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É preciso encantar a criança para ela preferir um livro ao YouTube, diz blogueiro

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Ygor Salles, na Folha de S.Paulo

Mateus Luiz de Souza

É missão dos pais e dos educadores fazerem crianças e adolescentes se interessarem por livros e literatura. Mas é preciso mais criatividade do que apenas um “isso é importante para seu futuro”.

É sobre esse desafio (e outros assuntos, claro) que fala o jornalista Bruno Molinero, do Era Outra Vez, sétimo convidado do Fale, blogueiro, programa de entrevistas com blogueiros da Folha no Instagram Stories.

Confira os melhores trechos.

Passamos por uma crise nas vendas de livros, inclusive de literatura infantojuvenil. Quais os motivos?
A gente deixou de vender porque o país passou e está passando por um momento econômico delicado. O país deixou de vender carro, deixou de vender carro, casa, e livro. Mas é um problema estrutural um pouco maior. O livro para criança está inserido dentro de um conceito maior, não dá para analisar só ele como se estivesse numa redoma de vidro. Tem um problema de estrutura de escola, em que tem uma massa de pai que não lê, professores que não leem, crianças que não leem, aí partir daí produz e vende menos livros porque não tem quem leia. Tem também um problema histórico: o Brasil começou a ter imprensa, e a produzir livro, muito tarde. Não é exagero dizer que estamos nos acostumando a fazer isso, é um processo histórico que é lento. Tem desigualdades econômicas, desigualdades sociais, um monte de coisa que influencia nessas quedas.

E no exterior, como é?
O mercado dos Estados Unidos e a Europa ocidental (Portugal, Itália, Inglaterra, Alemanha) tem um mercado muito forte para criança, é um setor muito valorizado. Dá de dez a zero no nosso, cifras, valores, quantidade de títulos, a qualidade do papel, a impressão, eles estão num estágio mais avançado sem dúvida. A Feira de Bologna, na Itália, é muito famosa, é lá que é revelado o Prêmio Hans Christian Andersen, o Nobel da literatura infantil.

Autores e editores criticam governo por fixar temas em edital de livros. Poderia explicar?
O governo brasileiro sempre foi um grande comprador de livros –até pouco tempo atrás era o maior. Mas no fim do governo Dilma, no bojo da crise econômica, o antigo edital de livros para escolas foi extinto e não se comprou mais livros. E o que parecia uma boa notícia –o governo lançou o PNLD Literário (Programa Nacional do Livro Didático), que teria também livros de literatura. Só que aí editores, autores, ilustradores viram a regra do edital, acharam um pouco complicado, pois, segundo eles, havia uma mistura do que era literatura e o que era escola. Tem que falar sobre a descoberta da juventude, sobre a relação com os amigos, sobre descobrir a si mesmo. Se você quer um tema fora do edital, você tem que explicar e justificar porque quer falar sobre isso. O que autores reclamam é que primeiro você cria uma moral da história para depois criar uma história, e isso é um pensamento inverso do que é produzir literatura. Fora isso, tem uns tamanhos determinados, então qualquer livro fora desse tamanho ou é adaptado ou não vai pode participar ou ser comprado pelo governo.

A literatura, inclusive de crianças, deseja interpretações, reflexões. Nos livros de hoje, elas são muitas vezes menosprezadas?

Eu não diria um menosprezo. Há muitos livros bons publicados, de alta literatura, escritores ótimos, ilustradores ótimos, mas também tem uma massa de livro que se encaixa um pouco nisso que a Sandra Medrano falou, em que o objetivo, a moral da história, por que você quer ensinar a criança a ser uma pessoa virtuosa, isso se sobressai. É um livro que o autor senta e fala, puts, “preciso ensinar a criança a escovar o dente”, então a partir dessa moral ele vai lá e cria uma história, ou reciclar o lixo, aquecimento global, só temas caros ao mundo contemporâneo, e fica uma história um pouco manca. Você não tá criando algo novo, algo que quebra expectativa, você não está fazendo literatura, você está fazendo alguma coisa que carrega uma moral para criança ser melhor, para o professor usar na escola, aí a escola olha “que legal esse livro que ensina a criança a escovar os dentes, vamos comprar”, aí o autor vende mais livros, acaba sendo um problema estrutural.

