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Posts tagged Biblioteca Parque Estadual

Biblioteca Parque do Rio de Janeiro oferece atrações ligadas à Olimpíada para crianças

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Entrada da Biblioteca Parque Estadual, no centro do Rio Tomaz Silva/Agência Brasil

Entrada da Biblioteca Parque Estadual, no centro do Rio Tomaz Silva/Agência Brasil

 

Alana Gandra, na Agência Brasil

A Biblioteca Parque Estadual, ligada à Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, intensificou a programação cultural gratuita por causa dos Jogos Olímpicos e oferecerá no período atrações especiais, voltadas principalmente para as crianças.

Como as férias escolares coincidem com os Jogos, um dos programas da biblioteca foi inspirado em viajantes que estão na capital fluminense para o evento. Denominada Volta ao Mundo na Biblioteca Parque Estadual, a atração inclui contação de histórias de diversas culturas.

“A cada dia, teremos uma viagem para um país diferente. Os exemplos são Peru, onde se abordará as fases da lua; México, com história ligada ao Dia dos Mortos mais a artista Frida Kahlo; a Índia, com o Festival das Cores, entre outros países”, contou a diretora da biblioteca, Adriana Karla Rodrigues.

A atração terá sessões até o dia 26 de agosto, de terça a sexta-feira, das 15h às 17h. Serão distribuídas senhas uma hora antes.

Outro destaque da programação é o Cine Pipoca Olímpico, com exibição de filmes sobre o espírito esportivo, que ocorrerá todos os sábados de agosto das 17h às 18h30. Nos dias 6 e 20, será exibido o desenho animado Kung Fu Panda 2, no qual um urso panda vive o sonho de se tornar um grande guerreiro para proteger o Vale da Paz. No dia 13, o filme será Jamaica Abaixo de Zero, sobre a preparação de atletas jamaicanos, país de clima quente, para os Jogos de Inverno. Fechando o ciclo, no dia 27, será exibido o filme Harry Potter e o Cálice de Fogo, no qual o estudante mais famoso da escola de bruxos Hogwarts é selecionado para participar do Torneio Tribruxo, competição internacional do jogo quadribol, e tem que enfrentar alunos mais velhos e experientes.

Exposição e livros

A programação da Biblioteca Parque também inclui uma exposição gratuita de uniformes e objetos oficiais olímpicos de diversas modalidades, como basquete, vela, vôlei, handebol e rúgbi. As peças ficarão expostas no Café Literário, de 6 a 20 de agosto.

A diretora da biblioteca disse que, para não deixar os livros – protagonistas da instituição – de fora da programação especial Rio 2016, a equipe do acervo da instituição selecionou publicações para contar a história das olimpíadas, abordando os heróis da Antiguidade, o olimpismo no Brasil e suas conquistas. A exposição especial de livros ficará aberta ao público até o dia 31.

Adriana espera que o público da biblioteca aumente por causa da programação especial para o período olímpico. “Acredito que vai bombar assim que as pessoas souberem que os equipamentos culturais estão abertos.”

A programação normal da biblioteca será mantida, segundo a diretora, com contação de histórias aos sábados e a apresentação de coral formado por pessoas em situação de rua às quintas-feiras. “A biblioteca continua a todo vapor com essas atividades”, disse.
Edição: Luana Lourenço

Biblioteca pública do Rio conquista certificado ambiental

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Biblioteca pública do Rio conquista certificado ambiental

Publicado no SRZD

A Biblioteca Parque Estadual, localizada na Praça da República, no centro do Rio de Janeiro, recebeu a Certificação Leed Ouro (Leadership in Energy and Environmental Design), o selo ambiental conquistado pela primeira vez por uma biblioteca no Brasil. Reinaugurada em março deste ano, a livraria passou por quatro anos de reforma ecabriga um acervo de mais de 200 mil livros, 20 mil filmes, além de teatro, auditório, estúdios de som e de vídeo, cafeteria e restaurante.

A Certificação LEED é um selo que atesta a sustentabilidade do empreendimento e garante que tanto o projeto quanto a obra foram executados visando, por exemplo, a alta qualidade dos sistemas implantados, como a redução dos resíduos e da poluição, a diminuição do consumo de água e de energia, além da utilização de materiais regionais e o aumento da qualidade ambiental interna.

Algumas das tecnologias sustentáveis utilizadas no prédio são painéis fotovoltaicos, que produzem energia elétrica proveniente de fontes renováveis e geram uma economia de 50 mil megawatts por ano; vidros duplos de proteção solar, que reduzem em até 52% a entrada de calor no edifício; sistema de reaproveitamento de água da chuva, que é utilizada na irrigação e nas descargas; e mais de 2 mil metros quadrados de telhados verdes, que contribuem para maior conforto térmico no interior da edificação.

A superintendente da Leitura e do Conhecimento da Secretaria estadual de Cultura do Rio, Vera Schroeder acredita que o reconhecimento pode servir de referência para outras bibliotecas. “A questão ambiental é um assunto relevante, sofremos cada vez mais com os danos à natureza. A nova biblioteca foi um marco para o estado e de grande importância para a população, pois se apresenta como uma obra de alta qualidade e que ressalta a importância de se fazer construções alinhadas com a sustentabilidade”, acrescentou.

Vera destaca que o número de visitantes vem aumentando desde a reinauguração do espaço. Quando reabriu, a biblioteca contou com cerca de mil visitantes por dia, mas já registrou picos de 4 mil visitantes em um dia.

Segundo a superintendente, a secretaria espera aumentar o número de visitantes. “Esta biblioteca busca um conceito diferente , o de mostrar outras formas de uso para além do empréstimo de livros, intensificar a relação com as artes e instigar os visitantes a permanecer no local, por meio de uma ampla programação cultural e um espaço aconchegante”, disse.

