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Ler livros físicos em vez dos digitais deixa a pessoa mais bonita, revela estudo

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O livros físicos estavam sob ameaças desde que surgiram os leitores virtuais, como o Kindle. Mas alguns cientistas comprovaram que o reinado do livro tradicional pode durar muito mais tempo!

Amanda Conte, no SOS Solteiros

O site MIC publicou recentemente um artigo, mostrando que livros podem te ajudar a melhorar a memória, concentração e, o melhor de tudo, te deixar fisicamente mais atraente.

Não acredita? Então se liga só.

1. Memória

De acordo com estudo publicado no International Journal of Educational Research, as pessoas que leem o livro físico lembram-se mais do conteúdo que aqueles que usam livros virtuais, em leitores como o Kindle.

Segundo o estudo “A evolução da leitura na era da digitalização“, da pesquisadora Anne Mangen, da Universidade de Stavanger, na Noruega, o Kindle não traz a sensação ao leitor de reconstruir a história mentalmente, como um livro físico faz.

“A sensação de passar as páginas apoia os sentidos tático e visual, trazendo a sensação de progresso na história quando você está lendo”, declara a pesquisadora.

- Leitura no Kindle

– Leitura no Kindle

 

2. Concentração

Já para a concentração, os livros virtuais podem ter reduzido nossa capacidade de compreensão dos textos.

A pesquisa realizada pela Dra. Naomi Baron, diretora executiva do Centro de Ensino da Universidade Americana , com 400 estudantes com idades entre 18 e 26 anos nos Estados Unidos, Alemanha, Japão, Índia e Eslováquia os resultados foram reveladores.

Entre 92% e 94%, dos entrevistados disseram se concentrar melhor quando leem algum texto em papel e que comprariam mais livros físicos, se a diferença de preço dos ebooks não fossem tão grandes.

Dra. Baron diz ainda em seu estudo que livros digitais podem aumentar a distração durante a leitura e dificultar a absorção das informações.

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3. Beleza

Um estudo, publicado no site Plos One, comprova que aqueles que leem o livro em papel são mais compreensíveis e sensíveis do que aqueles que usam um aparelho digital, e sabemos que compreensão e sensibilidade podem ser mais atraentes que um olhar 43.

O que chama mais atenção: alguém lendo no celular/tablet/Kindle ou um livro? Pois é, uma outra prova é o Instagram Hot Dudes Reading, que posta fotos de homens lendo em lugares públicos, como metrô e pontos de ônibus. Quem nunca ficou curioso pra saber o título do livro daquela paixão-de-ônibus?

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Mesmo que o livro físico ocupe mais espaço e pese um pouco mais do que um gadget, concluímos que ainda não é hora de deixá-los. Além do mais, quem não quer uma memória mais aguçada, um concentração plena e um charme intelectual?

Bom, pelo menos o cheirinho de livro novo é sempre bem vindo!

Os ensinamentos de Rubem Alves

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MARCO BARBOSA/ESTADAO CONTEUDO

MARCO BARBOSA/ESTADAO CONTEUDO

João Batista Araujo e Oliveira, no Brasil Post

Rubem Alves: qual deles? O teólogo? O professor? O intelectual? O poeta? O autor de livros infantis? O ativista político?

Tudo isso e muito mais, reunido num só testemunho de vida. Vai-se o homem, ficam suas obras e, sobretudo, o exemplo de como o intelectual age na sociedade. Sua integridade reluz na capacidade que ele sempre teve de pensar ao mesmo tempo com a cabeça e com o sentimento, sem trair nenhum dos dois.

A título de homenagem, seguem ideias esparsas colhidas no capítulo sobre educação de seu livro Ostra feliz não faz pérola. Comecemos pelo título: pérolas resultam da reação da ostra ao grão de areia que a faz sofrer. Ostra feliz, Rubem Alves produziu várias pérolas. Eis algumas delas:

“A vida se faz com uma infinidade de erros.”

“Há dois tipos de ideias, as ideias inertes e as ideias com poder gravitacional… As ideias com poder gravitacional são aquelas que têm o poder de chamar outras. São sóis do sistema solar que é a nossa mente.”

“Não se deve criar o hábito de leitura… O que há de se fazer é ensinar as crianças a amar os livros.”

