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Posts tagged Belo Horizonte

Morador de rua e aluno do Instituto Federal do Espírito Santo diz: “É o esforço que faz vencer”

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Emerson Honório, 20 anos, mora num abrigo e foi aprovado em instituição federal

Cláudia Feliz, na Gazeta Online

Emerson de Souza Honorário, ex-morador de rua que foi aprovado no curso de Segurança do Trabalho no Ifes

Emerson de Souza Honorário, ex-morador de rua que foi aprovado no curso de Segurança do Trabalho no Ifes

Ele ainda se lembra do dia em que ouviu o que considera a pior notícia da sua vida. Tinha 9 anos quando perdeu a mãe, vítima de eclâmpsia, e foi levado para uma casa-lar. Onze anos depois, Emerson de Souza Honório é só sorrisos. Morador de um abrigo público no Centro da Capital, acaba de ser aprovado para o curso técnico em Segurança do Trabalho do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), no campus Vitória. Veja entrevista em vídeo no final da matéria.
Sim, Emerson define-se como um morador em situação de rua. Nunca conheceu o pai e nenhum parente. Recebe R$ 250 como estagiário na secretaria da escola onde frequentou aulas do Programa de Educação de Jovens e Adultos (Proeja), em Jardim da Penha, também na Capital. Dorme e alimenta-se em abrigos públicos.

Não havia planejado participar da disputa de uma das dez vagas remanescentes do curso do Ifes, exclusivas para alunos do Proeja. Soube que as provas seriam aplicadas no dia 17 deste mês e preparou-se um dia antes.

Ele admite que o resultado – fruto também de uma avaliação socioeconômica – o surpreendeu. Para as dez vagas, havia 14 candidatos. “Havia mais gente acreditando em mim do que eu mesmo. Agora sei que é vontade, esforço, o que faz você vencer. Não sua cor, sua situação, seu sexo. Se você tem vontade, pode”, diz, determinado.

Do garoto fujão de casas-lares e orfanatos e do adolescente que, entre 16 e 17 anos, virou andarilho para conhecer São Paulo e Belo Horizonte, preserva características que, certamente, o ajudaram a sobreviver às ruas: curiosidade e vontade de ser diferente.

“Nunca fui preso, nunca cometi crime. Acho que não segui um caminho ruim porque sempre pensei muito na minha mãe, abandonada pelo meu pai quando engravidou. Era uma batalhadora”, diz. Sobre drogas, admite: “Sempre pensei: minha vida já é uma droga, não preciso de outra”, assegurando que, nas ruas, mais do que crack, o que mais se consome é bebida alcoólica.

Emerson espera que o curso, com quatro anos de duração, lhe abra portas. No Ifes, poderá inscrever-se no programa de assistência estudantil, que oferece auxílios para custeio de moradia, alimentação, material e uniforme.

dica do Nietzsche Ribeiro Robson

Grandes editoras do país apostam em revelações da cena literária de Minas Gerais

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Autores comemoram a chance de escrever para o Brasil

Carlos de Brito e Mello, Mário Alex Rosa e Ana Martins Marques: de olho na vitrine nacional  (cristina Horta/EM/D.A Press)

Carlos de Brito e Mello, Mário Alex Rosa e Ana Martins Marques: de olho na vitrine nacional

Carlos Herculano Lopes, no Uai

Ter o livro publicado por uma grande editora garante ao escritor duas certezas: o trabalho será bem distribuído, sobretudo num país de dimensões continentais como o Brasil, e atrairá o olhar mais generoso da mídia. Atualmente, três autores de BH comemoram a chance de ultrapassar as fronteiras de Minas Gerais: Carlos de Brito e Mello, Ana Martins Marques e Mário Alex Rosa. Os dois primeiros passaram a integrar o elenco da Editora Companhia das Letras. O “passe” de Rosa agora é da Cosac Naify.

Mineiro de São João del-Rei e há alguns anos morando na capital, Mário Alex lançou, no ano passado, o volume de poemas ‘Ouro Preto’ pela belo-horizontina Scriptum. “Minas tem editoras representativas e que estão crescendo muito, como a UFMG, a Autêntica e a própria Scriptum. Mas é muito bom publicar por uma empresa mais conhecida, sobretudo no caso de autores ainda pouco divulgados”, diz o poeta. Seu novo livro, ‘Via férrea’, acaba de ser lançado pela paulista Cosac Naify.

As estreias de Carlos de Brito e Mello e de Ana Martins Marques também se deram pela Scriptum. Em 2009, ela lançou ‘Vida submarina’, com poemas vencedores do Prêmio de Literatura Cidade de Belo Horizonte e saudado por nomes como Fabrício Carpinejar e Armando Freitas Filho. Ana revela que não sabe como foi parar na paulista Companhia das Letras, que publicou seu ‘Da arte das armadilhas’ no ano passado.

