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O best-seller “Um Estranho Sonhador” será lançado no Brasil pela Universo dos Livros

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Victor Tadeu, no Desencaixados

Com todo o sucesso da série literária Feita de Fumaça e Osso, a escritora best-seller Laini Taylor retorna para o mercado editorial brasileiro com um título bastante interessante. Recentemente a Universo dos Livros anunciou através das suas redes sociais o próximo lançamento da escritora, o aclamado Um Estranho Sonhador.

Esse é o primeiro livro de uma duologia que já está completa, no seu site oficial a autora revelou a capa de alguns detalhes da continuação, inclusive contém previsão de lançamento nos Estados Unidos e Reino Unido.

Leia a sinopse de Um Estranho Sonhador;

O sonho escolhe o sonhador, e não o contrário – e Lazlo Estranho, órfão de guerra e bibliotecário júnior, sempre temeu que seu sonho tivesse escolhido mal.

Desde os cinco anos, ele era obcecado pelos mistérios de Lamento, uma cidade mítica perdida. O que aconteceu lá duzentos anos atrás que a separou do restante do mundo? Que tipo de deuses existiam lá e foram mortos pelo Matador de Deuses? Essas respostas o aguardam em Lamento, mas também mais mistérios – incluindo a deusa de pele azul que aparece nos sonhos de Lazlo.

Neste romance de tirar o fôlego – indicado para sonhadores dispostos a se aventurar em mundos mágicos, repletos de personagens marcantes e seus conflitos emocionais –, a sombra do passado é tão real quanto os fantasmas que assombram a cidadela de divindades assassinadas. Aventure-se em um mundo mítico de horror e maravilha, mariposas e pesadelos, amor e massacre

É válido ressaltar que Laini Taylor entrou na lista dos escritores mais vendidos da The New York Times, foi finalista do Nation Book Award e após o lançamento de Um Estranho Sonhador alcançou o 2a lugar na Sunday Times.

A previsão de lançamento no Brasil é para junho, porém a pré-venda está liberada.

O bibliotecário de Gabriel García Márquez

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Iván Granados, na FIL de Guadalajara. / SAÚL RUIZ

Iván Granados, na FIL de Guadalajara. / SAÚL RUIZ

Iván Granados, que organizou os livros do ganhador do Nobel em sua residência, recorda com prudência respeitosa o espaço íntimo do escritor

 

Título original: O bibliotecário de García Márquez olha para uma árvore de Natal

Pablo de Llano, no El País

“Ele me disse: Aqui está a biblioteca”, e Iván Granados passou a reorganizar os livros de Gabriel García Márquez em sua casa na Cidade do México. Começou em 2006, ou em 2007, não se lembra da data exata. Granados, de 42 anos, lamenta não recordar com mais precisão coisas que deveria se lembrar automaticamente. Quando fala de outros assuntos de seu período de bibliotecário pessoal do ganhador do Nobel, às vezes fica meio parado, interrompe sua explicação; sentado em um banco de bar, olha calado para a entrada de seu hotel em Guadalajara, e através de seus óculos grossos se vê os piscas elétricos de uma árvore de Natal.

“Organizar bibliotecas particulares é conviver com gostos profundos, caprichos, manias, partes da personalidade com as quais ninguém convive: os gostos raros, os culposos, inclusive os vazios estão em uma biblioteca”. Granados viajou para a FIL (Feira Internacional do Livro) de Guadalajara para participar da homenagem a García Márquez. Trabalhou em sua biblioteca até a morte do escritor, em abril, e continua indo de vez em quando organizá-la. “Mas agora já não sou o bibliotecário de García Márquez, porque morreu. Ou talvez, porque morreu, sou para sempre o bibliotecário de García Márquez”.

Ele conheceu o escritor quando era pequeno, na Cidade do México, porque sua mãe era amiga dele. Disse que era um senhor com “um carisma muito chamativo”. Recorda uma tarde dos anos 1980, muito antes de ser seu bibliotecário, em que chegou animado dizendo que a sonda Voyager havia passado perto de Netuno e que estava mandando os primeiros sinais do que estava encontrando. Naquela época, Granados, que não era um menino voltado para os livros, começou a ler seus contos. Gostou muito de O Verão Feliz da Senhora Forbes. Vivia no México, mas passou uma época longa na Colômbia. Quando voltou à Cidade do México nos anos 2000, já transformado em leitor de verdade e com estudos em Literatura, seus amigos-gênios colombianos continuavam lá. Um deles era Álvaro Mutis.

