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Posts tagged Bola

Intrínseca encosta na Sextante

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Em 3º lugar a editora Vergara & Riba

Cassia Carrenho, no PublishNews

Sextante: 1º lugar no ranking das editoras com 16 livros, 1º lugar em negócios com o livro Sonho grande, 4 livros na lista gerale 23.308 exemplares vendidos ao todo.

Intrínseca: 2º lugar no ranking das editoras com 15 livros, 1º lugar em ficção com o livro O lado bom da vida e em infantojuvenil com o livro A marca de Atena, 7 livros na lista geral e 33.563 exemplares vendidos no total.

Um livro de separação da primeira para a segunda no ranking das editoras. Mais de 10 mil exemplares a mais da segunda para a primeira em livros vendidos. Uma briga boa para os leitores!

Em 3º lugar no ranking, uma surpresa esperada: Vergara & Riba. Ainda embalada pelas vendas dos dias das mães e pelos eternos bananas, a editora colocou 11 livros na lista – 3 sobre mães e 8 da coleção Diário de um banana.

As estreias na lista foram: em ficção, Entre o agora e o nunca (Suma das Letras), Anjo da morte (Verus) do querido nerd Eduardo Spohr, e Amor (Bertrand) de Isabel Alende; em não ficção, o polêmico livro do Lobão Manifesto do nada na terra do nunca (Nova Fronteira), Carlos Wizard (Gente) e Um gato de rua chamado Bob (Novo Conceito); em infantojuvenil, Os diários do semideus (Intrínseca); em autoajuda, Mãe, você é tudo para mim (Gente) e Para minha supermamãe (Vergara & Riba); em negócios, A bola não entra por acaso (Principio) e Startup de $100 (Saraiva).

Vale lembrar que o já tão conhecido Padre Marcelo continua no altar com o livro Kairós (Principium), que atingiu essa semana a marca de 29.445 exemplares vendidos. Santo Expedito deve estar recebendo muitos agradecimentos pela graça alcançada!

Mais pop que “50 Tons de Cinza”, livro apresenta Leminski complexo à geração do Facebook

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O escritor Paulo Leminski posa para foto em bar de São Paulo, em 1984 (Foto: Avani Stein/Folhapress)

O escritor Paulo Leminski posa para foto em bar de São Paulo, em 1984 (Foto: Avani Stein/Folhapress)

Carlos Minuano, no UOL

Feito raro num país que dá pouca bola à literatura, Paulo Leminski é pop. Morto em junho de 1989, aos 44 anos, os versos do escritor e jornalista paranaense circulam há décadas em agendas e cadernos de estudantes e, hoje, encontram terreno fértil também na internet, sobretudo em redes sociais como o Facebook. Um dos poemas mais populares na rede diz o seguinte: “Isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é ainda vai nos levar além”.

E é para além do universo de citações fáceis – e muitas vezes descontextualizadas ou incorretas – que uma série de lançamentos e projetos futuros, incluindo livros, filmes, discos e site, pretende levar a obra do autor descrito por Caetano Veloso como “concretista beatnik”, por Haroldo de Campos como “polilíngue paroquiano cósmico” ou simplesmente como “samurai malandro”, por Leyla Perrone-Moisés.

50 TONS DE LARANJA

Capa do recém-lançado "Toda Poesia", que reúne mais de 600 poemas de Paulo Leminski

Capa do recém-lançado “Toda Poesia”, que reúne mais de 600 poemas de Paulo Leminski

Recém-publicado pela Companhia das Letras, “Toda Poesia” reúne os seus mais de 600 poemas, de diferentes fases e estilos, e procura decifrar o complexo universo de Leminski, que transitou com desenvoltura pelos territórios distintos, e eventualmente opostos, do erudito e do popular.

Prova de que o poeta é mesmo pop, o livro está há semanas no topo da lista dos mais vendidos nas livrarias brasileiras na categoria ficção e já desbancou até mesmo o best-seller pornô soft “50 Tons de Cinza”.

No conjunto, a criação poética de Leminski apresentada em “Toda Poesia” mostra como ele circulava livremente por diferentes estilos. Do concretismo ao coloquialismo, em haicais ou poemas-piadas, o caboclo polaco-paranaense (descendente de negro e polonês), exibe uma linguagem, que resiste ao tempo.

Apesar de não trazer nenhum texto inédito, o lançamento republica material de livros raros, quase todos já fora de catálogos. A maior parte organizada em livros pelo próprio Leminski, segundo a poeta Alice Ruiz, viúva do autor, e responsável pela seleção dos poemas reunidos na nova publicação.

“O que ficou de fora foi porque ele assim quis, e respeito isso”, diz. “O que ele não considerou pronto não será publicado”, completa.

Múltiplo Leminski
Os holofotes que se voltam sobre Leminski nesse momento, além de recolocar em destaque um nome de relevo da poesia brasileira, também devem jogar luz sobre facetas do autor mais desconhecidas do grande público.

Por trás de tudo isso, o esforço da família, Alice e as filhas Estrela e Áurea, que há anos trabalham na organização e difusão da extensa produção de Leminski nas mais diferentes áreas. Parte desse trabalho resultou na exposição “Múltiplo Leminski”. A mostra, que fica até outubro em Curitiba e depois segue para Goiânia e Recife, além da obra poética, destaca os trabalhos do artista na música, no cinema, grafite e quadrinhos.