“De algum modo, ‘Vida submarina’ chegou às mãos do crítico paulista Davi Arrigucci Jr., que teria recomendado meu trabalho à editora. Em 2010, eles me convidaram para participar de uma coleção de poesia contemporânea e, no ano seguinte, saiu ‘Da arte das armadilhas’”, relembra Ana.

Embora reconheça que atualmente está mais fácil publicar, a escritora pondera que a distribuição continua sendo a “pedra no sapato” da maioria dos autores. “O livro chega mais facilmente às prateleiras, a imprensa tende a prestar mais atenção em nomes lançados por editoras maiores”, diz.

A experiência na Companhia das Letras vem sendo muito boa, afirma ela, contando que as editoras Marta Garcia e Heloisa Jahn, que hoje trabalham na Cosac Naify, foram importantes no processo de seleção de textos. A dupla a ajudou a chegar à forma final de ‘Da arte das armadilhas’. “Meu livro recebeu alguma atenção na imprensa. Ele jamais será best-seller, mas tem circulado razoavelmente entre as pessoas que se interessam por poesia”, comemora.

O belo-horizontino Carlos de Brito e Mello é saudado pela crítica como um dos nomes mais importantes da ficção surgidos ultimamente no estado. Seu primeiro livro, o volume de contos ‘O cadáver ri dos seus despojos’, foi lançado em 2007. Com o romance ‘A passagem tensa dos corpos’ – com o qual venceu o Prêmio Jovem Escritor, concedido pelo governo de Minas Gerais –, ele chegou à Companhia das Letras dois anos depois. Além de receber resenhas elogiosas nos jornais, o livro ficou entre os finalistas de prêmios respeitados como o São Paulo de Literatura, o Portugal Telecom e o Jabuti.

Este ano, a Companhia das Letras vai lançar o segundo romance de Carlos. Sob o título provisório de ‘A cidade, o inquisitor e os ordinários’, ele não traz a morte de forma tão marcante como ocorreu em ‘A passagem tensa dos corpos’. “Essa será sempre uma questão e voltará a aparecer em obras futuras. Em meu novo romance, a morte serve apenas como referência específica, mas não como acontecimento ou experiência”, antecipa Carlos. A “indesejada das gentes”cedeu lugar à discussão moral promovida pelo inquisitor, encarregado de investigar e julgar os modos de vida ordinários dos moradores de uma cidade.

Escritora mineira Paula Pimenta se prepara para se lançar no mercado internacional

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Carlos Herculano Lopes no Divirta-se

 (Maria Tereza Correia/EM)

Primeiro foi o sucesso da série para adolescentes Fazendo meu filme 1, 2, 3 e 4, que desde o lançamento do primeiro volume, em 2008, pela Editora Gutemberg/Autêntica, já vendeu mais de 200 mil exemplares. Agora a escritora mineira Paula Pimenta, de 37 anos, depois de dar por encerradas as mil e uma aventuras da garota Fani, se prepara para lançar o segundo volume (o primeiro saiu no ano passado) de sua nova saga: Minha vida fora de série. Na esteira do sucesso dos quatro primeiros livros, a escritora desta vez conta a história de outra menina, Priscila, que devido à separação dos pais acaba deixando São Paulo e vindo viver com a mãe em Belo Horizonte. No início, como era de se esperar, detesta a cidade, com a qual, aos poucos, vai se adaptando.

Para escrever livros que têm causado furor em todo o país, principalmente entre garotas de 10 a 18 anos, a escritora, que nasceu e vive com a família em Belo Horizonte numa sossegada casa do Bairro Mangabeiras (dividem o espaço com dois gatos, seis cachorros e um pé de jabuticaba ), conta ter se inspirado em sua própria vida. “Como a Fani e a Priscila, fui uma menina tímida e sossegada, que gostava de ir ao cinema, ouvir música, sair com os amigos, fazer intercâmbio.”

Ela lembra ainda que, em BH, os primeiros lugares nos quais estudou foram no antigo Instituto Zilah Frota, no Bairro Mangabeiras, e no Izabela Hendrix, na Praça da Liberdade, onde começou a pegar gosto pelos livros. Foi ali, com encantamento, que descobriu as histórias de Marcos Rey, João Carlos Marinho e Agatha Christie. Depois veio o curso de jornalismo, que deixou pela metade por não se adaptar às regras formais da escrita, e, em seguida, a publicidade, curso no qual acabou se formando.

Nesse meio-tempo, até seguir para Londres, onde participou durante um ano de uma oficina de criação literária que seria decisiva na sua futura carreira como escritora, Paula chegou a trabalhar como assessora de marketing do Minascentro, na produção do programa Brasil da Gerais, da Rede Minas, e a escrever crônicas em um site. “Foi um exercício e tanto e 50 delas acabaram sendo lançadas no ano passado, também pela Editora Gutemberg, com o título de Apaixonada por palavras”, conta. Na Inglaterra, onde viveu na casa de um tio, Paula Pimenta começou a escrever seu maior sucesso, Fazendo meu filme 1.

