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Bill Gates elege suas leituras favoritas de 2016

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Felipe Gugelmin, no TecMundo

Um dos nomes responsáveis pelo sucesso da Microsoft, Bill Gates continua sendo uma figura pública influente mesmo não exercendo mais o cargo de CEO da empresa. Ciente disso, ele costuma postar em seu blog pessoal opiniões sobre o mundo da tecnologia, política e outros assuntos.

Gates também mantém a tradição de recomendar alguns livros que o inspiraram a ter novas ideias e descobrir novos assuntos. “Ler livros é minha maneira favorita de aprender sobre um novo tópico. Tendo lido uma média de um livro por semana desde que era criança. Mesmo quando meu calendário está fora de controle, eu dedico muito tempo à leitura”, afirmou ele em seu blog oficial.

Em 2016, Gates elegeu como suas melhores leituras livros que tratam de assuntos que vão da tecnologia do genoma até lideranças políticas. Confira a seleção feita pelo “pai” da Microsoft, notando que a maioria dos títulos infelizmente ainda não possui uma tradução oficial para o português.

String Theory – David Foster Wallace

“Esse livro não tem nada a ver com Física, mas seu título vai fazer você parecer muito esperto caso esteja lendo em um trem ou em um avião”, afirma Gates. A obra de Wallace reúne ensaios do romancista sobre tênis, esporte que ele usa como base para falar sobre suas experiências de vida e outros assuntos.

A Marca da Vitória – Phil Knight

A biografia do cofundador da Nike mostra como ele ajudou a estabelecer sua companhia como uma das principais referências esportivas do mundo. “Aqui Knight se abre de uma maneira que poucos CEOs querem fazer. Eu não acredito que Knight quer ensinar algo ao leitor. No lugar disso, ele faz algo melhor. Ele conta sua história da maneira mais honesta possível. É um conto incrível”.

O livro conta como a Nike se transformou em uma das marcas mais fortes do mundo
O Gene – Siddhartha Mukherjee

“Em seu livro mais recente, Mukherjee nos guia pelo passado, presente e futuro da ciência do genoma, com um foco especial nas grandes questões éticas que as mais recentes e maiores tecnologias da área provocam. Mukherjee escreveu esse livro para uma audiência leiga porque ele sabe que as novas tecnologias de genoma estão prestes a nos afetar de maneiras profundas”, explica Gates.
The Myth of the Strong Leader: Political Leadership in the Modern Age – Archie Brown

Os líderes que fazem a maior contribuição para a história e para a humanidade em geral não são aqueles percebidos como ‘fortes’

“Brown mostra que os líderes que fazem a maior contribuição para a história e para a humanidade em geral não são aqueles percebidos como ‘fortes’. Na verdade, eles tendem a ser aqueles que colaboram, delegam e negociam — e reconhecem que nenhuma pessoa tem ou deveria ter todas as respostas”.

Bill Gates cita como “menção honrosa” a obra “The Grid: The Fraying Wires Between Americans and Our Energy Future”, de Gretchen Bakke, que trata sobre o envelhecimento da infraestrutura elétrica dos Estados Unidos. “Mesmo que você nunca tenha pensado um momento sobre como a eletricidade atinge seu destino, acredito que esse livro vai convencê-lo a ver a grade elétrica como uma das maiores maravilhas de engenharia do mundo moderno”, explica.

10 recomendações de livros de quem já ganhou na vida

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Fonte: Shutterstock

Fonte: Shutterstock

Conheça os livros que pessoas de sucesso como Barack Obama, Steve Jobs e Bill Gates leram antes de chegar no sucesso

Publicado no Universia Brasil

Quer saber o que pensam bilionários, líderes globais e gente que mudou o jogo? Leia o que eles leem. Não importa quanto sucesso pessoas como Elon Musk, Steve Jobs ou Barack Obama conquistaram, eles adquiriram a experiência necessária para isso com o tempo. E eles concordam que os livros foram uma grande parte da sua jornada. Para a nossa sorte, eles compartilharam que livros foram esses.

