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Posts tagged Bienal 2012

Obra reúne artigos sobre os hábitos do leitor brasileiro

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Professor é o maior incentivador da leitura - Clayton de Souza/AE

Professor é o maior incentivador da leitura
Clayton de Souza/AE

Maria Fernanda Rodrigues, no Estadão.com

SÃO PAULO – Se os professores fossem também leitores e mediadores de leitura, se as famílias tivessem livros em casa e os pais costumassem lê-los na frente das crianças – e também para elas -, e se as bibliotecas fossem atrativas tanto na forma quanto no conteúdo, é possível que o Brasil ganhasse, enfim, a alcunha de um país de leitores, sonho acalentado e expressão repetida à exaustão por entidades do livro e representantes governamentais. Essa é, basicamente, a fórmula da socióloga Zoara Failla para a solução do problema. Ela é coordenadora da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, apresentada em março, e organizadora de livro homônimo, lançado agora na Bienal do Livro.

A obra traz artigos de pesquisadores, escritores e de profissionais do governo, de entidades do livro e de organizações do terceiro setor acerca dos mais variados temas abordados no levantamento que ouviu, em 2011, 5.012 pessoas de 5 anos ou mais, moradoras de 315 municípios. Traz ainda os números da pesquisa e gráficos comparativos, apresentando um mapa do comportamento leitor brasileiro – o que lê, quando e onde lê, por que lê.

A análise feita agora dos dados possibilita traçar tendências, identificar políticas e ações que estão dando certo e sugerir novos caminhos. Entre os autores, estão a escritora Ana Maria Machado, presidente da Academia Brasileira de Letras; Ísis Valéria Gomes, presidente da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil; a pesquisadora Marisa Lajolo; Tania Rösing, idealizadora da Jornada de Literatura de Passo Fundo, e muitos outros.

Desenvolver a habilidade leitora da criança não é tarefa fácil, mas é um dos objetivos da educação básica. Mais difícil é transformar essa criança que está aprendendo a juntar letrinhas num leitor crítico e num leitor que terá prazer em ler um livro de literatura – e que continuará buscando novas leituras quando sair da escola e não for mais obrigado a ler. Se o índice de leitura do brasileiro é de quatro livros por ano, como apontou a última pesquisa, quando excluímos as obras indicadas pela escola, ou seja, quando consideramos apenas a leitura espontânea, chega-se ao risível índice de pouco mais de um livro por ano. Segundo o Cerlalc, os colombianos leem 2,2 e os espanhóis, 10,3.

Na última edição da pesquisa, de 2007, feita também pelo Ibope Inteligência a pedido do Instituto Pró-Livro, formado pela Câmara Brasileira do Livro, Sindicato Nacional de Editores e Associação Brasileira dos Editores de Livros Escolares, a mãe era a maior incentivadora da leitura, com 49% das respostas. Hoje, responde por 43% e perde a liderança para o professor. Ele é apontado por 45% dos entrevistados como a pessoa que mais indica obras e leitura. “Apesar da escola ser um espaço privilegiado de formação de leitores, ela acaba não se dando conta desse papel. A pessoa sai da escola e para de ler. A formação do leitor está falhando.”

Segundo Zoara, 150 educadores responderam à pesquisa e acabaram reproduzindo o que a população apresenta como dificuldade de leitura e interesse pelo livro. No tempo livre, ao invés de ler, eles também assistem a televisão, lazer preferido de 85% dos brasileiros. “Se não temos dentro da escola um professor que é alguém que já foi despertado para o gosto da leitura, dificilmente ele vai conseguir cativar o seu aluno. Se ele mesmo não conhece a emoção de ler, que repertório ele tem para escolher livros adequados para aquela faixa etária e para o interesse dos seus alunos?”, questiona.

Biblioteca. O brasileiro vê a biblioteca como uma extensão da escola: dos 24% que frequentam, 80% são estudantes. Zoara lembra que para muitas cidades, ela é o único equipamento cultural. Mas fecham à noite e nos fins de semana, não contam com acervo atualizado e não investem em programação. Enfim, ficam confortáveis na posição de guardiãs dos livros. Uma contação de história ou a presença de um autor lá já seria meio caminho andado para despertar o interesse pelo livro. Porém, para 33% dos brasileiros, nada os convenceria a ir a uma biblioteca.

