Posts tagged brasileira

Mia Couto lança seu novo livro em evento que terá Maria Bethânia

0
Na Sala Cecília Meirelles. O autor vai lançar “Sombras da água” e autografar exemplares - Divulgação / Renato Parada

Na Sala Cecília Meirelles. O autor vai lançar “Sombras da água” e autografar exemplares – Divulgação / Renato Parada

 

Cantora lerá trechos de ‘Sombras da água’ na Sala Cecília Meireles

Luiz Felipe Reis, em O Globo

RIO – Mia Couto diz que escreve “ouvindo vozes”, e que foram “vozes femininas que criaram em mim o apetite pelas histórias infinitas”, diz, em entrevista concedida ao GLOBO na última quinta-feira. Autor de obras marcadas pela elaboração de diferentes vozes narrativas e de uma ficção contaminada pelas histórias orais do seu país, o autor moçambicano terá uma noite de deleite logo mais, quando ouvirá excertos de seu novo livro, “Sombras da água” (Cia. das Letras), lidos, ou melhor, reinventados pela voz de Maria Bethânia. O encontro entre os dois, gratuito, acontecerá hoje na Sala Cecília Meireles, às 19h.

— Para a escolha desses trechos, eu, meu editor (Luiz Schwarcz) e Bethânia levamos em conta o conteúdo poético de cada excerto, a necessidade de cada um dar ideia do conjunto da história, e também no modo como o texto pode transitar para a voz de Bethânia — diz.

“Sombras…” é a segunda parte da trilogia “As areias do imperador”, e assim como a primeira etapa (“Mulheres de cinzas”, de 2015), é guiada pelo entrelaçamento de vozes e perspectivas africanas e portuguesas, fronteiras que inspiram tanto a escrita de Couto como o canto de Bethânia, de quem Couto se revela um fã.

— Gostaria que ela lesse o livro todo.

O encanto do autor pela voz de Bethânia se dá pelo apreço que Couto guarda pelo efeito poético, essa capacidade que um verso, prosa ou canto têm de remodelar nosso olhar sobre o conhecido. Couto vê no canto e na fala de Bethânia a expressão do poético, liberado tanto da forma escrita como do suporte do papel.

— A poesia que me interessa não mora apenas no papel. Por exemplo, a voz de Bethânia é já poesia: profundamente evocativa e telúrica — diz. — Quando Bethânia lê um texto que eu já conheço é como se tomasse contato com esse texto pela primeira vez. Como se o texto acabasse de nascer. A voz dela tem o timbre e a modulação da água e da terra, ela inaugura as palavras como se as estivesse criando pela primeira vez.

E é esse mesmo prazer que se tem com uma revelação que o autor espera alcançar com sua literatura:

— A aposta do meu fazer literário é produzir encantamento — diz. — A minha escrita é sempre poética.

“Sombras da água” se inicia com o sargento português Germano de Melo ferido e sendo levado ao hospital por Imani, a sua amada e, ao mesmo tempo, a responsável pelo tiro que esfacelou suas mãos. A partir daí, o romance orbita em torno de um conflito: de um lado, a corte do imperador africano Ngungunyane, o último líder de Gaza em fins do século XIX, e do outro o exército português, que não mede esforços para manter o status de “conquistador” através do aniquilamento de um inimigo que “tanta humilhação lhe traz a nível internacional”, diz o autor. Guiado por estrutura epistolar, este segundo volume se desenvolve a partir das vozes de Imani e das cartas escritas por Germano e pelo tenente português Ayres de Ornelas. Nelas, seguem-se detalhes de uma série de confrontos militares e a derradeira captura de Ngungunyane.

— Pretendo mostrar que “os portugueses” não eram uma categoria única. Estavam divididos nos seus propósitos e na sua relação com as colônias — diz. — Quero mostrar que ali estão duas pessoas. Me interessa resgatar as diferentes versões do passado e colocar em diálogo as vozes do tempo.