A seguir, veja a lista de livros que influenciaram algumas grandes mentes da atualidade, e quem sabe, você seja influenciado por eles também:

A Revolta de Atlas – Ayn Rand
Recomendado por: Steve Jobs and Mark Cuban
Tópico: Política e negócios
Resumo em uma frase: “Resolva os problemas do mundo com soluções empreendedoras”

Competindo Contra o Tempo – George Stalk
Recomendado por: Tim Cook
Tópico: Negócios, economia e produtividade
Resumo em uma frase: “O tempo agora entra na lista de fatores cruciais para se manter competitivo no mercado junto com dinheiro, produtividade e qualidade”

Aventuras Empresariais – John Brooks
Recomendado por: Warren Buffet e Bill Gates
Tópico: Negócios e finanças
Resumo em uma frase: “Uma história clássica sobre a vida coorporativa e financeira dos EUA”

Influência – Robert Cialdini
Recomendado por: Charlie Munger e Guy Kawasaki
Tópico: Psicologia, persuasão e marketing
Resumo em uma frase: “Métodos bancados pela ciência para persuadir qualquer um que você quiser”

A Vida é o que Você Faz Dela – Peter Buffett
Recomendado por: Bill Clinton
Tópico: Vida, propósito, autobiografia
Resumo em uma frase: “Ao invés de escolher o caminho mais fácil, escolha o com maior satisfação”

A Conquista da Felicidade – Jonathan Haidt
Recomendado por: Tony Hsieh
Tópico: Felicidade, cultura, filosofia
Resumo em uma frase: “Dar e servir são o caminho para a felicidade”

Os Quatro Compromissos – Don Miguel Ruiz
Recomendado por: Oprah Winfrey e Jack Dorsey
Tópico: Espiritualidade, vida e felicidade
Resumo em uma frase: “Mantenha sempre a sua palavra, não leve nada para o pessoal, não presuma nada, sempre faça o seu melhor”

A Confiança em Si, a Natureza e Outros Ensaios – Ralph Waldo Emerson
Recomendado por: Barack Obama
Tópico: Individualismo, não-conformidade e independência
Resumo em uma frase: “Mantenha suas convicções, mesmo que a sociedade e as pessoas queiram que você acredite em outra coisa”

Benjamin Franklin – Uma Vida Americana – Walter Isaacson

Recomendado por: Elon Musk
Tópico: Autobiografia, empreendedorismo, Benjamin Franklin
Resumo em uma frase: “A ascensão de Benjamin Franklin do ponto baixo até o mais alto”

Os Vestígios do Dia – Kazuo Ishiguro

Recomendado por: Jeff Bezos
Tópico: História, segunda guerra mundial, vida e arrependimento
Resumo em uma frase: “O retrato de um perfeito cavalheiro britânico e da sua limitada Inglaterra pós-guerra”

Filha incentiva, e pai com doença rara ‘escreve’ livro com os olhos: ‘emoção’

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Antonio usa computador com equipamento que permite controlar programas com o movimento dos olhos (Foto: Milena Andrade/Arquivo pessoal)

Antonio usa computador com equipamento que permite controlar programas com o movimento dos olhos (Foto: Milena Andrade/Arquivo pessoal)

 

Baiano tem doença degenerativa que o fez perder a fala e os movimentos.
‘Tenho que buscar a melhor maneira possível de convivência’, diz baiano.

Alan Tiago Alves, no G1

“Foram, até então, 68 anos de muita saúde até ser surpreendido com o surgimento dessa doença rara. Por quê? Não há explicação. Surgiu em mim e tenho que aceitar esta realidade, buscar a melhor maneira possível de convivência”. As palavras são do baiano Antonio Ailton de Andrade e foram retiradas de um livro, “escrito” por ele com ajuda de uma tecnologia que utiliza o movimento dos olhos, em que descreve a descoberta da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença degenerativa que, entre outras consequências, afetou todos os seu movimentos e o fez perder a voz.

Antonio ao lado da filha caçula, Milena, que o incentivou a escrever livro com os olhos. (Foto: Milena Andrade/Arquivo pessoal)

Antonio ao lado da filha caçula, Milena, que o
incentivou a escrever livro com os olhos.
(Foto: Milena Andrade/Arquivo pessoal)

O incentivo para fazer a obra, intitulada “Eu & Ela”, sendo o pronome pessoal feminino em referência à sigla que identifica a doença, foi de uma das três filhas de Antônio, a professora Milena Andrade. O pai utiliza um computador com um dispositivo acoplado que permite controlar programas e “digitar” palavras — com mouse e teclados virtuais — apenas com a movimentação ocular, por meio da leitura da iris. A tecnologia é hoje o único meio que permite ao administrador aposentado se comunicar com familiares e amigos.

