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Posts tagged Biblioteca Pública

Nova York oferecerá e-books no metrô

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Trechos de obras digitais estarão disponíveis via tecnologia NFC

O usuário aproxima seu smartphone de um sensor NFC e baixa as primeiras 10 páginas de um livro de sua escolha (Divulgação)

O usuário aproxima seu smartphone de um sensor NFC e baixa as primeiras 10 páginas de um livro de sua escolha (Divulgação)

Publicado em O Globo

RIO – A biblioteca pública de Nova York está desenvolvendo um sistema que oferecerá trechos de livros famosos aos usuários do metrô na cidade.

Desde a popularização da internet, o uso de bibliotecas públicas vem diminuindo consistentemente nos EUA, com tímidas retomadas em 2003 e 2009, mas caindo sem parar desde então, atingindo baixa recorde em 2013. O advento dos dispositivos móveis inteligentes, porém, — smartphones e tablets —, permitiu acesso a informação on-line a partir de quase qualquer lugar. Isso motivou estudantes a criar o projeto.

Mas um obstáculo precisava ser superado: o acesso à internet é errático nos trens do metrô de NY — as operadoras não garantem conectividade ao longo de todo o trajeto nas dezenas de linhas de trens subterrâneos. Assim, para criar um modo de acesso a conteúdo bibliográfico, optou-se pela tecnologia NFC (Near Field Communication), que permite transferir dados apenas aproximando o dispositivo do usuário de um sensor especial.

Com isso, o passageiro munido de um smartphone dotado de NFC só precisaria aproximar seu aparelho de um dos cartazes do metrô, escolher dentre um conjunto de títulos e baixar um pacote de dados contendo as dez primeiras páginas de um dos best sellers disponíveis no acervo da biblioteca — o suficiente para entretê-lo durante a viagem. Ao terminar a leitura, o usuário receberá um lembrete de que pode continuar a leitura gratuitamente indo fisicamente até a biblioteca, com direito a um mapinha indicando a filial mais próxima da instituição.

A ideia do projeto é dos estudantes Max Pilwat, Keri Tan e Ferdi Rodriguez, que lhe deram o nome de “Underground Library”. No entanto, o projeto por ora ainda é uma campanha conceitual, mas os estudantes esperam que seu vídeo convença as autoridades a tocar adiante a ideia.

10 lugares no mundo para você que adora livros

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Publicado por Yahoo

O site americano Buzz Feed fez uma lista de lugares para os amantes dos livros apreciarem a leitura com tranquilidade.

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Em Yale, nos Estados Unidos, a livraria Beineck Rare Book & Manuscript Library está entre as mais belas do mundo. Não é para menos, o local tem cinco andares de prateleiras com milhares de obras da literatura americana e internacional.

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A livraria Acqua Alta em Veneza, Itália, é um dos lugares indicado na lista para quem gosta de livros.

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Em Paris, a hakespeare and Company está no centro da capital francesa e atrai que busca livros raros do escritor inglês.

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Uma sala de leitura em Praga.

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A livraria Ateneo, em Buenos Aires. Um antigo teatro foi transformado em livraria, uma das mais belas do mundo. (mais…)

Biblioteca Pública ‘anistia’ devedores de multas para recuperar livros

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Publicado por G1

Livros da biblioteca de Santa Helena, no PR, estão sumidos há quatro anos.
Levantamento interno mostra que pelo menos 200 livros estão perdidos.

Sem títuloA Biblioteca Pública de Santa Helena, no oeste do Paraná, decidiu “anistiar” os devedores de multas à instituição. O objetivo é recuperar os livros que foram emprestados e não devolvidos sem onerar os devedores, já que um levantamento interno mostrou que existem livros que deveriam ter sido devolvidos há quatro anos.

Entre os livros “perdidos” estão clássicos das literaturas brasileira e estrangeira, em um total que chega a 200 exemplares. De acordo com a secretária de Educação, Cultura e Esporte, Roseli Martineli, a biblioteca precisa dos livros para reorganizar o acervo, que totaliza 40 mil exemplares atualmente.

“Neste momento agora nossa intenção é recuperarmos o acervo – termos de volta os livros. Então o cidadão não precisa ficar preocupado com essa conta”, disse.

Assista ao vídeo aqui

O acervo digital dos Estados Unidos vem aí

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Lucas Ferraz, na Ilustríssima

Diretor do complexo de bibliotecas da Universidade Harvard comenta o lançamento da Biblioteca Pública Digital dos EUA, em abril, que vai pôr em rede o acervo em domínio público de dezenas de bibliotecas acadêmicas. Criado como antítese do Google Books, o projeto da DPLA é financiado por recursos privados.

