Contando e Cantando (Volume 2)

Posts tagged Bienal do Livro do Rio

Bienal do Livro no Rio bate recorde de público e vendas

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Evento literário vende 3,7 milhões de livros e recebe 676 mil visitantes.
Arrecadação chegou a R$ 83 milhões nos 11 dias do encontro.

Publicado no G1

A 17ª edição da Bienal do Livro do Rio termina neste domingo (13), no Riocentro, Zona Oeste, bate recorde de público e vendagem de livros em relação a edição 2013. Foram 3,7 milhões de títulos vendidos e público de 676 mil visitantes. No último evento foram 3,5 milhões de livros e 660 mil visitantes.

A arrecadação foi de R$ 83 milhões, superando em R$ 12 milhões a arrecadação da última Bienal do Livro. Segundo dados divulgados pelos organizadores, foram 8% a mais de livros vendidos.

A participação do público jovem foi o destaque da edição. Segundo a organização, os adolescentes e jovens adultos, com idades entre 15 e 29 anos, foram maioria na Bienal, representando uma parcela de 56% do público, contra 51% na edição de 2013.

O encontro literário reuniu mais de 200 autores autores brasileiros e estrangeiros, estreantes e experientes, de diversos estilos.

Entre os principais destaques nomes consagrados como Thalita Rebouças, até estreantes como Pathy dos Reis, que ficou conhecida no YouTube.

Para Marcos da Veiga Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), o leitor foi um dos destaques levando para casa, em média, 6,6 livros, um aumento de 4%.

“Tivemos um recorde de venda de livros, com um faturamento estimado em quase 83 milhões de reais, 18% acima da edição anterior. São números lindos, mas, ainda assim, frios perto do calor humano que testemunhei aqui nos últimos 11 dias. Acho extraordinário andar pelos corredores e ver tanta gente interessada por livros”, disse.

A próxima edição será realizada entre 31 de agosto e 10 de setembro de 2017.

Argentina homenageada
O país homenageado é a Argentina, que tem um estande de 400 metros quadrados e um auditório batizado como Manuel Puig, em homenagem ao autor de “O beijo da mulher-aranha”, que foi transformado em filme por Hector Babenco, com Sônia Braga, Raul Julia e William Hurt no elenco.

Entre os nomes internacionais de outros países estão Jeff Kinney, autor da série de livros “Diário de um banana”, e Sophie Kinsella, autora da série de livros que consagraram a personagem Becky Bloom. Ambas as obras têm versões cinematográficas.

Mauricio de Sousa
A Bienal também também homenageou Maurício de Sousa, que comemorou 80 anos no evento e teve uma exposição especial com 190 metros quadrados. Os visitantes acompanharam uma retrospectiva com a evolução dos desenhos de seus principais personagens.

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Blogueiras Isabela Freitas e Bruna Vieira são atrações da Bienal do Rio

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Autoras lançaram livros a partir de seus blogs e canais no Youtube.
Elas participam do Conexão Jovem e a distribuição de senhas é as 13h.

Publicado no G1

Isabela Freitas  (Foto: Leo Avers/Divulgação)

Isabela Freitas (Foto: Leo Avers/Divulgação)

A blogueira Isabela Freitas, autora de “Não se apega, não”, é a atração da tarde desta sexta-feira (11) na Bienal do Rio. Ela estará às 16h no Conexão Jovem, no Auditório Madureira, Pavilhão Verde do Riocentro para o “Bate-papo com a autora”, com mediação de Jaqueline Silva.

Os fãs poderão fazer perguntas para a jovem, que é mineira de Juiz de Fora, e trancou o curso de direito no oitavo período para se dedicar aos livros. Seu best-seller “Não se apega, não” vendeu 80 mil livros em três meses. A trajetória começou em 2010, quando criou um perfil no Twitter e conquistou milhares de seguidores. Não demorou muito para criar o blog e receber o convite para lançar o primeiro livro.

Os organizadores da Bienal informam que a distribuição de senhas acontece às 13h, na Central de Distribuição de Senhas, que fica entre a Praça Copacabana e o Espaço Maracanã, ao lado da Praça Central, na área externa do pavilhão.

E o Conexão Jovem continua às 18h, no mesmo local, com Bruna Vieira, autora do blog “Depois dos quinze”, uma espécie de diário na internet com 130 milhões de acessos. Bruna decidiu compilar suas crônicas e transformá-las em livro. A mediação do bate-papo é também de Jaqueline Silva.

A youtuber Bruna Vieira, do canal "Depois dos quinze" (Foto: Divulgação)

A youtuber Bruna Vieira, do canal “Depois dos
quinze” (Foto: Divulgação)

No Pavilhão Azul, no Café Literário, às 16h tem o encontro de Ignácio de Loyola Brandão, Tânia Rosing, Julio Ludemir, Marisa Lajolo e Volnei Canônica, numa conversa sobre “Feito de homens e livros: A formação de leitores no Brasil”, com mediação de Dolores Prades.