“Se eu pudesse mexer nos currículos da educação dedicaria metade do tempo à literatura.”

“Tive professores inesquecíveis. Alguns são inesquecíveis pela beleza de sua pessoa, por sua inteligência, pelo respeito aos alunos. Esses me fazem sorrir. Outros se tornaram inesquecíveis por sua pequenez e tolice. Esses me fazem rir.”

“O que dá às crianças o direito de aprender? Primeiro, é a curiosidade. As crianças acham as coisas do mundo muito interessantes e querem saber por que elas são do jeito que são. Pra que serve isso? Pra nada. Apenas pelo prazer: matar a curiosidade…”

“A compreensão exige um antecedente de experiência. Isso vale para a jardinagem, para a beleza da música, para iniciar a criança na arte da leitura… mas … é preciso, antes de mais nada, desconfiar de nosso estoque de experiências, colocar as nossas certezas de lado.”

Para encerrar:

“O dedo aponta para a Lua, mas ai daquele que confunde o dedo com a Lua.”

Rubem Alves se foi. Foi-se o dedo, fica a Lua e o exemplo do homem que amava ipês amarelos.

Conheça as lições de beleza de portadora de síndrome rara

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Hoje Lizzie viaja os Estados Unidos para dar palestras motivacionais a jovens e adultos e conquista fãs e admiradores Foto: Facebook / Reprodução

Hoje Lizzie viaja os Estados Unidos para dar palestras motivacionais a jovens e adultos e conquista fãs e admiradores
Foto: Facebook / Reprodução

Publicado por Terra

Lizzie Velasquez, americana de Austin, Texas, pode dizer que jamais passou despercebida. Portadora de uma síndrome genética rara, sem nome e que registra apenas três casos no mundo, Lizzie quase não ganha peso e, embora tenha 25 anos, possui a aparência de uma mulher bem mais velha. Além de estar cega de um olho, carrega problemas em órgãos diversos.

Ao nascer, seis semanas antes da previsão inicial, Lizzie pesava quase um quilo, o que comprometeu brutalmente o seu desenvolvimento – até hoje, nunca passou dos 30 quilos. Mas sobreviveu. E, desde muito jovem, sofreu todos os tipos de bullying e preconceitos que uma criança poderia suportar: apelidos maldosos, isolamento, ataques verbais.

Foi na adolescência, porém, que um episódio mudou radicalmente a sua vida: enquanto pesquisava temas para um trabalho escolar no YouTube, Lizzie deparou-se com um vídeo intitulado “A mulher mais feia do mundo”. O vídeo, com 4 milhões de visualizações, era um trecho de um programa de TV do qual participou quando tinha 11 anos de idade. Naquele dia, Lizzie leu os quase 4.000 comentários, todos endossando o título do vídeo. “A cada comentário maldoso, era como se o punho daquela pessoa saísse do computador e me acertasse”, relata.

O que Lizzie fez? Decidiu se vingar – mas ao seu modo. “A melhor maneira de se vingar daqueles que te julgam e te menosprezam é contra-atacar com seus méritos e conquistas”, ensina. Ela então passou a escrever, escrever e escrever. Empenhou-se nos estudos e, com esforço, concluiu a faculdade de Comunicação. Expansiva e carismática, Lizzie passou a ser chamada para motivar vítimas de bullying e até portadores de síndromes raras.

Seu primeiro livro, Lizzie Beaufitul (Lizzie Bonita), vendeu milhões de cópias, em 2010. O segundo, Be Beautiful, Be You (Seja Bonita, Seja Você), saiu em 2012. Escritora de sucesso, está a caminho de seu terceiro livro, e abarrota plateias em escolas, universidades e em eventos motivacionais mundo afora.

“Eu tive uma vida realmente muito difícil. As coisas foram assustadoras, pesadas. Mas minha vida está nas minhas mãos. Eu posso escolher fazer disso algo muito ruim ou algo muito bom. Eu decidi ser orgulhosa da pessoa que sou, de estar na pele em que estou”, disse ela a jovens alunos de uma escola dos Estados Unidos.

“Me sinto especial. Posso não enxergar de um olho, mas enxergo do outro. Posso ser magra demais, mas meu cabelo é ótimo. Ninguém tem que parecer como uma esplendorosa celebridade. Seja quem é e sinta orgulho disso.”

