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‘Eu quis provocar todos’, diz escritor de 17 anos de Juruaia no Flipoços

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Caetano Lacerda lançou o livro “Um Breve Momento” no festival.
Estudante mesclou inglês, francês e português na mesma obra.

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Publicado no G1

“Eu quis provocar todos”. Essa é a frase do jovem Caetano Lacerda, de 17 anos, que é parte da programação do Festival Literário de Poços de Caldas (MG), o Flipoços, deste ano e falou sobre ‘Como publicar seu primeiro livro na adolescência’, embora ele mesmo não pareça um adolescente pela postura e bagagem.

Fluente em inglês e francês – idiomas que ele misturou ao português no primeiro livro, “Um Breve Momento – Caetano poderia ser classificado como “prodígio”, já que é profundo conhecedor do cinema francês, se diz inspirado por Jean-Luc Godard e já leu mais de uma vez o complicado Ulisses, de James Joyce.

Por causa desta bagagem, as provocações a que ele se refere fazem sentido, já que o jovem se inspirou no filme francês, também de Godard, “Pierrot Le Fou” para escrever a primeira obra, que propositalmente vai e volta nos capítulos, sem obedecer a uma ordem, e vai e volta também nos temas.

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“Eu escrevo em primeira pessoa, mas quem lê nunca vai saber se é uma ação, um diálogo ou um pensamento. Ou se são as três coisas. A dúvida é completa”, disse.

Questionado sobre publicar o livro tão jovem, Caetano revelou que sempre quis publicar e nunca escreveu pensando em guardar os escritos. “Meus ídolos, meus heróis publicaram. Sempre penso que alguém pode gostar”, comentou.

Na sequência, ele destacou que ninguém lê no Brasil e que isso não é uma exclusividade dos jovens. “As pessoas criticam a juventude, dizem que os jovens não leem, que só se interessam pelas futilidades, mas na minha visão nunca houve interesse. A leitura sempre foi elitizado. Ninguém lê e não é algo só de hoje em dia. O analfabetismo diminuiu, mas as pessoas ainda não leem”, falou.

E para driblar isso, ele está se afastando cada vez mais do computador e escrevendo à mão, enquanto trabalha para o próximo romance. “Devo mesclar poesia abstrata com o romance”, finalizou.

Após se formar em letras, ex-catador de lixo em Piedade cursa doutorado

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Dorival Gonçalves dos Santos Filho frequentou lixão por mais de dez anos.
‘As pessoas não enxergavam a gente. Não queriam ver’, lembra professor.

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Publicado no G1

Procurar por materiais recicláveis, como plástico, alumínio, vidro e papelão, no lixão e nas lixeiras de Piedade (SP), no interior de São Paulo, foi por mais de dez anos a realidade de Dorival Gonçalves dos Santos Filho. Graduado em letras e atualmente com 32 anos, hoje o rapaz cursa doutorado em linguística em uma universidade federal e diz que deixou de se sentir invisível. “As pessoas não enxergavam que a gente estava lá [no lixão]. Não queriam ver. Me sentia no mesmo patamar que os cães que fuçavam os restos.”

Dorival esteve pela primeira vez no lixão com apenas 4 anos de idade. Na época, ele vivia com a mãe, um irmão e três irmãs em uma casa na periferia de Piedade. O linguista conta que a mãe reuniu a família e também vizinhos para ir ao aterro sanitário da cidade porque todos passavam dificuldades. “Lembro que fiquei doente porque a gente passava fome, mas ainda não ia sempre ao lixão, só quando a situação apertava”, afirma.

Aos cinco anos, Dorival foi matriculado em uma escola pública e começou a dividir o tempo entre as lixeiras da cidade – durante a manhã – e os estudos, à tarde. Além de recolher materiais, ele acompanhava as irmãs para vender alfaces que a mãe plantava em casa. “Meu pai trabalhava na área de construção em outras cidades e vinha para casa uma vez por mês, no máximo. O dinheiro que ele trazia não era suficiente. Tentávamos sobreviver de todas as formas”, lembra.

Comida, calçado e roupas
Quando recorriam ao lixão, a procura não era apenas por materiais para vender, segundo Dorival. Ele e as irmãs pegavam comida, calçados e roupas, já que só possuíam chinelos gastos para ir à escola. Os cadernos e lápis eram levados em sacolinhas de supermercado. O linguista diz ainda que vários momentos foram marcantes nesse período, mas destaca o fato de não ter tempo para brincar como as outras crianças e de receber provocações de alguns colegas.