A doença enfrentada por Antônio é a mesma que motivou o “desafio do balde de gelo”, há dois anos, em que várias personalidades foram desafiadas a jogar um balde de água gelada sobre a cabeça ou fazer uma doação de US$ 100 à “ALS Association”, associação norte-americana que financia pesquisas para encontrar a cura da doença e também serviços para paciente. Caso a pessoa topasse participar da brincadeira, poderia desafiar outros a fazer o mesmo.

No livro de Antônio, que tem quase 80 páginas e ficou pronto em quatro meses, o baiano de Salvador, hoje com 70 anos, descreve como foi a evolução da doença, desde julho de 2013, por quais tratamentos teve de ser submetido e menciona os fatores que o ajudam a conviver com a ELA. Afirma que, além de registro para parentes e amigos, a publicação tem como objetivo compartilhar com outros portadores da doença sua experiência de luta para uma coexistência positiva com o problema. O livro, o segundo do autor, também reúne depoimentos de familiares e amigos. Uma das mensagens é da esposa, Regina, com quem é casado há 42 anos.

“Estou totalmente sem movimentos do meu corpo, mas continuo ativo com minha mente, audição, visão e coração. Isto permite continuar me comunicando com as pessoas, por meio da escrita presencialmente, e-mails, entrevistas e livros, utilizando os meus olhos. Esta realidade me dá a sensação de que continuo trabalhando”, afirmou Antônio, em mensagem ao G1 escrita com a ajuda do equipamento eletrônico.

Para codificar a mensagem, ele precisa olhar para a tela do computador e selecionar as letras que deseja para compor uma determinada palavra. As letras são selecionadas, uma por vez, com o piscar dos olhos ou, então, quando se olha fixamente por alguns segundos. Sobre a tecnologia, diz no livro que é de fuindamental importância para a convivência com a ELA.

Doença
“Desde que ele descobriu a doença, a gente sabia que ele iria perder os movimentos. Os primeiros sintomas surgiram em 2013, mas levou mais de um ano para a gente saber o que era. Primeiro, ele começou a perder a fala e todo mundo achava que fosse refluxo. Ele fez uma ressonância e descobriu um tumor. Fomos para São Paulo e retiramos. O médico disse que ele ficaria bom em 60 dias, mas só piorou. Em 2014, quando de fato descobrimos a ELA, o meu pai já estava bastante debilitado”, conta Milena, filha caçula de Antônio.

Logo após o diagnóstico da doença, quando ainda conseguia andar e mover as mãos — habilidades que perderia pouco tempo depois –, Antônio escreveu o primeiro livro: “O legado – uma história de vida e carreira”. O baiano nunca foi escritor, mas conforme Milena, tomou gosto pela escrita após ficar doente.

“No primeiro livro, ele falou sobre a vida, a carreira [de administrador] e só cita a doença no último capítulo. Esse livro foi só para os amigos; nao clocamos para vender. Antes de fazer o segundo [livro], quando ele já estava sem os movimentos e já não mais falava, eu comecei a pesquisar de que forma ele poderia se comunicar e descobri essa tecnologia que ele usa atualmente. Os médicos disseram que [o equipamento] era caro, por ser importado da Suíça, mas nos incentivaram a comprar, porque iria ajudá-lo. Como ele já estava ficando monótono, eu o incentivei a fazer o segundo livro, para falar sobre a doença”, destacou a filha, afirmando ter sido válida a aquisição do equipamento, em outubro de 2015, por cerca de R$ 35 mil. O segundo livro de Antonio será lançado no dia 20 de agosto no salão de festas do prédio onde mora, em Salvador.

Para aprender a usar a tecnologia, como conta a filha Milena, Antônio passou por cerca de oito meses de adaptação, tendo acompanhamento de uma terapeuta ocupacional. “Depois que aprendeu, não largou mais. Ele é inteligente e, quando pegou a prática, passou a usar [o equipamento] de forma bem rápida. Ele responde emails, se comunica com amigos, tem Facebook, Skype, Whatsapp. O aparelho, hoje, é a voz dele”, celebra a filha.

