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Livro clássico que inspirou “BBB” ganhará adaptação nos palcos da Broadway

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Foto da montagem de Londres, de anos atrás || Créditos: Getty Images

Foto da montagem de Londres, de anos atrás || Créditos: Getty Images

 

Publicado no Glamurama

O livro que inspirou o reality-show mais popular da televisão brasileira vai ganhar uma adaptação para os palcos da Broadway. A obra em questão é “1984”, publicada pelo ensaísta político inglês George Orwell em 1949. Considerado um dos maiores clássicos da literatura mundial contemporânea, o livro trata de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde ninguém escapa à vigilância do “Big Brother”, uma personificação literária do poder.

Nesta semana, “1984” voltou a figurar na lista dos livros mais vendidos dos Estados Unidos após uma declaração feita por Kellyanne Conway, assessora especial do presidente Donald Trump, na qual ela usou o termo “fatos alternativos” para justificar a abordagem de certos assuntos pela Casa Branca – entre outras coisas, o republicano e sua equipe afirmam que a posse dele foi a que mais atraiu pessoas na história, ao contrário do que mostram as evidências fotográficas.

A adaptação do livro para a Broadway ficará a cargo da dupla Robert Icke e Duncan Macmillan, e será baseada em uma montagem que estreou anos atrás no West End de Londres. Em Nova York, a estreia deve acontecer em junho, a tempo de entrar no calendário da edição de 2018 do prêmio Tony, o Oscar do teatro americano. (Por Anderson Antunes)

Vendas de “1984” crescem quase 7.000% após escândalo de monitoramento nos EUA

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Publicado por Folha de S.Paulo

As vendas de “1984”, de George Orwell, aumentaram quase 7.000% em apenas um dia na Amazon, a maior varejista on-line de livros do mundo.

O aumento se segue à revelação, feita na última quinta (6) pelos jornais “The Guardian” e “Washington Post”, do gigantesco esquema de monitoramento de dados de telefone e internet realizado ilegalmente pelos serviços de inteligência dos Estados Unidos –tratado por analistas como uma versão real do Big Brother, o Grande Irmão que tudo vê do livro de Orwell.

Na seção “movers & shakers” do site, que dá a lista dos títulos que tiveram o maior aumento de vendas nas últimas 24 horas, o livro está em quarto lugar, com alta de 6.888%. A obra, cuja primeira edição foi publicada em 8 de junho de 1949, saltou da 12.859ª posição para a 184ª no ranking de mais vendidos do site.

Uma outra edição, de 2003, que reúne as duas obras mais famosas de Orwell (“1984” e “A Revolução dos Bichos”) também entrou para o ranking, na 11ª posição, com alta de 290% nas vendas.

Britânica posa para foto com exemplar de "1984", de George Orwell - Toby Melville/Reuters

Britânica posa para foto com exemplar de “1984”, de George Orwell – Toby Melville/Reuters

Em “1984”, Orwell (1903-1950) cria um futuro distópico em que a sociedade é permanentemente vigiada e controlada pela figura do Grande Irmão.

Na ficção, a vida de cada pessoa é filmada 24 horas por dia, para monitoramento de qualquer ação que possa significar risco ao governo totalitário.

No real e atual esquema para vigiar a vida alheia, o serviço de inteligência do governo americano tem acesso aos servidores das grandes empresas de tecnologia, como Google e Facebook.

Ele está lendo os e-mails?

Barack Obama está lendo seus e-mails? Na dúvida, o site "Obama Is Checking Your Email" (Obama está vendo seu e-mail) reuniu imagens do mandatário americano "comendo tela" dos outros

Barack Obama está lendo seus e-mails? Na dúvida, o site “Obama Is Checking Your Email” (Obama está vendo seu e-mail) reuniu imagens do mandatário americano “comendo tela” dos outros

Há seis anos, agências de segurança e espionagem dos EUA vasculham mensagens eletrônicas, conversas na rede, arquivos, videoconferências, conexões a computadores de civis –incluindo estrangeiros que não moram no país– além de rastrearem as ligações telefônicas internas.

O esquema foi revelado no último dia 6, em reportagens publicadas nos jornais “Washington Post” e “Guardian”. Após a revelação, o presidente americano, Barack Obama, admitiu e defendeu o monitoramento de dados e telefonemas. A justificativa é o combate ao terrorismo.

Livro eletrônico poderá avisar professor quando o aluno não estuda

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Nova tecnologia está em testes nos Estados Unidos e funciona como um Big Brother didático

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Publicado por Estadão

SAN ANTONIO, EUA – Nos velhos tempos, os professores podiam perceber se os seus discípulos assimilavam as lições apenas observando as suas expressões faciais.

Hoje em dia, essa missão ficou mais difícil. Algumas salas de aula são muito amplas ou então as classes são totalmente virtuais, em cursos de ensino a distância.

Para resolver o problema dos novos tempos professores da escola de negócios da Texas A&M criaram um livro eletrônico capaz de descobrir se os estudantes estão mesmo lendo as lições de casa.

“É uma espécie de Big Brother, mas com boas intenções”, diz Tracy Hurley, diretor da escola. O livro percebe quando os estudantes pulam páginas, deixam de ler ou sublinhar trechos importantes ou mesmo quando simplesmente deixam de abrir o livro.

