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Bienal do Livro do Ceará terá Valter Hugo Mãe e outros escritores

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Publicado em O Povo

A organização da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará anunciou em coletiva nesta segunda-feira, 31, os nomes dos primeiros autores convidados para o evento, que acontece entre 14 e 23 de abril de 2017, no Centro de Eventos do Ceará e em múltiplos espaços de Fortaleza.

Um dos nomes de destaque é o escritor angolano Valter Hugo Mãe, autor de “Máquina de Fazer Espanhóis” e “O Filho de Mil Homens”, entre outros. Também foram anunciados: Antônio Prata, Cristovão Tezza, Daniel Galera, Ignácio de Loyola Brandão, Márcia Tiburi, Leonardo Sakamoto, Mary del Priori e Marcelino Freire. Acrescente à lista, a cearense Natércia Pontes, autora de “Copacabana Dreams”.

A Bienal foi transferida para 2017 devido ao período eleitoral, e a escolha pelo mês de abril foi simbólica. O período situa o evento entre datas que celebram a importância da literatura, como o nascimento de Monteiro Lobato, em 18 de abril, quando se comemora o Dia do Livro Infantil, e 23 de abril, o Dia Mundial do Livro, que marcará o encerramento do evento.

‘O livro continua sendo um item necessário para conhecimento e entretenimento’

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(Foto: Thinkstock)

(Foto: Thinkstock)

 

Luis Antonio Torelli, presidente da Câmara Brasileira do Livro, fala sobre o momento da literatura no país e os preparativos para a 24ª edição da Bienal do Livro

Barbara Bigarelli, na Época Negócios

A 24ª edição da Bienal do Livro começa no dia 26 de agosto. Mas, a quatro meses da sua realização, o evento já está com 95% das áreas comerciais vendidas.

Apesar da crise, Luis Antonio Torelli, presidente da Câmara Brasileira do Livro, a entidade que organiza a Bienal, vê o momento do país com otimismo. Segundo ele, a produção literária no Brasil vem crescendo. Ele afirma que o livro continua sendo um item necessário, tanto para o setor de conhecimento quanto entretenimento, e vê com entusiasmo o espaço que ganharam autores de literatura infanto-juvenil e jovem, como John Green, assim como o movimento do mundo digital para a literatura, como fez a youtuber Kéfera. “Este movimento jovem faz com que o hábito da leitura comece desde cedo”, diz.

Considerando a mesma relação de tempo para o evento acontecer, qual porcentagem do espaço já havia sido vendida na última Bienal?
Seguimos com a média de porcentagem do mesmo período de 2014, com cerca de 95% de espaço vendido. Com o crescimento significativo de 186% no faturamento dos expositores em 2014, além de mantermos grandes nomes parceiros, como Saraiva e Sextante, por exemplo, ainda estamos conquistando novos expositores como a Livraria Leitura e Editora Aleph. Além disso, também estamos iniciando novas parcerias com patrocinadores como o Itaú, que passa a apresentar a Bienal do Livro, e BIC, responsável pelo espaço Maurício de Sousa.

Quantos autores nacionais e internacionais já estão confirmados? Quantos países estarão representados?
Estamos em período de convite para autores nacionais e internacionais participarem da Bienal Internacional do Livro de São Paulo. O que podemos adiantar é que já estamos em contato com autores consagrados dos Estados Unidos e da Irlanda e a proposta é trazer nomes que agradem a todos os perfis de público, desde figuras da literatura infanto-juvenil a best sellers que conversam com o público adulto. A Bienal do Livro se tornou um ponto de encontro e a oportunidade de muitos fãs se encontrarem com seus ídolos e essa magia não deve ser perdida.

A expectativa é superar o número de visitantes da última Bienal?
Na última edição tivemos um número bem representativo de visitantes. Foram 720 mil pessoas nos dez dias de Bienal. Teremos o mesmo período de evento, e a nossa expectativa é de manter este percentual alinhado com o mesmo número da última edição.

