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Human Library: onde você aluga pessoas em vez de livros

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A bipolar Lærke Hvenegaard é um dos "livros" do projeto dinamarquês Human Library, em que pessoas alugam outras por algumas horas para conversar, perguntar e aprender sobre tipos marginalizados pela sociedade (Foto: Human Library)

A bipolar Lærke Hvenegaard é um dos “livros” do projeto dinamarquês Human Library, em que pessoas alugam outras por algumas horas para conversar, perguntar e aprender sobre tipos marginalizados pela sociedade (Foto: Human Library)

 

No projeto dinamarquês, ao alugar um livro, o leitor recebe uma pessoa disposta a responder a qualquer pergunta sobre sua vida

Nina Finco, na Época

Como é ser bipolar? Por que você fez todas essas tatuagens e piercings? Por que você anda sem roupa? Essas são perguntas que despertam a curiosidade, mas nem sempre têm espaço para ser feitas, afinal, não é de bom-tom enfiar o nariz na intimidade das pessoas. No entanto, é costumeiro (e totalmente aceitável) enfiar o nariz em livros. Eles ensinam, esclarecem e não têm vergonha de expor verdades desconcertantes nem de responder a questões pessoais demais. Pensando nisso, o dinamarquês Ronni Abergel criou o projeto Human Library (biblioteca humana, em português).

A iniciativa baseia-se na máxima “não julgue um livro pela capa”, que é aplicada a pessoas, literalmente. Abergel recrutou um grupo de “livros” – pessoas que se encaixam em tipos estereotipados pela sociedade, considerados estranhos e, na maioria das vezes, marginalizados. Os tópicos são variados. Há os que são estranhos aos olhos, como um adepto da modificação corporal, repleto de piercings, alargadores e tatuagens. Há os que intrigam, como uma adepta do poliamor, uma bipolar e uma pessoa que tem o vírus HIV. Há outros que despertam interesse por sua crença, como um convertido ao islamismo, ou seus hábitos, como um naturista. Diversos outros títulos ocupam a prateleira do projeto e variam de acordo com o lugar onde a Human Library for organizada. O “leitor” escolhe o assunto que lhe desperta mais interesse e, por um período de tempo, a pessoa se torna um verdadeiro livro aberto.

“Eu acredito que, se pudermos fazer pessoas se sentar para conversar com um grupo ligado a certo estigma de que elas não gostam, ou não conhecem, poderemos diminuir a violência”, afirma Abergel. Ele criou o projeto há 16 anos e, desde então, levou o conceito a mais de 70 países como os Estados Unidos, as Filipinas e o Canadá.

Durante a adolescência em Copenhague, Abergel costumava se envolver em brigas na escola e nas ruas. Em 1989, aos 15 anos, ele decidiu escapar do destino violento que se formava a sua frente e mudou-se para Connecticut, nos Estados Unidos, para um ano de intercâmbio estudantil. Conviver com pessoas de uma cultura distante da sua abriu seus olhos. Ao voltar para casa, em 1990, ele tinha outra visão sobre as diferenças. “Às vezes você vê alguém no supermercado e pensa coisas sobre ela, mas você não se atreve a perguntar nada”, diz. “Eu queria construir um espaço em que você pudesse perguntar qualquer coisa, porque elas se voluntariaram a responder.”

A estudante de serviço social Lærke Hvenegaard, de 22 anos, ouviu falar da iniciativa num programa de televisão dinamarquês e se interessou pelo projeto. Diagnosticada com bipolaridade desde os 14 anos, ela seria um título interessante para a estante de Abergel e foi aceita no programa. “Eu escolhi fazer isso porque acho muito importante que todas as pessoas que são doentes vejam que elas têm uma escolha”, diz. “Elas têm a escolha de não ser hospitalizadas e não tomar um monte de remédios. Quando você é doente, a sociedade o despreza.”

