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Autora de ‘Bridget Jones’ revela título e data de lançamento do novo livro da série

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‘Mad about the boy’ estará nas prateleiras britânicas em outubro

A escritora Helen Fielding ficou 14 anos sem lançar um novo livro da série 'Bridget Jones' Divulgação

A escritora Helen Fielding ficou 14 anos sem lançar um novo livro da série ‘Bridget Jones’ Divulgação

Publicado por The Independent (via O Globo)

LONDRES – Faz muito tempo, mas Bridget Jones está de volta, e ainda está furiosa com garotos. Pelo menos segundo o título do novo romance de Helen Fielding, “Bridget Jones: Mad about the boy” (“Bridget Jones: Furiosa com o garoto”, em tradução livre), revelado nesta terça-feira.

O primeiro livro de Fielding, “O diário de Bridget Jones”, se tornou um bestseller internacional em 1996 e gerou a continuação “Bridget Jones: No limite da razão” três anos depois. Os livros, juntos, venderam 15 milhões de cópias e inspiraram dois filmes de Hollywood estrelados por Renée Zellweger.

A história por trás do terceiro romance com a mulher de 30 e poucos anos à procura do amor está sendo mantida sob sigilo. Quando perguntada com que garoto Bridget estava furiosa, Fielding franziu as sobrancelhas enigmaticamente, mas disse: “A vida de Bridget seguiu em frente”.

O editor Jonathan Capa revelou, no entanto, que Bridget está mais velha e ainda escrevendo um diário, e que a personagem está agora “imersa em mandar mensagem e experimentar as redes sociais, com ênfase em ‘sociais'”, enquanto ela navega pelos perigos dos encontros online.

Sobre o hiato de 14 anos entre o último romance e o atual, Fielding, de 54 anos, disse: “Eu meio que perdi minha voz com Bridget por um bom tempo depois do sucesso inesperado do primeiro. Foi bem fácil escrever, e, para ser honesta, depois eu me tornei autoconsciente.”

Em dezembro, ela disse ao programa de rádio “Woman’s hour”: “Achei que na última primavera eu tinha novas coisas para contar. Coisas que não existiam quando eu escrevi pela última vez, como e-mail e mensagens de celular. A forma com que a vida é vivida através do Twitter.”

Daniel Cleaver e Mark Darcy, os pretendentes de Bridget, interpretados no cinema por Hugh Grant e Colin Firth, serão uma “presença” nos novos livros, Fielding confirmou.

“Bridget Jones: Mad about the boy” será lançado em 10 de outubro deste ano.

Cinco poetas da nova geração falam da boa fase do gênero no país

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Angélica Freitas, Fabrício Corsaletti, Alice Sant’Anna, Leonardo Gandolfi e Ana Martins Marques se reúnem pela primeira vez para um bate-papo sobre o processo criativo

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Mariana Filgueiras, em O Globo

RIO – “Outro dia eu estava no café do cinema Odeon, na Cinelândia, e notei duas meninas dividindo a leitura deste livro. Acho que elas compraram juntas, cada uma deu uma parte do dinheiro, foi o que imaginei. Uma lia uma página, passava o livro para a outra, comentavam, e assim ficaram um bom tempo. Vi também gente lendo este livro no metrô e na praia. A última vez que me lembro de ter visto algo parecido foi quando surgiu ‘Caprichos e relaxos’, do Leminski, mas isso foi em 1983!”, compara o poeta e editor Carlito Azevedo, referindo-se ao livro “Um útero é do tamanho de um punho”, de Angélica Freitas, lançado em setembro passado pela Cosac Naify.

“Um útero…” não é livro de vampiro, sacanagem, celebridade ou como-ficar-rico-e-magro: é o segundo livro de poesias de uma autora gaúcha de 39 anos, que tem dois gatos e um blog. Em menos de dois meses, vendeu três mil cópias, e está na segunda reimpressão. Um feito, em se tratando de poesia. Que abriu uma janela para outros novos poetas: com o sucesso de “Um útero…”, a Cosac resolveu criar uma coleção de poesia brasileira contemporânea. Em março, lançou “Via férrea”, do mineiro Mário Alex Rosa, de 47 anos (que tinha a obra engavetada há sete); este mês, apostou em “Rabo de baleia”, segundo livro da carioca Alice Sant’Anna, de 25.

