Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged blog livros e pessoas

Palavrões censurados

0

Aplicativo para livros eletrônicos esconde palavras consideradas impróprias e desperta a ira dos autores.

11111111111111111111

Felipe Marra, em Carta Capital

A remixagem é comum em vários setores, a exemplo da indústria da música, em que diferentes artistas usam a faixa original para reinterpretá-la de modo distinto. O resultado é uma espécie de homenagem ao original. Um pouco diferente daquilo que é feito com livros por meio de um aplicativo chamado Clean Reader, descrito pelos seus criadores como “o único e-reader que te dá o poder de esconder palavrões”.

O aplicativo foi criado pelo casal Jared e Kirsten Maughan, do estado americano de Idaho, preocupados com certas palavras que a filha encontrava ao ler alguns livros da biblioteca pública local. Entrevistado pelo Washington Post, o casal descobriu que “muitos adultos também preferiam não ver palavras de baixo calão nos livros que liam. Eles são interessantes, mas não existe uma agência que os classifique. Então você não sabe se o volume adquirido é mais ou menos ‘limpo’”.

Perguntados se esse tipo de intervenção não feria a intenção original dos autores dos textos, responderam que os leitores não tinham com que se preocupar, já que “compraram o livro e, portanto, podiam consumir seu conteúdo da maneira que preferissem”.

O aplicativo foi alvo da ira de autores que não gostaram de ver suas obras modificadas dessa maneira, como Joanne Harris, autora de Chocolat. Em seu blog, ela escreveu que, no fundo, a questão não era a presença de palavras potencialmente ofensivas, “mas a censura, já que muitos autores pensam muito no tipo de linguagem que utilizam. Fazemos isso por nos preocuparmos com os livros e com a linguagem. E se usamos alguma profanidade, existe sempre uma razão para isso”.

A controvérsia foi tal que os criadores do Clean Reader decidiram interromper as vendas de livros por meio do aplicativo, permitindo que apenas os títulos já comprados por seus clientes fossem mantidos.

Fundamentalmente, o exemplo do Clean Reader mostra o que a tecnologia atual permite fazer com obras “completas”. O aplicativo vendia livros para seus clientes e estes depois poderiam ou não usar as funções oferecidas para retirar palavras consideradas ofensivas. A escolha ficava com o consumidor final.

Cresce o número de calouros da USP oriundos de escolas públicas

0

Número de ingressantes vindos da rede pública cresceu de 32% para 35%.
Índice de pretos, pardos e indígenas matriculados também aumentou.

ag_2690

Publicado em G1

A Universidade de São Paulo anunciou, nesta quarta-feira (22), que o número de ingressantes oriundos de escolas públicas na USP cresceu 8% em relação a 2014, passando de 32,3% para 35,1%. Segundo a USP, o número representa um recorde desde a criação do Programa de Inclusão Social (Inclusp) – criado em 2006 para incentivar o ingresso de alunos de escola pública na universidade por meio de bônus nas notas do vestibular da Fuvest.

Ao todo foram 3.847 calouros vindos da rede púbilca, do total de 10.955 novos alunos matriculados este ano.

Ainda segundo o relatório, o número de calouros que se autodeclararam pretos, pardos e indígenas aumentou, de 17,2% em 2014 para 18,8% em 2015.

Desses, 32% vieram de escola pública e utilizaram o bônus do programa.

A maior porcentagem dos matriculados declarou ter renda familiar de três a cinco salários mínimos — 19,6% dos alunos matriculados em 2015 (em 2008, essa porcentagem era de 15,7%).

Para a renda familiar de até sete salários mínimos, o índice chega a 56,7%. Em 2008, esse índice era de 41,5%.

Tipos de bônus
No ano passado a USP mudou o sistema de bonificação no vestibular para dar mais oportunidades a alunos de escolas públicas.

Pelo Inclusp, quem cursou o ensino médio em escola pública tem direito a 12% de bônus. Quem cursou tanto o ensino fundamental quanto o ensino médio na rede pública tem direito a 15% sobre a pontuação na prova.

Os candidatos que participam também do Programa de Avaliação Seriada (Pasusp) – que cursaram o ensino fundamental na rede pública e ainda estejam cursando o 2º ou 3º ano do ensino médio em escola pública – têm direito a 20% de bônus.

Já os candidatos pretos, pardos e indígenas que cursaram ensino fundamental e médio em escola pública recebem ainda 5% de bônus adicional (neste caso, o bônus pode chegar a um teto de 25%).