Haverá aumento no número de horas da programação?
Manteremos o mesmo número de horas de programação realizado em 2014, levando em conta quantidade de dias (10) e horário de abertura e fechamento do evento. Sobre horas de programação cultural, ainda estamos em fase de definição da agenda.

A organização vê o momento atual do mercado editorial com otimismo?
Observamos o setor com otimismo. A produção literária no Brasil vem crescendo. Segundo a última pesquisa FIPE (2014), realizada anualmente pela Câmara Brasileira do Livro, tivemos um crescimento de 0,92% no faturamento total do mercado. Pelo último levantamento do Instituto Pró-livro e IBGE, realizado em 2011, 50% da população brasileira tem o hábito da leitura, com, em média, leitura de quatro livros por ano. Além disso, estamos em uma nova fase, onde cada vez mais os jovens se tornam leitores. Podemos ver isso com os grandes autores de literatura infanto-juvenil e jovem adulto ganhando destaque, como John Green, Cassandra Clare, Kiera Cass, entre outros. Além dos nomes internacionais, também podemos citar o movimento do mundo digital para a literatura, com exemplos de sucesso como os youtubers Kéfera e o Christian Figueiredo. Este movimento jovem faz com que o hábito da leitura comece desde cedo.

No momento da crise econômica forte, as pessoas deixam de comprar livros?
O livro é um item essencial no dia-a-dia das pessoas. É o tipo de artigo que você compra para benefício próprio, para presentear as pessoas, para ganhar conhecimento e, se comparado a outros itens, tem um custo benefício excelente. Além disso, hoje existem as opções físicas e digitais, abrindo ainda mais o leque. Por isso, embora o país viva um momento econômico delicado, o livro continua sendo um item necessário, tanto para o setor de conhecimento quanto entretenimento.

Qual será o maior foco da Bienal deste ano?
A Bienal do Livro quer trazer 10 dias de evento com muita cultura, livros, presença de autores e uma programação pensada para cada um dos nossos públicos. Com o tema “Histórias em todos os sentidos”, teremos uma Bienal do Livro para perfis mais cult, com a programação no Salão de Ideias; para os que gostam de gastronomia, o Cozinhando com Palavras; para as crianças, com o espaço infantil do Maurício de Sousa, e por aí vai. Claro, somos uma vitrine consagrada para expositores e marcas, mas a Bienal do Livro é muito mais que um local para compra de livros, é um evento multicultural que celebra a leitura.

Estudante revela paixão por livros: ‘Tenho vontade de entrar na história’

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Amanda, de 12 anos, foi pela 1ª vez à Bienal do Livro de Volta Redonda.
Evento segue até domingo (10) no município e tem o tema ‘Diversidade’.

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Publicado no G1

“Quando eu leio um livro, tenho vontade de entrar na história e conhecer os personagens. O livro faz eu esquecer do mundo lá fora. É uma viagem pela imaginação”. Esta é a sensação da estudante Amanda de Lourdes, de Volta Redonda, no Sul do Rio de Janeiro. Esta semana, ela conheceu pela primeira vez a Bienal do Livro, evento que acontece até domingo (10), no município.

Com três exemplares nas mãos, Amanda conta ao G1 que esperou ansiosa para conhecer o evento. Apaixonada por leitura, ela revela que tem em casa mais de 40 obras.

“Quando a escola contou que a gente ia conhecer a Bienal, eu nem consegui dormir direito. Nunca tinha ido a um evento assim e achei um máximo. Adoro ler e todo mês separo parte da minha mesada [de R$ 30] para comprar algum livro ou revista. Já tenho em casa uma coleção de mais de 40 exemplares e quero ter ainda mais”, contou a estudante, de apenas 12 anos.

Assim como ela, o estudante João Paulo Soares está encantado com a Bienal. Pela segunda vez no evento, ele disse que, além de conhecer novos livros, teve a oportunidade de conversar com autores e participar de outras atrações.

