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Seis livros para você derrotar os eruditos que odeiam o ‘Big Brother’

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Heloisa Noronha, na Veja

Desde a primeira edição, exibida pela Rede Globo em 2002, o Big Brother Brasil divide o público entre a paixão alucinada e o ódio total, com algumas gradações no meio do caminho. É comum, na semana de estreia, que os ânimos dos haters – aqueles que destilam seu ódio contra alguém ou alguma coisa nas redes sociais – fiquem mais exaltados. Um argumento comum é que os fãs do reality show são uma gente primitiva e sem cultura. Há quem queira salvá-los do inferno do BBB, sugerindo que ocupem o tempo com a leitura de um livro em vez de ficar em frente à TV. Mas quais livros? O site de VEJA preparou uma lista de obras que não apenas vão ajudar o fã a acompanhar as tramas do BBB com novos olhos, como ainda devem torná-lo mais bem lido do que 90% dos eruditos que odeiam o programa.

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‘1984’, de George Orwell

No livro visionário publicado em 1948 pelo escritor e jornalista inglês George Orwell, Big Brother (ou Grande Irmão, conforme a tradução) é o ditador que tudo vê na distópica Oceania. A sociedade é completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito de forma coletiva, mas cada pessoa vive sozinha. O Big Brother é representado pela figura de um homem (não se sabe se ele existe ou não) que vigia o povo através das chamadas teletelas. Assim como o apresentador Pedro Bial, ele instrui psicologicamente as pessoas em suas atitudes. Contudo, ele é um pouco mais assustador que o funcionário da Rede Globo.

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‘Álbum de Família’, de Nelson Rodrigues

Aos que acreditam que o programa tem muita baixaria, que tal um pouco de Nelson Rodrigues? A terceira peça do mestre da dramaturgia nacional foi escrita em 1945, mas liberada pela censura para montagem apenas em 1957. Nela, Nelson desmistifica a imagem aparentemente normal da instituição familiar. Perversões, amores proibidos e paixões incestuosas permeiam a história, que causou escândalo na época e cunhou a fama de maldito do escritor.

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‘Dom Casmurro’, de Machado de Assis

Fato: as tramas amorosas do reality show geralmente são rasas ou superficiais. Machado de Assis, quem sabe, adoraria isso. Teses acadêmicas, peças, filmes e outros livros já tentaram responder à pergunta crucial: afinal, Capitu traiu ou não Bentinho com Escobar, amigo de ambos? Questões sobre a incerteza da infidelidade dão o tom à obra mais conhecida do autor, publicada pela primeira vez em 1900. Difícil resistir às elucubrações, assim como as provocadas por um bom triângulo amoroso de reality show.

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‘Os Infortúnios da Virtude’, do Marquês de Sade

A libertinagem… essa safada típica de reality show. E também dos livros do aristocrata Marquês de Sade. Às vésperas da Revolução Francesa, em 1787, o libertino francês escreveu em duas semanas a obra inicial da saga das irmãs Justine e Juliette. A primeira, uma heroína (mais…)

Mariza e Adrilles calaram a boca de quem manda fã de “BBB” ler um livro

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Durante festa Luau do "BBB15", Mariza e Adrilles conversam enquanto amanda curte a pista (Foto: Paulo Belote/Divulgação/TV Globo)

Durante festa Luau do “BBB15”, Mariza e Adrilles conversam enquanto amanda curte a pista (Foto: Paulo Belote/Divulgação/TV Globo)

Mauricio Stycer, no UOL

A promessa de um “BBB” com “gente comum” ficou longe de se realizar plenamente, mas é preciso reconhecer que Mariza e Adrilles representaram uma novidade nesta edição.

Não enxergo os dois como tipos “comuns”. Ao contrário. Mariza e Adrilles chamaram a atenção justamente por serem figuras incomuns – não apenas em relação ao padrão normalmente presente no “BBB”, como também fora dele.

Inteligentes, observadores, engraçados, inconvenientes, chatos, Mariza e Adrilles foram crescendo ao longo do jogo e, contra todos os prognósticos, chegam nesta reta final com boas chances.

