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Construída com material reciclado, Ecoteca incentiva a literatura e sustentabilidade nas escolas

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A Ecoteca, com 300 livros, fica até amanhã, na Praça Martiniano Maia, em Lauro de Freitas, e será doada à Escola Municipal Vida Nova, em Lauro (Foto: Marina Silva/CORREIO)

 

Biblioteca móvel usa resíduos de caixinhas de leite e suco, além de tubos laminados de creme dental

Tailane Muniz, no Correio 24Horas

Na casa de Enila Eduarda Andrade, 11 anos, o hábito de colocar roupa para secar atrás da geladeira está com os dias contados. É o que promete a garota, que não sabia dos perigos por trás dessa simples ação, mas disse que vai passar para os pais tudo o que aprendeu ontem, na palestra de lançamento do projeto Ecoteca, biblioteca construída com material reciclado, na Praça Martiniano Maia, em Lauro de Freitas.

Enila e os colegas do 6º ano da Escola Municipal Ana Lúcia Magalhães, em Lauro, assistiram à palestra de fantoches que apresentou a biblioteca móvel, que ficará no local até amanhã. Maneco e Toquinha, os personagens principais, divertiram e alertaram as crianças para o risco, por exemplo, de empinar pipas perto de fiações elétricas. O projeto Ecoteca, patrocinado pela Coelba por meio do Fazcultura e desenvolvido pela Rede Educacional Educare, propõe a política de sustentabilidade e incentivo à literatura e cinema nas escolas.

Para Caíque Costa Barbosa, 12, foi importante aprender sobre o que pode ou não fazer quando o assunto é energia elétrica. “Eu já joguei coisas em cima de fios. Não sabia que era perigoso, agora sei e não faço mais”, disse o estudante. Já Lavínia Oliveira, 11, que gosta de tomar banho quente, aprendeu que é importante tomar determinados cuidados ao utilizar o chuveiro elétrico. Rebeca Mendes, 11, não desgrudou do livro Lili, Pedro e o Peixe Caçador de Tesouros que escolheu no acervo da biblioteca.

Alunos do Ana Lúcia participam de atividades lúdicas na estrutura montada em Lauro (Foto: Marina Silva/CORREIO)

Alunos do Ana Lúcia participam de atividades lúdicas na estrutura montada em Lauro (Foto: Marina Silva/CORREIO)

 

Os alunos tiveram acesso aos 300 livros infantis e infantojuvenis que compõem o acervo da Ecoteca – que dispõe também de um projetor, em alta definição, além de 100 filmes originais, de temas diversos, voltados para crianças, jovens e adultos. Outras quatro escolas municipais vão levar cerca de 1.200 crianças para conhecer o espaço e participar das atividades educativas sobre energia elétrica. Para os jovens e adultos, a proposta da Ecoteca é transformar a praça numa grande sala de cinema. Até amanhã, três filmes vão ser exibidos, sempre às 19h. O evento é aberto ao público.

A Ecoteca é construída com placas de resíduos de caixinhas de leite e suco, além de tubos laminados de creme dental. Os mais atenciosos puderam notar pequenos fragmentos de canudos de plástico que, em geral, compõem as embalagens de sucos industrializados.

Segundo a gerente de relacionamentos da Coelba, Adriana Teodorio, o objetivo do projeto é contribuir para a formação educacional dos moradores de Lauro de Freitas. “Projetos como a Ecoteca podem ajudar na formação cidadã das crianças”. Ela disse que a Ecoteca será doada para a Escola Municipal Vida Nova, também em Lauro. Cidades como Feira de Santana, Jequié e Porto Seguro também receberão o projeto.

Em Brasília, cobrador monta biblioteca dentro do ônibus

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A cobradora Dorinha Silva, 29 anos, parabeniza o ex-colega Antônio pelo projeto (Foto: Sergio Dutti/UOL)

A cobradora Dorinha Silva, 29 anos, parabeniza o ex-colega Antônio pelo projeto (Foto: Sergio Dutti/UOL)

Jéssica Nascimento, no UOL

No começo, o cobrador Antônio da Conceição, 43, oferecia livros aos passageiros que tomavam a linha circular de Sobradinho II- DF dentro de uma caixa de papelão. Isso foi em 2007.

Aquela caixa que começou com a doação de um passageiro soma atualmente 12.000 títulos, que circulam em cinco coletivos e têm espaço nos guichês da empresa Piracicabana na rodoviária no Plano Piloto, em Brasília.

É chegar e pegar: não há controle ou cadastro. O maranhense conta que os usuários costumam devolver os livros e fazer novas doações.

Atualmente, o programa “Cultura no Ônibus” tem painéis para expor os títulos, está institucionalizado na empresa do Distrito Federal, e Conceição se tornou gerente cultural da iniciativa. Até o final de 2016, a intenção é que toda carro da frota conte com um acervo circulante.

O importante, para Conceição, é que as pessoas cultivem a leitura: “Quem lê, escreve e se expressa melhor”.

Contos, crônicas, romances e autoajuda são os preferidos das pessoas, segundo a equipe do projeto. “Nas estantes, temos gibis e revistas que chamam a atenção das crianças”, conta Conceição. “Diversos pais vieram me agradecer por incentivar o hábito da leitura nos filhos.”

Ele mesmo adquiriu o hábito pela leitura de pequeno. Gostava de ler os jornais e folhetos que o pai levava para casa como embrulho. Fã do escritor Jorge Amado, ele pretende cursar letras (licenciatura).

Apoio

A auxiliar de serviços gerais Alvânia de Araújo, 49, utiliza a linha 501.3 Sobradinho II – Rodoviária do Plano diariamente. Nesta semana, ela pegou emprestado o livro “A Vida sempre Vence”, de Marcelo Cezar. “Muita gente infelizmente ainda tem preguiça de ler e isso pode ser mudado ao poucos com o projeto”.

Já a estudante Camila Mateus, 18 anos, nunca utilizou o projeto. O motivo? Nunca tinha percebido o suporte de exposição montado no transporte. “Pelo ônibus estar sempre cheio acabei não percebendo. Agora, vou aproveitar esses 40 minutos de trajeto para ler alguma coisa e passar o tempo. Também vou doar alguns livros que tenho em casa”, diz.

A cobradora do coletivo Dorinha Silva, 29, parabeniza Antônio pelo projeto. “Sou fascinada pela leitura e percebo a cada dia que a Cultura no Ônibus vem enriquecendo o conhecimento de crianças, adultos e idosos. Esse projeto me cativou”.

Doações

Com a expansão da biblioteca móvel, os coletivos precisam de doações. Quem tiver livros sem uso em casa, pode entregar as obras em guichês ou garagens da empresa, na rodoviária do Plano Piloto ou pelo telefone: (61) 91955023. “Dependendo do lugar, eu mesmo posso ir buscar”, enfatiza o futuro professor.

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