Posts tagged Bienal do Livro

Cristo Redentor é mote de romance da escritora Lucinda Riley

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Irlandesa lança novo romance neste sábado na Bienal do Livro

Maria Fernandes Rodrigues, no Estadão

A irlandesa Lucinda Riley, que viajou muito com o pai quando era criança, ouviu dele que ela deveria conhecer o Brasil. Guardou o conselho, fantasiou acerca da terra distante e acalentou o sonho, mas nunca fez nada de concreto para tirar a viagem da lista de coisas a fazer antes de morrer. Foi a literatura, profissão escolhida aos 20 e poucos, que a trouxe para cá – caminho que sua personagem Maia, protagonista de As Sete Irmãs, faria no romance lançado com pompa no Copacabana Palace, na semana passada, e que será apresentado neste sábado aos leitores na Bienal do Livro de São Paulo.

Já editada em diversos países e trilhando uma bem-sucedida carreira, ela se frustrava porque nenhuma editora brasileira se interessava por seus romances femininos. Um dia, sem mais nem menos, uma amiga sensitiva ligou para ela e disse: “Sabia que você vai para o Brasil?”. Ela ainda não tinha recebido o e-mail de sua agente dizendo que a Novo Conceito estava interessada em publicá-la – a mensagem só chegaria na manhã seguinte. Nesta semana, de volta ao Brasil pela terceira vez, ela foi a Abadiânia conhecer o homem que soprou no ouvido da amiga que seu sonho estava prestes a se realizar: o médium João de Deus.

O enredo de As Sete Irmãs surgiu em 2012, quando ela veio divulgar, também na Bienal do Livro, A Casa das Orquídeas. Terminados os compromissos na cidade, ela partiu para o Rio, para o tão aguardado encontro com o Cristo Redentor. Decidiu, naquele momento, que incluiria a história do País em seu próximo trabalho, e em março do ano seguinte estava instalada num apartamento em Ipanema. De um lado, a praia; do outro a estátua cuja construção seria o pano de fundo da história que ela começava a escrever ali.

Lucinda. Ideia do livro surgiu em sua 1ª viagem ao País

Lucinda. Ideia do livro surgiu em sua 1ª viagem ao País

O livro tem início com a morte de um homem que criou suas filhas numa idílica casa num lago austríaco – isolada, protegida do mundo exterior e acessível apenas por barco. Todas as meninas foram trazidas de um lugar diferente do mundo. No testamento deixado a Maia, estão as pistas de sua origem e ela, uma tradutora de livros (do português, inclusive), sem saber o que fazer naquela casa e para fugir de um amor prestes a reaparecer, ela decide iniciar a busca por sua identidade. No Rio.

Poderia ter sido apenas uma estratégia de marketing, ou então uma tentativa de retribuir o carinho com o qual foi recebida por suas fãs. “Ir à Bienal foi provavelmente a mais incrível experiência da minha carreira literária. Havia 300, 400 pessoas gritando. Foi emocionante. Meu momento Madonna”, contou, na véspera de sua viagem a Abadiânia. Mas ela garantiu que não foi jogada e disse que existe uma ligação mais forte, talvez espiritual com o País. E que, assim como Maia, está tentando descobrir algo de si. O que já encontrou? “Meu coração”, disse. “Viajo o mundo todo, vejo muitos lugares, mas normalmente não sinto o que o Brasil despertou em mim. Como alguém pode explicar isso? Meu nome é Lucinda, tão português. Somos ingleses, por que meus pais me deram esse nome? Quem sabe eu não estive aqui há 200 anos”, questiona.

E vai além: “Acredito em outras vidas, e não acho que sou eu quem escreve essas histórias. Falo as histórias para um gravador. Nunca volto, nunca sei para onde estou indo. No final, tenho cerca de 190 mil palavras e realmente acho que elas foram ditas a mim”. Ela disse que fazer essa viagem para conhecer o médium é como ir para casa. “Talvez seja sobre isso essa história toda. Não sei qual é a conexão, mas o processo desse livro mudou a minha vida.”

