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Professora cria biblioteca itinerante que distribui livros para crianças na Nigéria

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Publicado no Extra

Cercada por uma série de crianças no popular distrito de Ifako, no coração de Lagos, capital da Nigéria, Funmi Ilori, psicóloga e ex-professora, pergunta a cerca de 15 crianças sentadas em pequenos bancos de plástico ao redor de uma van: “Os leitores se tornam o quê?”. As crianças respondem efusivamente: “Líderes!”.

Naquela tarde, a ex-professora desembarcava na Escola Primária de Bethel, onde dava continuidade ao seu projeto “I read” (“Eu leio”, em português), levando livros aos bairros pobres de Lagos em pequenas vans que ela mesmo dirige. Seus pequenos caminhões funcionam como bibliotecas reais: as crianças escolhem um livro que lerão em casa e entregarão na próxima semana, depois de completarem uma folha de leitura obrigatória.

Crianças leem as obras entregues pela professora Foto: Stefan Heunis / AFP

Sade, uma garota de 9 anos, escolhe sua aventura favorita, mesmo já conhecendo a história de cor. “Ler é meu hobby”, revela a jovem. “Os livros me dão ideias e agradeço a eles, eu aprendo mais coisas.” Adinga, outra jovem leitora, escolheu “Bioenergy Insight”, uma revista sobre energia renovável. “Você tem certeza de que vai ler isso?”, perguntou um dos seus colegas. Ela ficou contrariada, largou a revista e, por fim, escolheu um quadrinho.

A diretora da escola visitada naquela tarde, Ruth Aderibigbe, admite que os aproximadamente 200 alunos da escola têm apenas livros didáticos à disposição, porque os “livros são caros”. Então, quando “I Read” chegou à rede escolar, há dois anos, ela comemorou a iniciativa: “As crianças fizeram grandes progressos na leitura”, diz a diretora.

Van com os livros distribuídos pela professora Foto: Stefan Heunis / AFP

Além das livrarias, “há bibliotecas funcionais, pelo menos em Lagos, mas muitas crianças não as usam”, afirma Ilori. “Você deve acompanhar as crianças desde muito cedo. A leitura é aprendida, mas, nas comunidades rurais, muitas crianças nunca tiveram um livro em suas mãos.”

A ex-professora iniciou um pequeno comércio de livros em 2003, caminhando “de casa em casa com uma cesta cheia de romances” e fazendo empréstimos em troca de algumas centenas de nairas (moeda local). “Mas percebi que os adultos não têm mais interesse pela leitura”, conta.

Em 2013, ela mostrou seu projeto de biblioteca móvel para o “You win together”, uma bolsa financiada pelo governo nigeriano para encorajar iniciativas de desenvolvimento. Vencedora, ela ganhou 10 milhões de nairas, o equivalente a R$ 190 mil, e comprou um caminhão e uma pequena van.

Hoje, graças à bolsa de estudos e a alguns patrocinadores, ela conseguiu contratar treze funcionários, comprar 1.900 livros e quatro vans. Ela visita entre quatro e seis escolas todos os dias, e organiza oficinas de leitura com voluntários nas noites e fins de semana nas favelas para crianças que estão fora da escola.

Jovem ‘pedala’ pela América Latina com biblioteca itinerante

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 Lucas adotou o nome de Quincas e resolveu conhecer a América Latina de bicicleta Foto: Divulgacão

Lucas adotou o nome de Quincas e resolveu conhecer a América Latina de bicicleta
Foto: Divulgacão

 

Juliana Bittencourt, em O São Gonçalo

Com um chapéu de palha na cabeça e os olhos de quem almeja desvendar o mundo, o morador de Pendotiba, Lucas Garcia, de 28 anos, decide fazer algo ousado: “Pedalar” pela América Latina fazendo com que a literatura ultrapasse fronteiras.

Formado em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (UFF), o jovem é o idealizador do projeto Cicloteca, uma biblioteca móvel inspirada no escritor Mario de Andrade, que durante a década de 30, quando era chefe do Departamento de Cultura, criou o projeto itinerante que rodava pelas praças de São Paulo fazendo empréstimos de livros a população. Com um triciclo amarelo e uma carroceria improvisada, surge em março de 2014 a Cicloteca, que posteriormente, em junho do mesmo ano, seria aprovada no edital interno da UFF, contando com uma melhor estrutura a fim de “ocupar as ruas da cidade de Niterói e contribuir para o incentivo de uma cidade para as pessoas”

Desde os primeiros ‘passos’ de Teca – como é carinhosamente apelidada sua bicicleta -, Lucas tinha planejado sua viagem pela América Latina que foi adiada após ingressar no Mestrado em Cultura e Territorialidade da UFF. No entanto, em setembro de 2016, o rapaz iniciou sua jornada e deixou em Niterói tudo aquilo que o prendia à cidade, inclusive sua identidade. Sob o pseudônimo de Quincas Avelino – homenagem ao pai adotivo de sua avó paterna, uma grande contadora de histórias – o jovem começa seu percurso dando a volta pela Baixada Fluminense, contorna a Baía de Guanabara passa por Tanguá, Itaboraí, Magé e vai adiante com destino a Buenos Aires. “Escutar o mundo ao invés de ouvir o que os poderosos falam dele” é a grande experiência que Quincas quer levar consigo.