A Jout Jout pegou, falou sobre o livro inteiro e o que em tese poderia ser ruim foi incrível pra editora, houve aumento de mais de cem vezes no pedido do livro nas livrarias. Agora, é ruim quando é preciso esse fator externo pra um livro infantil ganhar as manchetes, não?
Você pode ver por esse lado, em que talvez precise de um fator externo para estimular as vendas, mas eu enxergo por outro lado, que bom que ela escolheu falar sobre livro pra criança e isso acabou sendo divulgado, e vendeu, e transformou o Shel Silverstein conhecido no Brasil, um livro antigo. Eu adoraria que caixas de sabão em pó tivesse coisas sobre livro, que toda vez que você comprasse algo no mercado viesse uma resenha de livro infantil. Talvez pouco a pouco o livro se tornaria algo mais do dia a dia da criança. Acho que a Jout Jout fez um serviço super importante pros autores, pros ilustradores, pras crianças, porque realmente é um livro legal, é pouco óbvio, literariamente muito bom, sem formulazinhas para ser educativo, se propõe a fazer literatura.

Como a tecnologia é retratada nos livros infantojuvenis?
Na verdade, todo assunto e qualquer assunto pode ser tema de um livro. A tecnologia claro aparece, até porque quando você fala de criança, a fantasia, a tecnologia, o futuro, sempre pode ser um tema, é fácil de encontrar. Talvez a grande questão da tecnologia dentro da literatura para criança seja a questão do livro digital. Aí sim, é um mercado que não está em expansão, mas também parece que não está em retração, existem exemplos legais de editoras digitais especializadas, é um mercado interessante. Mas também existe muita coisa estranha sendo feita, como um mero PDF, que só vira a página, que você não entende porque aquilo não está sendo impresso, talvez só por uma questão de custo. E mais uma vez comparando com fora, lá temos grandes exemplos de bons livros digitais sendo feitos, e podem ser baixados aqui se você lê em outra língua, inglês principalmente.

Qual a influência da família no processo de ler da criança?
É muito mais natural, simples e fácil você ter um pai leitor, um professor leitor, um tio leitor, um padrinho leitor, que faz a criança se tornar leitora, porque vai sentar com a criança, vai contar aquela história, a criança vai se encantar pelo livro, pela literatura, e a partir daí ela vai aprender a ler, e claro, não é obrigatório, pode acontecer mil coisas pelo caminho, é tudo muito nebuloso, mas é muito mais provável que ela se torne um adulto leitor, e o filho dele se torne uma criança leitora, do que ela por si só e espontânea vontade aos 10 anos entrar numa livraria e comprar o livro. Então o pai, o professor, o mediador, são extremamente importantes nesse aspecto porque mostra possibilidades. A isca tem que ser jogada de alguma maneira.

E ler para bebês? Você recentemente entrevistou Yolanda Reyes, escritora colombiana especialista em formação de leitores.
Segundo ela não tem uma fórmula exata e direta. Não quer dizer que bebês que ouviam livros, os pais contarem histórias, ele vá se tornar um adulto leitor, ou um escritor, mas, segundo ela, é algo muito importante para o bebê, que tem a necessidade de ouvir a sua língua, e ouvir a literatura, porque é a língua mais ritmada, como se fosse a música, a partir daí ele toma esse contato, há uma aproximação entre pais e filhos, no colo, e a partir daí ele cresce e consegue ler, sentar, e aí é aquilo que a gente já conversou, abre mais possibilidades para ele ter um emprego melhor, ganhar mais dinheiro.

Fui falar com uma amiga minha que tem uma irmã de dez anos e ela deu um depoimento super interessante. “Pior que até minha irmã que era rata de leitura foi seduzida pelos vídeos no Youtube”. Como lidar com isso, Bruno?
Não existe uma resposta. Não sei se tem que enfrentar. O vinil não destruiu o CD, a TV não destruiu o cinema, o vídeo do YouTube ou a live no Instagram não vai destruir a literatura. Agora, é questão do pai que está ali no dia a dia, do professor, insistir, tentar fazer com que a criança volte a pegar o livro, leia. Não com um papo chato “isso é importante para seu futuro”, mas tentar encantar a criança para que ela continue lendo, porque de fato isso é importante para o futuro dela.