Antes da doença, Milena conta que o pai viajava bastante, por conta da profissão de administrador, cargo que exerceu por 40 anos, e gostava de visitar a fazenda da família no município de Cabaceiras do Paraguaçu, no Recôncavo Baiano. Hoje vive em casa, numa cama, e necessita de apoio de aparelhos para realizar necessidades básicas como respirar e comer.

“O que mais impressiona é a vontade que ele tem de viver. É muita emoção. Após a doença, ele não teve nenhuma depressão, nenhuma revolta. No segundo livro, fala que precisa ter ânimo, coragem, fé e vontade de viver. Diz que o fato de estar perto da família o fortalece. Tem uma fé tremenda. Meu pai é minha vida, meu alicerce. A doença dele me abalou completamente, não sou mais a mesma pessoa, mas mesmo na cama continua sendo aquele chefe de família sensacional. Através do computador, pergunta se estou triste, sempre se preocupa com a gente. A doença não foi capaz de tirar dele o poder de se comunicar. É o melhor pai do mundo”, diz Milena, sem conseguir esconder a emoção.

ELA
A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é mais comum em pessoas acima dos 50 anos de idade, como explica a terapeuta ocupacional Larissa Santos. No entanto, pode acometer pessoas jovens, como foi o caso do físico britânico Stephen Hawking, diagnosticado com a doença aos 21 anos de idade.

“É uma doença rara e degenerativa. Afeta os neurônios motores, e os pacientes perdem a mobilidade: deixam de falar, de andar e também deixam de se alimentar por conta própria, porque se perde a musculatura da boca e a musculatura da deglutição é afetada. Além disso, é preciso fazer uma traqueostomia para que o paciente consiga respirar e ele também vai necessitar de ventilação mecânica e vai se mantendo estável nessa condição”, afirma.

Conforme a especialista, ainda não há uma causa definida para a doença, que apesar de paralisar todos os movimentos do corpo, não afeta a cognição dos pacientes. “Na questão cognitiva, que está relacionada à preservação da mente, do pensamento, o paciente não tem nenhum problema. Ele percebe tudo que acontece ao seu redor, está ciente, só não consegue se comunicar. É como se fosse uma mente presa num corpo”, destaca a especialista.

Pesquisas estão em andamento, conforme Larissa, para tentar descobrir os motivos que levam as pessoas a desenvolver a ELA.

Campanha
Os executivos Mark Zuckerberg, criador do Facebook, e Bill Gates, fundador da Microsoft, além de artistas como Ivete Sangalo, Justin Bieber e Steven Spielberg, foram alguns dos que aderiram à ideia.

Nos EUA, a ALS Association – que representa pessoas com ELA e outros tipos de doenças motoras neurológicas – recebeu US$ 115 milhões (cerca de RS 390 milhões) em doações de agosto a setembro de 2014, quando o desafio estava no auge.

O desafio do balde de gelo arrecadou dinheiro suficiente para ajudar a financiar uma descoberta sobre a doença. Uma pesquisa publicada pela revista “Nature Genetics” identificou um gene relacionado à doença, o Nek1, que tem funções neuronais, incluindo a manutenção do citoesqueleto, além da regulação da membrana da mitocôndria, que fornece energia aos neurônios e ajuda na reparação do DNA.. A mudança no funcionamento do gene é apontada como uma das causas da ELA. A descoberta foi liderada pelos professores John Landers, da University of Massachusetts Medical School, e Jan Veldink, da University Medical Center Utrecht.

Conforme o artigo, as variações nesse gene com múltiplas funções nos neurônios estão presentes em 3% de todos os casos de ELA da América do Norte e da Europa, de acordo com o artigo. Ainda conforme a pesquisa, cerca de 10 % dos casos de ELA são herança familiar, o que significa que a causa é genética, e outros 90% são casos esporádicos, sem qualquer relação com o histórico da pessoa.

