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Bairro rural de MT terá 1ª biblioteca após adolescente juntar 6 mil livros

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Jefferson Gabriel da Silva, 14, com os livros que arrecadou para criar biblioteca em Várzea Grande

Jefferson Gabriel da Silva, 14, com os livros que arrecadou para criar biblioteca em Várzea Grande

Vinicius Lemos, no UOL

No quintal de uma casa na zona rural de Mato Grosso, o estudante Jefferson Gabriel da Silva, 14, guarda 6.000 livros que em breve vão se tornar a primeira biblioteca da região.

O acervo, reunido com doações nos últimos dois anos, ficam em caixas e sacolas do lado de fora da casa onde ele mora com a mãe e uma irmã, no distrito rural de Bonsucesso, município de Várzea Grande (região metropolitana de Cuiabá).

O projeto começou quando Jefferson precisou fazer uma pesquisa para um trabalho da escola pública onde estudava. Sem computador, não encontrou livros para auxiliá-lo, já que não havia bibliotecas no distrito.

O garoto, então, criou meios para facilitar o acesso dos vizinhos a cultura. “No começo, ele pedia livros para todos e, quando conseguia, carregava tudo na bicicleta”, lembra mãe do jovem, a recepcionista Janice Ferreira, 41.

As doações de livros tiveram início em meados de 2015, feitas por vizinhos e até moradores de outras cidades que ficaram sabendo da iniciativa.

Diante da quantidade de doações, a avó do estudante permitiu que ele construísse a biblioteca em um terreno dela, situado em frente à residência do jovem. Para isso, começou a receber doações para o projeto. A primeira foi uma surpresa, durante um evento ao qual foi convidado.

“Disseram que havia um presente pra mim e quando vi, estava em frente à Xuxa. Foi emocionante e ela ainda doou R$ 5.000.” Na data, ele ainda ganhou um projeto arquitetônico para a biblioteca. Meses depois, Jefferson recebeu mais R$ 5.000 do Bope (Batalhão de Operações Especiais) de MT, arrecadados em um evento do grupo.

O governo de Mato Grosso também entrou no projeto com a doação de equipamentos, como estantes para os livros, que serão entregues quando a obra estiver pronta. A secretaria de Justiça e Direitos Humanos permitiu ainda que presos servissem como mão de obra na construção. A estrutura inicial da biblioteca foi concluída em dezembro passado, mas faltam recursos para colocar o lugar em funcionamento.

“Está praticamente erguido, mas ainda faltam cerca de R$ 20 mil para fazer o telhado e os acabamentos. Não temos condições financeiras para terminar, por isso não há previsão para que a biblioteca fique pronta”, diz Jefferson, que busca novos auxílios. Para obter recursos públicos, é preciso regulamentar a situação do espaço, passando o terreno para a biblioteca.

“É triste, porque as pessoas perguntam quando vai ficar pronta. Eu digo que não sei. É complicado saber quando vou conseguir terminar.” Para cuidar e selecionar os livros, ele tem a ajuda de duas bibliotecárias voluntárias, já que o novo espaço poderá abrigar apenas 2.500 dos 6.000 livros que ele já tem.

O adolescente cursa o 8º ano do ensino fundamental em uma escola particular de Cuiabá –ele ganhou uma bolsa após o diretor do colégio conhecer o projeto. Em meio à rotina na escola, Jefferson afirma que sempre se depara com a facilidade dos colegas de classe para obter livros.

Nestes momentos, costuma se recordar das dificuldades de sua região. “Quero terminar a biblioteca e fazer com que as crianças e os adultos da minha comunidade também tenham acesso ao conhecimento. Quero atender até pessoas de outros lugares”, planeja.

Uma extraordinária biblioteca no metrô para ler durante o trajeto

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Publicado no Green Me

O tempo no metrô não passa nunca? Eis que em que Nova York surgiu uma biblioteca com centenas de livros on-line a bordo.

