Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Blogs de Letras

Garimpo literário #1

0

Ana Caroline, no Nosso Clube do Livro

newsOlá, leitores lindos!

Hoje estreamos uma coluna nova aqui no blog, com o objetivo de divulgarmos os links literários que encontramos via web. 🙂

Há muitos trabalhos legais pela Internet e nós, do Nosso Clube do Livro, adoramos o clima colaborativo de uma blogsfera justa e sem tanta competitividade. Logo, porque não compartilhar o que é bom?!

Vamos lá?

Como organizar a sua estanteLost in Chick-Lit
Neste post, a Julianna Steffens conta a sua saga na organização de uma coleção com cerca de 600 livros. Ao longo do texto há dicas práticas para que você possa arrumar todas as suas obras.

O erotismo e a sensualidade presentes em A Missa do Galo, de MachadoLiteratortura
O artigo traz uma analise literária do conto “A Missa do Galo”, publicado no livro escrito por Machado de Assis intitulado Páginas Recolhidas (1889), sob a ótica do erotismo de maneira elucidadora.  

Bijuterias de livros da Hey LadybugGarota It
Nesta postagem a Pâm mostra aos seus leitores onde encontrou bijuterias inspiradas em livros. Como muita gente fica babando neste tipo de acessório, escolhemos este link para compartilhar aqui (já avisando: o post não é um publieditorial).

Sobre demônios, minha literatura e esvaziamentos.Faah Bastos
Partindo de uma citação de Vargas Llosa – que aparece em um trecho de Julio Cortázar -, a escritora Faah Bastos faz uma análise de como tudo o que viveu afeta, aparece e interfere em sua obra. Há um embasamento e uma sinceridade tão profundas no texto, o que faz com que, nós, leitores passemos a entender melhor o universo complexo que é o processo de escrita.

Resenha: Vida organizada – Thais GodinhoKakau com Limão
Nesta resenha a Kakau fala sobre as impressões de leitura que teve do livro Vida Organizada. Quem precisa se desenvolver mais nas habilidades organizacionais, deve passar no Kakau com Limão e conferir.

Os 10 melhores eBooks grátis para o KoboDito pelo Maldito
Gosta de leitura digital? Não tem costume de ler, mas gostaria de começar? O blog Dito pelo Maldito fez um guia com os 10 melhores livros que você pode ler gratuitamente se tiver um Kobo. Vale a pena conferir.

Esperamos que vocês gostem não apenas da coluna, mas também dos links!
Beijos da equipe e até a próxima! 😉

Nosso Clube do Livro no VII Blogs de Letras

0

Fernanda Rodrigues, no Nosso Clube do Livro

blogs+de+letras

Imagem: Facebook

Na última terça-feira, dia 07 de outubro, aconteceu o VII encontro dos Blogs de Letras, e o Nosso Clube do Livro esteve presente, representado pela Fernanda Rodrigues. O evento foi organizado pela Cássia Carrenho  – do PublishNews – e pelo autor e editor Sérgio Pavarini.

Embora este seja o sétimo encontro, esta foi a nossa primeira vez. Chegamos timidamente, sem saber muito bem como seria e o que esperar; contudo, logo de cara, surgiu a pergunta: por que não começamos a participar antes?!

O grupo era grande, por isso houve uma apresentação individual. Foi bacana conhecer quem estava por trás dos blogs que lemos, além de saber que também estavam presentes autores e editores. Como além de dizer nome e blog, cada um disse um pouco sobre a última leitura que gostou, deu para notar a diversidade dos participantes do encontro por meio dos comentários tecidos desde obras sobre filosofia e política até os romances eróticos. Após as apresentações Sérgio Pavarini retomou a discussão que havia começado durante o encontro que aconteceu na Bienal Internacional do Livro de São Paulo: qual é o papel dos blogueiros literários na formação dos leitores?

blogs+de+letras+06

Sérgio Pavarini puxando a reflexão: qual é o papel do blogueiro literário?

É claro que este é um assunto que rendeu um debate rico, uma vez que cada leitor/blogueiro tem uma percepção distinta do que é leitura. Nós, particularmente, defendemos a ideia – que também foi compartilhada por outros blogueiros que estavam presentes – de que a leitura depende muito mais da bagagem de quem lê do que da obra em si. Quem tem muito conhecimento de mundo irá fazer uma análise mais crítica do que lê (mesmo que esta leitura faça parte das modinhas eitas para se tornarem best sellers), quem não tem, não conseguirá ver além do que está escrito. O papel do blogueiro literário é, portanto, mostrar a experiência de leitura que vai além, a que está nas entrelinhas – mesmo que receba comentários de pessoas que ainda não compreendam esta análise.