Após concluir a oitava série, o linguista abandonou os estudos porque não conseguia conciliar com o trabalho. A família conseguia trabalhos temporários na agricultura da região, mas continuava indo ao lixão esporadicamente, um local que traz lembranças amargas a Dorival. “Viver do que os outros jogam é um trabalho subumano e perigoso. Estava sempre doente por conta dos cortes, tinha que tomar cuidado com os caminhões de lixo e ninguém nota quem trabalha lá, como se fôssemos parte da paisagem”, lembra.

Com 21 anos, Dorival decidiu que precisava sair do lixão e voltar para a escola cursar o ensino médio. Optou por não fazer o supletivo e tentou procurar um emprego, mas ele considerava a cidade do interior paulista pequena e que não oferecia oportunidades. A família também havia aumentado, haviam mais quatro sobrinhos. Por isso, ele continuou tirando o sustento do lixão diariamente.

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Três mil livros no lixo e a faculdade
Durante o tempo em que trabalhava no lixão, Dorival juntou milhares de livros e montou uma biblioteca particular na casa onde morava apenas com os exemplares encontrados, que passavam de três mil. Segundo ele, livros de todos os gêneros faziam parte do acervo, mas os preferidos eram os clássicos da literatura brasileira, como Machado de Assis e João Guimarães Rosa.

De volta ao ensino médio, foi incentivado pelos professores, que elogiavam seu desempenho escolar, e apresentado à ideia de cursar uma faculdade. “Os professores falavam que eu tinha potencial e me fizeram ver uma luz. Intensifiquei os estudos e, mesmo dividindo o tempo com o lixão, era minha prioridade. Às vezes ia para a aula apenas assistir, não conseguia escrever porque os dedos cortados sangravam”, lembra.

Dorival prestou o vestibular, aos 24 anos, para o curso de Letras e foi aprovado na Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Assis (SP). Mudou de cidade e conseguiu auxílio de R$ 200. “Ainda não era suficiente. Então, cuidava de idosos, trabalhava em uma lavanderia e também com serviços de jardinagem para me manter”.

No mesmo período, a situação da família começou a melhorar. “Minha mãe e minhas irmãs conseguiram auxílio do governo e empregos formais também. Foi o que me deixou mais tranquilo para ficar longe deles”, conta.
As visitas à Piedade se tornaram raras, mas ele se comunicava por cartas com a mãe. “Estava sempre orgulhosa. Ela contava que as pessoas do bairro achavam que eu estava preso. Dizia para eles que eu estava fazendo faculdade, mas ninguém acreditava”, diz.

Depois de graduado, Dorival começou a lecionar em escolas públicas e também concluiu um mestrado em linguística. Em seguida, ingressou na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis (SC), onde cursa atualmente o doutorado. “Quando entrei na sala de aula pela primeira vez, fiquei parado cinco minutos. Um filme passou pela minha cabeça porque nunca imaginei que estaria ali”.

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Alunos deixam livros em pontos de ônibus para incentivar leitura, em GO

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Projeto é realizado no Conjunto Riviera, em Goiânia, desde início do ano.
População, que pode levar livros gratuitamente, é estimulada a doar itens.

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Publicado no G1

Um projeto desenvolvido por alunos do Colégio Metropolitano, que fica no Conjunto Riviera, em Goiânia, visa promover o hábito pela leitura. Os estudantes deixam livros nos pontos de ônibus e, enquanto esperam pelo transporte, os usuários podem passar o tempo e adquirir cultura. Além disso, a ação incentiva que as pessoas doem os livros que não são mais usados para que outros possam usufruir do conhecimento.

O projeto “Leitura no Ponto” é realizado desde o início deste ano. “Nós vimos a necessidade de influenciar os nossos alunos para a leitura, assim como todas as pessoas do bairro em que a gente mora. Com isso, surgiu a ideia de colocar os materiais nos pontos, quando a população está ociosa. Aí, ela pode se distrair e ao mesmo tempo aprender”, afirmou a professora Iara Dias.

No total, os alunos já arrecadaram cerca de 200 livros, que foram distribuídos pelo bairro. Pelo menos três vezes na semana um grupo sai pelas ruas, acompanhado pelos diretores e professores, para repor e reorganizar as publicações. “Muita gente que não tem condições, então o projeto é um incentivo a leitura”, ressaltou a estudante Luiza Vieira.

O diretor do colégio, Paulo Cesar Arcanjo, diz que a ideia já traz resultados positivos. “O que mais impressiona as pessoas é a liberdade de poder pegar um livro e levar para casa, gratuitamente. Aí, quando a gente chega para repor esse material, as caixas continuam cheias por outros livros que foram doados por elas”, relatou.

O estudante Kelvin Leonardo, que estava em um dos pontos esperando o ônibus, aprovou a iniciativa dos alunos. “Acho interessante, pois é um tempo ocioso, que você não está fazendo nada, e qualquer leitura é bem-vinda”, disse.

