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“Marley & Eu” faz dez anos: conversamos com o dono do “pior cão do mundo”

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Renata Nogueira, no UOL

11.dez.2008 - John Grogan posa com o cachorro Clyde, que fez a maior parte das cenas de Marley no filme "Marley & Eu"

11.dez.2008 – John Grogan posa com o cachorro Clyde, que fez a maior parte das cenas de Marley no filme “Marley & Eu”

Há dez anos, o Brasil conhecia a história de Marley, um labrador travesso que mudou a vida de uma família americana. Depois de 1,1 milhão de livros vendidos por aqui, o país ganha uma edição comemorativa publicada pela HarperCollins e a atenção especial do autor de “Marley & Eu”, o jornalista John Grogan, que escreveu uma dedicatória exclusiva para seus leitores e fãs brasileiros.

Em uma conversa exclusiva com o UOL, direto de sua casa em uma cidadezinha no topo das montanhas da Pensilvânia, o escritor ressaltou a importância do nosso país no estrondoso sucesso internacional de seu primeiro e mais conhecido livro. A história do “pior cachorro do mundo” o permitiu colecionar amigos fora do país, muitos deles brasileiros, que compartilharam com o autor as histórias de seus cachorros desde a primeira edição do livro em português.

“Obrigado, Brasil, por abraçar a mim e ao meu cachorro maluco. Obrigado por tornar minha simples história em um sucesso internacional. Obrigado por me fazer sentir parte de suas famílias e um honrado cidadão do seu país”, escreve John Grogan em sua dedicatória. Apesar do carinho especial pelo público brasileiro, o americano ainda não teve a oportunidade de conhecer o país.

“Acompanhei a Olimpíada do Rio pela TV e fiquei ainda mais encantado com a beleza do seu país. Quero muito conhecer o Brasil, é a viagem dos sonhos para mim e para a minha mulher”, conta John. Ele se refere a também jornalista Jenny Grogan, coprotagonista da história que virou filme dois anos depois do lançamento do livro e chegou aos cinemas no dia de Natal, em 2008.

Marley ficou conhecido primeiro em 2003, quando John Grogan publicou uma coluna no jornal em que trabalhava contando sobre a dor de perder o companheiro que o acompanhou durante 13 anos. De 20 cartas que costumava receber após seus textos, o número saltou para cerca de 800.

Capa da edição comemorativa de dez anos de Brasil do livro "Marley & Eu"

Capa da edição comemorativa de dez anos de Brasil do livro “Marley & Eu”

Para externar a dor de perder o companheiro que havia chegado à casa dele e de Jenny antes mesmo de seus três filhos (que hoje têm 25, 23 e 19 anos), Grogan resolveu escrever sobre a trajetória difícil, mas inesquecível ao lado do bicho batizado em homenagem ao cantor Bob Marley.

O texto carregado de sentimentos foi um sucesso imediato de vendas logo após sua publicação nos Estados Unidos, há exatos 11 anos, em 18 de outubro de 2005. Um ano depois, em 2006, “Marley & Eu” ganhava sua edição brasileira.

Durante a entrevista, John Grogan fez questão de destacar a importância do Brasil no sucesso internacional de seu primeiro livro. Leia a seguir:

UOL – Dez anos se passaram desde a publicação de “Marley & Eu” aqui no Brasil. O que mudou na sua vida nesse período?
John Grogan – Muita coisa mudou desde a publicação do livro. O Marley foi um cachorro que agregou muito a nossa família. A história dele possibilitou que meus filhos frequentassem boas escolas e que eu fizesse muitos amigos pelo mundo. Hoje eu também não trabalho mais em redação graças ao sucesso dele.

Muitos brasileiros entraram em contato com você depois do sucesso de “Marley & Eu”. O que eles te contavam nas cartas e e-mails?
Foram muitos leitores internacionais, recebi milhares de cartas do mundo todo. Mas posso dizer que mais da metade dos e-mails que recebi de países estrangeiros vinham do Brasil. Foram muitas mensagens. Logo percebi que vocês também eram apaixonados por cachorros. As pessoas contavam histórias felizes e também compartilhavam a dor de ter perdido um animal. Elas faziam questão de mandar até fotos dos seus bichos de estimação e isso me alegrou muito. Com essa experiência pude ver que, apesar de tantas guerras e diferenças entre as nações, existe um sentimento sincero que nos une e nos faz igual.