 'Teca', a companheira inseparaveavel de Quincas Foto: Divulgação

‘Teca’, a companheira inseparavel de Quincas
Foto: Divulgação

 

O rapaz viaja de cidade a cidade, sem um tostão no bolso e ao chegar em um novo lugar, busca através da gentileza dos moradores um prato de comida e um ‘teto’ para dormir, muito embora não tenha problema em pernoitar na rua. Nessa vida andarilha, já improvisou moradas inusitadas, Quincas já dormiu em um presépio, na cidade de Itariri (SP) e inclusive na redação do Jornal Folha de Babitonga, em São Francisco do Sul (SC). Afirma que “Viver a literatura de fato na rua é viver de improviso.”

Durante a viagem, Quincas leva consigo fotos doadas por moradores que oferecem sua hospitalidade ao jovem, dessa forma passam a acompanhá-lo em todos os lugares do seu trajeto. É um forma de fazer com que ultrapassem fronteiras com ele e façam parte dessa experiência cosmopolita.

Para Quincas, a viagem tem a função de desconstruir e construir fronteiras e torná-lo, através da literatura, um cidadão do mundo. Mais do que distribuir livros pela América Latina, o jovem quer formar laços inter-culturais, rompendo com ideais capitalistas e sem qualquer busca pela fama. Sua principal busca é um lugar literário para povo. “A literatura é o grande combustível que move a curiosidade do mundo.”, disse.

A ideia da doação é o que move a Cicloteca. Quando chega em uma nova cidade, Quincas busca estabelecer contato com bibliotecas ou pessoas que estejam interessadas em doar alguns livros. Para ele isso proporciona experiências muito positivas como da vez em que chegou em Ilha Grande sem nenhum livro, conseguiu encher a ‘Teca’ de doações e voltou para a estrada sem nada.

O andarilho busca fazer o exercício diário da leitura e da escrita. Através da plataforma https://medium.com/@quincasavelino, ele publica textos dotados de uma intensa sensibilidade sobre histórias, fatos e reflexões de sua viagem.

Dentre os clássicos que Quincas carrega consigo, nunca deixa para trás as obras de Manoel de Barros. Quando se depara com um companheiro andarilho ou/e em situação de rua, não deixa de ler para ele trechos do autor. Sua escolha tem haver com a desconstrução da escrita acadêmica utilizada pelo autor.

O jovem aventureiro ainda não saiu do Brasil, no momento (27) a Cicloteca marca presença na cidade de São Francisco do Sul. Quando ultrapassar sua primeira fronteira, Quincas quer entrar no Uruguai com o pé direito, enquanto isso passeia pelas cidades brasileiras enchendo sua bagagem com histórias, lições e experiências únicas.

Departamento de educação de Palmas lança o projeto “Viajando no Mundo da Leitura”

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Trata-se de uma biblioteca itinerante, que funcionará dentro de um ônibus, incentivando o hábito da leitura.

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Publicado em RBJ

O departamento de educação de Palmas, sul do Paraná, lança a partir do 2º semestre, o projeto “Viajando no Mundo da Leitura”. Trata-se de um biblioteca itinerante, que funcionará dentro de um ônibus modificado especificamente para atender e levar a vários pontos da cidade o acesso à leitura a toda a população.

De acordo com a coordenadora de bibliotecas do departamento municipal, Cleidis Brasil, o projeto visa incutir o hábito da leitura desde as crianças até idosos. Destacou que a iniciativa tem recebido vários elogios e apoio de toda a comunidade. Salientou que os trabalhos para a modificação e adequação do ônibus estão em fase adiantada. O cronograma da biblioteca passará por escolas municipais e outros pontos para que toda a população palmense conheça o projeto.

Enfatizou que a contribuição da comunidade é de extrema importância, visto que o projeto encontra-se na fase de montagem do acervo da biblioteca itinerante. Incentivou à população que possuir livros, revistas, gibis, jornais, entre outros, para que contribua doando esses materiais. Os pontos de coleta estão distribuídos nas escolas municipais, departamento de educação e parceiros:

– Prefeitura Municipal

– Divisão de Cultura

– Colégio Bom Jesus

-Colégio Sesi

– Colégios estaduais

– Divisão de Esportes

– Jornal A Folha do Sudoeste

Informou que as pessoas que têm um número significativo de materiais, mas não têm como levar até os pontos de coleta, podem entrar em contato com o departamento de educação, que disponibilizará um veículo para o transporte.

Outro apoiador da iniciativa é a equipe do Santa Pelizzari/Palmas Esportes, que no próximo sábado (16) enfrenta a equipe de Pitanga pela Série Bronze do Campeonato Paranaense de Futsal. Na oportunidade, crianças até 12 anos não pagam, mas precisam doar um livro ou gibi, que serão destinados para a campanha.

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