— O sucesso da Angélica nos mostrou que um poema pode viajar com muita força pelas redes sociais e alcançar uma experiência que outras formas de escrita não conseguem. Parece haver uma particularidade deste momento no modo como é possível compartilhar a poesia, sem prejuízo de suas formas tradicionais — observa a editora da Cosac Naify, Florencia Ferrari.

É, de fato, um bom momento. A Azougue acaba de lançar a antologia “Poesia.Br”, a primeira do tipo, com dez volumes que abarcam a tradição do gênero em território nacional — dos cantos ameríndios à uterina Angélica Freitas. O último tomo aborda justamente esta nova geração.

— É uma turma que faz poemas mais irreverentes do que a dos anos 90, buscando uma linguagem que se relacione com elementos da vida cotidiana, apesar de ainda flertar pouco com o experimentalismo — diz Sergio Cohn, editor da Azougue, lembrando outro feliz indicativo da boa fase da poesia no país: há três semanas, a obra completa de Paulo Leminski, “Toda poesia”, lançada pela Companhia das Letras, está nas listas dos livros mais vendidos do Brasil.

A Revista O GLOBO pediu a três poetas e editores de poesia (Carlito Azevedo, Sergio Cohn e Armando Freitas Filho) que apontassem autores que representem esta nova safra. De uma lista extensa, eles destacaram a obra do paulistano Fabrício Corsaletti, de 35 anos (graduado em Letras, é colunista da “Folha de S. Paulo” e autor de “Estudos para seu corpo”, de 2007, e “Esquimó”, de 2010); da mineira Ana Martins Marques, 36 (mestre em Literatura, ganhou o Prêmio Biblioteca Nacional de Literatura em 2012 com o livro “Da arte das armadilhas”); da gaúcha Angélica Freitas (que antes de “Um útero…” tinha publicado o elogiado “Rilke Shake”, em 2007); e dos cariocas Alice Sant’Anna (editora no Instituto Moreira Salles e autora também de “Dobradura”, de 2009) e Leonardo Gandolfi, 32 (doutorando em Literatura, é professor do ensino fundamental e autor de “No entanto d’água”, de 2006, e “A morte de Tony Bennett”, de 2010).

— Não vejo pontos de contato evidentes, são escritas muito pessoais. Prefiro falar dos problemas em comum, não no sentido negativo da palavra, mas no sentido de complexidade: eles fazem poemas abertos. Não abertos como uma flor, mas como uma mão de baralho. Eles têm em cada poema diversas possibilidades. É como se cada verso pudesse gerar um próximo jogo, um novo poema — exalta Armando Freitas Filho, lembrando que conhece melhor a obra de Alice e Ana.

Foi proposto um encontro entre os poetas, que só se conheciam aos pares ou pela internet. Angélica tomou dois aviões de Pelotas, no Rio Grande do Sul, onde vive; Fabrício interrompeu um trabalho de tradução em São Paulo; Ana, a redação do capítulo final de sua tese, em Belo Horizonte. Alice pediu para chegar mais tarde ao trabalho, na Gávea, e Leonardo deixou os alunos com um monitor. Na manhã da sexta-feira retrasada, os cinco se encontraram pela primeira vez para discutir, por que não, poesia.

Vocês reconhecem esta boa fase?

Fabrício: Sim. Acho que é um bom momento. Mas é poesia, né? Só quem vende bem aqui é a Angélica (risos). Eu acho que poderia não se falar sobre poesia em lugar nenhum, mas poesia ainda tem destaque. Eu, por exemplo, só aceitei ser colunista de jornal porque me permitiram publicar poemas também.

Alice: Eu não sei comparar porque não vivi outra época, mas a nossa eu vejo com otimismo. Tem muita gente boa escrevendo, muita gente boa publicando. Não sei se dá para falar sobre vertentes, cravar o que une uma geração, mas acho que é uma época excelente.

De que forma as redes sociais ajudam a difusão desta poesia?

Ana: Eu acho que a internet mudou muito a forma de circulação da literatura em geral, e da poesia em particular. A poesia se prende a isso: o caráter mais sucinto, mais imagético. Sem dúvida favorece a circulação e o contato das pessoas. Conhecer o que está sendo feito em outros lugares, em outras editoras, e que normalmente você não teria acesso. Houve uma transformação no modo de fazer e de ler.

Vocês leem poesia no Facebook? (mais…)

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