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Vale a pena fazer um curso a distância?

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Especialista dá dicas para avaliar e decidir estudar fora de uma escola ou universidade com segurança e adequação ao seu perfil

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Juliane Freitas, em Estadão

Investir em educação e aprimoramento profissional é importante para se manter num mercado de trabalho tão competitivo. Para muita gente, a educação a distância pode ser uma opção. Antes de embarcar nessa modalidade de ensino é preciso saber se ela é apropriada para o seu perfil. A afirmação é de Ivete Palange, conselheira da Associação Brasileira de Ensino a Distância.

“O curso a distância tem muito a ver com o interesse, a organização e a disciplina do estudante. Um curso livre gratuito é a melhor opção para verificar se essa metodologia funciona”, conta.

Na hora de escolher o curso, busque algo que tenha a ver com a sua área de interesse. “Você tem de gostar do que você vai fazer. Não existe isso de que o curso é motivador. A motivação tem de estar em você. Se você escolher um curso que não gosta, por melhor que ele seja, não dará certo.”

Se a ideia é obter um diploma de qualificação profissional – um bacharelado ou uma licenciatura, por exemplo – é interessante pesquisar no site do Ministério da Educação (MEC) os cursos regulamentados e autorizados para funcionar. Ao contrário dos cursos livres, as instituições que prestam esses serviços precisam do aval do ministério para dar as aulas pela internet.

“A instituição que oferece bons cursos presenciais provavelmente também terá boas aulas a distância, mas, além disso, é importante verificar que tipo de recursos ela oferece para as aulas e como você aprende melhor”, sugere Ivete. Se as aulas forem apenas em texto, por exemplo, e ler sozinho não for muito seu forte, melhor procurar uma outra opção.

Poder ter com quem contar na hora das dúvidas pode ajudar na hora de escolher a escola certa. Checar o que a instituição te oferece é primordial, tanto em termos pedagógicos quanto tecnológicos, afinal é preciso saber se terá professores de plantão à sua disposição quando tiver dúvidas ou um técnico se não conseguir utilizar o material oferecido durante o curso. Se o acordo previsto em contrato for quebrado, é possível recorrer ao Procon.

PRESENCIAL X DISTÂNCIA

Quando organização, disciplina e facilidade em estudar sozinho não são impedimentos para extrair o melhor do ensino a distância, então o peso de uma graduação presencial não deve preocupar. Segundo Ivete, o que vai destacar o estudante para o mercado de trabalho serão suas atribuições pessoais.

“Não há hoje uma diferenciação na certificação de EAD e presencial. É claro que algumas universidades de tradição têm um peso próprio e são encaradas de outra forma pelo mercado. O importante são as competências que você vai adquirir, não só com o diploma, mas a forma que você vai responder ao que seu trabalho pede.”

Sem repasse de verbas, bibliotecas parque têm acesso limitado

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Horário de funcionamento das unidades do Centro, Rocinha, Manguinhos e Niterói é reduzido pela metade; medida provoca revolta entre os frequentadores

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Mariana Filgueiras, em O Globo

RIO- Quem foi a uma das Bibliotecas Parque do Estado pela manhã ou à noite nos últimos dois dias deu de cara com a porta. E nem adianta deixar para ir no fim de semana: todas estarão fechadas também. As quatro unidades (que ficam na Avenida Presidente Vargas, no Centro; em Manguinhos; na Rocinha; e em Niterói) abriam de terça a domingo, das 10h às 20h (exceto a de Niterói, que ia até 18h nos fins de semana). Mas agora todas passam a funcionar apenas de terça a sexta-feira, das 12h às 18h30m, numa redução de metade do expediente.

