Posts tagged boa leitura

7 sugestões de livros para mães que adoram pets

0

Daisy Vivian, na Revista Donna

Sua mãe é daquelas que não dispensa uma boa leitura? Então tá, uma dica interessante para as cachorreiras de plantão continua sendo Quatro Vidas de um Cachorro. São quase 300 páginas de entretenimento e não precisa ser muito sentimental para rir e chorar com os altos e baixos de Ethan e os adoráveis mascotes que aparecem em sua vida. Outra narrativa interessante, mas não tão longa, é Meu amigo Lucky, um cão que sofria de paralisia e que estava prestes a ser sacrificado quando tocou a alma de um homem que o levou para casa, mesmo destino que teve a cadela Estopinha, uma cadela de rua que narra suas aventuras.

Foto: Divulgação

Para quem prefere histórias ainda mais curtas, Cães e Gatos Sabem Ajudar seus Donos traz relatos de 24 pessoas que encontraram algum tipo de conforto em seu pets quando mergulhadas nos momentos mais turbulentos de suas vidas.

Foto: Divulgação

Se sua mãe é daqueles que curtiu fazer álbum dos bebês, gosta de escrever e observa diariamente a rotina de seu mascote, um livro interessante é Diário de um Gato. Ali ela escreve o que faz seu bichano feliz, o que causa alergia, o que ele gosta de comer, o que o deixa zangado e até quantos agradinhos ele recebe por mês, um paraíso para qualquer médico veterinário quando precisar saber do histórico do paciente. Ainda no universo dos felinos, viajar pelas estradas do Japão e se deparar com interessantes pessoas e situações – sob a perspectiva de um felino – você encontra em Relatos de um Gato Viajante.

Foto: Divulgação

O que se encontra com facilidade são livros com bastante foto ilustrativa, lembrando que um grosso livro de fotografias de cães, gatos, cavalos e pássaros é, além de agradável aos olhos, um bom artefato para decoração de mesas de centro até de salas de espera de consultórios médicos. Um exemplo dessas fofurinhas que dá vontade de comer é Gatos, como escolher o companheiro ideal para você.

O que a boa leitura faz com o seu cérebro?

0

mind-234

O cérebro é flexível e por isso é capaz de adquirir mais conhecimentos à medida que a pessoa arrisca a ler textos mais complexos. Por outro lado, ele também se acomoda à mediocridade

Denise Drechsel, na Gazeta do Povo

Comparar o ato de ler com uma espécie de “exercício físico” para o cérebro, como ocorre na musculação sobre a massa corporal, está longe de ser adequado – e com as últimas descobertas da neurociência, essa analogia serve apenas para dar uma ideia distante do seu efeito real. O percorrer os olhos sobre palavras ordenadas com um sentido faz muito mais: ajuda o cérebro a absorver conceitos da realidade e a dominá-la. Quanto maior o vocabulário, a fluência na leitura e a sua complexidade, maior a capacidade de compreender a si mesmo, interagir socialmente e ser bem-sucedido no mercado de trabalho. Se uma pessoa não sabe ‘nominar’ algo, em geral, não a assimila com clareza.

O processo de entender o mundo começa na infância. A rede neural tem sua idade de ouro nos primeiros anos, quando é maior a neuroplasticidade (a capacidade de reter conhecimentos). Quando uma criança começa a ler, entre 5 e 8 anos, o cérebro fica mais eficiente e, para eliminar sobras e aumentar a sua agilidade, ocorre a chamada poda neuronal, a perda de bilhões de neurônios até os 10 anos, algo natural para o organismo. Esse recuo é tão grande que até a espessura do córtex cerebral diminui.

O maior efeito disso incide sobre o aprendizado, principalmente em relação à linguagem escrita. Se a rede neural não é estimulada, falta essa poda ‘qualificada’ e a criança sofre os efeitos do desuso – e aqui a comparação do organismo com músculos atrofiados e excesso de massa gorda pode ajudar. “Se não ocorre essa simplificação neuronal nessa fase crítica, você não é capaz de desenvolver uma linguagem mais complexa quando adulto”, explica o neurocientista Renato Sabbatista, pós-doutor pelo Instituto Max Planck. “Pouco dessa situação pode ser sanada nos anos seguintes, mas é preciso um esforço maior, mais ou menos como quando um idoso aprende a dirigir, demora mais”.

Da infância à vida adulta, para que esse processo não regrida, é necessário colocar o cérebro em contato com conteúdos cada vez mais complexos. Se a pessoa se contenta com linguagem simples – frases curtas da televisão e das redes sociais, vocabulário pobre e sintaxe pouco elaborada –, o desenvolvimento cerebral se estabiliza e a pessoa se torna incapaz de compreender ideias com consequências significativas para si mesmo e para a sociedade. As pesquisadoras Yellolees Douglas e Samantha Miller perceberam, por exemplo, que estudantes que liam diariamente o “Huffington Post” tiveram a menor pontuação em seus escritos do que os que liam, ainda que com menos frequência, o “The New York Times”.

O esforço para ler e entender textos mais complexos, por outro lado, aumenta a qualidade da chamada ‘fala silenciosa’, o discurso interior feito por quem é capaz de escrever frases coerentes. Ao mesmo tempo, exercita a memória, necessária para falar, escrever e entender. “O contrário se pode perceber em uma pessoa que vai morar em outro país, que começa a utilizar um português mais simples porque vai esquecendo as palavras”, exemplifica Sabbatini.

Go to Top