Um dia em 2005, pouco antes ou pouco depois, foi visitá-lo. Começaram a olhar a biblioteca e disse a Mutis que ele tinha livros demais encostados, colocados na horizontal sobre a fila vertical. Granados ainda não era bibliotecário, nem havia estudado para ser bibliotecário. Mutis respondeu que os livros encostados eram um pesadelo para ele, um homem tão detalhista que dizia não poder ficar em uma sala com um quadro torto sem se levantar para arrumar. Granados se comprometeu a ajudá-lo em dois finais de semana para colocar tudo em ordem, mas os dois logo se deram conta que isso não bastava. Arrumar a biblioteca de Mutis levou um ano. Algum tempo depois, um grande amigo de Mutis tomou conhecimento da capacidade de Granados para organizar livros, e disse aquele aqui está minha biblioteca.

Sem mais indicações, Iván Granados passou a trabalhar nos livros de Gabriel García Márquez, já octogenário. Era uma biblioteca grande, de um espaço único, luminoso, harmonioso, tranquilo. Nos primeiros anos, ia várias vezes por semana, de manhã. García Márquez já estava trabalhando, sentado em sua mesa diante do computador, lendo ou escrevendo.

–Bom dia, mestre – dizia.

García Márquez respondia quase sempre perguntado se ele havia lido tal coisa, ou se havia tomado conhecimento de tal notícia. García Márquez costumava usar macacão. Granados começava a trabalhar, e em duas, três ou quatro horas apenas trocavam algumas palavras. O bibliotecário diz que era “assustador” ver com que concentração e com que dedicação o escritor trabalhava, como se não houvesse nada ao redor. Ele se limitava a “não incomodar”.

Conta que a biblioteca estava organizada de acordo com temas “muito definidos”, que sempre foram uma linha contínua de interesse para García Márquez. Jornalismo, cinema, literatura… Seus amigos escritores tinham uma espaço de privilégio: por exemplo, Mutis e Cortázar. Depois estavam suas referências em outras línguas: Hemmingway, Faulkner, Kafka… E muitos dicionário. “Todos que alguém sonharia ter ao longo de toda uma vida”, diz Granados.

Nesses momentos em que para suas explicações e olha para a árvore de Natal, não se sabe se ele já disse o que queria dizer, se não se lembra bem de alguma coisa, ou se calibra com parcimônia para não tocar em nada íntimo. O pouco que diz sobre o interior da biblioteca de García Márquez é que não guardava grandes segredos. “É um autor mais íntimo do que misterioso”, diz. “Ele sempre revelou suas influências e suas leituras”.

– E o que tinha em cima da mesa de trabalho?

– Nada.

– Nada?

– Não. Não tinha nada. Embora ele sempre disse que a única coisa que precisava para escrever era ter uma rosa amarela em sua mesa. Era uma resposta simples para os curiosos.

Bibliotecário da UNIP lança livro

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Imagem Google

Publicado originalmente na UNIP.com

O bibliotecário Rodney Eloy, do campus Indianópolis, lançou o livro pela editora PerSe intitulado O Bibliotecário e a leitura conectada: competência informacional digital na era dos e-books, e-readers e tablets.

O autor, graduado em Biblioteconomia, com especialização em Gestão do Conhecimento, é responsável pelo Pesquisa Mundi e membro do conselho editorial das Edições Leitura Crítica.

A diretora das bibliotecas da UNIP, Maria das Graças Martins, ressaltou a importância deste lançamento para a profissão que, cada vez mais, depende da tecnologia para auxiliar em seus processos. ‘O livro é importante porque serve de alerta a todos os bibliotecários sobre as mudanças que estão acontecendo a todo o momento’, enfatiza. Já para a bibliotecária setorial, Salete Marques Maciel, o livro surge em bom momento. ‘O texto analisa as novas mídias e novas possibilidades para o desenvolvimento das competências dos bibliotecários’, observa Salete.

Dirigida a bibliotecários e educadores em geral, a obra afirma que na sociedade contemporânea mudanças significativas estão ocorrendo no cenário tecnológico, e no livro a atenção está focada aos suportes informacionais que gradativamente estão se estabelecendo no mercado, trata-se dos e-books (livros eletrônicos), e-readers (leitores eletrônicos portáteis) e tablets. O mercado está repleto de opções, de acordo com gostos e necessidades. Dessa forma, o intuito é motivar o profissional bibliotecário a refletir sobre seu papel e mostrar como a competência informacional influencia no processo de inclusão destas novas tecnologias de informação no ambiente das bibliotecas e, assim, se adequar a uma sociedade cada vez mais digital.

“Sabendo que a tecnologia está mais presente no ambiente das bibliotecas, torna-se importante refletir sobre o que ela significa no contexto da gestão informacional dos profissionais bibliotecários. Também, torna-se essencial apresentar o paradigma das ferramentas neste espaço, em especial os e-books, e-readers e tablets e, consequentemente, a importância de competências para um novo perfil deste profissional como facilitador ao acesso a estes novos recursos informacionais”, afirma a diretora Maria das Graças.

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