Meninas dos olhos do projeto de cultura do governo estadual — uma das promessas da campanha do governador Luiz Fernando Pezão é inaugurar outras 11 —, as Bibliotecas Parque integram a estrutura da Secretaria estadual de Cultura, mas são geridas pela organização social (OS) Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), que recebe, por ano, R$ 20 milhões para administrá-las. De acordo com o diretor executivo da OS, Pedro Sotero, o governo estadual ainda não repassou as duas parcelas de R$ 5 milhões cada (correspondentes ao orçamento de 2015) e que venceram em dezembro e março passados. Acumulando dívidas com a Light e empresas terceirizadas de limpeza e segurança, a OS alega não ter como manter o pleno funcionamento das bibliotecas.

— A única solução era enxugar o atendimento. Ou fazíamos isso ou teríamos de suspender o funcionamento de vez ou demitir uma equipe que levamos tanto tempo para afinar — diz Sotero. — Já sabíamos que este ano seria apertado economicamente, prevíamos algum atraso, mas ainda não recebemos nada. Por isso, tentamos ajustar o funcionamento para os horários em que recebemos mais leitores. E 70% do público frequentam a Biblioteca Parque Estadual, a maior de todas, entre 12h e 18h30m.

SEM PREVISÃO DE REPASSE

Sotero reuniu-se esta semana com o secretário estadual de Fazenda, Julio Bueno, que prometeu dar, até amanhã, uma nova previsão de data para o repasse. O que não chega a ser uma boa notícia: o diretor executivo do IDG sinaliza que, mesmo com as parcelas atrasadas pagas, o horário de funcionamento das unidades não deverá voltar ao que era antes.

— Assim que tivermos alguma previsão, vamos ampliar o horário, é o que mais queremos. Mas precisaremos repensar o período das 10h às 20h e os fins de semana. Apesar de termos muito interesse em manter principalmente a Biblioteca Parque Estadual (na Avenida Presidente Vargas) aberta aos domingos, trata-se de um dia complicado de atrair público. Recebemos cerca de 1.700 pessoas diariamente, e só 600 aos domingos. É um dia em que todo o entorno está fechado, do Campo de Santana às saídas do metrô. Por outro lado, a Biblioteca Parque de Manguinhos recebe muitas pessoas nesse dia, pois é a única opção de lazer da região. Teremos de reavaliar cada unidade — diz ele.

A mudança, anunciada na sexta-feira à noite, provocou revolta entre frequentadores.

— Lamentável. Uma biblioteca incrível dessa e agora só funciona durante o horário de trabalho da maior parte das pessoas. Qual o sentido? Não abre nem sábado e domingo. Acaba de completar um ano e esse é o presente que o governo estadual dá a ela e a nós — desabafou o escritor Leonardo Villa-Forte, um dos muitos prejudicados com a medida, lembrando que a Biblioteca Parque Estadual fez um ano em abril.

Em nota, a Secretaria estadual de Cultura disse que o ajuste é “provisório” e que as atividades agendadas para os próximos fins de semana “estão sendo avaliadas caso a caso”.

Curta produzido por alunos da UFRJ é selecionado para mostra no Festival de Cannes

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“Sublime cor do teu silêncio” mostra o contato entre uma adolescente com deficiência auditiva e um mímico

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Publicado em O Globo

Tirar dez nas duas disciplinas para as quais produziram o curta “Sublime cor do teu silêncio” foi apenas a primeira conquista do grupo de alunos do quinto período de Comunicação da UFRJ por trás do trabalho. A produção acaba de ser aprovada para uma mostra oficial não-competitiva do Festival de Cinema de Cannes deste ano, garantindo uma injeção de ânimo na equipe.

– Começamos a pensar no projeto em junho do ano passado e produzimos tudo no segundo semestre. Finalizamos uma versão para que fosse avaliada pelas disciplinas Cinegrafia e Tecnologia da Produção – conta o roteirista Rubens Takamine, de 22 anos. – Depois disso, recebemos o feedback de uma professora com alguns pontos que poderiam ser melhorados. Fizemos ajustes e fechamos a versão final em março deste ano.

Com 15 minutos de duração, o filme conta a história da adolescente com deficiência auditiva Camila, interpretada pela atriz e aluna do curso Nádia Oliveira. A personagem tem nos seus desenhos um dos principais canais de conexão com o mundo e, ao conhecer um mímico, estabelece novas maneiras de contato.

