as drogas pesadas e a militância política. Enquanto sua namorada, a cantora Marianne Faithfull, entregava-se à heroína, e seus companheiros de banda Keith Richards e Brian Jones ao LSD, ele provava as duas, sem se perder em nenhuma delas. “Mick não gostava de drogas”, diz Norman. “Nunca se viciou.” No instante em que todos os artistas da era hippie participavam de passeatas pacifistas, ele assistia a tudo de óculos escuros… de uma distância segura. Seu fraco é sexo, afirma Norman. Hoje ele seria chamado de transtornado. Seus dois casamentos e centenas de casos com homens e mulheres parecem ter servido como elixir da juventude. “A carreira sexual dele é quase tão espantosa quanto a musical”, afirma Norman. “Ele se habituou a viver como um adolescente que não precisa tomar providências chatas da vida. Se acostumou também a tratar suas mulheres como lixo. Temia que muitas delas lhe roubassem o dinheiro, e não foram poucas que fizeram isso. Mesmo assim, mostrou ser um pai disciplinador e divertido. Seus filhos o adoram.” O livro de Norman tem obtido boas resenhas na Inglaterra e nos Estados Unidos, embora alguns críticos digam que ele produziu um retrato positivo demais de Jagger – fato que não pode ser atribuído a qualquer influência do biografado. “Mick não quis falar”, diz Norman. “Ele age como membro da família real. Não concede entrevistas de cunho pessoal, não se manifesta, finge não se lembrar do passado. Como disse o baterista dos Stones, Charlie Watts, Mick não pensa no presente nem no passado. Só no futuro.”

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