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Biblioteca Nacional abre inscrições para o prêmio literário 2015

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No valor de R$ 30 mil cada, os prêmios serão concedidos nas categorias romance, poesia, conto, ensaio social, ensaio literário, tradução, projeto gráfico, literatura infantil e literatura juvenil

No valor de R$ 30 mil cada, os prêmios serão concedidos nas categorias romance, poesia, conto, ensaio social, ensaio literário, tradução, projeto gráfico, literatura infantil e literatura juvenil

Estão abertas até o dia 10 de setembro as inscrições para a edição 2015 do Prêmio Literário Biblioteca Nacional, concedido há mais de 20 anos pela instituição, com o objetivo de estimular a pesquisa e a criação literária no país.

Publicado no Vermelho

O concurso é aberto a autores, tradutores e designers gráficos e vai premiar a qualidade intelectual, técnica e estética dos livros inéditos publicados no Brasil, no período de 1º de maio de 2014 a 30 de abril de 2015.

O prêmio é dividido em nove categorias e estabelecido por meio de um edital de chamada pública. Segundo a Fundação Biblioteca Nacional (FBN), cada uma das categorias possui uma comissão julgadora própria e independente, composta por três profissionais de notório saber.

No valor de R$ 30 mil cada, os prêmios serão concedidos nas categorias romance, poesia, conto, ensaio social, ensaio literário, tradução, projeto gráfico, literatura infantil e literatura juvenil. Os critérios de avaliação por parte da comissão julgadora abrangem a qualidade da obra (exceto para a categoria projeto gráfico), originalidade, contribuição à cultura nacional, qualidade linguística da tradução (no caso dessa categoria) e criatividade no uso de recursos gráficos (somente para a categoria projeto gráfico).

As inscrições devem ser feitas por via postal e endereçadas à sede da Fundação Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Formulários e maiores informações estão disponíveis no site oficial.

Fonte: Agência Brasil

Biblioteca Nacional conta com acervo de raridades que remontam ao século XI

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Muitas delas estão disponíveis online, e outras podem ser consultadas na própria FBN

Publicado no Correio do Estado

Caça-palavras de Hrabanus Maurus (1605) (Foto: Divulgação/Ministério da Cultura)

Caça-palavras de Hrabanus Maurus (1605)
(Foto: Divulgação/Ministério da Cultura)

O que membros da corte brasileira comeram durante o último baile do Império na Ilha Fiscal? Como Leonardo da Vinci, em 1509, ilustrou o livro sobre proporção áurea de seu amigo Luca Pacioli? Como era a planta de um navio negreiro que transportava escravos ou o primeiro atlas impresso? Essas são algumas raridades guardadas na divisão de obras raras da Fundação Biblioteca Nacional (FBN). Muitas delas estão disponíveis online, e outras podem ser consultadas na própria FBN.

A divisão foi criada em meados do século 20, por decreto presidencial, a partir de uma seleção do acervo geral da FBN. Embora não haja número exato de obras, calcula-se que são tantos títulos nessa seção que eles ocupariam uma estante linear de 2,1 km.

Ana Virginia Pinheiro, bibliotecária chefe da divisão de obras raras da Biblioteca Nacional e professora da Escola de Biblioteconomia da UniRIO, nunca perdeu o encantamento de trabalhar lá, desde seu primeiro dia, em 1982. Volta e meia, depara-se com alguma curiosidade do acervo geral que, em sua opinião, deveria fazer parte da divisão de obras raras.

“A Biblioteca Nacional vive de fazer descobertas. Sempre descobrimos tesouros, e a razão de ser da biblioteca é a preservação da memória, independentemente do partido político ou da ideia defendida em algum momento da história”, conta. “Nas épocas de exceções, muitas obras foram escondidas aqui”, revela.

A história do acervo da FBN se confunde com a do próprio país. “É a única Biblioteca Real das Américas. Veio com Dom João VI, em 1808, e foi comprada pelo Governo Imperial. O Governo Imperial não hesitou em comprar a biblioteca, que seria a base da construção da história nacional, a base que formou as mentes, os primeiros brasileiros independentes, aqueles que fizeram literatura brasileira e formaram ideias brasileiras”, relata Ana Virgínia.