Enquanto esteve no Rio para a pesquisa, a escritora conheceu a cineasta Bel Noronha, bisneta de Heitor da Silva Costa, idealizador da estátua do Cristo. As duas viraram melhores amigas e Lucinda teve acesso a diários, cartas, fotos. Uma historiadora a ajudou a imaginar o Rio naquele início dos anos 1920. “Quis escrever uma história que nunca foi escrita. Até os brasileiros acham que o Cristo foi um presente da França ao País”, comentou. Mas As Sete Irmãs, o primeiro de uma série que a irlandesa que divide seu tempo entre a literatura, os quatro filhos, uma casa na Inglaterra e outra na França pretende escrever, é um romance – recheado, sim, de fatos históricos. O enredo acompanha a família de Maia por décadas e incluiu até o envolvimento de um dos membros com drogas.

Para Riley, o processo de idealização e criação de um livro – já são seis – é como numa gravidez: dura nove meses. “Qualquer que seja a história, escrevo do fundo do meu coração. Nunca sei se alguém vai gostar. Só tenho que escrever.”

Depois de sua ida à Bienal, ela volta ao Rio para tentar fazer um passeio pelo interior da estátua. Está mais tranquila, já que recuperou a mala que não embarcou no mesmo voo que ela – e onde estava um vestido comprado para a festa do Copacabana Palace com o adiantamento recebido de um país do leste europeu – e por ter conhecido João de Deus. “É simplesmente uma força da bondade. Céticos… Venham e vejam por vocês mesmos.”

AS SETE IRMÃS
Autora: Lucinda Riley
Trad.: Elaine Albino Oliveira Editora: Novo Conceito 560 págs., R$ 39,90; R$ 27,90 o e-book)
Lançamento: Sábado (23), às 15 h, na Bienal (Rua D, 600).

Trecho da biografia de Taylor Swift fala sobre caso com Gyllenhaal; leia

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Cantora pop e atriz de 24 anos ganha sua ‘história completa’.
Livro do jornalista Chas Newkey-Burden será lançado na Bienal de SP.

Publicado no G1

Capa da biografia de Taylor Swift (Foto: Divulgação)

Capa da biografia de Taylor Swift (Foto: Divulgação)

“Ela é deslumbrante de um jeito óbvio, uma bela loira de pernas longas que ainda assim costuma brincar com o papel de esquisitinha e desajeitada”, descreve o jornalista Chas Newkey-Burden, na introdução de seu livro “Taylor Swift: A história completa”. A biografia da cantora e atriz de 24 anos será lançada durante a 23ª Bienal de São Paulo.

Newkey-Burden, autor de biografias de Amy Winehouse, Justin Bieber, Adele e Michael Jackson, narra a infância e o início da carreira de Taylor Swift – sua relação com os pais e os primeiros passos no mundo da música como cantora em igrejas. A narrativa passa pela adolescência, a consolidação como cantora pop, aos 17 anos, até o sucesso do seu quarto álbum, “RED”, de 2013.

O jornalista também aborda algumas polêmicas que envolvem Swift, como os conturbados namoros com John Mayer, Harry Styles e Jake Gyllenhaal, e o episódio com Kanye West durante o MTV VMA, quando o rapper subiu no palco e interrompeu o seu discurso de agradecimento pelo prêmio de Melhor Vídeo Feminino.

Leia, a seguir, vários trechos de capítulos diferentes do livro “Taylor Swift: A história completa”:

“Não era para Taylor Swift ter se transformado em cantora e compositora; era para ela ter sido corretora de ações. Seus pais até mesmo escolheram seu nome de batismo já tendo em vista a carreira nos negócios. A mãe, Andrea, quis um nome neutro para sua filha, que servisse tanto para um menino quanto para uma menina, justamente para que, quando crescesse e fosse procurar emprego na área de finanças, predominantemente masculina, ninguém soubesse de antemão se ela era homem ou mulher. Embora fosse um plano nascido do puro amor maternal, não viria a se tornar realidade.”