Após a discussão sobre o nosso papel, a Cássia Carrenho introduziu o assunto do encontro: livros digitais. Para começar, assistimos ao vídeo Suporte Técnico na Idade Média, que aborda o livro como uma tecnologia. Depois, ela nos apresentou um resumo da história do e-book, com direito a dados estatísticos. Dentre eles destacam-se o fato d que
58% dos leitores que leem o digital continuam lendo os livros físicos e que muitos dos leitores optam pelo livro digital quando não querem que outras pessoas saibam o que estão lendo.


Se você ainda não assistiu ao bem-humorado  Suporte técnico na idade Média, basta dar o play.

Para aprofundarmos no assunto, contamos com a presença da Beatriz Simonini, representante da Kobo Brasil, e do Thiago Ferro, da editora E-Galáxia – que publica apenas obras digitais. Um dos pontos levantados é que o livro digital é um livro como outro qualquer, mas que as pessoas (tanto leitores quanto o mercado) ainda estão em período de adaptação para enxergá-lo de tal modo. O livro digital tem vantagens uma vez que tem sua produção mais barata que a impressa e que possibilita a venda por impulso – já que o leitor pode obter a obra em qualquer lugar que ele esteja sem precisar esperar por entregas.

blogs+de+letras+03

Beatriz, Thiago e Cássia traçando um panorama do mercado editorial de livros digitais.

É claro que a questão do preço foi muito discutida; porque nós, leitores, não vemos uma diferença tão grande entre o valor do digital e o valor do impresso. Isso se dá muitas vezes porque as grandes editoras carregam o preço de suas estruturas – que acabam sendo repassadas no valor das obras. Além disso, há uma relação entre o valor da edição digital e impressa. Dependendo do livro e da editora, é contado apenas com a versão impressa para cobrir os custos da produção da obra. Ou seja, a questão mercadológica do valor que chega ao consumidor não é tão simples como parece ser.

O mercado digital tornou o processo de publicação mais democrático, como destacou o Thiago Ferro, da E-galaxy. Agora, os novos autores não precisam necessariamente de se prender a grandes editoras. A E-galaxy, por exemplo, vem publicando novos talentos e vê seu público de leitores crescendo cada vez mais. Por não publicar livros físicos, a relação entre produção e o preço das obras que chega aos leitores é consideravelmente mais justa – você consegue ler livros deles a partir de R$1,99! – e, além de autores desconhecidos, há publicações nomes conhecidos como Zeca Camargo, Max Gehringer, Ricardo Lísias, Nuno Ramos, José Luiz Passos, Marcia Tiburi, Noemi Jaffe.

Sobre 2015, muitas novidades virão. A Kobo acabou de lançar um device que é a prova d’água e está trabalhado para lançar novos modelos (ainda buscando tornar os preços mais acessíveis), já a E-galaxy publicará novas coleções e selos, na busca de jovens escritores com qualidade.

blogs+de+letras+05[1]

Blogueiros e autores marcando presença.

Depois do evento, saímos com mais vontade ainda de mergulhar de cabeça no mundo digital. Que venha o próximo encontro! 🙂

Para saber mais sobre o Blogs de Letras: Página do facebook | Grupo no facebook | Instagram | Blog PublishNews

Para ver as outras fotos que tiramos no evento, acesse a nossa página no facebook. 😉

Por que Somos Maus Leitores?

0

Fabio de Toledo Tonhosol, no Ler é Mais

Na última terça-feira, 7 de outubro, foi realizado o VII Encontro Blogs de Letras promovido pelo Publishnews e pelo Pavablog e um os temas foi a ‘má leitura’

Além dos mediadores da casa e organizadores do evento, Sérgio Pavarini (Pavablog) e Cássia Carrenho (Publishnews) contamos ainda com a presença de Beatriz Simoni, Merchandising da Kobo para o Brasil e Portugal e Tiago Ferro, idealizador e editor da editora e-galáxia.