A Bíblia de Mogúncia

A Bíblia de Mogúncia (foto acima), impressa em 1462, é um dos exemplares mais raros da Biblioteca Nacional e faz parte da Coleção Real, trazida por Dom João VI. “É um monumento da tipografia e prova que, no século 15, o homem estava avançado em termos de tecnologia, senso moral e intelectual. A Bíblia é um monumento de técnica e arte”.

O exemplar mais antigo da FBN, considerado também o mais antigo da América Latina, foi doado por uma família no século 19. Trata-se de um manuscrito do século 11 com os quatro Evangelhos (Matheus, Lucas, João e Marcos).

No acervo, há também o exemplar completo da famosa Encyclopédie Française, uma das obras de referência para a Revolução Francesa. O primeiro jornal impresso do mundo, datado de 1601, e os primeiros jornais manuscritos que circularam no Brasil também estão lá.

Outra obra de valor inestimável é o livro do autor Hrabanus Maurus, exemplar único, publicado em 1605. “Ele criou o caça-palavras. Fez isso em forma de poesia visual. É considerada raríssima e extremamente curiosa por causa do design. É surpreendente que alguém publicasse livro como esse em 1605”, afirma Ana Virgínia. A crônica de Nuremberg, de 1493, é outra preciosidade do acervo por ser considerado o livro mais ilustrado do século 15. Nele, há mapas xilogravados tidos como os mais antigos em livro impresso.

Descoberta

Ao longo de mais de 30 anos de dedicação à Biblioteca Nacional, houve uma descoberta que emocionou a chefe do departamento. Por ocasião de uma entrevista, Ana Virgínia estava à procura de um livro diferente no acervo.

virginia“Um título me chamou a atenção. Era sobre tráfico de escravos e vi que havia um volume dobrado dentro. Era a planta de um navio negreiro com o desenho das pessoas que iam nele”, diz Ana Virgínia. “Tinha ideia que os escravos iam amontoados, e essa planta mudou minha ideia. Os escravos eram mapeados para ficarem deitados. Era marcado no chão o lugar onde se deitariam homens, mulheres e crianças”, relata. A descoberta rendeu à bibliotecária o livro “Às Vésperas dos 200 anos da Biblioteca Nacional”.

“Conto como achei o livro e o que há nele. É doloroso ver que o ser humano fez isso, e [a obra] muda nossa ideia mal informada sobre como era o transporte de escravos”, afirma. “Eu adoro trabalhar aqui, a descoberta diária e a sensação de ter contato imediato com pessoas que estiveram aqui há 300 anos”, conclui.

Conhecendo as raridades da biblioteca do poder

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A BIBLIOTECA DA CÂMARA, EM BRASÍLIA

A BIBLIOTECA DA CÂMARA, EM BRASÍLIA

Andréia Martins, no Roteiros Literários

As primeiras bibliotecas começaram a ser implantadas no Brasil em 1800. Foi nessa época que a biblioteca que só chegaria a Brasília em 1960 começou a ganhar forma, ainda na antiga capital federal.

A Biblioteca da Câmara Federal foi criada oficialmente em 1866, no Rio de Janeiro, para atender apenas aos legisladores da casa. Lá, teve sede em diferentes locais, como o Palácio Tiradentes, o Cassino Fluminense, o Palácio Monroe e o Palácio da Quinta da Boa Vista, além da Biblioteca Nacional. Aos poucos, seu acervo foi sendo ampliado com compras, doações e trocas de livros. Mas foi só em 1926 que ele alcançou um volume considerável de obras, com 27.000 exemplares.

Ao ser transferida para nova capital brasileira, em 1960, já com o dobro do acervo bibliográfico, a biblioteca ocupou quatro andares do Anexo I da Câmara, passando depois, em 1969, para o Anexo II, onde hoje está o Centro de Documentação e Informação (CEDI). Aberta ao público, ganhou o nome de Biblioteca Pedro Aleixo em 1985, em homenagem ao advogado e parlamentar.