Outra mudança foi que a nota de corte deveria ser calculada depois do acréscimo do bônus, o que poderia fazer com que ela aumentasse de um a dois pontos.

Fuga de professores

0

Maioria dos alunos que ingressam em licenciaturas de física, biologia, matemática e química não conclui o curso

formatura

Antônio Gois, em O Globo

Ao investigar a base de dados do Censo da Educação Superior no Brasil, a pesquisadora Rachel Pereira Rabelo descobriu um dado inédito e preocupante: dos alunos que ingressaram em 2009 nos cursos de licenciatura em física, biologia, matemática e química, apenas uma minoria consegue concluir o curso. A situação mais preocupante está em física, onde somente um em cada cinco (21%) estudantes obtém o diploma. Em matemática e química, a relação é de apenas um em cada três universitários (34% em ambos os cursos). Em biologia, a taxa é de 43%.

Os dados constam de sua dissertação de mestrado na Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE. Rachel, que é também servidora do Inep (instituto vinculado ao MEC responsável pelas avaliações e censos educacionais), conseguiu trabalhar pela primeira vez com dados longitudinais dos estudantes, ou seja, pôde acompanhar até 2013 a trajetória de uma mesma geração de alunos que ingressou nesses cursos cinco anos antes. Isso só foi possível porque, a partir de 2009, os dados do censo permitiram identificar cada universitário em todo o seu percurso acadêmico.

Além de uma minoria de alunos conseguir se diplomar nessas licenciaturas, a tese mostra que, desses poucos que se formam, a maioria, uma vez no mercado de trabalho, acaba desistindo da profissão e migra para outras ocupações, possivelmente em busca de melhores salários.

O olhar de Rachel para essas quatro licenciaturas se justifica porque elas estão entre as de maior déficit de professores em sala de aula. A tese mostra que somente 20% dos profissionais que dão aulas de física no país possuem formação adequada para esta disciplina. Esses percentuais são um pouco maiores nos casos de química (35%), biologia (52%) e matemática (64%).

Outro dado que revela o tamanho do problema nessas áreas é o percentual de alunos na educação básica que não tiveram professores nessas disciplinas. Em 2013, de acordo com o Censo Escolar, um terço das turmas do ensino médio não tiveram docentes de biologia (33%), química (35%) ou física (36%) para dar aulas. Em matemática, a proporção foi de 25%.

Ou seja, uma parcela nada desprezível de nossos jovens têm formação precária nessas disciplinas porque sequer havia professor com titulação adequada para dar aulas.

O problema não é novo, e, nos últimos anos, o Ministério da Educação tentou combatê-lo estimulando a criação de novos cursos ou tentando atrair mais alunos para essas áreas de formação de professor, oferecendo bolsas e outros incentivos tanto para professores já em atuação, mas com formação inadequada, quanto para novos alunos que pretendem seguir a carreira docente.

Esse esforço, até agora, tem se mostrado insuficiente para dar conta do desafio. Com base nas taxas de ingresso, conclusão, e em componentes demográficos e do mercado de trabalho, Rachel fez projeções do número de professores em sala de aula até 2028. Elas indicam que o problema é mais preocupante em física e matemática, pois, mesmo no cenário mais otimista, a estimativa é de que chegaremos em 2028 com um número menor de professores até do que o verificado hoje nessas duas áreas.

Ao fim, a conclusão do estudo é de que seria muito mais eficiente desenvolver políticas para evitar a evasão nesses cursos do que priorizar a ampliação do número de vagas. É como se estivéssemos insistindo em colocar mais água numa banheira com vazamentos por todos os lados.

Professor nos EUA suspende mais aluno negro que branco, diz pesquisa

0

Professores interpretam comportamento de acordo com a cor do aluno.
Estudo mostra que estereótipo pode influenciar em relações fora da escola.

usa11

Publicado no G1

Um estudo feito pelo governo dos Estados Unidos detectou que o aluno negro tem três vezes mais chances de ser suspenso ou expulso da escola do que um estudante branco.
Pesquisadores de psicologia da Universidade Stanford fizeram então um estudo para tentar descobrir algumas razões dessa discrepância, e concluíram que os professores tendem a ver de forma diferente o comportamento indisciplinado de um aluno de acordo com a sua cor – sendo muito menos tolerante com o estudante negro.