O número de cartas e e-mails cresceu muito depois da adaptação de “Marley & Eu” para o cinema, em 2008?
Eu já recebia muitas mensagens depois de publicar o livro, que logo virou best-seller nos Estados Unidos e internacionalmente. Mas posso dizer que depois do lançamento do filme esse número saltou umas dez vezes.

Os cães Woodson (à esquerda) e Wallace no Natal de 2014: sucessores de Marley

Os cães Woodson (à esquerda) e Wallace no Natal de 2014: sucessores de Marley

Quantos cachorros sua família já teve depois do Marley? Já pensou em escrever sobre eles?
Tivemos uma cadela logo depois do Marley, a Gracie, mas ela tinha uma doença degenerativa e acabou morrendo quando tinha 6 anos. Depois chegaram outros dois cachorros, o Woodson e o Wallace. O Woodson era um dos 22 cachorros que fizeram o Marley no filme e foi um presente da produção logo após o final das filmagens. Ele está conosco até hoje, já faz oito anos. Apesar de todos os problemas de comportamento que enfrentamos com o Marley, sempre tivemos labradores. É definitivamente a nossa raça favorita. Não pensei em escrever sobre os nossos novos cachorros, pois definitivamente eles têm um comportamento bem diferente. São tranquilos, ótimos cachorros.

Você escreveu diversos livros infantis com o personagem do Marley depois de lançar “Marley & Eu”. Já teve proposta para outros filmes?
Não recebi outras propostas para fazer filmes e também não vejo como continuar a história do Marley. Mas foi muito prazeroso escrever estes livros para as crianças. Eu senti a necessidade de fazer isso, já que muitas crianças queriam ler “Marley & Eu” e, honestamente, o considero um livro adulto.

Você acha que um dia vai conseguir repetir o estrondoso sucesso de “Marley & Eu”?
É muito difícil repetir o que foi “Marley & Eu”, mas isso não significa que meus outros livros não sejam bons ou não tenham feito sucesso. Acontece que quando eu comecei a escrever esta história foi uma algo que escrevi do fundo do meu coração. Eu sinceramente não esperava que fosse fazer todo o sucesso que fez. Mas como escrevi com tanto sentimento, é um livro único, algo que só acontece uma vez na vida. Não tem como repetir.

Pela primeira vez, autor jamaicano conquista o Man Booker Prize

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Jamaican author Marlon James poses for a photograph at a photocall in London on October 12, 2015, ahead of tomorrow's announcement of the winner of the 2015 Man Booker Prize for Fiction. Marlon James' s "A Brief History of Seven Killings" is one of the six shortlisted books for this year's prize. AFP PHOTO / NIKLAS HALLE'N

Marlon James é agraciado com a principal honraria para romances em língua inglesa por livro sobre atentado a Bob Marley, “A Brief History of Seven Killings”

Publicado no Divirta-se

O escritor jamaicano Marlon James conquistou, nesta terça-feira (13/10), o prestigioso Man Booker Prize por “A Brief History of Seven Killings”, um romance inspirado em uma história real e que descreve como Bob Marley e sua equipe e sua equipe foram atacados antes de um show em 1976.

James, de 44 anos, é o primeiro jamaicano a ser agraciado com o prêmio da literatura em língua inglesa – entregue há 47 anos.

Concedido ao melhor romance original em língua inglesa, o Man Booker Prize é um dos mais importantes prêmios literários do mundo.

Os outros finalistas foram os britânicos Tom McCarthy por obra “Satin Island” e Sunjeev Sahota por seu primeiro romance, “The Year of the Runaways”, o nigeriano Chigozie Obioma por “The Fishermen” e as norte-americanas Anne Tyler (“A Spool of Blue Thread”) e Hanya Yanagihara (“A Little Life”).

De Garfield a Bob Marley, veja figuras ‘pop’ que já caíram no Enem

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Para professores, referências fazem jovens estar sempre ‘antenados’.
Menina Mafalda e viking Hagar já apareceram em seis edições do exame.