“Taylor então percebeu que não era tão “legal” quanto as outras crianças por causa da sua individualidade. Sofrendo a pressão dessas provocações e já antecipando a possibilidade de ser deixada de lado, ela resolveu ir contra sua natureza individualista e começou a tentar se misturar mais com os colegas. Foi nesse momento, entretanto, que aprendeu uma lição valiosa. Descobriu que quanto mais ela tentava parecer bacana aos olhos do pessoal da escola, menos eles a respeitavam. “Foi então que eu vi que tentar ser como todo mundo simplesmente não dá certo”, conclui. Houve um dia particularmente desagradável em que sugeriu a um grupo de conhecidas que se encontrassem no shopping mais próximo. Parecia um programa divertido. Ela ficou bem desapontada, no entanto, quando todas recusaram, alegando ter outros planos. Decidiu ir assim mesmo com a mãe. Chegando lá, elas então descobriram que o grupo de meninas estava no tal shopping. “Me lembro disso como se fosse ontem”, disse Andrea à revista Elle Girl. “Taylor e eu entramos em uma loja e lá estavam as seis menininhas que tinham dito a ela que estariam ‘muito ocupadas’.”

Taylor ficou abismada e muito magoada naquele dia. Andrea rapidamente a pôs no carro e foi para outro shopping bem longe dali para fazer suas compras. Quando se recorda daquele dia tão triste, Taylor diz que a lembrança “é daquelas bem dolorosas, das quais a gente nunca se recupera totalmente”. Ela é bastante grata à atitude que Andrea tomou naquele dia. Ao ir para outro shopping e se divertir por lá, elas deram uma boa resposta às meninas que a tinham ignorado. O shopping King of Prussia ficava a uma hora e meia de carro dali, mas a viagem valeu muito a pena.”

“Ainda que ‘White Horse’ estivesse programada para aparecer no terceiro álbum, ela foi incluída em Fearless depois que os produtores do sucesso televisivo Grey’s Anatomy ligaram para Taylor e perguntaram se poderiam incluir a faixa no episódio de abertura da quinta temporada. Receberam um ‘É claro que sim!’ da cantora, já que Grey’s Anatomy é seu programa de televisão preferido. Foi fácil dizer “sim”, mas também foi um momento muito emocionante, como ela disse depois. ‘Você deveria ter visto as lágrimas escorrendo pelo meu rosto quando eu recebi aquela ligação dizendo que eles queriam usar minha música’, ela diz.
‘Eu não poderia ter ficado mais empolgada. Esse é o sonho de uma vida inteira, ver minha música tocando em ‘Grey’s Anatomy’. Meu amor por essa série nunca diminuiu. É o meu relacionamento mais duradouro até hoje’. Ela mal podia acreditar em sua sorte.”

“Além de suas atividades como ator, Gyllenhaal também é muito badalado tanto por sua beleza quanto pela vida amorosa. Namorou as atrizes Kirsten Dunst e Reese Witherspoon. Foi escolhido pela revista People como uma das “50 pessoas mais bonitas” em 2006 e eleito pela mesma publicação como um dos “solteiros mais cobiçados” naquele mesmo ano. Também já esteve em diversas listas de “mais desejados” do mundo gay. Ele tinha terminado seu romance com Witherspoon dez meses antes de conhecer Taylor. Quando ela o encontrou pela primeira vez nos bastidores do SNL, já estava bem familiarizada com a história do rapaz. Uma fonte muito cautelosa da revista People disse que os dois “tomaram muito cuidado para não serem vistos muito juntos enquanto passeavam pelos bastidores”. A mesma fonte concluía: “Era difícil dizer se estavam gostando um do outro”. Há uma diferença de idade considerável entre eles, já que Gyllenhaal é nove anos mais velho que a cantora.”

