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Conheça os 10 livros favoritos dos usuários do Facebook

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Diego Santos, no Literatortura

No mês de agosto foi realizado um levantamento a partir de 130.000 atualizações no facebook com objetivo de identificar as obras ou sagas literárias preferidas dos usuários da rede social.

Harry Potter, Orgulho e Preconceito e a Bíblia estão nesta lista.

Série Harry Potter, de J.K Rowling.

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Constituída por sete livros, se passa na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, e foca os conflitos entre Harry Potter e o bruxo das trevas Tom Marvolo Riddle conhecido pelos bruxos como Lord Voldermot ou como Aquele-que-não-deve-ser-nomeado. Ao mesmo tempo, os livros exploram temas como amizade, ambição, escolha, preconceito, coragem, crescimento, responsabilidade moral e as complexidades da vida e da morte, e acontecem num mundo mágico com suas próprias histórias, habitantes, cultura e sociedades.

O Sol é para todos, de Harper Lee.

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O sol é para todos conta a história de duas crianças no árido terreno sulista norte-americano da Grande Depressão no início dos anos 1930. Jem e Scout Fincher testemunham a ignorância e o preconceito em sua cidade, Maycomb – símbolo dos conservadores estados do sul dos EUA, empobrecidos pela crise econômica, agravante do clima de tensão social. A esperta e sensível Scout, narradora da trama, e Jem, seu irmão mais velho, são filhos do advogado Atticus Finch, encarregado de defender Tom Robinson, um homem negro acusado de estuprar uma jovem branca. Mas não é só nessa acusação e no julgamento de Robinson que os irmãos percebem o racismo do pequeno município do Alabama onde moram. Nos três anos em que se passa a narrativa, deparam-se com diversas situações em que negros e brancos se confrontam. Ao longo do livro, os dois irmãos e seu pequeno amigo de férias, Dill, passam por tensas aventuras, grandes surpresas e importantes descobertas. Nos episódios vividos ao lado de personagens cativantes, como Calpúrnia, Boo Radley e Dolphus Raymond, aprendem e ensinam sobre a empatia, a tolerância, o respeito ao próximo e a necessidade de se estar sempre aberto a novas idéias e perspectivas.

Trilogia O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien

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A história narra o conflito contra o mal que se alastra pela Terra-média, através da luta de várias raças – Humanos, Anões,Elfos, Ents e Hobbits – contra Orcs, para evitar que o “Anel do Poder” volte às mãos de seu criador Sauron, o Senhor do Escuro. Partindo dos primórdios tranquilos do Condado, a história muda através da Terra-média e segue o curso da Guerra do Anel através dos olhos de seus personagens, especialmente do protagonista, Frodo Bolseiro.

Orgulho e Preconceito, de Jane Austeen.

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Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.

A Bíblia Sagrada

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O texto religioso de valor sagrado para o Cristianismo, em que a interpretação religiosa do motivo da existência do homem na Terra sob a perspectiva judaica é narrada por humanos. É considerada pela Igreja como divinamente inspirada, sendo que trata-se de um documento doutrinário. Segundo a tradição, aceita pela maioria dos cristãos, a Bíblia foi escrita por 40 autores, entre 1445 e 450 a.C. (livros do Antigo Testamento) e 45 e 90 d.C. (livros do Novo Testamento), totalizando um período de quase 1600 anos.

O Guia do Mochileiro das Galáxias, Douglas Adams

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Ao longo de todas as versões, a série segue as aventuras de vários personagens, como Arthur Dent, um inglês azarado, Ford Prefect, um alienígena de um planeta pequeno em algum lugar nos arredores de Betelgeuse e um investigador para o guia de mesmo nome, Zaphod Beeblebrox, o semi-primo Ford e o Presidente Galáctico, o deprimido robô Marvin, o Andróide Paranóide, e Trillian, anteriormente conhecida como Tricia McMillan, uma mulher que Arthur conhecera em uma festa em Islington

A trilogia Jogos Vorazes, Suzanne Collins

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Katniss Everdeen, uma garota de dezesseis anos que vive em um país distópico chamado Panem – localizado onde estaria os Estados Unidos da América. O país é dominado por uma metrópole tecnologicamente avançada chamada Capital, que realiza anualmente os Jogos Vorazes, para que as pessoas sempre se lembrem da revolta que aconteceu vários anos atrás. Os Jogos são um lembrete do poder da Capital: nesses Jogos, um garoto e uma garota, entre doze e dezoito anos, de cada um dos doze distritos do país são selecionados através de um sorteio chamado de “Colheita” para participar de uma batalha televisionada em uma arena na qual todos os tributos – como são chamados – devem lutar até a morte, onde apenas um sobreviverá e será o vitorioso.