O iluminismo é o principal tema de estudo do historiador americano Robert Darnton, 73, autor de vários títulos sobre como a difusão do conhecimento alimentou revoluções no século 18. É de certa forma inspirado nos ideais dos enciclopedistas que Darnton comanda ele também uma revolução.

Como diretor do imenso complexo de bibliotecas da Universidade Harvard, ele encabeça a criação da DPLA (Digital Public Library of America, sigla para biblioteca pública digital americana), que a partir de abril vai reunir e compartilhar gratuitamente na internet o acervo e obras de milhares de bibliotecas e universidades do país.

A DPLA é a resposta de Darnton e da academia à violação de direitos autorais representada pelo Google Books, que lucra com os livros repassados para a rede. “Vamos fazer diferente”, diz Darnton, que vê a biblioteca digital como o seu projeto mais ambicioso, algo a ser feito “por séculos”.

Robert Darnton no auditório da Folha, em São Paulo, em setembro de 2012 (Jorge Araujo - 28.set.12/Folhapress)

Robert Darnton no auditório da Folha, em São Paulo, em setembro de 2012 (Jorge Araujo – 28.set.12/Folhapress)

O debate em torno do livro na era das tecnologias digitais foi tema de “A Questão dos Livros”, coletânea de textos que lançou no Brasil em 2010, pela Companhia das Letras. Pela mesma editora, lançou no ano passado “O Diabo na Água Benta”, no qual aborda outro assunto importante em sua produção intelectual, o jornalismo –em especial, a imprensa clandestina que veiculava insultos e difamações mas também denúncias políticas de um e outro lado do canal da Mancha no século 18.

Irmão e filho de jornalistas, diz manter o encanto pelo ofício, que chegou a exercer nos anos 1960: foi repórter de polícia do “The New York Times” e teve como colega de editoria um dos maiores jornalistas americanos vivos, Gay Talese –de quem diz não ser muito fã.

Em seu escritório na Wads- worth House, no campus de Harvard, onde recebeu a Folha para esta entrevista, Darnton comentou algumas obras que retratam a história do jornalismo nos Estados Unidos. Seu pai, Byron Darnton, é citado em várias delas. Ao cobrir para o “New York Times” a Segunda Guerra Mundial (1939-45) no Pacífico, Byron foi atingido num bombardeio e tornou-se um dos primeiros jornalistas americanos mortos no conflito.

Folha – Como estão os preparativos para o lançamento da DPLA, que o sr. anunciou para abril?

Robert Darnton – Não queremos gerar falsas expectativas: de início não teremos todo o material digitalizado. Levará tempo. Teremos 2 milhões de livros liberados pelo domínio público. Vamos começar modestamente. Espero que cresça mais e mais. É um trabalho que deve ser feito por séculos.

O início envolve a digitalização de coleções especiais, principalmente as de Harvard. Temos uma enorme quantidade delas nas 73 bibliotecas da universidade, são mais de 18 milhões de volumes. Estamos escaneando livros, manuscritos e fotografias de diferentes assuntos.

Há acervos sobre mulheres, imigrações e obras sobre doenças epidêmicas, por exemplo; e há coleções históricas importantes, sobre a era medieval e sobre fotografia, com imagens da Lua e da escravidão, como fotos de escravos que nasceram na África e foram levados para os EUA.

Qual o maior problema que estão encontrando?

Montamos um escritório para discutir a questão legal e convidamos pessoas de diferentes instituições, de várias partes do país, que costumam enfrentar o mesmo tipo de problema: o óbvio, dinheiro, além de dúvidas relativas à tecnologia, à organização, ao conteúdo digitalizado e ao público que vai utilizar tudo isso. Mas a questão legal é a mais importante. Não podemos violar os direitos autorais.

A ideia é que a DPLA seja a antítese do Google Books?

Exatamente. O Google tenta fazer a mesma coisa, mas sob a lógica do lucro. O Google veio a Harvard para discutir a cópia de livros, quando eles começaram a digitalização. Eles também foram à NYPL (sigla em inglês da Biblioteca Pública de Nova York) e às universidades Stanford, do Michigan e da Califórnia.

Harvard disse que eles poderiam digitalizar alguns livros –aqueles em domínio público, não os protegidos por lei. Mas as demais universidades deram permissão para que copiassem o que quisessem, e eles começaram a fazer isso.