“Muitos jornalistas, em especial do sexo masculino, já descreveram Taylor como uma mulher que jamais será feliz. Afinal, ela reclama dos homens com tanta facilidade que, alegam esses críticos, nunca haverá um pretendente que obedeça aos exigentes critérios que ela estabeleceu. Em vez disso, especulam, ela está destinada a ter uma vida de relacionamentos apenas temporários, todos fadados a terminar rápido e se transformar em música. É um veredito um pouco pesado, mas ela própria não discordaria totalmente dele, como podemos ver em “The Way I Loved You”. Nessa faixa, ela reclama de como, mesmo em um encontro com um cara legal, ela deseja secretamente estar com um bad boy. O rapaz na frente dela é bem mais sensato, o que de imediato causa inveja em suas amigas, mas ela se vê almejando todo o drama e a volatilidade de um relacionamento com um homem menos perfeito.”

Razões para amar a Bienal do Livro

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O calendário nacional está cheio de novos eventos literários, mas o mais tradicional deles ainda é o mais apaixonante

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Danilo Venticinque, na Época

Não contem com o fim da Bienal. Desde a criação da Festa Literária Internacional de Paraty, em 2003, e o surgimento de inúmeros eventos semelhantes em várias cidades, há quem questione o futuro da Bienal do Livro de São Paulo. Alguns dizem que o modelo está esgotado. Ao contrário da Flip e de festas semelhantes, a Bienal está longe de ser um evento glamouroso. Grandes estrelas da literatura internacional costumam preferir o charme de cidades históricas a enfrentar os tumultuados corredores do Pavilhão de Exposições do Anhembi. Debates entre grandes pensadores dão lugar a encontros com autores best-sellers. Em vez de intelectuais na plateia, há multidões de crianças e adolescentes. Apesar disso tudo – ou exatamente por isso –, a Bienal sempre foi meu evento literário favorito.

Não estou sozinho. Pela estimativa dos organizadores, mais de 700 mil pessoas devem participar da próxima edição, entre os dias 22 e 31 de agosto. Na programação, há atrações para todo tipo de leitor: do best-seller galês Ken Follett, autor do monumental romance histórico Os pilares da Terra, à americana Cassandra Clare, estrela da literatura juvenil. Os autores nacionais também marcarão presença. Ruy Castro falará sobre autoficção. Patrícia Melo e Cristóvão Tezza discutirão o papel do escritor brasileiro. Pedro Bandeira, um dos autores mais queridos do público infantojuvenil, estará lá para lançar seu novo livro. Na ala jovem, Eduardo Spohr, Affonso Solano, Carolina Munhóz e Raphael Draccon representarão a fantasia. O suspense ficará por conta de Raphael Montes. Bruna Vieira e Paula Pimenta devem empolgar adolescentes numa mesa apropriadamente intitulada “papo de garotas”.

Se você já foi a qualquer edição da Bienal, sabe o que esperar: filas de leitores esperando para conversar com seus ídolos, leitores amontoados nos estandes à procura de bons descontos e jovens carregando sacolas cheias de livros. Para quem acredita no futuro da leitura no país, não dá para não sorrir diante dessas cenas. Também é difícil não comparar o Anhembi com as ruas de Paraty durante a Flip, em que era impossível caminhar sem tropeçar num autor nacional ou internacional – mas podia-se passar o dia inteiro sem ver alguém com uma sacola de livros recém-comprados. A Flip é uma festa de autores. A Bienal, uma festa do leitor. Ambas têm importância. O mercado cultural brasileiro perderia muito sem uma delas.