O apanhador no campo de Centeio, JD Salinger

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À espera no centeio (O Apanhador no Campo de Centeio na edição brasileira) narra um fim-de-semana na vida de Holden Caulfield, jovem de 16 anos vindo de uma família abastada de Nova York. Holden, estudante de um reputado internato para rapazes, volta para casa mais cedo no inverno depois de ter recebido más notas em quase todas as matérias e ter sido expulso. No regresso a casa, decide fazer um périplo adiando assim o confronto com a família. Holden vai refletindo sobre a sua curta vida, repassa sua peculiar visão de mundo e tenta definir alguma diretriz para seu futuro. Antes de enfrentar os pais, procura algumas pessoas importantes para si (um professor, uma antiga namorada, a sua irmãzinha) e tenta explicar-lhes a confusão que passa pela sua cabeça. Foi este livro que criou a cultura-jovem, pois na época em que foi escrito, a adolescência era apenas considerada uma passagem entre a juventudade e a fase adulta, que não tinha importância. Mas esse livro mostrou o valor da adolescência, mostrando como os adolescentes pensam.

As Crônicas de Nárnia, C.S. Lewis

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As Crônicas de Nárnia apresentam, geralmente, as aventuras de crianças que desempenham um papel central e descobrem o ficcional Reino de Nárnia, um lugar onde a magia é corriqueira, os animais falam, e ocorrem batalhas entre o bem e o mal. Em todos os livros (com exceção de “O Cavalo e seu Menino”) os personagens principais são crianças de nosso mundo, que são magicamente transportadas para Nárnia a fim de serem ajudadas e instruídas pelo Grande Leão conhecido como Aslam (ou Aslan, dependendo da tradução).

Autora de “A Seleção” diz que inspirou-se em Cinderela e na Bíblia

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A autora da série "A Seleção", Kiera Cass (Divulgação)

A autora da série “A Seleção”, Kiera Cass (Divulgação)

Mariane Zendron, no UOL

America, Aspen e Maxon vivem, desde 2012, um triângulo amoroso em um futuro distópico, no qual a sociedade é dividida por castas. Semelhanças com “Jogos Vorazes” ou “Divergente” são meras coincidências: os três são personagens da trilogia de sucesso “A Seleção”, escrita pela norte-americana Kiera Cass e publicada em mais de 20 países. Com 400 mil exemplares vendidos somente no Brasil, a escritora é uma das atrações Bienal do Livro de São Paulo, que abre as portas ao público a partir da próxima sexta-feira (22), no Anhembi.

Apesar de ter lançado o primeiro livro da série em 2012, Kiera diz que criou a história muito antes de “Jogos Vorazes” (2008) existir. “Eu não encontrei um lugar no passado que eu gostasse [para ambientar a história] e, por isso, criei esse país no futuro”, contou ela, por telefone, ao UOL. No enredo que criou, America Singer é uma artista da casta cinco. Ela é apaixonada por Aspen, que pertence a uma casta abaixo. A jovem precisa esquecer esse amor ao ser selecionada para um competição que escolherá a nova princesa para o príncipe Maxon.

No primeiro livro da série "A Seleção", 35 garotas disputam o coração do príncipe Maxon (Divulgação)

No primeiro livro da série “A Seleção”, 35 garotas disputam o coração do príncipe Maxon (Divulgação)

Apesar das semelhanças, Kiera diz que Suzanne Colins, a autora de “Jogos Vorazes”, fez coisas que ela teve medo de fazer. “Ela fez perguntas mais difíceis e mais profundas. Meus livros são mais leves e têm muito dos contos de fada”, garante. Apesar de compreender as comparações, a autora diz que sua história foi inspirada no clássico “Cinderela” e na história de Ester, presente na Bíblia.

Assim como America, Ester foi obrigada a participar de um concurso para escolher uma nova rainha para Assuero, rei dos persas. Ao ser escolhida, Ester conquistou o coração do rei e salvou os judeus. “Fiquei pensando sobre o coração de Ester. Será que, antes de se sacrificar pelo seu povo, ela não era apaixonada por outro homem?”, questiona Kiera.

Em relação a “Cinderela”, o interesse da escritora vai além do sapatinho de cristal. “A Cinderela nunca pediu por um príncipe, ela só queria uma noite de folga e um belo vestido. Quando o príncipe aparece, me pergunto: ‘Ela está feliz? Conseguiu o que realmente queria?'” Além disso, personagens de origem humilde encantam a escritora, que foi desenvolvendo os livros de sucesso a partir desse mix inusitado.