Os dois primeiros livros de Lizzie reforçam a ideia de que, para vencer na vida, basta ser você mesmo, independente do que os outros achem Foto: Facebook / Reprodução

Os dois primeiros livros de Lizzie reforçam a ideia de que, para vencer na vida, basta ser você mesmo, independente do que os outros achem
Foto: Facebook / Reprodução

Lizzie e a família: foram eles que deram suporte nos momentos difíceis e, hoje, comemoram o sucesso da jovem, de 25 anos Foto: Facebook / Reprodução

Lizzie e a família: foram eles que deram suporte nos momentos difíceis e, hoje, comemoram o sucesso da jovem, de 25 anos
Foto: Facebook / Reprodução

Reportagem exalta a história de vida da americana do Texas, que resolveu desafiar seus críticos e virar exemplo de superação Foto: Facebook / Reprodução

Reportagem exalta a história de vida da americana do Texas, que resolveu desafiar seus críticos e virar exemplo de superação
Foto: Facebook / Reprodução

Manuscrito a caminho: o terceiro livro de Lizzie está sendo escrito, mas as histórias ainda são um mistério para os leitores Foto: Facebook / Reprodução

Manuscrito a caminho: o terceiro livro de Lizzie está sendo escrito, mas as histórias ainda são um mistério para os leitores
Foto: Facebook / Reprodução

Hoje Lizzie viaja os Estados Unidos para dar palestras motivacionais a jovens e adultos e conquista fãs e admiradores Foto: Facebook / Reprodução

Hoje Lizzie viaja os Estados Unidos para dar palestras motivacionais a jovens e adultos e conquista fãs e admiradores
Foto: Facebook / Reprodução

Lizzie Velasquez, vítima de bullying desde a infância, decidiu mudar sua história ao ver um vídeo na internet que a ridicularizava Foto: Facebook / Reprodução

Lizzie Velasquez, vítima de bullying desde a infância, decidiu mudar sua história ao ver um vídeo na internet que a ridicularizava
Foto: Facebook / Reprodução

A vitória e os segredos dos livros proibidos

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De Virgílio a Rushdie, a história está repleta de ataques à liberdade de expressão

Winston Manrique Sabogal no El País

Integrantes do partido nazista durante um saqueio de livros em 1933. / rba

Integrantes do partido nazista durante um saqueio de livros em 1933. / rba

Muitas vezes o fogo ficou órfão, para alegria da eternidade. Estão aí a Eneida e Lolita, separadas por mais de 20 séculos, mas irmanadas, mais além de sua beleza literária, pelas chamas infrutíferas que seus próprios autores lhes prometeram e com aquelas com que ameaçaram alguns autonomeados guardiões das ideias políticas, religiosas, sociais, éticas ou morais.

Uma aura de cinzas parece ter sido a sina de muitos livros ao longo dos 35 séculos da criação da escrita. O autor e crítico literário alemão Werner Fuld segue esse rastro vergonhoso do ser humano para relatar a história das obras que foram salvas da censura e perseguição, em Breve historia de los libros prohibidos (RBA). Um livro de arena de todos os tempos e as civilizações, sobre os obstáculos e armadilhas à criação literária que se converte em uma chama que traz à tona a necessidade de estarmos sempre alertas para a perpétua tentação de vigilantes e inquisidores com listas de livros proibidos e um fósforo na mão.

“Não há como negar que a maior parte da literatura universal estimula o pensamento próprio. No interesse da paz social, essa perturbação é intolerável”, afirma em tom irônico Werner Fuld, recordando a crítica de Ray Bradbury em Fahrenheit 451.

As páginas iluminam as passagens que possibilitaram o milagre de podermos desfrutar desses textos “suspeitos” e de escritores salvos quando balançavam à beira do abismo, além de outros que chegaram a cair ou os que foram resgatados, como Jonas da baleia.

