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Neil Gaiman divulga capa de seu novo livro sobre Mitologia Nórdica

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Escritor britânico conhecido por obras como “Sandman” e “O Oceano no Fim do Caminho” divulgou imagem da capa de seu novo livro.

Eliana Lee, no Blasting News

Nascido em Hampshire, na Inglaterra, o escritor Neil Gaiman coleciona sucessos literários e cinematográficos, além de milhões de fãs ao redor do mundo.

Ele é conhecido por obras repletas de fantasia com críticas e simbolismos que podem representar a realidade (ou não). Seus #Livros mesclam seres fantásticos, lugares sombrios e ficção cientifica, além de deuses e entidades misteriosas.

Neil Gaiman também tem uma carreira de sucesso no cinema: adaptou e produziu, por exemplo “Coraline e o Mundo Secreto”, além de ter trabalhado também em “Stardust: O Mistério da Estrela” (com Michelle Pfeiffer e Robert De Niro) e “Beowulf” (com Angelina Jolie).

Nesta quarta-feira (14), Gaiman apresentou aos seus leitores a capa de seu novo livro sobre Mitologia Nórdica. Na imagem, é possível ver o martelo de #Thor no centro.

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Segundo ele, o projeto começou ainda em 2012 e em 2017 chegará às livrarias americanas. No Brasil, é provável que o livro seja publicado pela editora carioca Intrínseca, que detêm os direitos de publicação do autor, mas nada foi confirmado ainda.

No anúncio de hoje, Gaiman escreveu em seu blog: “Eu tenho trabalhado num livro recontando os mitos nórdicos desde 2012. Tenho escrito lentamente, entre outros projetos. Lendo e relendo a Edda em prosa [manual e compêndio de mitologia nórdica] em todas as edições que pude encontrar”. O autor deixa claro também que sempre foi apaixonado pelo tema e que encontrou diversas versões e informações desencontradas enquanto pesquisava.

Gaiman também conta no mesmo post que “agora o livro está pronto” e que criou “até mesmo um glossário”. E acrescenta: “Loki e Thor e Odin e Frigga e Sif e todos os outros, do início de tudo até o Ragnarok! [fim dos tempos na mitologia nórdica]”.

Além de apresentar a futura capa em seu blog, Gaiman também tuitou a imagem em formato GIF com um tom bem humorado: “Será publicado em 7 de fevereiro [de 2017]. Assim ficará a capa de Mitologia Nórdica. Só não posso garantir que o martelo ficará se movendo.”

Logo após o anúncio da capa do livro, o escritor aproveitou para contar que seu filho Ash vai completar um ano de idade daqui a dois dias. Gaiman é casado com a cantora Amanda Palmer desde 2011.

“Me fascina o passado parecer mais intenso que o presente”, diz John Banville

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Raquel Cozer, na A Biblioteca de Raquel

O irlandês John Banville, autor do lindíssimo “O Mar” (Nova Fronteira), vencedor do Man Booker Prize 2005, vem neste ano para Flip, o que levou a Globo a programar seu romance mais recente, “Luz Antiga”, para junho. Minha entrevista com ele para o texto da Ilustrada foi motivada por outro lançamento, de “O Cisne de Prata” (Rocco), dentro da série de policiais que assina com o pseudônimo Benjamin Black. Falo um pouco do livro no link acima.

Desde 2006, quando começou a lançar policiais como Benjamin Black, inspirado pelos romances do belga Georges Simenon (1903-1989), Banville quase não escreve como Banville. Além de “Luz Antiga”, lançou só “Os Infinitos” (Nova Fronteira), que nem faz jus ao escritor que ele é. No mesmo período, foram sete livros como Black, com mais um previsto para este ano.

Em resumo, ele sofre mais para escrever como Banville, obcecado pela frase perfeita, e não vende tanto assim. Como Black, escreve com facilidade, sem nenhuma ambição de ser artista, e lidera listas de mais vendidos. É assim que funciona e, ele diz, é absolutamente natural.

Ele fala também sobre as especificidades de seus romances policiais, a “conversão” a Benjamin Black e a Wikipedia, entre outros temas, na entrevista abaixo, concedida por e-mail.

Foto de Beowulf Sheehan

Foto de Beowulf Sheehan

Em vez de centrar a história no ponto de vista de Quirke, o protagonista, “O Cisne de Prata” alterna capítulos na voz dele com as de outras personagens, incluindo a vítima. O resultado é que os leitores acabam sabendo muito mais do que o personagem que investiga a história. Por que optou por esse formato?
Acho romances policiais fascinantes do ponto de vista técnico. Nesse livro, foi interessante alargar a perspectiva e trazer, embora obliquamente, as vozes, ou ao menos as sensibilidades, de outros personagens. E com isso fazer Quirke desconhecer detalhes que outros personagens, e os leitores, sabem. Mas, enfim, Quirke geralmente progride por meio da ignorância dos fatos. O que admiro nele como protagonista é que ele não é um superdetetive. Se você quer o oposto de Sherlock Holmes ou Hercule Poirot, esse é Quirke. Ele é um pouco estúpido, como o resto de nós –humanos, em outras palavras. (mais…)

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