‘Seu Barriga’ lança livro de Chaves em Bienal

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Imagem Google


Publicado originalmente no Correio do Estado

De longe, ninguém diria que Édgar Vivar é o mesmo homem que interpretou o rabugento Senhor Barriga do seriado Chaves, veiculada em vários países da América Latina a partir da década de 70. Ao menos 60 kgs mais magro, o ator, no entanto, ainda guarda a feição – e os óculos – do personagem. Nesta sexta-feira (10), ele esteve na Bienal de São Paulo para autografar o livro “Chaves – a história oficial ilustrada” (ed. Universo dos Livros) e disse que se surpreende por ainda ser conhecido entre pessoas com menos de 30 anos.

“O Brasil foi o último país a estrear o programa e o que tem mais adeptos. Acredito que seja pela cultura similar, um menino que não é muito inteligente pela falta de nutrição, é uma coisa comum nos países latino-americanos”, disse Édgar.

Os fãs fizeram fila para ver o ator, e alguns vieram de longe. O professor de espanhol Rodrigo Ceribelli, de 23 anos, é de São Joaquim da Barra, no interior paulista, e viajou seis horas de ônibus para ver o Senhor Barriga. “Amo. Chaves é a minha vida”, disse o jovem, mostrando fotos do quarto decorado com motivos da série.

Muito emocionado, Daniel Simioni abraçou Édgar por um bom tempo. “Assisto [Chaves] desde os três anos. Comecei a me apaixonar, imitava os personagens. Essa humildade que tenho hoje, me sinto uma pessoa melhor porque vejo Chaves”, disse o jovem.

O livro traz uma compilação de entrevistas com o criador da série, Roberto Bolaños, o Chavez, fotografias e depoimentos dos personagens.

Preços altos inibem compras de livros na Bienal

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Montagem da Bienal do Livro na noite desta terça (7), no Anhembi, em São Paulo; o evento começa na quinta (9), com estimativa de público de 800 mil pessoas

DOUGLAS GAVRAS, na Folha de S. Paulo

Se não tivesse recebido o vale-livro de R$ 20 distribuído para alunos da rede pública de ensino, Eduardo Oliveira teria voltado para casa com as mãos vazias.

Apesar do esforço das editoras, o público ainda se queixa de que os preços de livros praticados na Bienal pouco diferem dos valores cobrados nas livrarias.

“Eu faço assim: circulo, pego dicas de livros e saco o celular do bolso, para pesquisar os preços na internet. Dificilmente os valores na Bienal conseguem ser menores”, explica Oliveira.

Para as editoras, porém, o evento ajuda a divulgar diversos títulos, apresentar jovens autores e aproximar do público alguns nomes já consagrados.

“Sim, há um número exagerado de obras e isso acaba dispersando o público, mas ainda acho que a Bienal é um evento definitivo, que ajuda a promover a literatura”, diz o poeta paulista Claudio Willer.

ONDE OS FAMINTOS NÃO TÊM VEZ

“Sabe aqueles preços absurdos de festival de rock?”, pergunta o estudante de sociologia Ricardo Guimarães. “É sempre a mesma história, eles sabem que você não pode sair e aproveitam para cobrar o que bem entendem.”

O público reclama do alto preço dos alimentos nas praças de alimentação da Bienal. Comer um pedaço de pizza e tomar uma lata de refrigerante pode custar R$ 28.

Os comerciantes ouvidos pela Folha, no entanto, argumentam que o valor dos produtos vendidos no evento é o mesmo praticado nas lojas físicas das redes.

Há opções mais baratas de lanches, mas ainda que o número de pessoas nas primeiras horas da Bienal seja pequeno, a espera nas filas pode chegar a 15 minutos.