Boca a boca

Se hoje ela é uma escritora consagrada, no início da carreira, quando lançou o primeiro volume de Fazendo meu filme, com o qual começou a dar asas à garota Fani, as coisas não foram fáceis: o livro saiu com uma tímida edição de mil exemplares e quase não teve mídia, como costuma ocorrer com a maioria dos autores iniciantes. Mas se deu uma coisa que, segundo ela, foi decisiva: o boca a boca. “Uma menina foi falando para a outra, mandando e-mails, mensagens no Facebook, Twitter, Instagram, e o livro acabou estourando. Foi uma coisa maluca, na qual eu mesma quase nem acreditava”, diz a autora, sempre conectada às redes sociais.

Pais brasileiros lutam pelo direito de educar os filhos longe da escola

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Publicado por G1

Para pedagoga Maria Stela Graciani, crianças deixam de interagir quando não há convívio escolar. Cerca de mil famílias ensinam filhos em casa.

Na companhia da mãe e na companhia virtual, Calebe, de 13 anos, passa os dias aprendendo em casa. Ele saiu da escola há três anos por decisão dos pais, que moram em Belo Horizonte.

“Se você quer formar cidadão e pessoas, a física e a química não vão formar”, explica o pai e empresário Gilmar de Carvalho.

A irmã de Calebe tem 15 anos e também não frequenta a escola desde os 12. Os pais dizem que os filhos, hoje, rendem muito mais.

“Eu lembro quando eles faziam a interpretação de texto, eu mais interpretava para eles do que eles mesmos”, conta a mãe e dona de casa Vânia Lúcia de Carvalho.

Em casa, Calebe tem um cantinho de estudo, o escritório da casa. Ele não tem um rotina muito rígida, uma quantidade específica de horas para estudar, mas uma coisa é obrigatória todos os dias: a leitura.

Será que Calebe gosta mesmo de estudar em casa? “Prefiro, porque aqui eu consigo estudar tranquilo”, diz o adolescente.

A Justiça determinou no mês passado que Calebe e a irmã voltem para a escola até o começo de março, porque a legislação brasileira não prevê a educação domiciliar.

O mesmo aconteceu com um casal que vive na zona rural de Caratinga, interior de  Minas Gerais. Eles também tiraram os filhos do colégio. O Fantástico contou em 2008 a história da família.

“Eles se tornaram autodidatas, sem aquela dependência para serem ensinados para aprender”, diz o designer Cleber Andrade Nunes.

Os filhos, hoje, com 18 e 19 anos, estão há sete longe da escola.

“Em casa a gente aprendeu a gostar daquilo que a gente tava aprendendo”, conta o webdesigner Jonatas Nunes.

“A gente que fazia os horários, a gente que fazia todo o esquema de estudo”, lembra o programador Davi Nunes.

Quando tinham 12 e 13 anos passaram no vestibular de Direito, só pra provar que podiam. Agora, eles pretendem fazer o Exame Nacional do Ensino Médio, para tentar conseguir um certificado de conclusão do curso, o que é permitido pelo Ministério da Educação.

A irmã mais nova de Jonatas e Davi segue o mesmo caminho.

A Ana tem cinco anos, nunca foi a uma creche ou escola e os pais querem que continue assim, que a educação seja só em casa. Ela já está sendo alfabetizada.

“Ela já está alfabetizada com cinco. Desde quatro aninhos ela já estava lendo e alfabetizada em inglês também”, conta a mãe Bernadeth Amorim.

“Nossos filhos não precisam da escola. A escola deve ser a última alternativa”, afirma Cleber Andrade Nunes.

Essa decisão custou caro para o casal, que até hoje tem problemas com a justiça. Eles devem mais de R$ 10 mil e respondem por abandono intelectual. “Nós corremos esse risco e estariamos disposto a ir até as últimas consequências”, diz Cleber.

Eles não estão sozinhos. A Associação Nacional de Educação Domiciliar afirma que, no Brasil, cerca de mil famílias dão lições aos filhos menores em casa.

Nos Estados Unidos, a educação domiciliar é aceita em vários estados. Em 2007, 1,5 milhão de crianças estudava assim.

No Brasil, um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional pretende liberar esse tipo de aprendizado, mas as crianças teriam que passar por exames periódicos.

Para a pedagoga da PUC de São Paulo Maria Stela Graciani, quem não tem convívio escolar deixa de interagir. “Ela perde a essência da convivência comunitária”, explica.

Os pais rebatem. Ana brinca com amiguinhas do bairro todos os diase Calebe faz aulas de violão e também tem amigos.