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A primeira impressão é de que o acervo é restrito, com obras e referências ao dia a dia da política nacional. Mas o acervo surpreende. Em seus 2500m², a biblioteca reúne uma extensa bibliografia sobre direito, economia, administração pública, ciências políticas e sociais, literatura nacional, documentos publicados pela ONU (Organização das Nações Unidas), edições do Diário Oficial desde 1930, jornais antigos e atuais, entre outros.

No entanto, a cereja do bolo é o acervo de obras raras, com publicações em latim, português, francês e entre outras línguas. Ao todo são 4.600 livros e 108 periódicos raros, como obras clássicas do pensamento ocidental, relatos de viajantes dos séculos 18 e 19, edições de referências da historiografia, geografia e literatura nacional.

Este ano a biblioteca começou o processo de digitalização de 200 obras desse acervo. O critério foi escolher as mais danificadas, mais antigas e mais importantes. Todo o processo deve ser concluído em 26 anos. (Acesse aqui as publicações já digitalizadas)

A ENTRADA DA BIBLIOTECA PEDRO ALEIXO

A ENTRADA DA BIBLIOTECA PEDRO ALEIXO

LOGO NA ENTRADA VEMOS AS ANTIGAS ENCICLOPÉDIAS E OUTRAS OBRAS DE REFERÊNCIA. AO FUNDO, O SALÃO DE LEITURA COM MESAS PARA ESTUDO

LOGO NA ENTRADA VEMOS AS ANTIGAS ENCICLOPÉDIAS E OUTRAS OBRAS DE REFERÊNCIA. AO FUNDO, O SALÃO DE LEITURA COM MESAS PARA ESTUDO

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Os livros do acervo raro só podem ser manuseados com luvas e consultados com a supervisão de alguém da casa. Por isso, para fazer qualquer consulta a este acervo é preciso agendar uma visita antes.

Quem nos recebe na sala dos fundos da biblioteca, onde fica o acervo raro é a chefe da seção de obras raras e especiais, Maria Cristina Silvestre. Ela coloca as luvas brancas plásticas e manuseia com cuidado as obras previamente separadas. Em comum, os livros ali têm o amarelo das páginas e guardam o cheiro do tempo de muitas gerações.

Considerando a data original desses livros, alguns do século 16, pode-se dizer que eles estão bem preservados. A obra rara mais antiga é De Orbis Situ, de 1522, escrita por Pompônio Mela, o único tratado de geografia da Antiguidade escrito em latim clássico. Publicado na época em que ainda se considerava a Terra o centro do universo, o livro traz um mapa que mostra a antiga divisão dos continentes. Uma época e forma de ser ver o mundo que parece muito distante dos dias de hoje.

A OBRA MAIS ANTIGA DO ACERVO RARO DA BIBLIOTECA

A OBRA MAIS ANTIGA DO ACERVO RARO DA BIBLIOTECA

O MAPA QUE ACOMPANHA A OBRA

O MAPA QUE ACOMPANHA A OBRA

O acervo guarda ainda obras-relatos dos chamados “cronistas-mor” do reino de Portugal, autores que tinham quase que o papel de historiadores –embora, em alguns casos, com viés totalmente favorável ao governo—e colaboraram para construir uma espécie de memória das dinastias, e claro, do país. Eles eram contratados pelo rei para escrever sobre o país, seu governo e história.

O primeiro a ocupar o cargo foi Fernão Lopes (1380-1460), em 1434, encarregado por D. Duarte. Estima-se que ele tenha escrito a história de Portugal desde a fundação do reino e as crônicas de todos os seus reis até D. João 1º. Há ainda obras de outros cronistas importantes para a história portuguesa, como Duarte Galvão (1445-1517) e Rui de Pina (1440-1522).

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Pesquisadores, historiadores ou interessados na história nacional encontram ali livros que traçam um panorama que vai do descobrimento do Brasil até a definição de nossas fronteiras. São obras importantes pelas informações que contém e também pela questão estética. Um exemplo é Nova Lusitania, escrito por Francisco de Brito Freire, em 1675. Além de ser uma fonte rica em informações sobre os acontecimentos em Pernambuco, entre 1630 e 1638, a preocupação gráfica fez da obra um dos destaques da tipografia portuguesa do século 17.