A edição deste domingo deixou isso bem claro. Cézar mal apareceu no programa. Fernando e Amanda ganharam imagens por causa do castigo que o produtor cultural recebeu. Já Mariza e Adrilles, como em outras edições, ocuparam boa parte da noite com conversas engraçadas e observações curiosas.

A professora de artes tem, ainda, uma característica que chama muito a atenção – suas expressões e caretas. Mariza fala com os olhos.

Já ouvi a dupla de “intelectuais” do “BBB” citando o pai da psicanálise, Sigmund Freud, o artista gráfico M.C. Escher, o poeta Fernando Pessoa, entre outros. Contra quem manda fã do reality show “ler um livro”, Adrilles e Mariza têm conversas inteligentes e provocadoras.

O paredão desta terça-feira vai opor a professora de artes contra Cézar. Se o critério para votar é o que fizeram nestes mais de dois meses, não teria dúvida em dizer quem merece continuar no “BBB”.

E se você fosse o escritor no Big Brother Brasil 15?

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Gustavo Magnani, no Literatortura

Uma das notícias que correu a terça-feira era a de que um escritor fará parte do BBB15.

Adrilles, escritor (pelo pouco que li sobre, ele escreve mais versos e não exclusivamente prosa. escreveu poemas pra uma modelo plus size, segundo algum site de fofocas – que, inclusive, mostrou prints duma conversa de whatsapp e, por ali, ficou um pouco claro que adrilles, ao menos ali, soa como um escritor motivacional ou algo do tipo [isso não é um juízo de valor, apenas uma observação]. Ele ainda não publicou nenhum livro – panorama que deverá mudar em pouco tempo. É leitor dum filósofo que faz sucesso na internet falando um monte de groselhas e deverá ser o “oráculo intelectual” da casa, como acontece sempre quando alguém tem uma profissão que, supostamente, lhe dá vantagem intelectual. Uma besteira de senso comum.

Não consegui nada escrito dele, a não ser essa foto:

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Mas, o artigo não foi pensado para falar de Adrilles, necessariamente. Se você fosse (se voccê é) um escritor, aceitaria o convite para o BBB?

De pontos positivos, temos a óbvia publicação.

Se jogasse o jogo direito, sairia por qualquer uma das grandes editoras.

Você teria visibilidade, seria notícia em basicamente qualquer jornal pelos próximos 12 meses, ao lançar seu livro.

Conseguiria várias entrevistas, matérias – desde sites especializados a revistas destinadas ao dia-a-dia de famosos.

Poderia, inclusive, escrever um livro sobre o ponto de vista de DENTRO do Big Brother, coisa que ninguém ainda fez no Brasil (ou no mundo, não sei)

Possivelmente, sua tiragem inicial passaria da casa dos 10 mil exemplares. Em termos de Brasil, algo ótimo. A média é 2~3 mil.

Isso tudo sendo um dos candidatos medianos, que não possuem tanto destaque.

Imagina sendo um dos queridinhos do público – ou da globo.

E aí vem o problema: saber jogar o jogo das aparências. Alguns escritores não têm saco pra isso. Você teria? A nova geração de escritores está acostumada com exposição, redes sociais e esse é um fator menos preocupante.

Ainda assim, são 24 horas do dia e não uma foto no instagram por dia.

O fator negativo, obviamente, é a exposição gigantesca e inimaginável.

Existe, também, o risco de você ficar marcado como “o escritor do BBB”, caso sua obra não seja de muita relevância.

Dito isso, fator que varia entre positivo e negativo: a qualidade da obra. Tudo vai depender do quão bom você (ou seu editor) é.

Se o indivíduo é um ótimo escritor e uma pessoa que consegue se relacionar e se expor bem, não vejo motivos para não participar.

Se o indivíduo é um péssimo escritor e uma pessoa que consegue se relacionar e se expor bem, vejo ainda mais motivos para participar – afinal, se ele escreve mal, é a melhor chance de fazer sucesso.

Agora, se ele é um escritor recluso etc etc, obviamente, não valeria a pena.

Pesando prós e contras e não apenas em termos de carreira, mas também de experiência pessoal – ao qual eu acho bastante interessante -, eu toparia. Pensaria bem, hesitaria – pra criar um conflito básico, como em qualquer boa história – mas, ao final, acabaria aceitando. E vocês?

p.s: entendo completamente quem diria não.

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