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Aluna vence pelo quarto ano seguido a Olimpíada Brasileira de Matemática

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Bruna Fernanda Fistarol conseguiu bolsa integral na FGV Foto: Estela Stange Purnhagen / Divulgação / Divulgação

Bruna Fernanda Fistarol conseguiu bolsa integral na FGV
Foto: Estela Stange Purnhagen / Divulgação / Divulgação

 

Pancho, no Diário Catarinense

Pelo quarto ano consecutivo, a aluna de Taió Bruna Fernanda Fistarol, da Escola Leopoldo Jacobsen, conquistou medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. A competição é organizada pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e tem como objetivo estimular o estudo da matemática e revelar talentos na área.

Antes de tomar conhecimento que havia sido premiada com a quarta medalha de ouro, a estudante foi convidada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), do Rio de Janeiro, para prestar vestibular com todas as despesas de viagem pagas. Bruna foi aprovada e vai cursar Matemática Aplicada. Pelo histórico de premiações, foi contemplada com uma bolsa de estudos integral na renomada instituição.

Acreano é selecionado por programa estudantil e cursa medicina na Rússia

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Publicado no G1.

‘Muito feliz’, diz João Vitor Brito, que começou a estudar no dia 16 de outubro.
Estudante cursava medicina há dois anos em uma faculdade da Bolívia.

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Acreano João Vitor Brito começou a cursar medicina na Rússia em 16 de outubro (Foto: Arquivo pessoal)

Selecionado por um programa estudantil internacional, o acreano João Vitor Brito, de 19 anos, iniciou as aulas de medicina na Universidade Estatal de Kursk, localizada a 500 km da capital russa, Moscou, no dia 16 de outubro.
Nascido em Rio Branco, o acadêmico abandonou os dois anos de faculdade na Bolívia e se mudou sozinho para o país europeu.
Brito conta que participou do processo de seleção em setembro, conseguindo a bolsa de transferência. Por morar, desde os 16 anos, fora do estado onde nasceu, o processo de mudança e adaptação não foi difícil.
“A transferência foi porque eu já cursava medicina na Bolívia e foram abertas 12 vagas. Tive que fazer uma entrevista, na qual eles perguntavam coisas diferentes para cada pessoa. Pra mim, perguntaram se já tinha morado fora e se eu me considerava preparado. E mostrou uma espécie de currículo”, afirma.
O dia a dia na universidade nova é bem corrido, segundo o estudante. As aulas são ministradas em inglês, idioma que Brito não se preocupa, por dominá-lo. A dificuldade maior com a comunicação surge fora da universidade.

Acreano estuda na Universidade Estatal de Kursk, localizada a 500 km da capital russa, Moscou (Foto: Arquivo pessoal)

Acreano estuda na Universidade Estatal de Kursk, localizada a 500 km da capital russa, Moscou (Foto: Arquivo pessoal)

“Costumo dizer que sou um camaleão na questão da adaptação. Nunca tive problema, desde que sai de casa. Aqui, uso os dois idiomas: inglês e russo. Só tive dificuldade fora da faculdade, pois ainda não sou fluente em russo, mas já consigo falar algumas palavras”, fala.
O sonho de cursar medicina surgiu ainda na infância, quando costumava fazer exames nos familiares. “Desde criança, eu sonhava com a medicina e já fazia laudos médicos para minha família em folhas de papel A4. Eu também brincava com um kit de enfermagem da minha avó materna, que era chefe de enfermagem”, lembra.

O estudante acrescenta que a oportunidade de realizar o curso na Europa é muito gratificante. Na época que recebeu a resposta que foi aceito no programa, Brito diz que foi uma “felicidade tremenda” e, atualmente, tudo está indo bem.
“Me sinto muito feliz com a oportunidade que estou tendo. Sou muito grato a Deus e aos meus pais, que me apoiaram. Na época que fui escolhido foi uma felicidade tremenda. Agora que vivo aqui, está tudo muito bom. Amo o clima, a cidade, a cultura. Eu amo a Rússia”, diz.
Sobre o futuro, Brito já tem tudo praticamente organizado. Depois de formado, o acreano diz que não pretende retornar ao Brasil, mas quer exercer a medicina na Europa.
“Sem perder tempo, quero fazer especialização de neurocirurgia e ser um excelente médico. Quero trabalhar aqui depois de me especializar. Não pretendo voltar ao Brasil, espero trabalhar pela Europa em algum dos países”, finaliza.

Jovem da periferia de SP é aprovado em faculdade de elite nos EUA

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Publicado em Folha de S.Paulo

O Capão Redondo, na zona sul de São Paulo, é um dos bairros mais pobres da cidade. De acordo com a pesquisa DNA Paulistano, do Datafolha, 35% das famílias ganhavam até R$ 1.244 em 2012 e 42% da população tinha apenas o ensino fundamental completo.

Foi lá onde cresceu Gustavo Torres, 17. Ele estudou a maior parte da vida na rede pública estadual e foi, neste mês, estudar na Universidade Stanford (EUA), uma das mais prestigiadas do mundo.