O Café Literário, espaço para discussões sobre cultura, debate as relações do Rio de Janeiro com as letras, entre outros assuntos. Serão 33 debates ao longo de todo o evento, que termina no domingo (13).

A 17ª edição da Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro reúne mais de 200 autores autores brasileiros e estrangeiros, estreantes e experientes, de diversos estilos.

Argentina homenageada
O país homenageado é a Argentina, que tem um estande de 400 metros quadrados e um auditório batizado como Manuel Puig, em homenagem ao autor de “O beijo da mulher-aranha”, que foi transformado em filme por Hector Babenco, com Sônia Braga, Raul Julia e William Hurt no elenco.

A delegação argentina tem 15 autores, que mostrarão um pouco da literatura que é feita pelo país vizinho. Entre eles destaca-se Eduardo Sacheri, autor de “O segredo dos seus olhos”, que ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2010. Outros destaques são Martín Kohan, Tamara Kamenszain, Claudia Piñero, Mariana Enríquez, Mempo Giardinelli e Sérgio Olguín.

Entre os nomes internacionais de outros países estão Jeff Kinney, autor da série de livros “Diário de um banana”, e Sophie Kinsella, autora da série de livros que consagraram a personagem Becky Bloom. Ambas as obras têm versões cinematográficas.

David Nichols quer que seu livro, ‘Nós’, vire série de TV

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David Nicholls na Bienal durante o painel Conexão Jovem.

David Nicholls na Bienal durante o painel Conexão Jovem.

Autor dos best-sellers ‘Um Dia’ e ‘Nós’ revelou o desejo durante a Bienal do Livro, no último sábado (5).

Laysa Zanetti, no Adoro Cinema

O escritor David Nicholls, autor do livro que deu origem ao filme Um Dia, esteve no Brasil para participar da Bienal do Livro no Rio de Janeiro, no último sábado (5). Em uma sessão de perguntas e respostas com seus leitores, o inglês revelou um desejo: Quer que o seu romance mais recente, ‘Nós’, seja transformado em série de TV.

Diferente de Um Dia, cuja versão cinematográfica foi protagonizada por Anne Hathaway e Jim Sturgess, ‘Nós’ é centrada na história de uma família. Douglas é um bioquímico aos 54 anos casado há 25 com Connie, que o acorda no meio da noite para dizer que quer o divórcio – justamente no momento em que o filho do casal, Albie, está para sair de casa para ir para a faculdade. Antes de tudo mudar, os três partem para uma viagem de um mês pela Europa, no que Douglas acredita ser a ocasião perfeita para reacender o romance no casamento e se aproximar mais do filho.

A história leva os três personagens ao redor de 13 cidades em diferentes países do continente europeu e, por isso, Nicholls acredita que na televisão, a narrativa pode ter um desenvolvimento melhor que no cinema: “É muito frustrante resumir tudo em 90 minutos. Então, prefiro que a história seja levada para a TV, onde você tem mais tempo para desenvolvê-la”, afirmou.

O autor revelou ainda que a história reflete um pouco de sua relação com o próprio pai, e que o livro conta a história do que acontece depois que duas pessoas se apaixonam e decidem ficar juntos: “Ainda é uma história de amor. Escrevi sobre aquilo que acontece nos dias depois do casamento”, finalizou.

Seus livros são muito procurados no Brasil pelo público jovem, o que surpreendeu o autor, acostumado com leitores na faixa entre 30 e 40 anos na Europa. A pergunta é: Você assistiria a esta série?

Robô que dança e conta histórias é atração na Bienal do Livro do Rio

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Robô interage, conta histórias e dança (Foto: Cristina Boeckel / G1)

Robô interage, conta histórias e dança (Foto: Cristina Boeckel / G1)

PiKachu e Lindo se apresentam para os visitantes.
Crianças são as mais impressionadas com as habilidades dos robôs.

Cristina Boeckel, no G1

Robôs humanoides chamam a atenção na Bienal do Livro do Rio. Ele interage, conversa, conta histórias e dança para o encantamento dos visitantes no estande da Editora Elsevier. Quando ele começa a se apresentar, forma-se uma pequena aglomeração de pessoas que desejam conferir a performance tecnológica.

O “equipamento”, batizado de NAO, é produzido pela francesa Aldebaran Robotics e faz parte de um grupo de cinco robôs da equipe de robótica Jaguar do campus de Volta Redonda do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRJ). No curso do Ensino Médio integrado ao técnico em automação da instituição, os alunos aprendem programação no curso do Ensino Médio integrado ao técnico em automação.

No estande, fazem o sucesso os robôs Pikachu, que dança Gangnam Style e Thriller e Lindo. Além de dançar, PiKachu conversa sobre carreiras profissionais de publicações da editora e entretém crianças contando histórias interativas, como a dos Três Porquinhos.

Robô que dança e conta histórias chama atenção das crianças na Bienal do Livro (Foto: Cristina Boeckel / G1)

Robô que dança e conta histórias chama atenção
das crianças na Bienal do Livro
(Foto: Cristina Boeckel / G1)

“O robô e controlado via Wi-Fi ou pela programação dele. O próximo passo é ele aprender a jogar futebol”, afirma Helton Sereno, professor dos estudantes da equipe Jaguar.