Garfield, Bob Marley, Mutantes, Mafalda e Capitão América já caíram em questões do Enem (Foto: Reprodução/Divulgação/AFP)

Garfield, Bob Marley, Mutantes, Mafalda e Capitão América já caíram em questões do Enem (Foto: Reprodução/Divulgação/AFP)

Paulo Guilherme, no G1

O que Bob Marley, Mutantes, Coldplay, Twitter, Capitão América, Blitz, Garfield e Mafalda têm em comum? Estas e outras figuras da cultura pop já foram tema de perguntas que caíram no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nestes 15 anos de existência. Nos últimos anos, a presença de artistas e personagens nas questões se tornaram mais frequentes no Enem. Segundo professores ouvidos pelo G1, esta é uma tendência que deve crescer cada vez mais para buscar estudantes “antenados” com o mundo.

A primeira edição do Enem, em 1998, abriu com Gonzaguinha: “Viver e não ter a vergonha de ser feliz…” A letra da música O que é, o que é foi o tema da redação do Enem há 15 anos e deu origem a uma série de citações, usos de letras de músicas, capas de discos e desenhos de figuras presentes na cultura pop.

Nos últimos dois anos, a presença de artistas populares nas questões do Enem aumentou. Em 2010, a letra de “Viva la vida”, da banda britânica Coldplay, caiu em uma questão de inglês. Em 2011, o Enem trouxe perguntas citando Garfield, Twitter e Bob Marley. A questão sobre o cantor jamaicano dizia: “Bob Marley foi um artista muito popular e atraiu muitos fãs com suas canções. Ciente de sua influência social, na música War o cantor se utiliza de sua arte para alertar sobre… (resposta certa: a persistência da guerra quando houver diferenças raciais e sociais).”

O Enem de 2012 fez muito uso destas “celebridades” nas questões. A prova de linguagens e códigos trouxe questões com as canções “Aqui é o país do futebol”, de Wilson Simonal, e “A dois passos do paraíso”, da banda pop Blitz; e uma pergunta sobre a banda Mutantes e o movimento de contracultura no final dos anos 60. Na prova de espanhol, uma tira da personagem Mafalda foi tema de uma de cinco questões.

Já a prova de ciências humanas apresentou a capa do primeiro número da revista do Capitão América, lançada no início da década de 1940. A imagem trazia o desenho do Capitão América dando um soco no líder nazista Adolf Hitler e perguntava ao candidato contra o que a participação dos Estados Unidos na luta se associava (a resposta certa era a alternativa ‘os regimes totalitários, na Segunda Guerra Mundial’).

Coldplay caiu no Enem em 2010 (Foto: Divulgação)

Coldplay caiu no Enem em 2010 (Foto: Divulgação)

Para os professores de cursinhos, todas estas referências nas questões do Enem têm como objetivo buscar um aluno mais antenado, que não fique restrito apenas ao conteúdo oferecido pelas escolas no ensino médio.

“É importante que o candidato tenha uma atitude ativa. O Enem quer aluno interessado em tudo o que a vida possibilita, que seja sempre um cidadão curioso”, afirma o professor Luis Felipe Abad, do cursinho pH, do Rio.

Para o professor Gilberto Alvarez Giusepone Junior, especialista em Enem e diretor do Cursinho da Poli, de São Paulo, o Enem busca um candidato com perfil ‘eclético’. “Por trás dessa linha pop está a busca por um estudante preocupado em ter uma formação que é maior do que a escola dá, que tenha hobbies e que leia jornais, revistas, noticiário em sites e busque informações que tenham relação com o conteúdo básico cobrado pelo Enem”, diz o professor Giba, como é conhecido.

Mafalda, de Quino, já apareceu seis vezes na  história do Enem (Foto: Reprodução/Quino)

Mafalda, de Quino, já apareceu seis vezes na
história do Enem (Foto: Reprodução/Quino)

Mafalda e Hagar
O professor cita como exemplo as tirinhas da personagem Mafalda. “Apesar de ser um desenho, a Mafalda tem sempre um toque político inserido na mensagem, e isso faz com que o candidato do Enem saiba relacionar o tema com seu contexto histórico.”

A menina Mafalda, aliás, é uma das figuras campeãs de aparições da história do Enem. A personagem criada pelo cartunista argentino Quino, já apareceu em seis das 15 provas do Enem já realizadas desde 1998 (em 2010 foram feitas duas provas por causa de um problema de impressão no primeiro exame), assim como o viking Hagar, de Dik Browne.