Fui criado no Capão Redondo e estudei até a oitava série em escola pública. Na sexta série, minha professora de matemática contou de um processo seletivo que me daria bolsa de estudos. Tentei e ganhei a bolsa.

Sempre fui o nerd da sala. Nos últimos anos, comecei a ajudar bastante o pessoal da escola a estudar, até o pessoal do fundão. Quem era visto como bagunceiro começou a tirar nota alta em matemática.

No ensino médio, fui estudar integralmente na escola particular. Era muito melhor. O engajamento dos alunos era maior. A realidade era diferente da minha, então tive desafios na adaptação.

Meus pais não teriam condição de pagar esse colégio. Minha mãe é cuidadora de idosos e meu pai é técnico em elétrica. Mas deu muito certo e consegui fazer amizades boas. A gente se ajudava. Fui bem-sucedido.

Em 2013, recebi um e-mail falando de um programa de férias de três semanas em Yale. Era bem caro, custava US$ 7.000, mas tinha uma parte reservada para bolsas.

Só que ia ter competição no mundo todo, e era difícil conseguir. Pensei: qual é a chance de eu, do Capão Redondo, conseguir isso? Aquilo foi me incomodando e decidi tentar.

Procurei ajuda e ralei muito para conseguir fazer o processo todo. Deu certo, consegui a bolsa e fui para Yale.

Quando pisei lá, falei: cara, se do Capão Redondo eu estou aqui em Yale, a partir de agora qualquer coisa vai ser possível. Foi bem importante para mim, porque eu estava acreditando mais no meu potencial.

Decidi estudar fora porque sabia que ia ser um desafio enorme. Fui aprovado em Columbia, Duke, MIT, Harvard e Stanford, todas nos EUA. No Brasil, fui aprovado na USP, em engenharia elétrica, e na UFSCar (federal de São Carlos), em engenharia física.

Escolhi ir para Stanford. Consegui uma bolsa da própria faculdade que paga 91% dos gastos que vou ter lá, anuidade, moradia, alimentação, seguro-saúde.

Ninguém sabe como vai ser, é uma coisa completamente nova. Meus pais estão muito felizes por mim, mas com aquele frio na barriga.

O maior desafio que as pessoas que crescem em periferia enfrentam é a falta de acesso a oportunidades e a falta de conhecimento sobre oportunidades.

Justamente por não saber que é possível a gente não tenta. A tendência é o sonho não ser grande, é se contentar com pouca coisa.

Sou uma exceção, porque não é todo dia que alguém do Capão passa em Stanford, mas não sou uma exceção no sentido de capacidade.

Acredito que qualquer pessoa poderia ter feito isso. Eu estava no lugar certo, na hora certa, tive oportunidades muito marcantes.

Um dos meus objetivos é conseguir democratizar isso, conseguir que isso não seja mais uma exceção, que as pessoas consigam concretizar o potencial delas para conquistar coisas tão grandes ou maiores que isso.

Com sonho de ser diplomata, jovem tentará Enem para ter ‘bom currículo’

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‘Malu’ pensa em adiantar formação no Ensino Médio se for aprovada.
Estudante também planeja conseguir uma bolsa de estudos nos EUA.

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Publicado no G1

Aos 15 anos, ainda no primeiro ano do Ensino Médio, Maria Luiza Edwards de Magalhães Cordeiro fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para testar seus conhecimentos e saber em que áreas deveria reforçar os estudos. A primeira tentativa resultou em uma pontuação que lhe renderia ingresso para cursar Contabilidade na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Além disso, ganhou experiência em realizar uma prova extensa e cansativa. Neste ano, aos 16 anos, o foco de “Malu”, como gosta de ser chamada, é melhorar sua performance no exame e concentrar no objetivo de se tornar diplomata.

“Antes do Ensino Médio, eu já tinha feito provas do concurso militar, mas ainda não tinha feito uma prova tão extensa como essa. Lembro que fiquei muito nervosa, mas acertei diversas questões, mesmo ainda não tendo estudado o conteúdo do segundo ano. Percebi que ainda tinha muita dificuldade na redação e comecei a ter aulas de redação este ano”, disse.

Malu pretende cursar Relações Internacionais na Universidade de Brasília (UNB), mas também planeja conseguir uma bolsa de estudos nos Estados Unidos e já estuda para se qualificar nos SATs – exame que serve de critério para admissão em faculdades norte-americanas.

“Como lá [nos EUA] eles avaliam o currículo de forma diferente, eu tento fazer todo tipo de atividade extracurricular. Mas, quero passar na UNB para garantir minha formação caso não consiga a bolsa fora do país”, explicou.

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Neste ano, Malu chegou a receber uma menção honrosa na escola onde estuda, na Zona Centro-Oeste da capital, por ter as melhores notas do primeiro semestre. Além dos estudos, Malu pratica vôlei diariamente e chegou a ser convocada pela seleção amazonense infantojuvenil. “Quero ter um bom currículo, caso ele seja avaliado lá fora, por isso faço vôlei, francês, espanhol e tento manter minhas notas em uma média muito alta”, disse.