2017 não foi um ano fácil para arte e literatura. Livros infantis foram retirados de escolas e livrarias por pressão de grupos que os acharam impróprios –e isso dos dois lados. Isso continua?
A literatura para criança não está inserida dentro de uma redoma de vidro em que não tem contato com o que está acontecendo fora. É um contexto que começou já há algum tempo, foi mais forte no ano passado, e continua acontecendo de censurar livro. Estamos passando por um momento em que a arte, a produção literária, de teatro, ela vive um patrulhamento tanto de grupos de direita quanto de esquerda, ou afirmativos, que acham que aquilo desrespeita uma minoria ou um grupo e prefere, em vez de procurar a Justiça, eliminar uma obra. Isso acaba caindo na literatura para criança, é inevitável. Isso acontece, continua acontecendo e acho que é um tempo um pouco instável. Tem que ficar de olho, e, sempre que acontecer, noticiar e refletir sobre isso, acho que esse é o papel da imprensa.

E livros sobre Karl Marx para crianças ou biografias para adolescentes sobre feminismo, qual sua opinião?
Esses dois exemplos têm uma pegada mais informativa. O de Marx adapta para um livro infantil as ideias do filósofo, e do grupo feminista pega algumas mulheres importantes do mundo e do Brasil e faz uma pequena biografia para que sobretudo meninas fiquem conhecendo mulheres importantes, e despertem sentimento feminista, de simpatia a outras mulheres, e de empoderamento, essa palavra do ano. Eu acho interessante. Do ponto de vista de mercado é legal, você tenta achar novos públicos, pois talvez uma menina que nunca leu queira ler aquela matéria ou aquele livro porque acha o tema interessante. Do ponto de vista pessoal, de alguém que faz crítica de livro, eu só acho que tem que tomar cuidado para o livro não se tornar um panfleto, não ser alguma coisa de um partido político, que aí foge da proposta.

Jovens bombam na internet e viram best-sellers das livrarias

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Bruna Vieira em sua casa: faturamento mensal entre 15 000 e 60 000 reais (Foto: Mario Rodrigues)

Bruna Vieira em sua casa: faturamento mensal entre 15 000 e 60 000 reais (Foto: Mario Rodrigues)

Ao tratarem questões pessoais com humor e pitadas de autoajuda, garotos das redes sociais se tornam fenômenos editoriais

Ana Carolina Soares, na Veja SP

O tagarela Christian Figueiredo emudeceu ao ver mais ou menos 1 000 seguidores virtuais materializar-se em uma fila de adolescentes animados. A turma extrapolava os limites da Livraria Cultura, estendia-se pela Alameda Santos, pela Rua Padre João Manuel e só acabava na Avenida Paulista. “Sabia que me comunicava com um público considerável, mas não tinha ideia do tamanho real dele ou da cara dessas pessoas”, lembra o rapaz de 20 anos, detentor de mais de 4 milhões de fãs em suas redes sociais. Era noite de 11 de fevereiro, dia do lançamento de seu primeiro livro, Eu Fico Loko. As 160 páginas cheias de fotos e ilustrações receberam o mesmo título de seu vlog (videoblog, espécie de diário no mundo virtual) no YouTube, com quase 2 milhões de inscritos acumulados desde a estreia, em junho de 2010. Os textos narram a adolescência, descrita pelo garoto como uma fase “duuuura” (dita assim mesmo, cheia de vogais e caretas), com situações marcantes e constrangedoras, como amores platônicos, o complexo de magreza e o início da vida sexual. “Lembro quando tentei colocar, na primeira tentativa — sim, foram várias tentativas— a camisinha entrou e pulou para fora”, conta o autor em um dos capítulos.

Com suas caras e bocas viralizadas nas principais redes sociais, Chris chamava atenção na rede como um novo porta-voz teen. Agora, experimenta o gostinho do sucesso fora da internet. Durante as quase quatro horas da noite de autógrafos no evento da Cultura, meninas gritaram, meninos se descabelaram e os executivos da editora Novo Conceito vibraram com a venda dos aproximadamente 1 000 exemplares, que saíram em uma só tacada. Na semana de estreia, o livro do vlogueiro foi o principal best-seller do país, segundo ranking do PublishNews, boletim informativo do setor. “É um feito inédito para um autor jovem”, diz Cassia Carrenho, gerente do veículo.