Historiadora brasileira cria incríveis bordados botânicos inspirados em livro de biologia do século 18

0

mirabilia-099

Publicado no Follow the Colours

Os desenhos de insetos e de seus ciclos de reprodução podem parecer um tanto quanto científicos para os leigos, mas para a historiadora e estudante de conservação e restauração Mannuella Luz, as ilustrações são fonte de inspiração e serviram de base para a primeira coleção da marca Mirabilia – Bordados Manuais, lançada em maio por Mannuella.

As imagens foram retiradas do livro Metamorphosis, publicado em 1705 pela ilustradora e entomóloga alemã Maria Sibylla. Para a obra, a cientista passou dois anos no Suriname, onde aprendeu sobre o desenvolvimento dos insetos tropicais. Os desenhos representam os ciclos de vida dos insetos em seus ambientes naturais.

Graças às aulas de bordado que recebeu da avó aos 7 anos, as imagens são representadas através de agulha e linha nos quadros de Mannuella. Em uma das peças – com bordado variando entre pontos cheios e pontos de contorno -, são ilustradas as fases de uma mariposa (ovos, lagarta, pupa e adulta) sobre uma planta.

O resultado do encontro entre as duas, distantes no tempo em quase três séculos, pode ser conferido através de suas produções. Confira:

Além dos quadros, a coleção traz ainda kimonos de seda com bordados de escorpião, besouro e outros bichos, em traços fortes de cor preta; e marcadores de livro com ilustrações de plantas e animais.

mirabilia-001

mirabilia-006

mirabilia-065

mirabilia-085

mirabilia-099

mirabilia-109

mirabilia-130

mirabilia-241

Da fábula para a Olimpíada: Como ‘O Senhor dos Anéis’ inspirou brasileira do tiro com arco

0
Sarah Nikitin está disputando o tiro com arco pelo Brasil nos Jogos Olímpicos

Sarah Nikitin está disputando o tiro com arco pelo Brasil nos Jogos Olímpicos

 

Bianca Daga, no ESPN

O que a saga “O Senhor dos Anéis” tem em comum com os Jogos Olímpicos? Para a brasileira Sarah Nikitin, tem tudo a ver. Aqueles que são fãs da trilogia, baseada no livro do sul-africano John Ronald Reuel Tolkien, certamente se lembram do personagem Legolas, o mais famoso dos elfos. Foi por causa dele que a atleta começou a praticar tiro com arco e, agora, está fazendo história no maior evento esportivo do mundo.

A sequência no cinema foi lançada entre 2001 e 2003. Sarah, então com 14 anos, começou a gostar da história e da figura fantasiosa, que usava o arco e flecha com muita habilidade para matar os inimigos.

“Eu era muito fã dos livros e dos filmes. Comprei algumas revistas sobre O Senhor dos Anéis, e uma delas tinha uma reportagem sobre o tiro com arco, citando uma escola em São Paulo em que se podia praticar o esporte. Foi assim que comecei. E então, não parei mais”, contou ao ESPN.com.br.

Sem nem saber que era uma modalidade olímpica e nem sonhar em competir profissionalmente, Sarah pediu aos pais para fazer uma aula experimental e queria levar na brincadeira, como hobby. Mas logo de cara, ela começou a se sair bem e chamou atenção.

Por sugestão dos instrutores, começou a treinar com arco de competição. No final de 2004, já se arriscava em atirar de longa distância. Depois de poucos treinamentos, se credenciou para disputar o Campeonato Brasileiro. Resultado? Medalha de ouro na categoria cadete.

“Como fui bem, a confederação brasileira veio falar comigo, me convidando para fazer parte de um treinamento com o técnico italiano Renzo Ruele. Em 2005, fiz minha primeira competição internacional, num Grand Prix no México (equivalente a um campeonato latino-americano), e fui campeã nos 50 metros.”