Já o aposentado João Gualberto destacou que o projeto ajuda a amenizar o tempo de espera pelo transporte. “Demora, quando perde um [ônibus], tem que esperar pelo outro e, com os livros, fica melhor”, disse.

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Grupo de Joinville leva livros a 5 mil crianças do Sertão e da África

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Omunga é uma empresa criada há dois anos sem fins lucrativos mas com objetivos sociais

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Publicado em A notícia

Um solo árido de sertão regado de ideias começou a render frutos em duas cidades do Piauí. As vizinhas Betânia e Curral Novo ganharam mais de 4 mil livros que fazem a estrutura de bibliotecas construídas com recursos “de grife”. As cartilhas didáticas fornecidas pelo governo federal deram lugar às fábulas quando o projeto “Escolas do Sertão” chegou a locais onde só se entrava de jegue ou de motocicleta. A leitura de um futuro novo foi possível pela atuação da grife social Omunga, que completa dois anos em abril, com o trabalho “Livros para África”.

 

Com a chegada dos livros as províncias de Boroma, em Moçambique, e Viana, em Angola, serão 5,6 mil crianças beneficiadas pelo projeto da grife social. Um container deve aportar com livros e computadores em solo africano nos próximos meses, de acordo com Roberto Pascoal, que fundou a Omunga para ser uma empresa sem fins lucrativos e com objetivos sociais. Ele e uma equipe de voluntários criam produtos para vender e subsidiar os projetos. O carro chefe são as camisetas.

Nem só de estampas brotam os livros. Muitas empresas e até a prefeitura das cidades beneficiadas contribuem para a abertura das bibliotecas. Pascoal teve a ideia em um período sabático de quatro anos que passou na África. Hoje ele é o responsável por elaborar os planos de viabilidade. Vai aos locais que podem receber a Omunga e avalia se a comunidade tem engajamento para continuar o projeto.

— Cada lugar tem uma característica. Justamente por isso a gente se empenha tanto no diagnóstico — esclarece ele, que atravessa ainda a parte inicial e de testes dos primeiros trabalhos da Omunga.

Ao lado de Roberto existem profissionais com mais de 30 anos de carreira. É o caso da bibliotecária Maria da Luz. Os livros passam pelas mãos s experiência dela, que tem selecionado exemplares infantis, infanto-juvenis e algumas unidades voltadas a adultos. Além de oferecer tudo o que uma biblioteca tem por dentro, o projeto capacita professores a colocar a literatura dentro do plano de ensino. É preciso trabalhar na formação de leitores.

— Sem leitores não tem sentido — constata Maria, ao se referir à capacitação que incentiva os professores a contarem histórias para despertar o interesse das crianças.

São imaginações do 1º ao 9º ano que recebem o incentivo extra para a leitura. Lá na única escola do Baixio do Belo, num cantinho de Curral Novo, o livro chegou e não foi de Jegue.

Tudo de esperança

— Olha, seu pascoal, não sei  de onde o senhor vem, se é de igreja ou sei lá. Eu nunca tinha visto um carro. Eu tenho 35 anos. Acredito a partir de hoje que o meu filho não terá um futuro tão miserável quanto o meu — foi assim que o fundador da Omunga repetiu as palavras de um pai piauiense.

Nas terras do serão, criança quer ser zeladora de escola para escapar da lavoura. Quando a imaginação voa alto, tem menina e menino que deseja dar aula.

— Ser professor é como ser presidente — compara Pascoal.

É para as regiões de extrema vulnerabilidade que os olhos de Omunga, que significa unidade no dialeto africano Umbundu, estão voltados. Com os projetos desenvolvidos no Sertão e na África, os voluntários querem chegar a 450 professores. Jorlândia Maria Vieira da Silva é uma delas. Apesar de não ter nenhuma turma na escola do Baixio, ela já esteve por lá para algumas aulas.

— Lá não tem nada, nada, nada. Sabe o que é nada. Só a escola  — conta Jorlândia ao apontar mudanças — Não tinha nada de atrativo, de conhecer, de esperança para a comunidade.

Até a chegada do projeto da Omunga, as crianças mal sabiam a história da Chapeuzinho Vermelho ou do Sítio do Pica Pau Amarelo. A professora conta que hoje eles têm a “perspectiva de uma nova vida”. Do nada que era o baixio cresce um tudo de esperança entre pessoas que pensam, nas palavras da mestre piauiense, “vou estudar até aqui, porque daqui não tem mais nada pra mim”. Assim como as crianças, Jordânia também percebe algo nela mudou:

— Na capacitação a gente aprendeu a ser transformador dentro da realidade que a gente vive. Não de uma forma mágica, mas do jeito que a gente é.