O tema, como fica óbvio devido aos convidados, foi o livro digital. Falamos sobre os desafios do mercado de e-books, sobre os planos da Kobo e da e-galáxia e é claro, sobre os preços praticados no mercado de livros digitais. Porém, este artigo não vai tratar do e-book e sim de uma proposta lançada por Sérgio Pavarini, logo na abertura do encontro.

pensadorApós comentar sobre as agressões que alguns gêneros literários recebem de críticos Brasil afora e o anúncio de que o congresso recém-eleito é o mais conservador desde 1964, ele levanta o fato de que o leitor atual não se aprimora e não busca obras com maior profundidade sobre determinados assuntos, como por exemplo, política. E que é quase incapaz de entender o que significa esse novo congresso para o país e para o povo brasileiro. Em seguida, lança a seguinte pergunta aos blogueiros que participaram do encontro; O que podemos fazer para aprimorar o conhecimento do leitor e incentivar leituras de maior calibre e que incentivem a ampliação do conhecimento?

A reação foi imediata e mais do que esperada. Composto na maioria, senão na totalidade, por pessoas que são adeptos daquilo que nossa falsa intelligentsia gosta de chamar de subliteratura, e me incluo neste grupo de pessoas, os presentes saíram em defesa dos livros mais lidos na atualidade, como os livros de fantasia e chic-lit, alegando que muitos deles têm conteúdo político, social e histórico. A conclusão que mais se aproximou de um consenso foi a de que qualquer leitura é valida, pois todo livro tem algo a ensinar se o leitor prestar atenção e for perspicaz.

Quanto a isso concordo, porém tenho uma ressalva. Todo livro pode, não necessariamente irá, acrescentar algum conhecimento de vida ao leitor, pois o simples fato de ler não significa que este vai absorver a mensagem. Um livro baseado em fatos reais da história, como por exemplo os livros de Bernard Cornwell, não garante que o leitor está assimilando o conteúdo e associando aos seus próprios conhecimentos aquilo que ele está lendo e que é verídico. Para que isso aconteça, ele teria que saber de antemão quem eram os saxões, onde fica a Inglaterra, quem eram os vikings e também, que ocorreram batalhas e guerras para formar o que hoje chamamos de Estado Inglês, ou seja, para aprimorar seus conhecimentos de história, se faz necessário que você conheça o básico da história. Ninguém é capaz de compreender matemática avançada sem antes ter aprendido as operações básicas de somar, subtrair, dividir e multiplicar.

Não+Vi,+Ouvi+ou+Falei

Partindo deste principio, podemos ver que os leitores coxinhas que só leem livros premiados têm razão quando afirmam que os livros que são lidos hoje pela maioria dos jovens não acrescenta conhecimento prático da vida real. Estas obras têm o potencial de fazer com que o leitor reflita, porém se o leitor não for capaz de gerar dúvidas enquanto lê não haverá o questionamento e não haverá reflexão. Uma história, por melhor que esta seja não será capaz de responder as perguntas se essas não forem as perguntas corretas.

Vejamos um exemplo. Pude discutir Jogos Vorazes com três pessoas próximas que não leem, ou melhor, não têm o costume de ler, mas que acompanharam a trilogia devido à exposição, sendo uma delas somente através dos filmes. Todas as três adoraram a história e viraram fãs e defensores da obra de Suzanne Collins.

Discutindo a história com eles em momentos separados, percebi o quão raro é o leitor capaz de mesclar a ficção com o mundo real, chegando a um denominador comum que vai levá-lo a refletir sobre sua vida e a sociedade em que vive. Meu amigo que somente está acompanhando os filmes não foi capaz de perceber nenhuma mensagem política na história de Jogos Vorazes. Chegou ao ponto de compará-los com jogos mortais, ou seja, amante da violência e do terror, só foi capaz de enxergar aquilo que lhe agrada e nada mais.

macaco

É macaquinho, não está fácil não!

O segundo percebeu o óbvio foco político do livro, porém não conseguiu ver a ligação que os jogos têm com a história da humanidade, como por exemplo, o império romano. Mesmo quando comparei Panem a Roma, as colônias às nações conquistadas e escravizadas e os jogos com o coliseu, ele ainda insistiu
que não tinha muita coisa a ver. Não sei se a autora se inspirou na antiguidade para escrever, mas é muito parecido o sistema de ambos no que diz respeito ao governo, escravidão e demonstração de força.