Lærke conta que, ao longo dos anos, ouviu todo tipo de pergunta sobre sua doença. Por sua aparência comum e agradável, muitos desacreditam o seu diagnóstico. “As pessoas pensam que, se você tiver uma doença mental, você tem de ser maluco, estar num hospital amarrado à cama”, diz. Já outras pessoas perguntam se ela gosta de queimar casas. A reação varia de pessoa para pessoa e, agora, ela coloca a cara a tapa quando se encontra com os “leitores” da Human Library em eventos. “A maior parte das pessoas que me procuram não tem relação nenhuma com doenças mentais em suas vidas e acha que é algo perigoso”, afirma. Mas ela também é “alugada” por quem tem conhecidos ou parentes bipolares. “É legal para eles falar com alguém que escolheu não ser o estereótipo da doença mental. E aí eles voltam para seus conhecidos e dizem: ela fez isso e você também pode.” Se ler é fundamental para a formação pessoal, alugar um livro na Human Library e conhecer sua história pode se provar essencial para a formação social. Ele pode ser um verdadeiro best-seller.

Quinto lugar com gosto de primeiro

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O lado bom da vida, da Intrínseca, assume 5º lugar na lista geral

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Cassia Carrenho, no PublishNews

Na lista dessa semana, o livro O lado bom da vida (Intrínseca) pode ser considerado um campeão, apesar de aparecer apenas na 5º posição da lista geral. Isso porque no 1º lugar aparece Nada a perder (Planeta), como sempre impulsionado pelos lançamentos com a presença dos fiéis do Bispo Macedo, e na sequência, o fenômeno mundial mais quente dos últimos anos, a trilogia Cinquenta tons de cinza (Intrínseca).

O romance bipolar ficou apenas 114 exemplares atrás do 4º lugar, Cinquenta tons mais escuros. E a menor diferença entre um dos livros de Mr Grey para qualquer outro considerado “reles mortal”. Para a Intrínseca, continua só alegria, com seis livros entre os vinte da lista geral.

Outro destaque vai para Mensalão (Record), de Merval Pereira, que foi lançado na semana passada e estreou na lista de não ficção em 3º lugar, com 981 exemplares vendidos.

A lista também ficou recheada de novidades: ficção, o Toda poesia (Companhia das Letras), de Paulo Leminski; não ficção, McFLY (Bestseller), Não se desespere (Vozes), O homem que não queria ser Papa (Universo dos livros) e Alexandre VI (Editor Europa); infanto juvenil, O mágico de Oz (Zahar) e em negócios, O futuro da indústria no Brasil (José Olympio).

No ranking das editoras, a Record, com três novos livros na lista, assumiu o 2º lugar com 10 livros, atrás da primeiríssima Sextante, que emplacou 15. Ediouro e Intrínseca empataram no 3º lugar com 9 cada.

Intrínseca, nota 10!

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Cassia Carrenho, no PublishNews

Editora levou as quatro primeiras posições

1Desde o começo do ano, o megasucesso de vendas de 2012, a trilogia Cinquenta tons de cinza (Intrínseca), vem demonstrando um declínio nas vendas. Mas isso ainda não foi suficiente para tirá-la do topo. Esta semana, o primeiro livro da série vendeu menos de 10 mil exemplares (foram 9.421, para ser preciso). Juntos, os três livros venderam 25.261 exemplares. Dizem os invejosos que esse declínio no desempenho era mais do que esperado. Vinte e oito semanas sem sair de cima… Até Mr. Grey cansa.

Mas a Intrínseca parece que ainda tem muito fôlego. Levou as quatro primeiras posições, sendo que a quarta foi o romance bipolar O lado bom da vida. O resultado foi que a editora ficou em terceiro lugar no ranking. Dos dez livros da Intrínseca que entraram em alguma das listas, sete estão entre os 20 mais vendidos na lista geral.

A lista de ficção também veio recheada de novidades que prometem bagunçar o topo nas próximas semanas: O príncipe da névoa (Suma de Letras), Escondida (Novo Século), O inferno de Gabriel (Arqueiro) e No limiar do desejo (LeYa). Em não ficção, o polêmico Julian Assange chegou ao 10º lugar com o livro Cypherpunks (Boitempo). Na lista de autoajuda, Os oitos pilares de prosperidade (Clio) e A arte de ganhar dinheiro (Campus Elsevier) mostram que, para muita gente, o bem-estar ainda começa pelo bolso. E, como em todo começo de ano, o famoso Vade Mecum Saraiva (Saraiva) apareceu na lista de negócios.

No ranking das editoras, a Sextante ficou em primeiro lugar, com 15 livros. A briga pelo segundo lugar continua boa: Ediouro com 11 e Intrínseca com 10. Em quarto lugar, vem a Santillana, que subiu duas posições da semana passada e emplacou 8 livros.

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