É uma pena que livros, e principalmente romances, hoje em dia sejam tão raros de serem lidos. Todo mundo tem um chat no WhatsApp, no FB, e por aí vai, para ser lido e atualizado.

E não faltam ideias de bibliotecas das mais incomuns possíveis, afinal, qualquer hora é boa para se pensar fora da caixa.

Não obstante, seguimos como zumbis atrás da telinha do celular. Uma pena! Mas miremos o exemplo da Big Apple.

Em Nova York, os passageiros do metrô terão acesso a centenas de livros, enquanto seguem o percurso para o local de trabalho ou para voltarem para casa.

A idéia do Subway Library é resultado de um trabalho conjunto entre as bibliotecas públicas de Nova York, ou seja, da Biblioteca Pública do Brooklyn, da Biblioteca do Queens, do MTA e do Trânsit wireless.

A missão é tornar a informação de qualidade e as obras da literatura, acessíveis a todos.

Cada passageiro tem acesso ao conteúdo da biblioteca conectando-se ao Transit Wireless, onde pode escolher entre a vasta seleção de livros doados para biblioteca pública de Nova Iorque pelos editores.

O ambiente subterrâneo foi redesenhado para transformar a biblioteca do metro em uma verdadeira biblioteca. E seu lado externo, pintado de azul, laranja e púrpura é facilmente reconhecível e atraente:

A Subway Library está em funcionamento nas linhas E e F de Brooklyn, Manhattan e Queens.

A Subway Library está em funcionamento nas linhas E e F de Brooklyn, Manhattan e Queens.

Doria quer bibliotecas abertas aos domingos e com cafeterias

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Bibliotecas: prefeito disse que o modelo de concessão não acarretará custos adicionais ao poder público (foto/Getty Images)

Bibliotecas: prefeito disse que o modelo de concessão não acarretará custos adicionais ao poder público (foto/Getty Images)

 

Prefeitura estuda conceder espaços das bibliotecas para a iniciativa privada instalar cafeterias, como em grandes livrarias

Publicado na Exame

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta quinta-feira, 16, um projeto de mudanças nas 54 bibliotecas públicas da cidade, com ampliação do horário de atendimento também aos domingos, por quatro horas, aumento das atividades culturais e alterações na forma de aquisição dos lançamentos literários.

No mesmo evento de lançamento do programa, chamado de Biblioteca Viva, Doria disse que a Prefeitura estuda conceder espaços das bibliotecas para a iniciativa privada instalar cafeterias, como nas grandes livrarias privadas.

“Em algumas bibliotecas, aquelas que são maiores, vamos ver se a gente consegue fazer a concessão para termos cafés. Café é uma coisa que combina muito com essa interatividade e traz esse mesmo ambiente que as grandes livrarias já oferecem”, disse.

O prefeito disse que o modelo de concessão não acarretará custos adicionais ao poder público.

A gestão afirmou que também mudará a forma de aquisição dos livros. Em vez de comprá-los em distribuidoras, a ideia é ir direto às editoras das publicações. Com isso, o governo municipal diz que economizará. “Vamos ter livros mais novos e a um preço menor.”

Doria também afirmou que pedirá doação de livros às empresas.
Gastos

O secretário municipal de Cultura, André Sturm, disse que os gastos adicionais do programa já estão previstos no orçamento na pasta, mas não revelou os valores. Ele lembrou que existem unidades com equipes pequenas, de só dois funcionários.

A estratégia será de adotar medidas econômicas, como a contratação de estagiários, que receberão R$ 1.000 mensais para atuar nas unidades. Também haverá pagamento de hora extra a alguns servidores, incluindo funcionários de outras secretarias.

“Não há recurso para contratar novos servidores”, declarou Sturm.

O Biblioteca Viva terá nove eixos de transformação, segundo a administração municipal. Entre eles estão a ampliação dos dias de atendimento, a proposta de ampliar os pontos de Wi-Fi para todas as unidades (hoje só 19 têm o serviço), a alteração da exposição dos livros para que sejam visualizados pelas capas e não pelas lombadas, a divisão de categorias por gênero (humor, literatura policial, etc).