Áurea também está à frente da digitalização do acervo de Leminski. “Trabalho muito extenso”, desabafa. “Já são quase três anos debruçada sobre esse material”, conta. O motivo de tanta labuta é lançar em agosto deste ano o acervo digital do autor, a ser distribuído em bibliotecas e universidades.

Outra parte deve se tornar um site oficial gerido pela família. Embora familiarizada com a obra do pai, Áurea diz ter se surpreendido com a multiplicidade de suas criações. “Ele era profundamente interessado em todas as formas de conhecimento, sobretudo as ligadas às áreas humanas”. (mais…)

Ex-gari verte Histórias do lixo em livro

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Plínio Fraga, em O Globo

"Haroldo

Tem história dramática: José Luís trabalha como gari durante o dia e estuda à noite. Na faculdade, enamora-se de Sandra, filha de um industrial. Oculta sua profissão. Certo dia, varre uma esquina quando uma colega de trabalho é atropelada. Sai em seu socorro, começa a esbravejar contra a atropeladora até deparar-se com ela frente a frente. Era Sandra.

Tem história romântica: Raquel era a “garizete” mais bonita da seção, mas não dava bola para ninguém. Queria formar-se em Direito. O advogado Gilmar atentou para aquela moça bonita que cuidava da limpeza de sua rua. Sempre puxava conversa, sem muito sucesso. Mas não desistia. Até que ela dirige a ele as primeiras palavras: “O senhor está fora da lei 3.273, de 2001, no artigo 94, por estar ofertando lixo domiciliar para a coleta fora do dia e do horário preestabelecidos.” Só começaram namorar depois da formatura dela, pois tinha virado doutora Raquel.

Tem história engraçada: três garis trabalhavam juntos em torno do aeroporto do Campo dos Afonsos. Um deles conta que sonhou que um homem chegava e matava os três. Outro replicou que sonhos podem ser premonitórios. Alguém sai correndo. Os outros acompanham. Correm até cansar. Alguma ameaça? O que sonhou responde: “Que nada! Tenho um medo danado de avião”, diz, enquanto aponta para um que fazia sua aterrissagem.

Há quase 30 anos na Comlurb, Haroldo César de Castro Silva, 50 anos, recolheu 33 histórias de companheiros de trabalho e publicou em “Vida de gari”, com a primeira edição bancada do próprio bolso no fim do ano passado. A segunda edição, de 300 exemplares, foi custeada pelo sindicato da categoria. Ele vende os exemplares por conta própria, na repartição em Del Castilho, e após palestras para as quais é convidado.
— Escrever para mim foi uma forma de fugir da solidão. Não sabia como fazer. Resolvi fazer do meu jeito. O livro não é um lixo. É coisa fina. Só cem páginas — conta ele, rindo.

Haroldo já prepara um novo livro, em que pretende narrar os bastidores da escolha de samba de uma escola fictícia. Quer mostrar as agruras de quem faz o carnaval:

— A disputa de samba é uma guerra. Envolve dinheiro, poder. Não é só samba.

Amigo do gari mais famoso do Rio, Renato Sorriso, Haroldo se conforma em ser o escritor da Comlurb.

— Ninguém chama escritor para dar show. Por isso tenho um grupo de samba de resistência — avisa.

dica do Jarbas Aragão

Livros digitais impulsionam o mercado editorial brasileiro

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Publicado no Boa Informação

Embora represente uma fração do mercado editorial brasileiro, a venda de livros digitais começa a ganhar corpo e deverá sustentar o crescimento futuro do setor.

Só a livraria Saraiva, maior rede do país, vendeu R$ 500 mil no mês de outubro. E 30% das vendas do best seller “50 Tons de Cinza” na saraiva.com foram na versão digital. “Na medida em que as editoras começam a fazer lançamentos simultâneos no papel e no meio digital, os números deverão crescer rapidamente”, diz o presidente da Saraiva, Marcílio Pousada.

Se fosse contabilizado como uma loja da rede, as vendas com livros digitais já estariam na 11ª posição dentre as 102 lojas da rede em volume de venda de livro. No início do ano, a venda de e-books ocupava o 79º lugar.

“O negócio digital cresce com força e estamos muito satisfeitos”, diz Pousada, que nega rumores de que a Saraiva estaria negociando sua venda para a Amazon.

Ele diz não temer a concorrência da Amazon, que planeja entrar no Brasil no ano que vem. “Acreditamos nas nossas fortalezas e conhecemos o mercado. Entregamos 200 mil títulos em São Paulo em 24 horas”, diz Pousada.

O presidente da Livraria Cultura, Sérgio Herz, diz que a concorrência com a Amazon é bem-vinda, mas que a companhia americana vai encontrar um mercado com muitas peculiaridades.

“Não dá para desrespeitar. Mas lá eles jogam em um campo bonito e eu aqui a bola é murcha e o campo esburacado”, diz Herz. “Pagamos tudo adiantado, fornecedor, imposto. Lá fora não, eles recebem à vista do cliente e pagam o fornecedor depois.”

Até o final do mês, a Cultura começa a vender o leitor digital Kobo, sua aposta para impulsionar a venda de livros digitais.

(mais…)

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