Até agora, Eu Fico Loko vendeu mais de 70 000 exemplares. Acima desse patamar, aparecem apenas blockbusters do porte do romance erótico Cinquenta Tons de Cinza e de Nada a Perder 3, de Edir Macedo, da Igreja Universal. Chris é o exemplo mais bem-sucedido do momento de um novo fenômeno editorial: os autores jovens que nasceram no mundo on-line. A seu favor, contam coma vantagem de abordar um universo com forte apelo comercial. Segundo dados da Nielsen, empresa de pesquisa de mercado, títulos do gênero infantil, juvenil e educacional representam atualmente 30% das vendas totais de livros no país, a maior fatia entre todas as categorias. Trata-se de um negócio que movimenta mais de 1 bilhão de reais no Brasil por ano. Outro fator que facilita a onda é que essa nova safra de escritores já traz um público cativo nos lançamentos. Além de Chris, destacam-se na leva nomes como a blogueira Isabela Freitas, mineira de Juiz de Fora, 24 anos e 300 000 cópias vendidas de seu primeiro título, Não Se Apega, Não. Lançada no ano passado pela editora Intrínseca, a obra revela como e por que a escritora dispensou seu “namorado dos sonhos”.

Casos assim estão gerando uma corrida nas editoras em busca de outros valores. “A internet virou porta de entrada para os estreantes. Ficamos de olho nessa produção e nas curtidas que esses autores recebem nas redes sociais”, diz Alessandra Ruiz, publisher da editora Gutenberg, uma das que investem no filão. Desde o fim de 2012, a empresa introduziu no mercado off-line quatro blogueiros. A Paralela, selo popular da Companhia das Letras, tem planos de lançar neste ano o primeiro título da blogueira “desbocada” Kéfera Buchmann (22 anos e quase 3 milhões de fãs no Facebook) e de Vic Ceridono, 28 anos, com 78 000 inscritos em seu canal do YouTube especializado em maquiagem. “Essa turma disputa espaço com gigantes como Rick Riordan (da saga Percy Jackson) e clássicos como O Pequeno Príncipe, de Saint-Exupéry”, afirma Ismael Sousa, coordenador da Nielsen.

A migração de autores da internet parao papel começou com Bruna Vieira, de 20 anos. No fim de 2012, ela lançou Depois dos Quinze, pela editora Gutenberg, com mesmo nome e proposta de sua página na internet, que tem média de 1,5 milhão de acessos mensais. Em textos simples, mas com personalidade, ela falava sobre sua timidez, complexos e o bullying sofrido por ser tímida, gordinha e estrábica. Depois, lançou outros três títulos: A Menina que Colecionava Borboletas (espécie de continuação de Depois dos Quinze), além dos romances De Volta aos Quinze e De Volta aos Sonhos. Nascida em Leopoldina, no interior de MinasGerais, ela se mudou para o bairro do Ipiranga,em São Paulo, aos 17 anos para participar de eventos e campanhas publicitárias, e chega a faturar hoje cerca de 60 000 reais por mês, entre direitos autorais e publicidade na internet. No fim do ano passado, seus pais (Mauro, serralheiro, e Luzia, secretária), além do irmão (Mauro, programador, de 23 anos), largaram seu cotidiano e emprego em Minas e se mudaram para Atibaia, para trabalhar com a caçula. “Comecei meu blog como um diário, um desabafo, porque fui esnobada por um garoto. No fim, a internet me deu autoestima e uma profissão”, diz. De quebra, o rapaz ainda lhe pediu desculpa. Neste ano, Bruna lançará dois livros. Um deles será uma revista em quadrinhos. Com o projeto, a jovem pretende virar boneca e faturar ainda mais com produtos licenciados em 2015. O outro plano envolve uma seleção de crônicas junto com dois pesos-pesados de romances juvenis,Thalita Rebouças e Paula Pimenta. “São minhas maiores referências, ao lado de Martha Medeiros e Meg Cabot (de O Diário da Princesa, que virou filme com Anne Hathaway).”