Junto com colegas de outras oito universidades, o diretor Hurley está testando a tecnologia de uma nova empresa do Vale do Silício, o que lhes permite acompanhar o progresso de seus alunos com livros digitais.

As grandes editoras de ensino superior publicam material didático digital para milhões de estudantes. Mas muitos professores não sabem se os alunos estão mesmo estudando ou usando a popular técnica do ‘copy paste’ (copiar e colar na internet).

Os livros eletrônicos já captam informações dos seus leitores, e alguns deles até permitem saber quantas pessoas sublinharam o mesmo trecho que o leitor decide marcar no seu livro.

“A Amazon tem as minhas impressões digitais”, diz Carol Johnson, de 51 anos, que trabalha no setor de tecnologia. “Ela sabe mais sobre mim do que a minha mãe”, brinca.

O novo sistema criado pela Texas A&M ainda tem alguns problemas potenciais. Alguns alunos conseguiram distorcer as funções de sublinhar e fazer anotações, melhorando sua pontuação.

Após dois meses de utilização do sistema, a empresa chegou a algumas conclusões. Uma delas é a de que talvez os livros didáticos não sejam tão bons a ponto de conquistar os alunos, e este problema não há tecnologia capaz de resolver.

Uma espiada nos livros do ‘Big Brother Brasil 13’

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Fani encara o “Grande mentecapto”, de Fernando Sabino Terceiro / Reprodução/TV Globo

Fani encara o “Grande mentecapto”, de Fernando Sabino Terceiro / Reprodução/TV Globo

Entre a autoajuda e a religião, leitura funciona como indicador dos perfis dos participantes reality

Leonardo Cazes, em O Globo

RIO – Se alguém o convidasse para passar até três meses confinado numa casa e fosse possível levar apenas um livro, qual você escolheria? “Ulisses”, de James Joyce, com suas 912 páginas? Ou algum dos tijolaços da série “Crônicas de Gelo e Fogo” (Leya), de R.R. Martin, em que é baseada a série de TV “Game of Thrones”?

Os participantes do “Big Brother Brasil” precisam responder a esta (angustiante) questão, já que a produção só permite que eles levem um livro para o confinamento. E, normalmente, as escolhidas são publicações de autoajuda, com mensagens motivacionais e estratégias para vencer no jogo, ou então religiosos.

Nesta edição, a veterana Fani foi flagrada cochilando com um exemplar de “As 48 leis do poder” (Rocco), de Robert Greene, nas mãos. A obra conta como mestres no jogo do poder se deram bem, seja no Japão feudal ou na Chicago de Al Capone. Pela aplicação da aluna, ainda não dá para saber se as lições serão úteis para mantê-la na casa por mais tempo. Fani também deu uma olhada em “O grande mentecapto”, de Fernando Sabino, levado pelo nerd da casa, Ivan.

Eliéser, outro veterano, optou por apelar para as forças divinas e está lendo “Amor acima de tudo” (Thomas Nelson Brasil), de Max Lucado. O livro fala sobre o amor de Deus pelos homens na Terra e como é possível amar uns aos outros do mesmo modo como Ele nos ama. Uma leitura um tanto controversa para um programa em que apenas um será o vencedor. Seria uma estratégia de sobrevivência do paranaense aparecer como bom cristão?

No entanto, nenhum livro causou tanta surpresa como o escolhido pela eliminada Aline. A moça levou consigo “O pequeno príncipe”, clássico de Antoine de Saint-Exupéry, publicado originalmente em 1943 e que atravessa gerações. Não se sabe ao certo quais pílulas de sabedoria a moça buscava, mas, pelo visto, não deu certo. Curiosa foi a declaração de seu noivo Jeferson, ao ser indagado sobre o livro: “Ela gosta de ler revista de fofoca de celebridade. Eu nunca a vi lendo um livro”. Ficamos combinados.

Outro eliminado, Dhomini, preferiu um livro de não-ficção, “Harpas Eternas — Volume I” (Pensamento/Cultrix), de Josefa R.L. Alvarez, que conta a história de Jesus Cristo desde o seu nascimento até os 12 anos, baseada em uma pesquisa histórica em vários países do Oriente Médio. Ao menos é o que garante a autora.

No “Big Brother Brasil” também há espaço para leituras “cabeça”. O artista plástico Aslan saiu na frente na disputa pelo papel de intelectual da casa ao encarar “Insurgências poéticas — Arte ativista e ação coletiva” (Annablume Editora), de André Mesquita. A obra é uma dissertação de mestrado apresentada pelo autor na Universidade de São Paulo (USP), em 2008, e que levanta os pontos de contato entre movimentos sociais e práticas artísticas. Livro que deve demorar os três meses para ser digerido.

Vale lembrar que, no último “BBB”, o bicho do mato Fael era um leitor voraz. Na sua passagem pela casa, quatro livros passaram pelas suas mãos: “O poder da Cabala” (Imago), de Yehuda Berg, “Quem mexeu no meu queijo” (Record), de Spencer Johnson, “Conversando com os espíritos” (Sextante), de James van Praagh, e “Sobre homens e lagostas” (Objetiva), de Elizabeth Gilbert, até que a produção decidiu recolher todos os exemplares da casa, no 52º dia. Vencedora do programa na 11ª edição, Maria alavancou as vendas de “Deixe os homens aos seus pés” (Universo dos Livros), de Marie Forleo. Gostos literários à parte, as escolhas dos brothers servem de sinais dos seus perfis.

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