“O fato de que as crianças negras são desproporcionalmente disciplinadas na escola é indiscutível”, disse a professora de psicologia de Stanford Jennifer Eberhardt. “O que está menos claro é o porquê.”

No estudo, “Duas batalhas: raça e o disciplinamento dos jovens estudantes”, que foi recentemente publicado na revista Psychological Science, o psicólogo Jason Okonofua e Eberhardt falaram sobre os dois estudos experimentais, que mostraram que os professores tendem a interpretar o mau comportamento de acordo com a cor de pele do aluno.

Foram apresentados aos professores do ensino fundamental e médio dois registros escolares descrevendo dois casos de mau comportamento por um estudante. Depois de ler sobre cada infração, os professores foram questionados sobre sua percepção da gravidade, sobre quão irritados eles se sentiriam pelo mau comportamento do aluno, quão severamente o aluno deveria ser punido e se eles viram o aluno como um encrenqueiro.

Um segundo estudo seguiu o mesmo protocolo e perguntou aos professores se eles achavam que o mau comportamento foi parte de um padrão e se eles poderiam imaginar a suspensão do aluno no futuro.

Os nomes dos arquivos foram escolhidos aleatoriamente pelos pesquisadores, o que sugeria que em alguns casos o estudante era negro – nomes como DeShawn ou Darnell – e em outros casos que o estudante era branco – nomes como Greg ou Jake.

Em ambos os estudos, os pesquisadores descobriram que os estereótipos raciais dos professores apareceram após a segunda infração. Os professores acreditavam que a segunda infração foi cometida por um estudante negro em vez de um estudante branco.

Estereótipo
Na verdade, o estereótipo de estudantes negros como “encrenqueiros” levou os professores a desejarem disciplinar estudantes negros mais duramente do que os estudantes brancos após duas infrações. Eles eram mais propensos a ver o mau comportamento como parte de um padrão e pensaram em suspender o aluno no futuro.

“Vemos que os estereótipos não só podem ser usados para permitir que as pessoas interpretem um comportamento específico de forma isolada, mas também podem aumentar a sensibilidade aos padrões de comportamento ao longo do tempo. Especialmente relevante no contexto escolar”, disse Eberhardt.

Entretanto, estes resultados têm implicações para além do ambiente escolar. “A maioria dos relacionamentos sociais implicam em repetidos encontros. As relações entre policiais e civis, entre empregadores e empregados, entre agentes penitenciários e presos podem estar sujeitos ao efeito dos estereótipos, como identificamos em nossa pesquisa”, afirma Okonofua.

Tanto Okonofua quanto Eberhardt sugeriram que conversas com os professores poderiam ajudá-los a ver o comportamento dos alunos como maleável e não como um reflexo de uma disposição fixa, como a de encrenqueiro.

Enquanto as disparidades raciais podem ser reduzidas por meio de intervenções psicológicas, que podem ajudar a melhorar os comportamentos dos alunos negros na aula, também é importante entender como esse comportamento é interpretado por professores e autoridades escolares, disse Okonofua.

De Obama a Madonna: famosos viram autores de livros infantis

0

foto 2

Publicado em Terra

Quem não lembra da boneca falante de cabelos amarelos e vermelhos e sua amiga de nariz arrebitado, do boneco feito de sabugo de milho e da cozinheira famosa por seus bolinhos de chuva? Emília, Narizinho, Visconde de Sabugosa e Tia Nastácia são todos personagens de “O Sítio do Picapau Amarelo”, criado por um dos maiores escritores da literatura infanto-juvenil brasileira, Monteiro Lobato. E é no dia 18 de abril, data que marca o nascimento do autor, que se comemora no Brasil o Dia do Livro Infantil.

Para lembrar a data e propor sugestões aos pais preocupados em incentivar a leitura desde a infância, preparamos uma lista com dez celebridades que deixaram de lado suas principais funções, mesmo que só por um tempinho, para mergulhar no mundo repleto de histórias e lições da literatura infantil.