João Carlos Martins emociona na abertura da Bienal do Livro

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João Carlos Martins disse: eu nunca vou parar com essa teimosia, a respeito do fato de não poder mais tocar piano. Foto: Vagner Campos/Terra

João Carlos Martins disse: “eu nunca vou parar com essa teimosia”, a respeito do fato de não poder mais tocar piano
Foto: Vagner Campos/Terra


GISELE ALQUAS, no Terra.com

O maestro João Carlos Martins emocionou o público presente na solenidade de abertura da 22º Bienal Internacional do Livro de São Paulo, nesta quinta-feira (9), no Pavilhão de Exposições do Anhembi, ao tocar o Hino Nacional Brasileiro com a Orquestra Bachiana do Sesi de São Paulo. Depois de reger, o músico declarou: “eu nunca vou parar com essa teimosia”, a respeito do fato de não poder mais tocar piano, mas insistir. Martins foi aplaudido de pé.

O evento contou com a presença do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, da Ministra da Cultura Ana Buarque de Hollanda, do Secretario Estadual da Cultura Marcelo Araújo, que representou o governador Geraldo Alckmin, entre outras autoridades. A solenidade foi apresentada por Zeca Camargo, um dos curadores da Bienal. O jornalista explicou a importância do tema Livros Transformam o Mundo, Livros Transformam Pessoas e dos homenageados Jorge Amado, Nelson Rodrigues e os 90 anos da Semana de Arte Moderna de 22, que lançou escritores como Heitor Villa-Lobos, Di Cavalcanti, entre outros.

A presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Karina Pansa, destacou que, nesta edição, a Bienal do Livro espera receber 800 mil visitantes, 60 mil a mais do que no ano passado. “Vamos focar na visitação escolar, que é uma das ações mais importantes do evento. Nosso objetivo é estimular cada vez mais a leitura. Serão 1.250 horas de programação cultural”, frisou.

Marcelo Araújo falou dos incentivos do Governo do Estado para fortalecer a leitura e anunciou que neste ano a secretaria irá promover dois concursos: de Sarau e de Literatura, com o objetivo de encontrar novos autores e escritores no Brasil. Kassab ressaltou o apoio da prefeitura à Bienal e que a expectativa é de que 10 mil alunos das escolas municipais, acompanhados de 500 professores, são esperados no evento. “O número de estudantes em busca da leitura evoluiu, mais ainda é pouco. É uma luta constante”, disse o prefeito.

Ana de Hollanda fez questão de exaltar a cidade de São Paulo como sede da Bienal. A ministra, que estudou na capital, contou que foi em São Paulo que ela “descobriu os livros” por meio de seu pai. “Cresci em uma casa modernista, cercada de livros por todos os lados. Os livros fazem parte da formação de todos. E estou muito feliz que neste ano os homenageados são Jorge Amado, Nelson Rodrigues e a Semana de Arte Moderna 22”, enfatizou. A 22º Bienal Internacional do Livro vai até 19 de agosto.

BandNews FM vai cobrir ao vivo a Bienal Internacional do Livro de São Paulo

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A jornalista Néli Pereira, que comanda ‘Alta Frequência’, participará do especial (Imagem: Reprodução)

Publicado originalmente no Comunique-se

A rádio BandNews FM transmite a partir desta quinta-feira, 9, uma programação especial que será produzida durante a 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. O projeto é uma parceria com a Abril Educação, que tem como objetivo incentivar e fortalecer a leitura no Brasil.

O jornal ‘BandNews em Alta Frequência’, por Néli Pereira, e o programa ‘‘Seus Filhos’, comandado por Inês de Castro e Rosely Sayão, serão transmitidos direto do estande das editoras Ática e Scipione. As jornalistas Tatiana Vasconcellos, Cássia Godoy e Maiara Bastianello se revezarão na função de âncoras para passar as informações sobre o evento literário, além de entrevistar escritores e editores.

O diretor nacional de jornalismo da emissora, André Luiz Costa, ressaltou a importância da iniciativa. “Levar ao ar o conteúdo da Bienal Internacional do Livro é contribuir para o incentivo da leitura e o fortalecimento da educação no Brasil”, afirmou.

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