A PÁGINA QUE ABRE O LIVRO NOVA LUSITANIA, COMPLETAMENTE DECORADA, TRADIÇÃO NA ÉPOCA DE SUA PUBLICAÇÃO

A PÁGINA QUE ABRE O LIVRO NOVA LUSITANIA, COMPLETAMENTE DECORADA, TRADIÇÃO NA ÉPOCA DE SUA PUBLICAÇÃO

DENTRO, OS CAPÍTULOS COMEÇAM COM UMA LETRA CAPITULAR EM DESTAQUE E AS PÁGINAS APRESENTAM UMA MARGEM À DIREITA

DENTRO, OS CAPÍTULOS COMEÇAM COM UMA LETRA CAPITULAR EM DESTAQUE E AS PÁGINAS APRESENTAM UMA MARGEM À DIREITA

Há ainda Novus orbis regionum ac insularam veteribus incognitarum, de 1633, que narra as grandes navegações e as expedições de Cristóvão Colombo, Pedro Alonso Pinzon e Américo Vespúcio. O livro traz também o primeiro relato de viagem de Fernão de Magalhães, o navegador português que planejou e comandou a expedição que deu a primeira volta ao mundo, mas morreu no caminho. Esse é um dos motivos que a torna uma obra literária “muito rara”.

Travels in Brazil é um relato de viagem feito pelo inglês Henry Koster. Originalmente escrito em lâminas, traz a melhor descrição do nordeste brasileiro na primeira metade do século 19. O diferencial deste livro é trazer o primeiro depoimento sobre a psicologia e a etnografia tradicional do sertanejo no seu cenário, incluindo algumas primeiras ilustrações do sertanejo.

Para 2015, a biblioteca da Câmara prepara uma exposição sobre os relatos de viagem do acervo de obras raras.

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Entre os livros raros não estão apenas obras sobre história. Há também raridades literárias como, por exemplo, edições comentadas de duas obras de Luís de Camões (1524-1580) difíceis de serem encontradas: Os Lusíadas, publicada em 1572, e Rimas Variadas, publicada em meados dos anos 1600.

A biblioteca permite um olhar mais amplo sobre a obra do padre Antonio Vieira (1608-1697) além de Os Sermões– de 1679, iniciados há quatro séculos, composta por 15 volumes e, provavelmente, seu trabalho mais conhecido. O local guarda outros escritos do padre como Historia do Futuro… (1718), que faz parte de uma trilogia de obras proféticas que contém ainda Esperanças de Portugal, escrita entre 1856 e 1857, e Clavis Prophetarum, obra perdida e não concluída.

14 VOLUMES DE OS SERMÕES, DO PADRE ANTONIO VIEIRA, NA PRATELEIRA DA BIBLIOTECA

14 VOLUMES DE OS SERMÕES, DO PADRE ANTONIO VIEIRA, NA PRATELEIRA DA BIBLIOTECA

Outros livros do autor são Cartas do P. Antonio Vieyra da Companhia de Jesus, uma coleção com três volumes que trazem cartas que refletem o estilo da prosa portuguesa do século 18, datados de 1735 e 1746, e Vozes Saudosas, de 1736, com vários tratados sobre o Brasil. Este último livro tem um suplemento, Voz Sagrada, de 1748, também disponível na biblioteca. São poemas, cartas e outros escritos em latim e português.

Os títulos brasileiros não ficam atrás. Temos exemplares da primeira edição de Os Sertões e um volume autografado de Contrastes e Confrontos (foto abaixo), ambos de Euclides da Cunha (1866-1909); a edição de 1909 de Recordações do escrivão Isaias Caminha, primeiro livro de Lima Barreto (1881-1922). Do autor, há ainda a primeira edição de O Triste Fim de Policarpo Quaresma, de 1915, sua obra mais conhecida.