“Eu estive aqui ontem [quinta] com a escola da minha mãe e hoje [sexta] eu voltei com a minha escola. Comprei livros, participei do cinema e conversei com alguns autores. Não dá vontade de ir embora. No fim de semana eu quero voltar com o meu pai para que ele também conheça e compre mais livros pra mim. Eu adoro ler, só esse ano eu já li quatro obras e quero ler ainda mais”, falou.

Para a professora de português que acompanha a turma, a Bienal do Livro permite que os visitantes tenham contato com várias linguagens diferentes.

“É um universo totalmente diferente do que eles estão acostumados. Muitos aqui nunca tiveram contato com um livro, e esse evento é importante porque, além de incentivar a leitura, traz a oportunidade deles entrarem em contato com diferentes linguagens, já que abre espaço para vários caminhos da cultura”, ressaltou Simone Marques.

O que curtir
Com o tema “Diversidade”, a 2ª Bienal do Livro de Volta Redonda reúne outras linguagens artísticas, como música, cinema e dança. Segundo Márcia Fernandes, uma das organizadoras do evento, a programação conta com quatro exposições, exibição de 45 documentários e curtas, 13 lançamentos de livros, além da participação de 65 autores.

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“Quem conhece a Bienal tem a oportunidade de vivenciar desde lançamentos de livros a palestras, passando por exibições de curtas-metragens e contação de histórias. Trouxemos para essa edição, mesas redondas, debates dos mais variados temas e 22 estandes com venda de livros. O público aqui não fica parado. Tem atividade o tempo todo e para todas as idades. É um verdadeiro passeio pelo mundo da diversidade cultural”, afirma.

Um dos autores convidados é o escritor carioca Bruno Black. Acompanhado do grupo que compõe a equipe da Festa Literária da Zona Oeste (Flivo) do Rio de Janeiro, ele conta que participar da Bienal é um presente.

“É a primeira vez que eu conheço o evento e fiquei encantado. Escrevo para o público adulto-juvenil e notei que os jovens daqui tem muito o interessse pela leitura. Isso é muito bacana porque vivemos em uma sociedade onde a maioria dos jovens está conectado ao mundo virtual e não tem muito hábito de parar para ler algum livro, e aqui eu to percebendo que há esse interesse. Espero voltar na próxima edição e continuar divulgado o prazer que é a leitura”, acrescentou.

A 2ª Bienal do Livro de Volta Redonda está aberta de 9h às 22h, com entrada gratuita e classificação livre. O evento é realizado no Condomínio Cultural, na Rua Sargento Paulo Moreira, nº 248, no bairro Volta Grande III.

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A mágica dos sebos

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Susana Reis, no Literatortura

Minha estante está cheia. Cada dia aperto mais meus livros para se encaixarem direitinho dentro dela. Mas meu tempo para ler essas aquisições está cada vez mais curto. Para se ter uma ideia, comprei cinco livros na Bienal internacional do livro em São Paulo, a uns dois meses atrás, e comecei a ler o primeiro essa semana. E como se não bastasse, toda vez que eu passo em um sebo de livros, sou obrigada a entrar e consequentemente comprar… O resultado são mais livros para ler.

Poucas coisas na vida são melhores como resgatar um livro de um sebo. Talvez apenas lê-lo. É tão bom entrar em uma lojinha cheia de livros abandonados, esquecidos e empoeirados e começar a espirrar. Esses livros, em sua maioria com páginas amarelas, cheiro forte e com a capa caindo, são tão baratinhos em comparação com o que achamos nas livrarias que valem a pena. Aonde eu acharia “O grande Gatsby” em perfeito estado por três reais? Apenas em um sebo.