Professor: 10 maneiras de usar o Twitter na sala de aula

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Incentivar o debate de ideias e acompanhar as dúvidas dos alunos são duas funções que esta plataforma pode te ajudar a executar. Entenda como

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Publicado em Universia Brasil

Em meio a tantas inovações tecnológicas, é compreensível que os docentes tenham vontade de usar as novas ferramentas para aprimorar seus métodos de ensino e aproximar-se dos alunos, com o objetivo de garantir que estão estimulando o desenvolvimento intelectual da sua classe. No entanto, justamente por existirem tantas novidades, é comum que eles se sintam perdidos, sem saber muito bem como, por exemplo, as redes sociais podem se transformar em plataformas educativas.

Para te ajudar a perceber novos usos das ferramentas online, a Universia Brasil reuniu 10 maneiras que você pode usar o Twitter na sala de aula, separando-as em três atividades diferentes. Confira a seguir e reflita sobre os modos como você pode aplicar a tecnologia e as mídias digitais nas suas aulas:

Discussão sobre livros e produção textual

1 – Imagine que vocês estão lendo, em conjunto, o livro “Apanhador no Campo de Centeio”. Para que eles anotem suas impressões e criem um ambiente para discutir, por exemplo, se Holden Caulfield é um narrador em quem podem confiar, por que não pedir que eles façam registros na rede social usando uma hashtag específica? Outra possibilidade ainda é tweetar o que eles imaginam que suas personagens preferidas diriam em determinadas situações, se elas tivessem acesso a internet. Deste modo, você estimula a leitura e a colaboração entre os estudantes.

2 – Para incentivar a comunicação, a produção textual e o trabalho em equipe de uma maneira divertida, você pode pedir para que a classe escreva uma história de modo cooperativo. Cada um compartilha um pedaço da narrativa e, ao final, vocês poderão ler e discutir as contribuições de cada um na sala de aula.

3 – Quer treinar a clareza e a concisão dos textos dos alunos? Peça então que eles escrevam um microconto nos 140 caracteres disponíveis no Twitter. Este será um grande desafio que obrigará seus estudantes a pensar sobre cada palavra que acrescentará na história, assim como a planejar bem sua trama.

Debate de ideias

4 – Para discutir uma notícia recente ou um tema que apareceu na última aula, faça perguntas provocativas e solicite que eles compartilhem suas opiniões usando uma hashtag ou marcando o perfil da sala. Criando este fluxo de postagem, você permite que os alunos leiam os tweets um dos outros, engajando-os nas discussões e fazendo com que construam juntos um parecer sobre a situação em questão.

5 – Caso você queria observer a opinião individual dos alunos, evitando que eles se sintam expostos diante do restante da sala, você pode propor uma pergunta para a classe no seu perfil no Twitter e peça para que respondam via direct message. Desse modo, você poderá observar a articulação das ideias dos estudantes sem que haja a interrupção de algum colega, por exemplo.

6 – Você discutirá alguma notícia recente na próxima aula? Aproveite o Twitter como uma ferramenta para que eles criem um resumo dos aspectos que consideram mais importantes, de modo que poderão usá-lo não apenas para contribuir durante o debate na sala de aula, mas também para estudar para uma prova mais tarde.

7 – Tem algum tema em alta que você queira discutir a partir das postagens nas redes sociais? Abra na sala de aula uma pesquisa de uma hashtag ou palavra específica na plataforma e peça a opinião da classe. Mais tarde, eles mesmos poderão contribuir para as discussões com os consensos e dúvidas da turma.


Acompanhamento do progresso dos alunos

8 – Divulgue as tarefas, projetos e prazos para a entrega de trabalhos no seu perfil para que eles possam acompanhar o calendário da sua disciplina e ainda ter ao que consultar em caso de dúvidas. Para organizar cada uma das suas postagens, o uso de hashtags é recomendado.

9 – Permita que eles enviem para sua caixa de entrada de direct messages questões que surgiram enquanto faziam as lições de casa. Esta é uma maneira de evitar que os alunos mais tímidos fiquem calados durante as aulas, apesar das suas dificuldades na realização de exercícios, por exemplo.

10 – Para saber como está o aprendizado de cada estudante, peça que eles compartilhem seu progresso e o que consideram desafios na sua disciplina. Assim, eles podem se sentir menos acanhados diante do próprio processo de estudos e tendo maior liberdade para pedir conselhos a você. Além disso, esta é uma ótima maneira para que você aprenda a personalizar seus métodos de ensino para conseguir solucionar as dúvidas dos estudantes.

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