Se conseguir a aprovação para o curso na UNB neste ano, a jovem estudante afirma que pode acelerar sua formação no Ensino Médio. “Vou ver como me saio este ano [no Enem]. Se conseguir [aprovação] na UNB, pensaria em adiantar minha formação, pois seria uma oportunidade única. Se não der, vou manter meu foco nos estudos porque acelerar minha formação não seria algo bem visto se meu histórico fosse avaliado nos EUA”, informou.

“Síndrome do Ninho Vazio”
Adriana Edwards, mãe de Malu, contou que foi difícil aceitar a escolha da filha logo que ela decidiu que queria ser tornar diplomata e estudar fora do país. “No começo, eu quis que ela desistisse da ideia porque acho o mercado muito competitivo para esta área. Sou formada em Direito e queria que ela fizesse algo na minha área. Mas, quando ela disse que queria algo que pudesse fazer a diferença no mundo, eu apoiei. A determinação dela é fora do normal”.

Adriana afirmou que já se prepara para a “síndrome do ninho vazio”, pois acredita que Malu tem grandes chances de passar tanto no Enem, como em uma das faculdades norte-americanas. “Já estamos em contato com professores que prepararam os alunos para conseguir bolsas nos EUA. Ela pretende usar o esporte para ser admitida por mérito acadêmico e acho que ela pode conseguir. É difícil, mas já estou me preparando para quando ela for embora”, disse a mãe da estudante.

Aprovado nos EUA, estudante do ITA faz campanha para viabilizar viagem

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Aluno ganhou bolsa para o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).
Além dele, apenas três brasileiros conseguiram aprovação neste ano.

Aprovado nos EUA, aluno do ITA busca doações para viabilizar estudos (foto: Reprodução/RBS TV)

Aprovado nos EUA, aluno do ITA busca doações para viabilizar estudos (foto: Reprodução/RBS TV)

Daniel Corrá, no G1

O estudante de engenharia Felipe Hofmann, de 19 anos, está longe de se achar um gênio, mas no fundo, até poderia. Afinal, ser aprovado em duas das melhores faculdades de engenharia no Brasil e no mundo é para poucos. Após ganhar uma bolsa de estudos no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, ele busca doações para viabilizar a viagem ao exterior, oferecendo o próprio conhecimento como ‘moeda’ de troca.

Antes mesmo de receber a bolsa para o MIT, Hofmann já havia mostrado competência ao ser aprovado – na primeira tentativa – no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP). Com a oportunidade para viajar aos EUA, ele abriu uma página para doações em uma plataforma de financiamento coletivo.

Para se manter no país, o estudante tenta arrecadar entre R$ 25 mil e R$ 40 mil. As doações podem ser feitas pela internet em troca de recompensas do estudante, que incluem videoconferências sobre conteúdos de exatas e até presentes dos EUA. “Para custear minha graduação e minha moradia, preciso de R$ 120 mil por ano. Minha família, se esforçando ao máximo, pode pagar 40 mil”, afirma ele, que pretende levantar o restante trabalhando no exterior.

O retorno maior ele promete oferecer tão logo estiver graduado. “Recebi uma oportunidade absurda e tenho que usar cada segundo para me aprimorar e retribuir. Independente de onde eu estiver, quero contribuir na sociedade e desenvolver projetos voltados para educação no país”,diz.

Rotina
As aprovações, tanto no ITA quanto no MIT, foram graças a uma disciplinada rotina de estudos de Hofmann, que em muitas vezes abriu mão dos momentos de lazer. “Sempre tentei me desenvolver, não só em habilidades de exatas. Fiquei meio ano fechado, tentado estudar até 14 horas por dia, sem ter fim de semana”, conta.

Foram meses de preparação até a aplicação de testes de inglês, física e química, que o colocaram entre apenas quatro brasileiros selecionados para a universidade americana neste ano. “Eu tinha certeza que não seria aprovado, achava que só os gênios entravam. Mas mudei minha visão de gênio. Na verdade, eles são pessoas muito esforçadas que podem conquistar seus objetivos”, afirma.

Conteúdo compartilhado
A fórmula de sucesso, porém, não é segredo e ele faz questão de contá-la para outros estudantes, como forma de compartilhar a experiência e incentivar a entrada na universidade. Além de ter uma rotina de estudos disciplinada, ele ainda mantém o site Virando Olímpico com dicas e conteúdo de exatas, numa espécie de “cursinho virtual”.

Todo material disponibilizado faz parte de conteúdos utilizados por ele ao longo dos anos para faturar competições na área de exatas e conseguir ingressar nas universidades de renome. “A ideia é que qualquer pessoa no Brasil, que não tenha condição financeira de pagar um cursinho, possa ter acesso a conteúdos avançados para os estudos”, diz o estudante.

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