Virgilio, Diderot, Dos Passos, Voltaire, Zola, Nabokov, Ovídio, Rousseau, Sartre, Hemingway, Balzac, Faulkner, Gorki, Kant, Melville, Hammett, Joyce, Descartes, Proust, Quialong, Beauvoir, Cleland, Goethe, Wilde, Genet, Solzhenitsyn, Kafka, Flaubert, Lorca, Zweig, Baudelaire, Lawrence, Mandelstam, Sade, Sagan, Ibsen, Hernández, Ginzburg, Bulgákov, Rushdie…

Existem várias classes de mortes, proibições e ressurreições literárias: a dos livros dos quais, depois de criados, seu próprio autor se arrepende, não mais querendo lhes dar vida; a dos livros que querem viver e cujo autor busca isso a todo custo, mas alguém, um editor ou um amigo, se nega a lhes dar esse direito; e há os livros que uma pessoa mais poderosa, desde um governante até uma instituição religiosa, ou em nome da sociedade, procura eliminar.

“Saber ler (e escrever) é um ato de apropriação do mundo. Aquele que aprende a ler algumas quantas palavras ‘em pouco tempo poderá ler todas as palavras’, como diz Alberto Manguel. E, se compreende que com uma frase se apropriou de uma parte do mundo, não se dará por satisfeito com uma frase apenas”, explica Fuld em seu ensaio. Uma celebração da maneira em que a criação burlou o destino.

E um brinde àqueles que não deram ouvidos aos derradeiros desejos de muitos escritores de não deixar vestígios de seus textos. Um dos primeiros foi Virgílio. Não se sabe por que, em seu testamento ele ordenou que fosse queimada a Eneida. Por sorte, porém, o imperador Augusto ignorou sua última vontade. Vinte séculos após os fatos que permitiram que o mundo lesse a Eneida, Franz Kafka queimou manuscritos que não lhe agradavam. Mais tarde, porém, o executor de seu testamento, Max Brod, não respeitou sua vontade, e o mundo pôde ler O castelo e O processo.

Um caso em que se juntam no autor o impulso de eliminar primeiro e de publicar depois é o de Vladimir Nabokov com Lolita, clássico do século XX que, quando ainda era um rascunho intitulado O feiticeiro, Nabokov quis queimar e sua esposa Vera resgatou das chamas. Até que, em 6 de dezembro de 1953, o autor o concluiu, iniciando uma via sacra em que foi rejeitado por quatro editoras que consideraram a obra “imoral” e muitas coisas mais, até que, dois anos mais tarde, conseguiu publicá-la em Paris pela editoria Olympia Press, especializada em obras eróticas. Lolita saiu nos Estados Unidos apenas em 1958, após uma batalha judicial.

 

A esses fogos individuais somam-se as fogueiras que já acenderam ou quiseram acender governantes de todos os níveis e instituições religiosas ou outras, em nome do bem comum. Desde o mesmo Augusto, que em um dia feliz salvou a Eneida e em outro dia lamentável ordenou a primeira queima maciça de livros em Roma por razões religiosas, até o nazismo, os regimes chineses ou os conflitos nos Bálcas, no Iraque e Irã. A própria Espanha sofreu decisões desse tipo com Francisco Franco, quando em 1939, recém-chegado ao poder que ocuparia por 36 anos, ele ordenou a retirada das obras de autores ditos “degenerados” das bibliotecas. “Franco era católico”, recorda Fuld. “Poderia ter tomado o Index romano como referência, mas a verdade é que não aparecem nesse catálogo nem Goethe nem Ibsen, que faziam parte da lista espanhola.”

São episódios sombrios e assombrosos que têm um capítulo na literatura, porque vários escritores já incluíram essas experiências em seus romances. Entre os casos mais recentes estão Balzac e a costureirinha chinesa, de Dai Sijie, O livreiro de Cabul, de Asne Seierstad, e Lendo Lolita em Teerã, de Azar Nafisi.

As ideias políticas, religiosas ou morais com interesses particulares teriam primazia sobre a arte? A história demonstra que o que existe para além do índice acusador é a vitória da beleza proibida. Do recordar a origem quando a palavra era vida, mas não vivia. Era como a luz do vaga-lume, intermitente, volátil, impossível de segurar, até que os sumérios começaram a lhe dar corpo com signos traçados com estilete ou buril sobre tabuletas de argila, pedra, madeira ou qualquer objeto nobre que os recebesse. Assim deram início ao caminho à arte, à eternidade, a viver diante de quem as decifra com sua leitura, e a viver e viver diante de quem as revive em sua boca para lhes dar sons, como estes versos de As flores do mal, de Baudelaire, salvos da inquisição literária:

“Vens do céu profundo ou emerges do abismo,

Ó beleza? Teu olhar, infernal e divino,

Verte confusamente o favor e o crime,

E por isso podemos comparar-te ao vinho.”