Por mais charmosos que sejam os novos eventos literários, nenhum é tão bem-sucedido quanto a Bienal no desafio de atrair o público jovem. Desde a primeira edição, em 1970, várias gerações de leitores descobriram a leitura graças a ela. Não há leitor na cidade que não se lembre de sua primeira Bienal. Eu, pelo menos, não me esqueço da minha. Foi em 1994, na última edição da feira no Ibirapuera. Lembro de ter me perdido várias vezes pelos corredores, em busca de gibis da Turma da Mônica. Voltei à Bienal em 1996, no Expo Center Norte, com metas um pouco mais ambiciosas. Perambulei um bocado até encontrar o estande da Ediouro, que vendia com desconto obras de Júlio Verne e aventuras de Sherlock Holmes. Também comprei uma Ilíada, incompreensível para os meus 11 anos de idade, que só li um bom tempo depois. Novato de Bienal, não levei nenhuma sacola. Tive de carregar minhas compras debaixo do braço. Mesmo assim, passeei pelos corredores por horas. Só fui embora porque meu pai insistiu.

Neste ano, voltarei ao Anhembi como jornalista, para fazer algumas entrevistas e mediar um debate no Congresso Internacional do Livro Digital, nesta sexta-feira (22). Não deixarei de levar minha sacola e abastecer minha estante com novas compras, como fiz há 20 anos e espero fazer nas próximas edições. Algumas paixões são para sempre. A leitura é uma delas. A Bienal também.

Com atrações para todas as idades, Bienal do Livro de SP começa nesta sexta-feira

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Índice

Maria Fernanda Rodrigues, em O Estado de S. Paulo

A Bienal do Livro de São Paulo começa na próxima sexta-feira, com números superlativos: 1.500 horas de programação, 186 autores brasileiros e 22 estrangeiros, 400 atrações e 300 expositores. São esperados, até o dia 31, 700 mil visitantes. Devem participar 121 mil estudantes, e este ano os alunos de escolas estaduais não receberão vale livro. Já os 25 mil das escolas municipais de São Paulo que estão com visita agendada ganharão, da Prefeitura, vale de R$ 10.

A feira é orçada em R$ 34 milhões e foi autorizada a captar R$ 10 milhões – conseguiu, porém, R$ 4,8 milhões. O Sesc, parceiro da Câmara Brasileira do Livro e responsável pela programação cultural, está investindo cerca de R$ 2,2 milhões. E essa programação mais consistente, como não se via há tempos, é a aposta da organização para levar público. “Procuramos não ficar só na feira de livro. Queremos transformar a Bienal em um evento multicultural, com tudo dentro do mesmo ambiente para que o visitante não venha só comprar livro, já que ele pode fazer isso pela internet ou na livraria da esquina”, explica Karine Pansa, presidente da CBL.

Mas as editoras querem, sim, vender livros. E mesmo aquelas que não investem em estandes muito suntuosos, como foi o da editora da Igreja Universal, que construiu, já em 2012, um Templo de Salomão em pleno Anhembi, gastam bem. Estima-se que aqueles que escolhem fazer um estande básico acabam pagando cerca R$ 1.200 – só pelo chão e a montagem. Um estande médio tem cerca de 80 m².

Casas importantes como a Cosac Naify e a Summus decidiram não participar da Bienal em 2012 e mantiveram a decisão este ano. A surpresa ficou por conta da ausência do grupo Objetiva na planta da feira, e isso não tem a ver com a recente fusão com a Companhia das Letras, mas, sim, com a relação custo-benefício, explica o diretor Roberto Feith. Em 2012, ela ocupou um espaço de 250 m². “Nos últimos anos, a Bienal de São Paulo vinha tendo custos crescentes e resultados em vendas e divulgação institucional que deixavam a desejar. Nossa análise indicou que, para nós, seria mais eficaz alocar esses recursos em outros investimentos de marketing”, diz.

Feith comenta, ainda, a mudança de perfil das bienais de São Paulo e do Rio. “Elas estão atraindo um público novo, mais jovem e das classes C e B. Isso é muito bom, mas exige uma participação focada nestes segmentos. Estamos repensando nossa participação em futuras bienais nesta direção, reduzindo custos e planejando trazer autores internacionais que escrevem para estes segmentos mais amplos.”