A Liga dos Autores e a Associação Americana de Editoras foram à Justiça contra a empresa. Após três anos de negociação secreta, fecharam um acordo com o Google, mas a Justiça de Nova York vetou, por entender que infringia a lei de direitos autorais.

Vamos fazer diferente, não vamos ganhar dinheiro, queremos apenas servir o público com livros abertos na internet.

Quantas bibliotecas e universidades americanas terão acervos digitalizados na DPLA?

Não tenho ainda um número certo, mas são milhares. Todas as bibliotecas abertas para pesquisa no país estarão envolvidas. Mas levará tempo: no início, serão todas as que já têm material digitalizado. Obviamente, todas que tiverem coleções anteriores a 1923 poderão participar.

A DPLA poderá usar livros publicados após 1923, se autores e editoras concordarem com a abertura das obras na internet, gratuitamente?

Sim, temos um programa para tentar convencê-los a ceder obras para a base da DPLA. Muitos livros deixam de ser lidos após alguns meses no mercado; eles morrem. Autores, claro, querem leitores. A maioria das obras não tem valor financeiro cinco ou seis anos depois da publicação, e os proprietários dos direitos podem ficar felizes ao ver seus livros disponíveis.

O fato de que as universidades e instituições envolvidas no projeto da DPLA tenham visões diferentes sobre o futuro do livro e sobre como usar a internet não é um problema?

É um problema potencial. Mas há coisas sendo feitas. Há uma coalizão de fundações, que vão nos prover dinheiro, e há as bibliotecas e universidades, que vão disponibilizar os acervos.

Estamos concebendo uma estrutura tecnológica que permita harmonizar todas as coleções digitais em um mesmo sistema. Superada essa questão, será o momento de reunir livros e coleções, por exemplo, do Alabama e da Dakota do Norte numa mesma base. É muito trabalho.

O site já está funcionando experimentalmente, mas ainda não há nada aberto ao público. No dia 18 de abril vamos lançá-lo com uma cerimônia na Biblioteca Pública de Boston.

O governo norte-americano não apoia a DPLA?

Não, é um projeto completamente independente do governo, gerido por fundações privadas. Não há envolvimento público.

A principal política, mesmo nas universidades privadas como Harvard, é abrir as bibliotecas para compartilhar conhecimento intelectual ao redor dos Estados Unidos e do mundo.

É difícil para as pessoas da Europa ou da América Latina compreenderem, porque muita gente fora dos EUA, para tocar esse tipo de projeto, depende do governo. Mas este é um país em que não devemos ter fé no governo ou no Congresso para prover um bom serviço gratuito ao público.

Pesquisa aponta que belo-horizontinos são os que mais leem no país

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A capital mineira ficou empatada com Porto Alegre. Em seguida vem Brasília

Publicado no Primeira Edição

Os moradores da capital mineira aproveitam o tempo livre para aguçar a cultura. Foi isso que apontou a pesquisa Ibope divulga neste ano. O estudo avaliou, entre julho de 2011 e agosto de 2012, a parcela dos brasileiros que leram algum livro nos últimos 30 dias. Belo Horizonte e Porto Alegre se destacaram como as cidades com o melhor índice apurado (41%), seguida de Brasília.

Ao todo, foram realizadas 20.736 entrevistas com pessoas de ambos os sexos das classes A, B, C e D, e E com idades entre 12 e 75 anos. O estudo foi realizado nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Brasília e nos interiores de São Paulo e das regiões sul e sudeste. A representatividade é de 49% da população brasileira entre 12 e 75 anos, ou 71 milhões de pessoas.

No Brasil, 33% dos entrevistados declararam ter lido algum livro no período, sendo que 53% afirmaram ler com frequência e 47% disseram que só o fazem às vezes. Dentre outros resultados, a pesquisa aponta que as mulheres são maioria no grupo de leitores do país (60%); a maior parte dos leitores pertence às classes AB (54%); as pessoas de 25 a 34 anos são as que mais leem (22%); e 25% dos leitores têm o ensino superior completo.

Bibliotecas mineiras

Em Minas Gerais, há 839 escolas públicas cadastradas em 801 municípios. A Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, em Belo Horizonte, conta com o maior acervo de Minas Gerais, com mais de 250 mil exemplares, entre livros jornais e revistas.

Na capital mineira, os moradores contam com o carro-biblioteca, da Secretaria de Estado da Cultura, que atende a seis bairros de Belo Horizonte e Região Metropolitana por semana, sendo um por dia. A iniciativa disponibiliza, de forma itinerante, mais de 3 mil obras entre livros, revistas e jornais para leitura e pesquisa.

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