Destruições maciças de livros

A primeira destruição maciça de livros ocorreu na Suméria (entre os rios Tigre e Eufrates) cerca de 5.300 anos atrás, por deterioração, desastres e conflitos bélicos.

A primeira queima de livros em Roma foi ordenada por Augusto no século XII a.C. com obras oraculares e proféticas. Ele queria que ninguém questionasse suas ideias políticas.

A biblioteca de Alexandria, fundada no início do século III a.C., terminou por motivos múltiplos: incêndios bélicos, ordem de destruição por parte dos árabes, ataques de cristãos, terremotos e falta de recursos.

No século XVI a Igreja Católica criou o Índice de Livros Proibidos, que teve muitas edições, até ser suprimido, 1m 1966, pelo papa Paulo VI.

Em 1933, na Alemanha, foi promovido o chamado “bibliocausto” nazista, exemplo paradigmático de como a política atenta contra as obras de arte.

Candidatas a Miss Brasil 2013 trocam ‘O Pequeno Príncipe’ pela Bíblia

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Publicado no Terra

Capa do livro O Pequeno Príncipe, do francês Antoine de Saint-Exupéry Foto: DivulgaçãoPode parecer preconceito (e é!), mas para muita gente o famoso livro O Pequeno Príncipe, do francês Antoine de Saint-Exupéry, ficou estigmatizado como um “livro de miss”. E de onde surgiu esse apelido? Bom, de acordo com o Guia dos Curiosos, do autor Marcelo Duarte, foi nos anos 70, quando parte da imprensa brasileira reparou que as candidatas frequentemente citavam a obra como seu livro de cabeceira. Além disso, as misses costumavam citar as frases do personagem em seus discursos, como “só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos”.

As candidatas ao título de mulher mais bonita do Brasil deste ano, mostraram que essa história de O Pequeno Príncipe é uma tremenda bobagem. Entre as 27 candidatas, apenas uma citou o livro (sim, ele ainda está presente no universo dos concursos de beleza). A miss em questão foi a representante do Piauí, que justificou sua escolha com a seguinte frase: “porque fala sobre valores sentimentos e relacionamento de amor e amizade”. Assuntos que fazem parte e muito do universo deste tipo de competição.

E se vocês querem saber, o livro mais citado é muito mais antigo do que o amigo de 70 anos. Cerca de 14,9% das misses de 2013 preferem a Bíblia. As justificativas lembram muito as da escolha de O Pequeno Príncipe. Algumas dizem que “inspira”, outras porque traz paz, ou então porque é cheia de “ensinamentos”.

Os livros com inspiração religiosa ou de autoajuda também se destacam. Ao menos 11,1% das candidatas apontaram A Cabana, de William P. Young, como livro favorito. Com a mesma porcentagem, outras preferiram O Segredo, de Rhonda Byrne. A obra O Futuro da Humanidade, do psiquiatra Augusto Cury, também foi citado e ficou em terceiro lugar entre os mais lidos pelas candidatas.

Porém, nem só de autoajuda e religião vive o Miss Brasil. Algumas beldades inovaram na escolha e citaram O Alienista, de Machado de Assis, 1808, de Laurentino Gomes, e até A Força Normativa da Constituição, de Konrad Hesse. Este último, foi uma escolha de Cristiana Alves da Silva, do Rio Grande do Norte. “Explica a força normativa da Constituição na concretização dos direitos fundamentais e da dignidade da pessoa humana”, afirmou. Então, tá!

O Miss Brasil acontece no dia 28 de setembro, em Belo Horizonte, e conta com a transmissão ao vivo da Band. Os apresentadores deste ano são Renata Fan e Sérgio Marone.

Candidatas ao título de Miss Brasil 2013 Foto: Carol Gherardi/Band / Divulgação
Candidatas ao título de Miss Brasil 2013
Foto: Carol Gherardi/Band / Divulgação

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