Barack Obama

O presidente norte-americano se inspirou em suas duas filhas, Sasha e Malia, que aparecem na ilustração de capa do livro, para escrever a obra destinada às crianças a partir de 3 anos. A obra intitulada “Of Thee I Sing: A Letter to My Daughters” (Sobre Eles Eu Canto: Uma Carta às Minhas Filhas”, em tradução livre) foi lançada em 2010. Segundo o responsável pela publicação de livros infantis da editora Chip Gibson, a história “celebra as características que unem todos os americanos, o potencial para realizar nossos sonhos e construir os nossos próprios caminhos”.

barackobamawikipedia

 

Pharrell Williams

O primeiro livro infantil do cantor vai se chamar “Happy”, inspirado na música de mesmo nome feita para trilha sonora do filme “Meu Malvado Favorito 2”. Williams vai lançar uma série de quatro obras para crianças, em parceria com a editora norte-americana Putam Books for Young Readers. Segundo jornais americanos, a tiragem será de 250 mil exemplares. O lançamento está previsto para o dia 22 de setembro, nos Estados Unidos. As páginas da publicação trarão fotos de crianças do mundo todo celebrando a felicidade.

pharrellwilliamswikipedia

Rita Lee

Durante a infância de seus filhos, a cantora escreveu uma série de livros infantis intitulada “Dr. Alex”, em que acompanha um ratinho branco que Rita adotou para eles. As histórias contam as aventuras de um cientista que virou rato. A ideia da trama foi inspirada nas histórias que a rainha do rock no Brasil contava aos filhos, antes de dormir.

rita-leewikipedia

Madonna

Outra estrela que também se inspirou na infância de seus filhos foi Madonna. A cantora, que escreveu a historia para sua filha mais velha, Lourdes, desvenda a trajetória de quatro crianças de 11 anos que lidam com a inveja que sentem de outra menina da vizinhança. Lançado em 2003, o livro faz parte de uma série de outras cinco obras escritas por ela, destinadas às crianças com mais de seis anos. Ícone do pop, Madonna inovou no lançamento da publicação, intitulada “As Rosas Inglesas”, que já saíram das gráficas traduzidos em 30 idiomas diferentes.

madonnawikipedia

Keith Richards

Estrela do rock ‘n roll, o guitarrista da banda Rolling Stones, lançou no ano passado um livro infantil em que trata da relação que tinha com seu avô, Augustus Theodore Dupree, intitulado “Gus & Me: The story of my granddad and my first guitar” (“Gus & Eu: a história de meu avô e da minha primeira guitarra”, em tradução literal). De acordo com Richards, Dupree foi quem o presenteou com sua primeira guitarra ainda na infância.

keithrichardswikipedia

Jerry Seinfeld

Inspirado pelas típicas comemorações norte-americanas, o comediante lançou o livro infantil “Halloween”, em 2002. A obra é indicada para crianças de 6 a 9 anos. Seguindo a linha infantil, a esposa do humorista, Jessica Seinfeld, lançou em 2008 a obra “Deliciosos e Disfarçados – Como Tornar a Alimentação do seu Filho Saudável Sem que Ele Perceba”, com dicas para os pais de como melhorar a refeição dos pequenos.

Lázaro Ramos

Baseado em sua infância, o ator lanço o livro infantil “A Velha Sentada”, em que conta a história de uma menina muito desanimada. Quando uma vizinha da personagem afirma que parece ter uma velha sentada na cabeça da garota, a menina resolve investigar os próprios pensamentos. Lázaro traz personagens inspirados em parentes e amigos, como o afilhado dele, Aladê, que é citado na história.

lazaro-ramoswikipedia

Ricky Martin

O cantor integra o grupo de celebridades que se aventuraram pelo universo da literatura infantil. Em 2013, Martin lançou “Santiago, el Soñador entre las Estrellas”, em que conta a história de um menino que deseja fazer parte de uma peça teatral do colégio e do pai que acredita no potencial do garoto. As ilustrações são da artista espanhola Patricia Castelao.

Chico Buarque

O músico brasileiro fala sobre o medo em seu livro infantil “Chapeuzinho Amarelo”. Destinado às crianças de 5 a 8 anos, a obra acompanha a história de Chapeuzinho, uma menina que sente medo do medo e busca superar inseguranças e encontrar as alegrias da vida.

chicobuarquewikipedia

Julianne Moore

A atriz norte-americana estreou na literatura infantil com a história de uma menina ruivinha que precisa lidar com o valentão da escola. Intitulado “Morango Sardento”, o livro foi traduzido por outra atriz, desta vez brasileira, Fernanda Torres. Depois da estreia, Julianne publicou mais dois livros que continuam acompanhando a trajetória da mesma personagem, além de lançar um quarto livro infantil, chamado “My Mom Is a Foreigner, But Not Me” (“minha mãe é estrangeira, mas eu não”).

julianne-moore

Go to Top