Os ídolos de Bruna apontam o caminho dos jovens best-sellers. Eles são doces,românticos, politicamente corretos e bem-humorados. A rebeldia típica da fase só aparece em um ou outro palavrão. Todos apresentam o sentimento como tema principal de suas obras: a dificuldade de se entrosar com a turma, de acertar no amor e as rusgas com a família. Um exemplo é Fred Elboni, de 24 anos, autor do blog Entenda os Homens, com 5 milhões de acessos mensais, além dos livros Um Sorriso ou Dois e Meu Universo Particular, lançado neste mês. Em seus textos, aborda tabus, como sexo no primeiro encontro, e faz alguns desabafos, como a saudade do pai, o publicitário Fábio Elboni, que morreu de câncer no estômago quando o jovem tinha 14 anos. “Minha mãe, que era divorciada, vivia dizendo para eu ligar mais para ele”, lembra Fred. “Eu acabava sempre deixando para depois. Poderia ter curtido mais a companhiado meu pai. Hoje falo aos meus leitores para aproveitarem melhor os momentos com as pessoas queridas.”

JESSICA GRECCO E ARIANE FREITAS, 25 ANOS - Na internet: contabilizam 7,7 milhões de seguidores em contas nas redes sociais. O blog "Indiretas do Bem" possui em média 150 000 acessos mensais. Nas livrarias: a primeira obra delas, O Livro do Bem, foi lançada em novembro e vendeu aproximadamente 17 000 exemplares. Renda mensal: entre 20 000 e 50 000 reais. Perfil: a dupla fala de seu cotidiano, além de mandar mensagens curtas de superação e autoajuda (Foto: Mario Rodrigues)

JESSICA GRECCO E ARIANE FREITAS, 25 ANOS – Na internet: contabilizam 7,7 milhões de seguidores em contas nas redes sociais. O blog “Indiretas do Bem” possui em média 150 000 acessos mensais. Nas livrarias: a primeira obra delas, O Livro do Bem, foi lançada em novembro e vendeu aproximadamente 17 000 exemplares. Renda mensal: entre 20 000 e 50 000 reais. Perfil: a dupla fala de seu cotidiano, além de mandar mensagens curtas de superação e autoajuda (Foto: Mario Rodrigues)

Além da temática de dramas e encanações adolescentes, os autores têm outros pontos em comum. Por viverem grudados no celular (“é um membro do meu corpo”, define Bruna Vieira), trabalham praticamente todos os dias. Postam de segunda a segunda nas redes sociais e usam como trilha sonora de seus vídeos as canções pop que ouvem, de Aerosmith a Katy Perry. Na maioria dos casos, o próprio quarto faz as vezes de cenário. “É uma delícia porque raramente pegamos trânsito e as reuniões acontecem por WhatsApp”, diz Jessica Grecco. Ela e a amiga Ariane Freitas são donas da página do Facebook Indiretas do Bem, com mensagens positivas, e lançaram a primeira obra, O Livro do Bem, em novembro passado. Em maio, colocarão no mercado a segunda, tendo como alvo o Dia dos Namorados. “Nossa única pretensão ao abrir a página no Face era apaziguar um grupo de amigos que (mais…)

Blogueiros discutem relação entre livros e leitores

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A 23º Bienal do Livro de São Paulo terá três mesas-redondas debatendo literatura

Todos os encontros acontecem no Auditório da Escola do Livro

Todos os encontros acontecem no Auditório da Escola do Livro

Publicado no R7

Quem procura notícias sobre livros e autores costuma encontrar centenas ou até milhares de blogs com informações detalhadas, além de vídeos e fotos.  Na 23º Bienal do Livro de São Paulo, os blogueiros participam de três mesas redondas neste sábado (30).

A primeira delas acontece às 16h30. Paula Pimenta, autora de livros “cor de rosa”, como ela mesma se define, Raphael Montes, jovem escritor de livros policiais, e Toni Brandão, autor multimídia, falam sobre o quer o jovem gosta de ler e como blogs e novas tecnologias ajudam a desenvolver o hábito de leitura.

No início da noite, às 18h15, a relação entre blogs literários e editoras será tema de um debate travado pelo blogueiros Fabio Mourão, do Dito Pelo Maldito, Alba Milena, da Psychobooks e Karen Alvares, do Por essas páginas, e o editor Pedro Almeida, da Faro Editorial.

O terceiro encontro, às 20h, reúne empreendedores no mercado literário e tem o sugestivo título de “Startups editoriais”. Vitor Arteiro, do Bookstart, Felipe Brandão, do Esqueça um Livro, Sérgio Pavarini, do Pavablog e Rosana Hermann, do Querido Leitor, contam o que os blogs podem aprender com iniciativas empreendedoras.