OBRA AUTOGRAFADA POR EUCLIDES DA CUNHA

OBRA AUTOGRAFADA POR EUCLIDES DA CUNHA

Ganham destaque ainda alguns dos 23 volumes de Os Cem Bibliófilos do Brasil, coleção famosa editada em 1943 e que reunia um escritor e um artista plástico para ilustrar uma obra. Além de promover o encontro entre renomados escritores e artistas, os livros dessas coleções tornaram-se raros devido às poucas edições impressas.

Dessa coleção a Câmara possui exemplares de Memórias Póstumas de Braz Cubas, de Machado de Assis (1839-1908), ilustrado por Portinari e que foi o primeiro volume da coleção; Espumas Flutuantes, de Castro Alves (1847-1871) com ilustrações de Tomás Santa Rosa; Macunaíma, de Mario de Andrade (1893-1945) com desenhos de Carybé; A Morte e a Morte de Quincas Berro D’água, de Jorge Amado (1912-2001) com Di Cavalcanti, Campo Geral, de Guimarães Rosa (1908-1967) ilustrado por Djanira, entre outros.

OBRA DE MACHADO COM ILUSTRAÇÕES DE PORTINARI

OBRA DE MACHADO COM ILUSTRAÇÕES DE PORTINARI

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O dia a dia da biblioteca é movimentado. Além de atender aos legisladores, o local é aberto ao público, que pode ler e estudar nas salas de leitura. O público agora tem acesso às prateleiras para consultar os livros do acervo — antes, tudo passava pela mão de um atendente. Agora, é só levantar, dar alguns passos entre as prateleiras para consultar a obra desejado. No entanto, o empréstimo de livros é feito somente para os servidores da casa.

Ernani Júnior, coordenador do acervo da biblioteca, conta que o local é muito procurado por concurseiros que buscam um ambiente mais calmo — e climatizado, fator importante já que Brasília é conhecida por apresentar temperaturas altas — para estudar. Há uma sala de leitura e mais duas salas que podem ser usadas pelo público. A meta é construir uma terceira.

Hoje, são 1.500.000 itens catalogadas, sendo 200.000 livros impressos, 2.000 revistas, entre outros. Esse material também serve de base para as pesquisas solicitadas pelo público e legisladores à equipe do Centro de Documentação. Os pesquisadores atendem pedidos de informações sobre a Câmara, a atividade legislativa, legislação, Constituintes, acervo bibliográfico, entre outros. Entre setembro de 2013 e agosto de 2014 foram 18.858 pedidos de pesquisa para o CEDI.

O acervo, digamos, mais comum, inclui o que foi citado no início do texto, além de livros de ficção contemporâneos, romances da literatura nacional ou internacional, obras sobre religiões, filosofia e catálogos de arte. Uma curiosa coleção que só está disponível ali é “Mensagem ao Congresso Brasileiro”, onde estão reunidos os discursos de abertura das sessões feito pelos presidentes da República. Os livros incluem discursos desde a época da ditadura, nos quais os presidentes revelam pontos pessoais de suas ideias sobre direitos humanos,forças armadas, trabalho, educação. É um bom instrumento para entender um pouco mais o pensamento que motivou o golpe, sua manutenção e forma de condução política.

ERNANI CAMINHA ENTRE AS PRATELEIRAS DA BIBLIOTECA

ERNANI CAMINHA ENTRE AS PRATELEIRAS DA BIBLIOTECA

CANTINHO DA PRATELEIRA DE ARTES QUE REÚNE CATÁLOGOS DE EXPOSIÇÕES E MOSTRAS

CANTINHO DA PRATELEIRA DE ARTES QUE REÚNE CATÁLOGOS DE EXPOSIÇÕES E MOSTRAS

COLEÇÃO ‘MENSAGEM AO CONGRESSO NACIONAL’, COM DISCURSOS DOS PRESIDENTES NAS ABERTURAS DE SESSÕES. SÃO TEXTOS SOBRE DIFERENTES TEMAS, DESDE E O PERÍODO DITATORIAL

COLEÇÃO ‘MENSAGEM AO CONGRESSO NACIONAL’, COM DISCURSOS DOS PRESIDENTES NAS ABERTURAS DE SESSÕES. SÃO TEXTOS SOBRE DIFERENTES TEMAS, DESDE E O PERÍODO DITATORIAL

A biblioteca também procura avançar na inovação. Já implantou a retirada e entrega eletrônica de livros e planeja colocar em prática um processo para facilitar a elaboração de seu inventário: inserir chips nos livros para que a checagem do acervo seja eletrônica e mais rápida.