Para o promotor da infância e juventude de Belo Horizonte Celso Penna Fernandes Júnior, esses pais desrespeitam o Estatuto da Criança e do Adolescente, que diz que eles devem matricular os filhos na rede regular de ensino.

Já os pais se apoiam num artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que diz que eles têm prioridade na escolha do aprendizado.

“A Declaração Universal dos Direitos do Homem não é incompatível com a lei brasileira e nem poderia ser. O que eu acho que ela não quer que aconteça é que o estado resolva estabelecer um único tipo de educação para toda a sociedade”, diz o promotor.

Ele multou os pais de Calebe em três salários mínimos cada um por desrespeito ao estatuto. Eles também podem perder a guarda dos filhos se os adolescentes não voltarem à escola.

“Vamos lutar pra que a lei no nosso país admita essa instrução domiciliar”, diz o pai de Calebe.

Assista ao vídeo aqui.

Inglês fotografa salas de aula em 19 países

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Patrícia Gomes, no Porvir

Das meninas iemenitas de segunda série, com roupas verdes e cabeça coberta, até a classe só para meninos no Peru, todos vestidos com um uniforme que lembra o dos militares. Dos rapazes e moças ingleses de ensino médio usando gravata, passando pelos nigerianos de área rural que assistem aula em uma sala com mobiliário doado e até pelos adolescentes de uma escola pública de Belo Horizonte. Nada escapou às lentes de Julian Germain. Desde 2004, o inglês percorreu 19 países, dentre eles o Brasil, fotografando salas de aula. O resultado desse projeto se transformou em um apanhado de 87 imagens de escolas de todo o mundo, publicadas no livro classroom portraits (ou Retratos da Sala de Aula, em livre tradução), da Prestel, lançado nesta semana.

Em todas as salas de aula que visitou, disse Germain ao Porvir, ele se apresentava, contava do projeto e pedia licença para assistir à aula sentado em um canto. Quando o professor terminava, o fotógrafo posicionava seus equipamentos e tirava o retrato. O procedimento durava, no máximo, 15 minutos. Ele conta que sua preocupação era registrar uma atividade cotidiana. Por isso, pedia que o professor não apagasse o quadro e que os alunos não tirassem seus pertences de lugar. Outro cuidado que tinha era o de registrar tanto escolas rurais quanto urbanas e atividades de todas as disciplinas.

Escola Estadual Nossa Senhora do Belo Ramo, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Series 6, Matemática. 17 de novembro de 2005. Do classroom portraits 2004-2012, Julian Germain, copyright © Julian Germain, 2012.

Escola Estadual Nossa Senhora do Belo Ramo, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Series 6, Matemática. 17 de novembro de 2005. Do classroom portraits 2004-2012, Julian Germain, copyright © Julian Germain, 2012.

Fora esses critérios, não havia nenhum outro grande pré-requisito. “Eu não sou cientista, eu não sou sociólogo. Eu sou um artista. Eu não quero assumir a responsabilidade de dizer que isso é um fato. Eu prefiro dizer que, quando eu fui naquele dia àquele lugar, isso foi o que eu vi”, diz ele. Assim, as escolas e as classes fotografadas não foram escolhidas segundo um mapeamento rígido. Em alguns casos, a viagem foi financiada por uma instituição que lhe abria portas de certos países, especialmente no Oriente Médio. Em outros, ele viajou por conta própria ou para desenvolver um projeto paralelo e aproveitou para fotografar escolas. Nesses casos, era fundamental conhecer alguém cujo filho estudava na escola ou até conhecer alguém, que conhece alguém que pudesse intermediar sua entrada.

Em instituições no Reino Unido, onde educação é um direito adquirido, 47% das crianças disseram achar que a escola era chata. No entanto, em países muito pobres, como Iêmen e Bangladesh, o fotógrafo percebeu que os alunos tinham outra perspectiva.

Foi o que aconteceu com as fotografias de Minas Gerais. Ele veio ao país para desenvolver um outro projeto e alguns conhecidos facilitaram a sua entrada nas três escolas que fotografou. Uma das fotos, a tirada na escola estadual Nossa Senhora do Belo Ramo, em Belo Horizonte, foi parar na capa do livro. “Foi uma opção muito simples de fazer”, diz ele. Segundo o fotógrafo, o fato de o país ser multicultural e conseguir reunir, em uma só imagem, características do mundo todo, facilitou a escolha. “Se eu pusesse uma foto da Nigéria na capa, as pessoa poderiam ter a impressão de que o livro era sobre pobreza ou educação rural. Nós decidimos que essa imagem em particular [a da capa] era interessante porque ela tem um toque levemente global, com crianças negras, hispânicas”, disse ele. Outro fator determinante, acrescentou, é que o menino no centro captura o olhar das pessoas e as convida a entrar na imagem. (mais…)

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