Todos os encontros acontecem no Auditório da Escola do Livro. Para participar, basta retirar senha 30 minutos antes de cada mesa-redonda. Serão distribuídas apenas 50 senhas.

Protesto – #RoccoPreçoBaixo

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Nane de Oliveira, no blog Em sintonia com os livros

Nessa tarde, após um anúncio de novos lançamentos, a blogueira Letícia do Bom Humor Literário protestou sobre o valor de certo livro da editora Rocco que estava R$ 64,00 e a editora respondeu que o valor do livro depende da quantidade de páginas.
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Porém, em muitas outras editoras livros com número de páginas maiores do que os da editora Rocco, custam muito menos. E por isso, o blog Bom Humor Literário, junto com outros blogs e leitores começaram o protesto contra o valor exorbitante dos livros da tal editora, pondo a tag #RoccoPreçoBaixo como os assuntos mais comentados na noite de terça-feira (17).

No protesto, os leitores soltaram a criatividade na divulgação da tag, e separei algumas frases.

@livrosecitacoes #RoccoPreçoBaixo pelo dinheiro que a @editorarocco ganha com a gente, no minimo deveriam trazer a J.K pra bienal

@ Estejali Na balada: “Oi, gatinha, sabe o q tenho lá fora?” “Uma Ferrari?” “Não, um livro da @editorarocco” *barulho de beijos* #RoccoPreçoBaixo

@eufases #RoccoPreçoBaixo Quando me casei, a divisão de bens ficou 8 livros da editora rocco de um lado e o apartamento do outro

@brunabritti Vcs percebem que somando o preço de TODOS os livros da série Outlander, dá mais que um salário mínimo? (836 reais) #RoccoPreçoBaixo

@zannecruz E no final do arco-íris tem o quê? Pote de outro? Claro que não, tem livro da rocco que vale quase a mesma coisa #RoccoPreçoBaixo

@MPessoais #RoccoPreçoBaixo pq a promo da Rocco não é pague 1 e leve 3; é pague 3 e leve 1.

@MozinhaOliveira Já que estou financeiramente impossibilitada de ler livros da Rocco, me divirto lendo os tweets #RoccoPreçoBaixo xD

@MrBooks_ Ganhei na Mega-Sena!! Agora vem a duvida: Ferrari ou livro da #Rocco?? #RoccoPreçoBaixo

@eufases Mendigo encontra um livro da Rocco em um banco de praça e tem sua vida transformada ao vendê-lo . #RoccoPreçoBaixo

@LibiaMazon Tirei um livro da @editorarocco da bolsa e meus colegas pensaram que eu era rica #RoccoPreçoBaixo

@BEmpoeirada Agora é oficial: Jay-Z declara falencia após comprar 2 livros para presentear sua filha.#RoccoPreçoBaixo

@MPessoais #RoccoPreçoBaixo pq não dá pra comprar com o Vale Refeição da empresa.

@juh_ines ia comprar um livro da #Rocco, mas decidi pegar o dinheiro e ir pra Paris. #RoccoPreçoBaixo

@RonaldoLivros Se tem o “Bolsa Família” pq não criar o “Bolsa Rocco” #RoccoPreçoBaixo

@Sessao_das10 Já comecei a juntar dinheiro pra comprar os livros do Harry Potter para os meus netos. #RoccoPreçoBaixo

@Tri_Books A Becky Bloom deve ter se endividado comprando livros da Rocco #RoccoPreçoBaixo

@letrasdecha A editora podia criar o selo Rocco Pobres Leitores porque ninguém tem dinheiro pra comprar os livros né #RoccoPreçoBaixo

@sabrinamazzoni1 O Rocco está querendo lucrar o mesmo que as bilheterias de filmes. #RoccoPreçoBaixo

@CheiroLivros Editora Rocco mudará o nome para Ricco #RoccoPreçoBaixo

@cad_anota11 “Troco teu filho por 2 livros da Rocco!” Sequestrador negociando com o pai da vítima #Roccopreçobaixo

Se você também não concorda com os valores dos livros da editora Rocco, nos ajude na dovulgação do protesto e da tag #RoccoPreçoBaixo no Twitter.
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Nós no blog Em Sintonia Com Os Livros, apoiamos a campanha.

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