Takamine conta que teve a ideia do roteiro a partir de experiências pessoais, como ter trabalhado numa mostra voltada para deficientes visuais. Temas relacionados à acessibilidade vinham despertando seu interesse e a ideia foi abraçada por toda a equipe. Para construir a personagem de Camila livre de qualquer abordagem que pudesse soar preconceituosa, o grupo buscou ajuda no Instituto Nacional de Educação de Surdos.

– Fizemos pesquisas para entender bem como eles se comunicam e pedimos à direção que avaliasse nosso roteiro – diz Takamine, que pretende adicionar recursos técnicas que torne o filme mais acessível, como audiodescrição.

PROCESSO COLABORATIVO

Cerca de 15 alunos participaram da produção, que teve um orçamento de apenas R$ 500, sendo a maior parte empregada em transporte e alimentação da equipe.

– Tudo foi feito de maneira bem colaborativa, usei uma câmera própria para filmar e cada um comprou uma coisa para ajudar. Para gravarmos as cenas no Parque Lage, onde se passa mais da metade das filmagens, contamos com apoio da própria instituição – conta.

 

 

Os resultados dessa experiência fez com que a equipe começasse a se movimentar para alçar novos voos. Eles formaram o coletivo de artes e midiativismo Cinestesia Coletiva e querem produzir novos trabalhos.

– A gente esperava que teria um bom retorno, porque o filme ficou visualmente bem bonito e com uma boa história. Mas não imaginávamos que iriamos tão longe em tão pouco tempo. Agora, queremos fazer mais pesquisas e levar esse tipo de produção adiante – conta Takamine.

Ele espera, ainda, que a própria trajetória do filme leve outros estudantes a caminhos semelhantes.

– Muita gente faz os trabalhos pensando apenas nas disciplinas e nem os inscreve em festivais. A gente espera que histórias como as nossa criem uma nova cultura, em que os alunos não tenham medo de expor suas ideias.

Mulher que largou ensino médio há 87 anos recebe diploma

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Publicado em RedeTV

Uma mulher de 103 anos recebeu na última sexta-feira (10), um diploma honorário do ensino médio depois de ter abandonado a escola há mais de 87 anos.

Em 1928, Marie Hunt foi obrigada a abandonar o Colégio River Valley em Wisconsin, nos Estados Unidos, para cuidar de seus oito irmãos. Na época, ela havia acabado de concluir o oitavo ano.

Agora, Marie tem planos de cursar uma faculdade.

Assista ao vídeo da formatura:

Mais de 12 milhões de crianças do Oriente Médio estão fora da escola

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Número representa 15% do total de crianças da região.
Relatório da Unicef não inclui alunos da Síria e Iraque.

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Publicado no G1

Mais de 12 milhões de crianças no Oriente Médio não frequenta a escola, apesar dos avanços do trabalho para ampliar a escolarização, anunciou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O número não inclui as crianças que abandonaram a escola em consequência dos conflitos na Síria e no Iraque, o que elevaria o total a 15 milhões, segundo um relatório do Unicef divulgado em Beirute.

O documento, publicado em conjunto pelo Unicef e o instituto de estatísticas da Unesco, elogia os “consideráveis recursos e o capital político” dedicados a expandir a educação no Oriente Médio na última década.

O texto destaca que “o número de crianças não matriculadas no ensino básico caiu em alguns casos pela metade”, mas o documento também recorda que “nos últimos anos não foi registrado nenhum avanço”.

No total, 4,3 milhões de crianças não frequentam a escola do ensino fundamental; 2,9 milhões o ensino médio; e 5,1 milhões a educação infantil; somando 12,3 milhões de menores idade não escolarizados.

O número representa quase 15% das crianças do Oriente Médio em idade de frequentar o ensino infantil, fundamental e médio.

A pobreza é a principal causa do fenômeno, segundo o documento.

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