Tragédia real

Apesar de levar às páginas sonhos, palácios, vestidos de festas e amor, Kiera começou a escrever depois de uma tragédia real. Em 2007, ela morava em Virginia, nos Estados Unidos, quando um estudante matou 32 colegas em um campus, o que ficou conhecido com o Massacre de Virginia Tech. Na época, o marido da autora trabalhava na faculdade e, apesar de ter saído ileso, o episódio deixou marcas profundas em Kiera, que começou a escrever como uma espécie de terapia.

“A Cinderela nunca pediu por um príncipe, ela só queria uma noite de folga e um belo vestido. Quando o príncipe aparece, me pergunto: ela está feliz? Conseguiu o que realmente queria?”.
Kiera Cass

Essa será a segunda vez que a escritora vem ao Brasil –a primeira foi em outubro de 2013. Do país, ela lembra que “os fãs são muito animados” e que “isso é demais”. Dessa vez, a autora vai bater um papo com os leitores no dia 23 de agosto, às 18h, na Bienal, em um espaço batizado de Arena Cultural, destinado aos autores best-sellers. Depois, ela participará de sessões de autógrafo em Fortaleza, Recife e Rio de Janeiro.

Dias antes de embarcar para a Bienal de São Paulo, Kiera anunciou mais dois livros da série. O quarto volume, “The Heir” (O Herdeiro), está previsto para maio de 2015. O quinto romance, ainda sem título, será lançado em 2016.

Kiera Cass na Bienal do Livro de SP

Onde: Arena Cultural, Pavilhão de Exposições do Anhembi
Quando: Sábado (23/10)
Horário: 18h – Bate-papo com a escritora
19h30 – Sessão de autógrafos da série A Seleção; É necessário retirar senha a partir das 10h no Espaço de Autógrafos (J200). Sujeito à lotação

23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Quando: de 22 a 31 de Agosto de 2012
Onde: Pavilhão de Exposições do Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1.209, Santana)
Horário de visitação: de segunda a sexta-feira das 9 às 22h (com entrada até as 21h); sábados e domingos, das das 10h às 22h (com entrada até as 21h)
Ingressos: R$ 12 (segunda, terça, quarta e quinta) R$ 14 (sexta, sábado e domingo)

Pode-se mudar a forma de ler?

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Entre 1425 e 1456, Gutenberg imprimia a primeiro livro produzido em larga escala na Europa: uma bíblia. Antes, porém, os chineses já tinham técnicas de impressão de caracteres através de xilogravura, no século XI.

Imagem: Google

Imagem: Google

Lucas Longo em O Debate

De lá pra cá, muita coisa se passou. Os livros se tornaram baratos, passaram a contar todo tipo de história e adotaram novos formatos. Com a tecnologia, vieram os e-books e livros animados. E eu me arrisco a colocar uma nova data na cronologia da leitura como conhecemos: março de 2014 – lançamento do Spritz. Aplicativo de leitura rápida lançado pela empresa norte-americana de mesmo nome, o Spritz promete permitir a leitura de até mil palavras por minuto. Nesse ritmo, é possível ver a bíblia de Gutenberg em módicas 13 horas.

Mas como ele faz isso? A ideia defendida por seus desenvolvedores (que passaram três anos estudando o modo como lemos) é que se fixarmos os olhos em apenas um ponto focal e mostrarmos todas as outras palavras naquele ponto, conseguimos agilizar nossa leitura pois o cérebro processa automaticamente o significado daquela palavra, entendendo no máximo 13 caracteres por vez. Conhecida como RSVP (Apresentação Visual Rápida e em Série), a técnica em si não é nova, mas é a primeira vez que ela é adaptada para telas pequenas.

Esta tecnologia deve chegar nas mãos do consumidor final através de uma parceria com a Samsung, que trará o app no novo Samsung Galaxy S5 e no smartwatch Samsung Gear 2. O conceito de leitura dinâmica não é novidade. Os primeiros cursos surgiram no começo do século XX, ensinando técnicas diversas. Há quem defenda que uma coluna menor ajude a ler mais rápido, e quem diga que é preciso ir pulando linhas para entender toda a ideia do livro ou apresente pontos focais na página como suficientes para a leitura.