*Com informações da Agência Brasil

Mostra exibe anotações em livros da biblioteca de Waly Salomão

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Exposição com o acervo inédito do poeta abre ao público hoje na Biblioteca Parque Estadual

Um dos livros grifados por Waly: “O grifo muda o nosso olhar em relação ao livro. A gente ouve a voz dele nas marcações”, diz Omar Salomão, filho de Waly e curador da mostra - Reprodução

Um dos livros grifados por Waly: “O grifo muda o nosso olhar em relação ao livro. A gente ouve a voz dele nas marcações”, diz Omar Salomão, filho de Waly e curador da mostra – Reprodução

Mariana Filgueiras em O Globo

RIO — A ideia surgiu por acaso, numa conversa da editora Anna Dantes com o músico Marcelo Yuka. Ele viu o livro “Signos”, de Merleau-Ponty sobre a mesa do escritório dela, tomou-o para folhear, e Anna comentou que o exemplar havia sido do poeta Waly Salomão. Estava ali porque ela começaria em breve a pensar em uma exposição sobre Waly, mas que ainda não tinha um mote definido. Na última página do livro, Yuka notou uma ameaça de poema entre rabiscos, frases sublinhadas, palavras circuladas. Anna comentou que todos os livros de Waly eram assim, repletos de grifos. O músico sugeriu: “Você podia fazer uma exposição só com os grifos dele: ‘A biblioteca de grifos de Waly Salomão’”.

— Pronto. Ali nasceu a exposição. A ideia estava na minha mesa, e eu ainda não tinha percebido — comenta Anna, ao lado do poeta Omar Salomão, filho de Waly, que assina com ela a curadoria da mostra que começa hoje para o público na Biblioteca Parque Estadual e segue até o dia 14 de dezembro, com exemplares do acervo pessoal do poeta morto em 2003. — Quando a gente se depara com as anotações que ele fazia, a maneira como ele lia, entende muito da mente dele. Os grifos eram um recado para ele mesmo como leitor futuro, como uma mensagem na garrafa. E agora as mensagens estarão ao alcance de todos os leitores.

Versos soltos entre anotações no livro de Merleau-Ponty - / Reprodução

Versos soltos entre anotações no livro de Merleau-Ponty – / Reprodução

Ato de libertação

Waly lia compulsivamente. Comia os livros, com aquela bocarra cheia de dentes e sorrisos, dobrando suas páginas, marcando palavras com o que tivesse à mão, fossem canetinhas, marca-textos ou as próprias unhas (Omar conta rindo das vezes em que viu o pai fazer isso). Fazia desenhos envolvendo as frases, emoldurava palavras unas, e às vezes, ao ler o mesmo livro em línguas diferentes, fazia anotações completamente distintas. Tinha cerca de 8 mil volumes nas estantes de casa — e a maioria carrega o percurso da sua leitura, como poderá ser visto pelo público na exibição.

Marguerite Duras era uma personagem constantemente grifada por Waly - / Reprodução Read more: http://oglobo.globo.com/cultura/artes-visuais/mostra-exibe-anotacoes-em-livros-da-biblioteca-de-waly-salomao-14244635#ixzz3GDbTmPjK

Marguerite Duras era uma personagem constantemente grifada por Waly – / Reprodução

— O grifo muda o nosso olhar em relação ao livro. Os que ele fazia não eram grifos de estudo, as marcas não indicam uma leitura de estorvo, mas de libertação. A gente ouve a voz dele nas marcações, seja em volumes de Roland Barthes, Murilo Mendes ou nos livros de zen-budismo — observa Omar, lembrando que muitas dessas anotações ecoam em seus poemas e letras de músicas.

É possível ver mesmo: no livro “Lírica, Épica, Teatro e Cartas de Camões”, por exemplo, Waly emoldura a frase “Oh! bem-aventurados fingimentos”, assinando embaixo, como se o verso também pudesse ser dele; no livro “Malone morre”, de Samuel Beckett, ao lado da frase “Nasci sério, como tem gente que já nasce sifilítico”, escreve: “parece Nelson Rodrigues!”. Completa poemas de Drummond, como se fossem textos abertos; e numa dedicatória de um livro a Oswald de Andrade, desenha ali uma espécie de labirinto cerebral antropofágico sobre o nome do autor. Ah, sim, o poema notado por Yuka também esta lá: “Uma arte poética/ manter tenso o arco que /Abrange caos e cosmos/ Uma área poética/ Limpar a área do terreno/ Desprogramar bulas e receitas/Posologias e fórmulas prévias/ Ou ainda: “Uma arte poética/ Penetrar até o centro do coração de cada código e desprogramar/ Bulas, receitas e posologias e/ Fórmulas prévias/ Pescar em águas límpidas/ Pescar em águas turvas/ Usar em mão dupla/ O arco que une caos e cosmos”.

Painéis pela cidade

A mostra conta ainda com vídeos, depoimentos do autor e uma instalação interativa, onde o público poderá deixar sua própria intervenção em textos de Waly. O escritor Leonardo Villa-Forte vai colaborar com três instalações do “Paginário”, projeto de sua autoria que enche de grifos literários alguns muros da cidade. Serão três painéis: um na biblioteca, um na Rua da Alfândega e um na estação de metrô da Central. Já a filósofa Rosa Dias vai participar ministrando semanalmente jogos de leituras com convidados.

O antropofagismo de Oswald de Andrade dá origem a um esboço de cérebro - / Reprodução

O antropofagismo de Oswald de Andrade dá origem a um esboço de cérebro – / Reprodução

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