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Escritora japonesa e ilustrador russo ganham ‘Nobel’ da literatura infantil

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Bruno Molinero, no Era Outra Vez

Os dois vencedores do prêmio Hans Christian Andersen, considerado o Nobel da literatura infantil, foram anunciados nesta segunda (26). Eiko Kadono e Igor Oleynikov tiveram os nomes confirmados no primeiro dia da Feira do Livro Infantil de Bolonha, o mais importante evento do setor.

Kadono nasceu em Tóquio em 1935 e tem ligação próxima com o Brasil. A autora viveu por aqui durante dois anos, quando tinha 25 anos. O país inspirou um de seus trabalhos “Ruijinnyo Shōnen, Burajiru o Tazunete” (“Brasil e Meu Amigo Luizinho”), sobre um garoto que adora dançar samba.

Vencedora de diversos prêmios e de uma obra que atinge mais de 200 trabalhos, ela é mais conhecida por “Majo No Takkyūbin” (“Kiki’s Delivery Service”), que foi adaptado para uma animação pelo diretor Hayao Miyazaki (de “A Viagem de Chihiro”).

Já o outro vencedor, Oleynikov, também é conhecido por sua interface com o cinema. Nascido em Moscou em 1953, ele começou a trabalhar com animações antes de ilustrar livros para crianças. Foi em 1986 que passou a criar imagens para publicações infantis, sendo que hoje são mais de 80 livros para esse público –entre eles, edições de textos clássicos.

Seus personagens parecem saídos de mundos mágicos, transitando entre o humano e o animal. Uma de suas ilustrações abre este texto.

Oleynikov e Kadono, que não têm livros atualmente no Brasil, receberão o prêmio no próximo congresso internacional da IBBY (International Board on Books for Young People), em agosto. A entidade entrega a distinção a cada dois anos em reconhecimento à trajetória de um escritor e de um ilustrador.

O Brasil já teve três vencedores do Andersen. Lygia Bojunga, em 1982, e Ana Maria Machado, em 2000, ganharam na categoria texto. Roger Mello, em 2014, foi o primeiro latino-americano a vencer na categoria ilustração –e, por enquanto, o único. Neste ano, o país indicou Marina Colasanti e Ciça Fittipaldi ao prêmio, mas seus nomes não ficaram entre os finalistas.

A Feira de Bolonha acontece até quinta (29) na cidade italiana.

Brasil é convidado de honra da Feira Internacional do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha

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Câmara Brasileira do Livro é a responsável pela participação das editoras brasileiras

Publicado no Correio do Povo

bolonha2O Brasil é o convidado de honra desta edição da Feira Internacional do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha (Itália), realizada entre 24 e 27 de março. A Câmara Brasileira do Livro é a responsável pela participação das editoras brasileiras, por meio do projeto Brazilian Publishers (BP), uma parceria da entidade e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos.

Estarão no estande coletivo do país, 28 editoras associadas ao BP e demais associadas da CBL. A presença do país na Itália está a cargo dos ministérios das Relações Exteriores e da Cultura, Fundação Biblioteca Nacional e Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). A participação é uma grande oportunidade para fortalecer as redes de contatos.

Infantis brasileiras desbravam Frankfurt

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Mulher organiza livros na Feira do Livro de Frankfurt (Alemanha), que vai até domingo

Raquel Cozer, na Folha de S. Paulo

Todo mundo quer passar pelo pavilhão 8 da Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha. Nele ficam as maiores editoras de língua inglesa do mundo, como a Random House, a Penguin e a Simon & Schuster. É tão concorrido que só lá os visitantes são revistados antes de entrar.

Pois foi nele que, no ano passado, a editora Callis, longe de figurar entre as maiores do Brasil, resolveu estrear um estande próprio. Não no pavilhão 5, onde ficam o estande brasileiro e os da Companhia das Letras e da Record. Nem no 3, reservado para editoras infantis, como a Callis.

“Há três anos, eu estava no estande do Brasil, mandando 300 e-mails para editores e agentes estrangeiros para conseguir só dez respostas, pensando em como ser notada, quando concluí: ‘Se todos só querem saber do pavilhão 8, é para lá que eu vou'”, conta a diretora Miriam Gabbai.

Foi preciso criar uma empresa americana, já que o pavilhão é restrito a editoras de países de língua inglesa (“Abrimos uma em Nova York”). Na última sexta, a reportagem da Folha precisou esperar duas horas até Gabbai arrumar uma janela entre reuniões com editores interessados em seus livros.

Enquanto a maior parte das casas brasileiras faz um trabalho ainda tímido de divulgação de seus catálogos em Frankfurt –o Brasil tenta passar de comprador a vendedor de títulos–, poucas editoras, como a Callis, têm como meta só vender.

No Pavilhão 8, são só três, todas de títulos infantis.

A primeira a chegar ao pavilhão 8 foi a mineira Cedic, em 2010. Naquele mesmo ano, a família Cavalheiro, dona da editora, resolveu parar de participar das grandes feiras no Brasil, onde já era representada por distribuidoras, e apostar nos maiores eventos internacionais.

Além de Frankfurt, a Cedic hoje tem estandes nas feiras de Bolonha, Londres, Nova York e Guadalajara. O metro quadrado em Frankfurt custa em torno de 360 euros (R$ 950), ante R$ 470 na última Bienal de São Paulo, mas o investimento, dizem os Cavalheiro, tem sido vantajoso.

Especializada em livros-brinquedo –como o “livro cubo”, quebra-cabeça de seis peças em que cada peça é um livrinho infantil–, a Cedic vende para mais de 40 países. Os compradores recebem os textos, enviam de volta as traduções, a Cedic produz o livro e o imprime na China.

Na Feira de Frankfurt, o estande simples, de 16 m², da editora ostentava títulos em espanhol, inglês e árabe.

Um outro produto, o “livro banco”, que agrega um banquinho para as crianças sentarem enquanto leem, estava exposto tanto no estande da Cedic quanto no da alemã Otto, no pavilhão 3 -os alemães encomendaram o título na Feira de Londres.

Entre os clientes, estão a Santilliana, no México, e a Sandwick, na Noruega. Editoras pequenas americanas ou europeias vez por outra aparecem, mas a Cedic enxerga clientes melhores em países como África do Sul, Irã e Rússia.

“E os Emirados Árabes! Ô gente para ter dinheiro! Apesar de a Europa toda estar em crise, a gente tem feito um trabalho legal”, diz a editora Gislene Cavalheiro.

O sucesso da casa estimulou a paulista Ciranda Cultural a estrear um estande neste ano –também no pavilhão 8, é claro.

A Ciranda Cultural tem o mesmo modus operandi da Cedic. Imprime livros na China, é forte no porta-a-porta brasileiro e onipresente em escolas –foi a primeira na lista de títulos vendidos para o programa de aquisição para bibliotecas da Fundação Biblioteca Nacional neste ano.

Em Frankfurt, ainda não conseguiu vender nada. Mas sabe que voltará a ter estande no ano que vem. “É uma questão de apresentação de produto. Com o tempo, vai acontecer”, diz Donaldo Buchweitz, dono da editora.

A Callis, com livros já vendidos para países como Coreia, Japão e Canadá, acredita que há espaço para crescer. A dificuldade mesmo é vender para as editoras que a cercam no pavilhão –inglesas e americanas são sempre as menos interessadas em comprar títulos estrangeiros.

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