Hoje é ainda mais fácil ter contato com algumas destas técnicas: basta procurar na sua loja de aplicativos que você encontrará diversos apps que prometem aumentar consideravelmente sua velocidade de leitura. Mas com o Spritz é a primeira vez que uma grande empresa realmente compra a ideia. Sua vantagem em relação aos outros apps e métodos de leitura dinâmica é o fato de ser muito fácil de aprender. Os desenvolvedores defendem que é possível começar a ler com Spritz com um treino de apenas cinco minutos, e que mesmo que você passe um mês sem usar o app, certamente conseguirá ler novamente sem precisar de qualquer treinamento.

Desenvolvido especificamente para leituras em pequenas telas, como os smartphones, o Spritz tem a imensa vantagem de ser totalmente pensado para as novas tecnologias. Você não precisa ficar arrastando a página para baixo pra conseguir finalizar a leitura de uma coluna. O Spritz apresenta todas as palavras do texto em um único ponto, permitindo uma leitura rápida a qualquer instante. A novidade despertou sentimentos opostos. Alguns amaram sua praticidade e rapidez.

Outros já defendem que ele vai tirar todo o prazer da leitura. Normalmente os que se enquadram na segunda opinião são os mesmos que não gostam muito dos e-books e defendem o livro em papel. Essa é uma discussão que está longe de terminar, e certamente não será o Spritz quem dará a palavra final. Em uma entrevista, o fundador e executivo-chefe da empresa, Frank Waldman, explica que um bom uso do app seria para ler seus e-mails através de um smartwatch.

O objetivo do Spritz é ajudar a realizar mais rapidamente tarefas chatinhas do dia-a-dia para ter mais tempo para fazer o que quiser, como ler um bom livro com calma ou passear com a família. A tecnologia vem apresentado diversas novidades referentes ao mundo da leitura. Basta uma rápida pesquisa para encontrarmos livros animados para crianças, leitores on-line, redes sociais sobre livros e até mesmo os apps que ajudam a ler mais rápido. O mercado editorial também passa por mudanças.

Antes os autores dependiam exclusivamente das editoras para suas criações chegarem ao mercado. Hoje eles podem lançar seus livros em versão digital, o que diminui drasticamente seu custo. Existem também mais formas de se apresentar para o grande público. O app Wattpad, por exemplo, permite que qualquer pessoa crie histórias e as disponibilize por capítulos. Os escritores amadores alcançam números impressionantes, muitos têm mais de um milhão de leitores fieis acompanhando suas narrativas.

O Wattpad tem atualmente 2 milhões de escritores que produzem em média 10 mil textos por dia para seus 20 milhões de leitores. Este é uma iniciativa que prova dois fatos: primeiro, que as pessoas querem e gostam de ler; e segundo, que a tecnologia pode sim incentivar o gosto pela leitura. Esta é uma discussão que não pode ter apenas dois pontos de vista. Trabalhar apenas com “contra” ou “a favor” da tecnologia no processo de leitura minimiza os diversos exemplos e argumentos existentes. Precisamos pensar em como um pode ajudar o outro a continuar e entender que existe espaço para todos os tipos de leitura.

‘Bíblia Radical’ fala de passagens ‘nojentas’ e usa gírias

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"Bíblia" teen promete ensinamentos e aventura na medida certa

Capa da “Bíblia do Garoto Radical”

Publicado originalmente no Folha.com

A história contada na “Bíblia do Garoto Radical” é a mesma que aparece na conhecida e tradicional publicação. Mas a edição traz comentários com gírias para tentar se aproximar do público teen.

Editada por Rick Osborne, autor especializado em publicações cristãs e o responsável pelas notas adicionais, a obra tem seções como “Notas Radicais”, “Nojento!”, “Tô Ligado!” e “Anota Aí!”.

Um dos textos de “Nojento” é o seguinte: “Que comédia! O rei da Babilônia segurando um fígado imenso de bicho, olhando praquele negócio todo ensanguentado na frente dele (Ez 21:21). E quer saber por que ele fez isso? Pra tentar prever o futuro. Não é pra rolar de rir? Orar pra conhecer a vontade de Deus é uma atitude bem mais inteligente.”

Outro de “Nojento”: “Ninguém disse que matar gigantes era um trabalho limpinho. Quando Davi arrancou a cabeça de Golias, é provável que tenha escorrido sangue pra todo lado. A região do pescoço tem muitos vasos sanguíneos, ainda mais o pescoço de um gigante. E quem limpa a sujeira”.

Em “Tô Ligado!”: “Leia Provérbios 8:12-21. Em ritmo de rap: ‘Quem quer ficar mais inteligente e esperto/Tem de andar com a sabedoria sempre por perto/Não adianta ficar por aí o tempo todo de zoeira.”

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