O hábito que ajudou Bill Gates, Warren Buffett e Oprah Winfrey alcançarem o sucesso

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Warren Buffett e Bill Gates (Foto: Getty Images)

Warren Buffett e Bill Gates (Foto: Getty Images)

 

Eles gastam uma quantidade fixa de horas semanais só para aprender – seja lendo ou fazendo novos experimentos

Publicado na Época

Eles são extremamente ocupados e trabalham muito. Mas nenhum deixa de lado uma prática: a de reservar algumas horas por semana para fazer algo aleatório com o objetivo de aprender. A conclusão é de Michael Simmons, cofundador da Empact, plataforma para empreendedores, que analisou histórias pessoais de grandes líderes e executivos como Elon Musk, Oprah Winfrey, Bill Gates, Warren Buffett e Mark Zuckerberg. “Percebi um padrão na rotina de todos eles: reservam uma hora por dia (ou cinco horas semanais), durante toda a carreira, para fazer atividades que podem ser classificadas como práticas de aprendizado”, diz Simmons em artigo publicado na Inc. É o que ele define como a “regra das cinco horas”. Simmons selecionou algumas dessas práticas – e as dividiu em três tópicos: leitura, reflexão e experimentos. Confira abaixo:

Leitura

Segundo um artigo publicado na Harvard Business Review, o fundador da Nike, Phil Knight, venera tanto a sua biblioteca particular que você precisa tirar os sapatos antes de adentrá-la e fazer uma saudação. Já Oprah Winfrey credita boa parte de seu sucesso a livros que leu. “Livros são meu passe para minha liberdade pessoal”. Ela compartilha o seu hábito abertamente, por meio de um clube de leitura. Eles não estão sozinhos. Veja os hábitos de outras personalidades:

– Warren Buffett gasta cerca de seis horas por dia lendo cinco jornais e 500 páginas de balanços de empresas

– Bill Gates lê 50 livros por ano

– Mark Zuckerberg lê, ao menos, um livro a cada duas semanas

– Elon Musk cresceu lendo dois livros por dia, segundo seu irmão

– Mark Cuban lê mais do que três horas por dia

– Arthur Blank, cofundador da Home Depot, lê duas horas por dia

– O bilionário e empreendedor David Rubenstein lê seis livros por semana

– Dan Gilbert, bilionário e dono do Cleveland Cavaliers, lê de uma a duas horas por dia

Refletir

O CEO do AOL, Tim Armstrong, faz sua equipe de diretores-sênior gastarem cerca de quatro horas por semana apenas refletindo. Jack Dorsey, do Twitter, é conhecido justamente por vaguear. Jeff Weiner, do LinkedIn, gasta duas horas de seu dia pensando.

Quando Reid Hoffman, empreendedor digital e cofundador do LinkedIn, tem alguma ideia, ele logo liga para um de seus pares para compartilhá-la: Peter Thiel (fundador do Pay Pal), Max Levchin ou Elon Musk. Quando Ray Dalio, fundador do maior hedge fund do mundo, comete um erro, ele rapidamente compartilha o fato em uma plataforma que é aberta a todos os funcionários de sua companhia. E, então, ele gasta tempo com sua equipe para encontrar onde está a falha que o levou ao erro.

Experimentar

Ao longo de sua vida, Benjamin Franklin reservou um tempo à parte para experimentar e planejar projetos com outras pessoas. É famosa também a prática do Google de permitir que seus funcionários participem de novos projetos durante 20% de sua carga horária. O Facebook tem a sua própria hackathon, uma maratona mensal para funcionários testarem novas ideias e criações – que às vezes não têm relação direta com o trabalho que desenvolvem.

O maior exemplo de experimentação, contudo, é provavelmenteThomas Edison. Mesmo sendo incontestavelmente um gênio, Edison aproximou-se de suas maiores criações com muita humildade. Ele identificava cada possível solução – e testava uma a uma. “Se Edison tinha que encontrar uma agulha em um monte de feno, ele não parava até conseguir. Ele começava imediatamente, com diligência quase que febril, a examinar palha a palha, até encontrar o objeto de sua pesquisa”, afirma Nikola Tesla, um de seus rivais.

Por que criar o hábito de aprender

Ao pontuar esses hábitos, Michael Simmons defende que as pessoas que estabelecem regras semanais para fazer algo que não envolve diretamente o trabalho delas obtêm vantagens. Um ponto a ser destacado, contudo, é que tais práticas não devem se confundir com “trabalho”. Muitos profissionais, segundo Simmons, buscam atividades que aumentam sua produtividade e eficiência – e que não os levarão a melhora em algum tipo de habilidade.