O terceiro se saiu um pouco melhor. Discutimos sobre as lições políticas que podem ser tiradas das páginas do livro e comparamos com vários momentos da história, porém ele afirmou que o ser humano evoluiu e isso não tem como acontecer na sociedade atual. Não preciso dizer que esse meu amigo não deve acompanhar o que ocorre no mundo. Nações como Coréia do Norte e alguns países islâmicos tem um sistema parecido com o de Panem. Só não jogam seus cidadãos na arena para se matarem, mas o sistema extrativista e próximo à escravidão é vigente e aceito pela população. Não há garantias que após uma tragédia mundial onde o conhecimento é perdido e a violência volta a ser lei, não iríamos voltar a Roma Antiga com gladiadores escravos lutando por suas vidas para o deleite dos vencedores. A história já provou que tem a mania de se repetir, mas também provou que temos a incapacidade de prever as tragédias anunciadas.

A conclusão que tirei dessas conversas foi a de que os jovens, em especial os brasileiros, não carecem de boas opções literárias ou incentivos para se aproximarem de obras que favoreçam o intelecto. Precisamos na verdade ensina-los a pensar, a refletir e filosofar antes de apresentarmos ideias e propostas que fogem da compreensão deles. É preciso ensinar o 1+1 literário para que essas pessoas possam não somente acessar o conhecimento, mas compreendê-lo. Os blogs, assim como qualquer outra mídia formadora de opinião têm o dever de incentivar o conhecimento e buscar a evolução pessoal de seus leitores, mas o caminho é árduo, complexo e confuso e o dia-a-dia mostra que estamos ropondo iniciar uma guerra digna do conto de David contra Golias.

Crônicas avulsas: VII Blogs de Letras

0

Marcelo Caldas, no …Marcelo Caldas…

encontro blogs de letras

Estive presente em quase todos os eventos do Blogs de Letras. Aliás, ainda me lembro muito bem do primeiro encontro que foi na Livraria da Vila. Confesso que nunca imaginei a dimensão que ele iria alcançar e as infinitas possibilidades que poderia nos proporcionar. E cada evento foi diferente um do outro. Sempre é uma caixa de surpresa que nos espera de braços abertos…

E são muitos motivos para nos alegrarmos, pois chegamos à marca cabalística do 7º encontro, e esse foi na charmosa livraria Martins Fontes, na Av. Paulista. Dentre essas muitas possibilidades que citei acima, creio que a interação entre os blogueiros e blogueiras foi um fator ímpar, sem contar é claro a aproximação nossa com as editoras.

Nesse último encontro tivemos uma rica possibilidade de aprofundarmos nosso conhecimento sobre o mercado de livros digitais. Beatriz Simoni (representante da KOBO) e Tiago Ferro idealizador da editora e-galaxia nos ensinaram muito e participaram ativamente na construção desse novo aprendizado, trazendo informações sobre o mercado, falando sobre suas experiências e claro – elucidando nossas dúvidas que iam surgindo. Um bate-papo extremamente interessante e relevante.

Sérgio Pavarini ainda nos provocou a refletirmos sobre o nosso papel e responsabilidade como blogueiros e blogueiras. Enquanto ele falava, me lembrei de uma citação da Hannah Arendt, do livro A condição humana:

“É óbvio que isto requer reflexão; e a irreflexão – a imprudência temerária ou a irremediável confusão ou a repetição complacente de verdades que se tornaram triviais e vazias – parece ser uma das principais características do nosso tempo. O que proponho, portanto, é muito simples: trata-se apenas de refletir sobre o que estamos fazendo”.

Acredito que cada blogueiro e blogueira são como uma bússola que guia a nossa nau pela selva escura da mediocridade que cercam as pessoas que não lêem. E como dizia Márcio Catunda:

“Um gênio conversa com os espíritos dos livros. E o acervo suscita viagens insólitas.”

A cada resenha crítica que nós blogueiros e blogueiras postamos, possibilitamos que cada um opte pelo caminho dessas viagens insólitas, que só os livros podem proporcionar. Quem lê – sem sombra de variação enxergará melhor.

E em nosso país cheio de “Machados” de Assis se achando serra elétrica, nós somos o grito de um povo que se recusa a andar cabisbaixo.
Obrigado Cássia Carrenho e Sérgio Pavarini, por mais um encontro!

Go to Top