Dentro de um sebo podemos encontrar relíquias e livros que nunca pensamos que existia. Por exemplo, outro dia achei “Filadélfia”, o livro que foi inspirado no filme de mesmo nome protagonizado por Tom Hanks, por seis reais. Como não levar? Também achei “O Perfume”, de Patrick Süskind, por dez reais. São valores pequenos para livros que com certeza iremos ler. Alias, é um ótimo lugar para arriscar. Já comprei livros desconhecidos, estranhos e, confesso, pela capa. Além de dicionário de inglês!

Sebos também são bons locais para você se despedir de alguns livros e fazer trocas. Afinal todo mundo tem um momento de desespero, em que necessita de dinheiro. Ou melhor, se estiver sem dinheiro para comprar um novo livro, é só pensar naquele seu que você não gosta e trocar no sebo por outro. E quase uma utilidade pública.

Entrar em um sebo é mágico. Quando entro em um, o tempo para. Fico ouvindo a música de fundo (normalmente MPB, samba ou Roberto Carlos) enquanto procuro novidades, sinto o clima do lugar e namoro os livros. Quando não saio da loja com um livro na mão, a sensação é de tristeza. Quando o escolhido aparece, me sinto realizada.

Polícia prende quadrilha suspeita de furtar 45 celulares na Bienal do Livro

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Celulares e notebook apreendidos com quadrilha de peruanos que furtava celulares em grandes feiras e eventos, em São Paulo (foto: Avener Prado/Folhapress)

Celulares e notebook apreendidos com quadrilha de peruanos que furtava celulares em grandes feiras e eventos, em São Paulo (foto: Avener Prado/Folhapress)

Martha Alves, na Folha de S.Paulo

Quatro peruanos foram presos na noite de segunda-feira (1) suspeitos de pertencer a uma quadrilha que furtava celulares em grandes feiras e eventos, em São Paulo. A polícia chegou ao grupo após investigações.

Os policiais prenderam os dois homens e duas mulheres -uma delas grávida de três meses- após o furto de celulares de visitantes da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Anhembi, em Santana, zona norte de São Paulo, na segunda.

Segundo o delegado Walter Ferraz, do Garra (Grupo de Repressão ao Roubos e Assaltos), o grupo costumava frequentar feiras com fluxo grande de pessoas para efetuar os furtos. Os ladrões se aproximavam da vítima, furtavam o aparelho e entregavam a outro integrante da quadrilha que guardava.

” Eles conseguiram furtar em um dia 45 celulares”, disse o delegado.

No imóvel onde a quadrilha foi presa, na região da Ponte Rasa, zona leste de São Paulo, foram recuperados os 45 aparelhos furtados na Bienal. Também foram apreendidos mais de 400 capas de celulares, óculos de sol, tablets, notebooks e câmeras furtados em outras feiras e que já tinham sido vendidos a receptadores.

O delegado disse que um dos presos confessou que as capas eram de celulares furtados que tinham sido vendidos a receptadores no bairro de Santa Ifigênia, região central de São Paulo, onde são vendidos eletroeletrônicos.

“Os celulares bloqueados eles desmontavam e vendiam as peças”, falou o delegado.

Com a prisão dos membros da quadrilha, a polícia passa também a investigar quem são os receptadores dos celulares furtados.

VÍTIMA

A advogada Karina Rachid, 27, foi uma das vítimas da quadrilha que procurou a polícia. Ela disse que foi pegar o celular na bolsa para verificar se tinha alguma mensagem quando percebeu que havia sido furtada.

Karina procurou um segurança da feira e ele disse que o celular de outras 15 mulheres também havia sumido da bolsa. Ela foi a delegacia de turismo dentro da bienal e descobriu que mais pessoas tinham sido furtadas.

“A Bienal estava lotada porque era o último dia e não estava em alerta como quando estou na rua. Não percebi o furto, eles têm muita destreza, são muito rápidos”, explicou.

Apesar de pequenos danos no celular, a advogada estava feliz por ter conseguido recuperar o aparelho que havia comprado em junho.

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