A Prefeitura também quer chamar escritores consagrados para “apadrinhar” as bibliotecas, apelidados de “embaixadores”.
Foco

O secretário garantiu que, mesmo com a expansão das atividades culturais, não haverá prejuízo para o principal público alvo, o leitor. “Vamos fazer atividades compatíveis com o espaço. Não vai ter show de rock”, disse.

Com as mudanças, Sturm prevê um aumento de até 50% do público geral das unidades até o fim de 2017. Não afirmou, no entanto, qual é a atual quantidade de frequentadores.

Acesse bibliotecas online da USP e da Unesp de graça

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Adriana Nakamura, no Quero Bolsa

Você sabia que a USP (Universidade de São Paulo) e a Unesp (Universidade Estadual Paulista) disponibilizam acervos de documentos, jornais, revistas e livros em uma biblioteca online e gratuita?

Pois é, gente! Não precisa ser aluno dessas universidades. É totalmente liberado a todos o acesso à Biblioteca Digital de Obras Raras, Especiais e Documentação Histórica da USP, por meio do SIBiUSP (Sistema Integrado de Biblioteca da USP), e à Biblioteca Digital da Unesp.

Nelas você pode encontrar milhares de títulos, entre jornais, revistas, mapas e livros sobre Química, Educação Física, Agricultura, Direito, Educação, Filosofia, Letras, Medicina, Medicina Veterinária, Zootecnia, Odontologia, Engenharia de Alimentos, Biociências, Oceanografia, História de São Paulo, Música, entre outros assuntos.

Então, antes de sair gastando rios de dinheiro nas livrarias e sebos comprando livros ou de encher os bolsos do tio da xerox da sua faculdade, que tal dar uma pesquisada no SIBi e na Biblioteca Digital da Unesp para ver se você encontra o que precisa para fazer seu trabalho de faculdade? 😉

Clique aqui para acessar o acervo da USP.

Clique aqui para acessar o acervo da Unesp.

Escolha o seu livro e bons estudos!

São Petersburgo, na Rússia, ganha biblioteca mais cara do país

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A Alfaret publica reimpressões e fac-símiles de obras-primas russas e internacionais Foto:Divulgação

A Alfaret publica reimpressões e fac-símiles de obras-primas russas e internacionais Foto:Divulgação

 

Com entrada por mais de 100 dólares, espaço oferece livros raríssimos. Também é possível comprar alguns dos exemplares e fazer excursão guiada.

Publicado na Gazeta Russa

A editora Alfaret, de São Petersburgo, abriu em dezembro passado a biblioteca mais cara do país, a Capella. Uma visita de quatro horas ao espaço, cujo acervo é composto por mais de 5.000 livros raros datando do século 16 ao 19, custa 7.000 rublos (cerca de US$ 117).

O projeto gótico oferece ao visitante uma atmosfera semelhante às bibliotecas no estilo Oxford, ou um daqueles depósitos de livros descritos por Umberto Eco.

A biblioteca possui uma série de salas temáticas, incluindo livros de guerras e de viagens, e é também possível adquirir exemplares.

O preço dos livros variam, em média, entre 30 mil e 50 mil rublos (US$ 500 a US$ 840), mas alguns são bem mais caros. O valor depende da raridade, formato, materiais utilizados e número de ilustrações, entre outros fatores.

O local dispõe de outras atrações e serviços como sessões fotográficas e excursões. Os visitantes podem ainda comprar um vale-presente, que permite uma visita de duas horas, por 4.000 rublos (US$ 67).

“Vemos como potenciais clientes as pessoas que gostariam de visitar uma biblioteca em vez de gastar a noite em um restaurante e passar algum tempo no conforto e tranquilidade de nossas instalações na companhia de um livro, ou até conduzir negociações e outras reuniões importantes em um ambiente agradável”, disse à Gazeta Russa a coordenadora do projeto, Irina Khoteshova.

Veja abaixo mais fotos dos salões internos:

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