Bill Gates revela os melhores livros que leu em 2015

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Bill Gates revela os melhores livros que leu em 2015 (Foto: Divulgação/ Gates Notes)

Bill Gates revela os melhores livros que leu em 2015 (Foto: Divulgação/ Gates Notes)

 

Saiba o que o homem mais rico do mundo acha que você deveria ler o quanto antes

Publicado na Época Negócios

As tradicionais listas de leitura de Bill Gates já são uma marca do empresário. Ele sempre faz questão de destacar as obras de que mais gosta. Neste ano, não foi diferente. Mas quando o fundador da Microsoft e homem mais rico do mundo olhou para a lista de livros que leu em 2015, especificamente, diz ter notado um padrão. Muitos deles giram em torno do “como as coisas funcionam”.

“Alguns explicam algo sobre o mundo físico, como de que forma o aço e o vidro são usados, ou o que é preciso para se livrar de doenças mortais. Outros oferecem profundos insights sobre os seres humanos: os nossos pontos fortes e falhas, nossa capacidade de crescimento ao longo da vida, ou as coisas que valorizamos”, escreveu o bilionário em seu blog. “Eu não tinha estabelecido explorar esses temas intencionalmente, embora faça muito sentido, já que a principal razão pela qual eu leio é para aprender.”

Apesar de a maioria dos livros não ter edição em português, é possível conseguir o e-book em inglês. Confira a lista:

“The Road to Character”, de David Brooks (sem edição em português). O colunista do New York Times examina os valores contrastantes que motivam as pessoas. Ele argumenta que a sociedade americana cultiva “virtudes de currículo” (traços que levam ao sucesso externo), mas não as virtudes que levam à paz interna. “Embora a distinção entre os dois tipos de virtudes nem sempre seja claro, ‘The Road to Character’ me deu muito para pensar. É um olhar instigante sobre o que significa viver bem a vida”, diz Gates.

“Thing Explainer: Complicated Stuff in Simple Words”, de Randall Munroe (sem edição em português). O cartunista explica diversos assuntos, desde como smartphones funcionam até o que diz a Constituição dos EUA, usando apenas as mil palavras mais comuns da língua inglesa. “É um conceito brilhante, porque se você não consegue explicar algo de forma simples, você não entendeu. Munroe, que trabalhou com robótica na NASA, é a pessoa ideal para a tarefa. O livro está cheio de explicações úteis e desenhos de tudo, de uma máquina de lavar louça até uma usina de energia nuclear. É um guia maravilhoso para mentes curiosas.”

“Being Nixon: A Man Divided”, de Evan Thomas (sem edição em português). “O ex-presidente americano Richard Nixon é frequentemente retratado como um criminoso fomentador de guerras. Por isso, foi refrescante ver algo mais equilibrado em ‘Being Nixon’. Eu não diria que é um retrato simpático — de muitas maneiras, Nixon era uma pessoa profundamente antipática —, mas causa empatia”, escreve Bill Gates.

“Sustainable Materials With Both Eyes Open”, de Julian M. Allwood, Jonathan M. Cullen e outros (sem edição em português). Em quanto podemos reduzir as nossas emissões de carbono? É o que responde a equipe da Universidade de Cambridge por trás desse livro. Eles olham atentamente para os materiais que os seres humanos mais usam, com ênfase no aço e alumínio, e mostram como poderíamos reduzir as emissões em até 50% sem pedir às pessoas grandes sacrifícios.

“Eradication: Ridding the World of Diseases Forever?”, de Nancy Leys Stepan (sem edição em português). Segundo o empresário, a obra “dá uma boa noção” de diferentes abordagens que tem sido colocadas em prática, sem sucesso, para acabar com as doenças do mundo, e quanto aprendemos com nossos fracassos. “Ela escreve em um estilo bastante acadêmico que pode tornar mais difícil para quem não é um especialista, mas vale a pena o esforço.”

“Mindset: A Atitude Mental Para o Sucesso”, de Carol S. Dweck (Ed. Vogais). Bill Gates diz que a obra tem sido uma influência importante no trabalho de sua fundação. “Através de estudos inteligentes e escrita envolvente, Dweck ilumina como nossas crenças sobre as nossas capacidades exercem uma enorme influência sobre como aprendemos e quais caminhos tomamos na vida. O valor deste livro se estende muito além do mundo da educação. É relevante para os empresários que querem cultivar talentos e para os pais que querem educar seus filhos para prosperar.”

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