Mariana Warth, da Pallas, diz que não compensa vir do Rio para São Paulo. Sua última vez na feira foi em 2010. “Compramos um estande de 80 m² que foi dividido por cinco editoras. Ficamos com 22 m² e tivemos um prejuízo de mais de R$ 20 mil”, conta. “Fora isso, é muito triste ter de competir com distribuidoras que fazem saldão a R$ 5 e R$ 10. Para as editoras independentes, o custo de participação é inviável.”

No total, a feira terá 46 expositores a menos do que na edição passada. “Tivemos uma diminuição da metragem vendida, mas foi dentro da expectativa. Passamos por uma crise recente, o mercado sente. Mas não nos preocupamos”, diz Karine Pansa.

Renata Farhat Borges, da Peirópolis, não acredita no modelo e não costuma ter o investimento compensado, como quase todos os expositores. “Ainda assim nós vamos porque completamos 20 anos, queremos mostrar a cara, lembrar ao público que o mercado é prodigioso na bibliodiversidade e que não existem apenas os livros das rodas das grandes redes de livrarias.”

Fernando Baracchini, publisher da Novo Conceito, é mais otimista. Em 2012, ele teve um estande de 150 m² e agora terá um de 276 m². “É na Bienal que nos encontramos pessoalmente com nosso público-alvo, que trocamos ideias, conhecemos seus anseios”, conta. Ele diz, ainda, que nos dois últimos anos a participação nas bienais daqui e do Rio começaram a valer a pena financeiramente.

Marcos Pereira, sócio da Sextante, também gosta da oportunidade. “É o nosso momento. Queremos festejar o livro, mesmo que o caixa dê negativo, e às vezes dá mesmo.” É de sua editora o maior best-seller internacional da feira: Ken Follett. Segundo Pereira, o escritor não está ganhando cachê e sua viagem está sendo paga pela organização.

Aliás, uma curiosidade desta edição: finalmente os escritores e mediadores – mas só os escolhidos pelo Sesc – estão sendo pagos. Aqueles incluídos na programação oficial a pedido de suas editoras terão de se contentar com os direitos autorais.

23ª BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE SÃO PAULO
Pavilhão de Exposições do Anhembi. Av. Olavo Fontoura, 1.209.
De 2ª a 6ª, das 9h às 22h. Sáb. e dom., das 10h às 22h (dia 31 até às 21h). R$ 12/R$ 14. De 22/8 a 31/8.

EM NÚMEROS

186 Autores brasileiros estão na programação oficial da Bienal – e 22 autores internacionais

700 mil pessoas são esperadas na Arena Anhembi durante os nove dias de evento, 50 mil a menos do que na lotada edição de 2012

8 espaços serão montados pela Câmara Brasileira do Livro e pelo Sesc para abrigar as mais de 400 atrações programadas

34 milhões de reais é o orçamento total da Bienal deste ano, R$ 10 milhões dos quais passíveis de captação de recursos. O montante é R$ 2 milhões maior do que em 2012

300 expositores, entre livrarias, editoras e distribuidoras e 750 selos, estarão por lá

Escritora erótica Sylvia Day estará na Bienal do livro de São Paulo

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Publicado no UOL

A autora de livros eróticos Sylvia Day chama a atenção da plateia com seu decote, durante papo na Bienal do Livro do Rio

A autora de livros eróticos Sylvia Day chama a atenção da plateia com seu decote, durante papo na Bienal do Livro do Rio

A escritora americana Sylvia Day confirmou nesta segunda (28) sua presença na 23ª Bienal de São Paulo, que acontece entre 22 e 31 de agosto, no Anhembi, zona norte de São Paulo.

No dia 30 de agosto, a partir de 15h, a  autora da série erótica “Crossfire” autografa seus principais lançamentos no estande da editora Universo dos Livros.

Com mais 500 mil livros vendidos no país, a escritora, que se dedica há uma década ao gênero erótico, ficou famosa após o sucesso da série “Cinquenta Tons”, de E.L. James.

Entre seus títulos estão “Toda Sua”, “Profundamente Sua” e “Para Sempre Sua”.

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