Um dos que foram atraídos pelos encantos de PiKachu foi o operador industrial Rómulo Aurélio, que ficou surpreso em ver de perto o robô: “Eu já tinha visto algo parecido em matérias de TV sobre tecnologia. Achei uma engenharia muito interessante. Parei só para ver isso”.

Os mais encantados com a apresentação são as crianças. Matheus, filho da professora Simone Jardim, ficou parado diante do show do robozinho. “Eu gostei porque ele dança”, afirmou o menino. A mãe afirmou que é um interesse comum: “Ele fala isso porque também gosta de dançar”.

Para Wanessa Martins, que faz parte da equipe Jaguar, as reações dos pequenos fazem valer a pena o tempo todo que passa na bienal. “Os rostos das crianças olhando para o robô e o mais encantador”, afirma a estudante, que já coleciona flagras dos rostos surpresos ao verem as apresentações do robozinho.

Cada um dos robôs custou cerca de R$ 100 mil e pesa 10 quilos. PiKachu e Lindo vão se apresentar na Bienal do Livro do Rio até o dia 7 de setembro.

‘Não imaginei ver tantos leitores no Brasil’, diz David Nicholls na Bienal

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Publicado no TNOnline

“Não sabia que chovia no Rio. Está parecendo até Londres. Londres com praia”, brincou o inglês David Nicholls no início de seu bate-papo com o público na Bienal do Livro do Rio.
O clima no auditório Conexão Jovem foi bastante caloroso, o exato oposto do frio desta noite de sábado (5) no Rio. Uma legião de fãs, especialmente garotas, lotou o auditório para ver o escritor.

David Nicholls, 48, é autor do best-seller “Um Dia”, que já vendeu mais de 5 milhões de exemplares no mundo -450 mil no Brasil desde 2011, quando foi publicado pela Intrínseca. A editora lançou neste mês “Nós”, novo romance do autor.

Bastante simpático, mandou recados para as fãs, ouviu declarações de amor e comentou com ironia e modéstia o início de sua carreira.

“Não posso expressar como estou feliz em ver tantos jovens leitores no Brasil. Nunca imaginei isso. Estou muito honrado”, afirmou.”Na Inglaterra, temos que lutar para fazer os jovens lerem. Muitos só querem saber de jogos, dos computadores.”

‘UM DIA’
Vários fãs fizeram perguntas sobre a criação do romance “Um Dia”, que inspirou um filme homônimo em 2011, protagonizado por Anne Hathaway e Jim Sturgess. O romance retrata o encontro de Dexter e Emma na noite de formatura da faculdade e os acompanha ao longo de 20 anos, sempre na mesma data: 15 de julho.

“Quando escrevi ‘Um Dia’, tinha acabado de virar pai. Foi como uma despedida de minha juventude.”

Terceiro romance de Nicholls, o livro tornou-se um sucesso em vários países.
“Tenho muito orgulho dele. Foi uma virada na minha carreira. Se tivesse que escolher apenas um entre meus livros, seria ele.”

No mais recente romance, “Nós”, ele narra a história de um homem de 54 anos que planeja uma viagem pela Europa para tentar reacender seu casamento.

“Eu quis contar o que acontece depois do casamento, o que acontece depois que o casal tem um bebê. Ainda é uma história de amor, mas numa etapa posterior a ‘Um Dia'”, contou.
“Eu queria que o livro fosse uma espécie de viagem, uma perseguição, uma coisa épica. As viagens podem ser emocionantes, revigorantes, mas também trazer alguns desastres.”
A relação entre o protagonista de “Nós” e seu filho universitário reflete um pouco o convívio tenso que Nicholls teve com o pai.

“Resolvi respirar fundo e confrontar esse assunto. Na metade do livro ele morreu. Isso tornou o processo muito emotivo.

ATOR HORRÍVEL
Nicholls contou que levou muito tempo para assumir a vontade de ser um escritor. Por um longo período tentou viver como ator. “Mas era um ator horrível”, comentou, arrancando risos do público.

Só começou a escrever profissionalmente aos 33 anos. Um dos fãs perguntou qual era seu conselho para aspirantes a escritor.

“Ler, ler, ler e pensar da forma como um escritor pensa. Tentar entender por que o escritor construiu determinada cena dessa forma. O mais difícil de escrever é justamente escrever, ter disciplina e foco.”

Sobre a literatura brasileira, diz conhecer apenas um livro, um escrito por Clarice Lispector -não revelou o título.”É uma escritora muito difícil. Vocês acham difícil? A reputação de Clarice está crescendo muito na Europa e nos EUA”, comentou.

Uma outra fã quis saber para qual time de futebol o escritor torce.
“Isso pode ser uma coisa horrível para se dizer no Brasil, mas eu nunca vi uma partida inteira de futebol na minha vida”, confessou, aos risos da plateia.

Texto de MARCO RODRIGO ALMEIDA, ENVIADO ESPECIAL
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)

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