Além disso, ela integra o sistema RVBI – chamado de ‘rubi’ – do qual fazem parte 12 bibliotecas federais e distritais que estão integradas em um catálogo único online, gerenciado pela biblioteca do Senado. Dessa forma, todas têm acesso ao acervo uma das outras, podendo indicar aos usuários onde encontrar um determinado livro caso não tenha em seu catálogo.

Dos pedidos recebidos neste sistema, o livro mais procurado na biblioteca da Câmara é Campeões do Mundo, de Dias Gomes. O motivo, Enrani não sabe explicar. Já no acervo de ficções da própria biblioteca, até a nossa visita, em setembro de 2014, o livro mais solicitado no ano era A Cabana, do canadense William P. Young. Parece que os nossos políticos e servidores estão buscando inspiração no romance – ainda que ele venha carregado de suspense.

Serviço:

A biblioteca da Câmara funciona de segunda à quinta-feira, das 9h às 18h30, e sexta-feira, das 9h às 18h. Endereço: Câmara dos Deputados – Anexo II. Praça dos Três Poderes – Brasília. Lembre-se: para visitar o acervo de obras raras é necessário agendar. Para o resto, o acesso é livre.

Bibliotecas digitais ajudam nos estudos para o Enem

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Bibliotecas digitais ajudam nos estudos para o Enem

Com amplo acervo digitalizado, sites como Domínio Público, Biblioteca Nacional e UnB disponibilizam conteúdo gratuito

Publicado no IFronteira

Dentre os conteúdos que podem auxiliar o estudante a se preparar para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), uma boa opção são as bibliotecas e conteúdos digitais, que permitem o acesso gratuito a acervos de livros, manuscritos, artigos científicos e dossiês.

Entre as opções, o Portal Domínio Público, lançado em 2004 pelo governo federal, dispõe de um amplo acervo de obras literárias, artísticas e científicas. O site ainda permite ao usuário coletar diversos materiais na forma de textos, sons, imagens e vídeos, já em domínio público* ou que tenham a sua divulgação devidamente autorizada, o que caracteriza patrimônio cultural brasileiro e universal.

O governo armazena em um banco de dados a obra completa de escritos como Machado de Assis, Dante Alighiere e Joaquim Nabuco, poesias do Fernando Pessoa e vídeos do educador Paulo Freire. Além disso, o estudante pode ter acesso à coleção de história geral da África, da Unesco ou até mesmo assistir a alguns dos programas da TV Escola.

Outra opção interessante de estudo é o site da Biblioteca Nacional. A ferramenta disponibiliza um amplo acervo digital com mais de 800 mil documentos de livre acesso, entre eles livros, periódicos, manuscritos, áudios e vídeos. Para acessá-la, basta se dirigir a página inicial da Biblioteca Digital Brasil e clicar em acervo digital. Em seguida, é preciso indicar dentro do campo de pesquisa o material a ser buscado.

O portal também permite acesso a dossiês que oferecem ao público visitas guiadas ao acervo já digitalizado. O visitante virtual é levado a conhecer e aprofundar seus conhecimentos sobre temas diversos da história e cultura nacionais. Destaque para o material que reúne textos sobre “A França no Brasil”, com apresentação introdutória do escritor e geógrafo Muniz Sodré, além de outros periódicos sobre literatura, material fotográfico, etc.

Universidade de Brasília (UnB) também oferece um conjunto de serviços digitais voltados para gestão e disseminação da produção científica e acadêmica da universidade, além disso mantém uma biblioteca digital para deficientes visuais. Todos os seus conteúdos incluem uma biblioteca digital e sonora, uma biblioteca de monografias e diversos livros eletrônicos.

Preparação

Além dos sites de biblioteca digital, o candidato pode se preparar utilizando diversas plataformas on-line de estudo como o Questões Enem, oferecida gratuitamente pela Empresa Brasil de Comunicação.