Em seguida aparece o gato Garfield, personagem de Jim Davis, com cinco aparições em questões do Enem ao longo da história do exame.

“Mafalda, Garfield e Hagar são personagens presentes nas seções de quadrinhos de grandes jornais e, por isso, muito conhecidos do público que faz o Enem”, destaca Rafael Menezes, professor de história do Sistema Elite de Ensino, de Porto Alegre. Segundo ele, o uso de quadrinhos é comum para “arejar” as provas, em vez de colocar um enunciado extenso, e pode ser aproveitado para as questões de português e de língua estrangeira (inglês ou espanhol). “Os mangás japoneses ainda não apareceram no Enem, mas isto pode vir a acontecer por eles também fazerem parte do universo dos jovens”, indica Menezes.

“O Enem tem esta característica de aproximação do jovem ao seu cotidiano e aplicar estes fatos ao conteúdo exigido”, explica Kadu Lima, professor do Curso Progressão Autêntico, do Rio. “Os alunos não leem tanto, não têm tanta base literária, então, quando se cobra exemplos mais próximos, como os do cinema e da música, facilita o entendimento da prova.”

VEJA SUGESTÕES DE PROFESSORES SOBRE TEMAS ‘POP’ QUE PODEM SER ABORDADOS

A pedido do G1, os professores listaram alguns exemplos de como algumas figuras populares podem aparecer nas provas do Enem e como associá-los com temas da atualidade.

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‘Era do Gelo’

Cinema

“A série de filmes de animação mostra como o resultado dos impactos ambientais no planeta pode ser abordado em uma prova de ciências da natureza.”

Kadu Lima, Curso Progressão Autêntico

 

 

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X-Men

Quadrinhos/cinema

“Estes personagens nasceram no final dos anos 60 nos Estados Unidos, uma época em que o movimento negro norte-americano estava em alta. É possível estabelecer em uma questão do Enem um paralelo sobre a busca dos negros pelas mesmas oportunidades dos brancos.”

Rafael Menezes, Sistema Elite de Ensino

 

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Subway e Spoleto

Restaurantes fast food

“Estes exemplos de restaurantes no qual o cliente monta seu prato remete à relação de sistemas de produção da indústria conhecido como toyotismo, ou seja, a flexibilização na produção, produção sob encomenda ou demanda.”

Kadu Lima, Curso Progressão Autêntico

 

 

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Copa do Mundo

Esportes

“O Enem pode usar a realização da Copa do Mundo no Brasil para pedir ao candidato que estabeleça uma conexão maior com política, economia, momento atual brasileiro.”

Professor Giba, Cursinho da Poli

 

 

 

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Twitter e Facebook

Internet

“As redes sociais rompem fronteiras e foram muito usadas em movimentos populares como a Primavera Árabe para a derrubada de governos autoritários.”

Kadu Lima, Curso Progressão Autêntico

 

 

 

VEJA FIGURAS DA CULTURA ‘POP’ QUE JÁ CAÍRAM EM PROVAS DO ENEM

Música

Gonzaguinha (1998)
Chico Buarque (1999 e 2005)
Gilberto Gil (2001)
Engenheiros do Hawaii (2007)
Titãs (2007)
Lobão (2009)
Coldplay (2010)
Bob Marley (2011)
Jimi Hendrix (2011)
Sá e Guarabyra (2011)
Mutantes (2012)
Luiz Gonzaga (2012)
Blitz (2012)
Wilson Simonal (2012)

Desenhos/cartunistas

Mafalda (1999, 2003, 2004, 2005, 2010 e 2012)
Graúna/Henfil (1999 e 2005)
Angeli (2000, 2007)
Chico Bento (2000)
Garfield (2000, 2001, 2002, 2011 e 2012)
Frank e Ernest (2001 e 2004)
Laerte (2001, 2008 e 2012)
Calvin e Haroldo (2002 e 2010)
Hagar (2002, 2004, 2008, 2009, 2010 e 2012)
Ziraldo (2005 e 2010)
Caco Galhardo (2004)
Adão Iturrusgarai (2009)
Capitão América (2012)

Internet

Twitter (2010)
Wikipedia (2010)
Redes sociais (2011)

VEJA TODAS AS PROVAS DO ENEM

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