O aluno pode acessar o aplicativo, que consiste em um banco de questões que reúne as provas de 2009 a 2013. No sistema é possível escolher quais áreas do conhecimento quer estudar. O banco seleciona as questões de maneira aleatória.

Outra opção é o Geekie Games, selecionado pelo Ministério da Educação (MEC) por meio de edital. A plataforma oferece textos, videoaulas, simulados e jogos para os estudantes, tudo on-line.

O projeto idealizado pela ‘Geekie’ disponibiliza conteúdo gratuito para todos aqueles que queriam se preparar para o Enem. Ao entrar na plataforma, o aluno faz um teste diagnóstico para identificar quais são as dificuldades e níveis de proficiência em diferentes assuntos, de cada um.

Com o relatório em mãos, o aluno tem acesso a um plano de estudos personalizado baseado nas suas dificuldades e pode estudar em aulas disponíveis na própria plataforma. Ao concluir suas atividades, o estudante faz um novo diagnóstico que testará, além dos assuntos já abordados, outros diferentes. Dessa forma, ele tem acesso a um novo plano de estudos.

Enem 2014

As provas acontecerão no dia 8 e 9 de novembro. No primeiro dia, será aplicada a prova de ciências humanas e ciências da natureza e suas tecnologias. A prova vai durar 4h30. Já no segundo dia de prova, os alunos responderão questões de linguagens, códigos e suas tecnologias e matemática. A redação também será aplicada no dia 9. O tempo da prova será de 5h30.

O Enem de 2014 será realizado em 1.699 municípios. Nos dois dias de prova, os portões de acesso serão abertos às 12h e fechados às 13h, de acordo com o horário de Brasília.

Saiba mais

A nota do Enem pode ser usada para participar de vários programas, entre eles o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas no ensino superior público; o programa de acesso a universidades privadas, que disponibiliza bolsas em instituições particulares; e o Sistema de Seleção Unificada do Ensino Técnico e Profissional (Sisutec), que destina a estudantes vagas gratuitas em cursos técnicos.

O Enem é também pré-requisito para firmar contratos pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e para concorrer a bolsas de intercâmbio pelo Programa de mobilidade internacional.

Marcelino Freire e Bernardo Kucinski vencem prêmio da Biblioteca Nacional

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Escritores venceram as categorias Romance e Conto; Samarone Lima venceu o prêmio de Poesia, e Luiz Costa Lima de Crítica Literária

A Fundação Biblioteca Nacional divulgou nesta terça-feira, 2, o resultado de seu Prêmio Literário anual. Com quatro dos nove prêmios conquistados, a editora Cosac Naify foi a que levou o maior número de prêmios. O vencedor de cada categoria leva R$ 30 mil.

O vencedor na categoria Romance foi Marcelino Freire, com o livro Nossos Ossos (Record). Bernardo Kucinski e o seu Você Vai Voltar Pra Mim, publicado pela Cosac Naify, levaram na categoria Conto.

Marcelino Freire

Marcelino Freire

O Aquário Desenterrado (Editora Confraria do Vento), de Samarone Lima, levou a categoria Poesia. O Prêmio Mário de Andrade, de Ensaio Literário, foi vencido por Luiz Costa Lima e Frestas: A Teorização em um País Periférico, lançado pelas editoras Contraponto e PUC Rio.

Na categoria Ensaio Social, Milton Ohata foi o vencedor com a obra Eduardo Coutinho (Cosac Naify). Marcelo Backes levou o prêmio de tradução por Michael Kohlhaas, de Heinrich Von Kleist, publicado por aqui pela Editora Civilização Brasileira.

A editora Cosac Naify também levou o prêmio de Projeto Gráfico, com Flávia Castanheira na obra Esopo – Fábulas Completas. Arthur Nestrovski ganhou na categoria Literatura Infantil com Pelo Nariz – lançado também pela Cosac.

Por fim, Daniella Bauer é a vencedora da categoria Literatura Juvenil, com Morada das Lembranças (Editora Biruta).

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