Ao contrário do que pensava quando não se dava bem na educação física, na escola, Sarah levava jeito para ser atleta. Tricampeã brasileira (2009, 2011 e 2012), a arqueira que defende o Palmeiras tornou-se, em 2011, a primeira mulher do Brasil a conseguir 1.300 pontos na distância de 70 metros, que é a prova olímpica.

Dois anos depois de fazer 1.305 pontos, ela superou a própria marca, fez 1.336: registrou recorde no país, inclusive entre os homens, e terminou em oitavo no Campeonato Mundial na Turquia, melhor desempenho de uma brasileira na modalidade na competição, até hoje.

Mas o melhor ainda estava por vir. No início de julho, depois de avaliações e competições na Europa, foi convocada como uma das três titulares da seleção brasileira feminina de tiro com arco para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, ao lado de Anne Marcelle e Marina Canetta.

Apesar da derrota para a Itália nas oitavas de final na manhã deste domingo, o trio já entrou para a história por quebrar um jejum. Até hoje, o Brasil só teve uma representante nas competições femininas de tiro com arco em Olimpíada, e há 36 anos. Em Moscou-1980, Arci Kemner ficou na 26ª colocação.

“O mais provável de medalha seria por equipe, mas já estou muito feliz só de estar na Olimpíada”, avaliou a arqueira Elfa, como é carinhosamente chamada pelos colegas na faculdade de Letras, antes da disputa.

Lançada nos EUA, primeira antologia com todos os contos de Clarice Lispector chega ao Brasil

0
Clarice Lispector - Arquivo

Clarice Lispector – Arquivo

 

Lembrada pelos romances, ela escreveu narrativas curtas por toda a vida

Guilherme Freitas, em O Globo

RIO — No início dos anos 2000, quando o americano Benjamin Moser começou a pesquisar sobre Clarice Lispector, o nome da autora de “A paixão segundo G.H.” circulava no país dele apenas na boca de um punhado de especialistas. No ano passado, Clarice foi capa das principais publicações literárias dos Estados Unidos, deslumbradas com seu “estranho coração” (“New York Review of Books”) e com o “sopro de loucura” (“New York Times”) que atravessa sua obra, comparada às de gigantes da literatura universal como Beckett e Mallarmé (“Los Angeles Review of Books”).

Esse percurso deve muito a Moser. Depois de lançar a biografia “Why this world” (no Brasil, “Clarice”), em 2009, ele colaborou com a publicação de cinco romances dela — e traduziu um deles, “A hora da estrela”. No ano passado, organizou o volume que reúne, pela primeira vez, os 85 contos escritos por Clarice. A recepção consagradora da imprensa americana ecoou pelo mundo.

— A grande alegria para mim tem sido assistir à emergência dessa obra na consciência do público de todo o mundo. A partir da edição em inglês, hoje há traduções dela até na Macedônia, na Coreia do Sul, na Turquia — diz Moser, por telefone. — Clarice foi sendo irradiada para vários países.

Agora é a vez de Clarice ser “irradiada” de volta ao Brasil, com o lançamento, na próxima semana, de “Todos os contos” (Rocco). Depois de apresentar a escritora ao público internacional, Moser oferece aos leitores brasileiros um novo olhar sobre ela. Admirada principalmente pelos romances, desde sua estreia com “Perto do coração selvagem” (1943), Clarice escreveu narrativas curtas durante toda a vida. Seu volume de contos mais célebre é “Laços de família” (1960), mas há muitas outras histórias espalhadas por jornais, revistas e livros menos lembrados.

— Mesmo quem acha que conhece tudo da obra de Clarice vai se surpreender com os contos, porque alguns saíram só na imprensa e outros ficaram em segundo plano — diz Moser.

Organizado de forma cronológica, “Todos os contos” começa com as histórias que Clarice escreveu na metade dos anos 1940, quando, depois de emigrar da Ucrânia, onde nasceu, em 1920, e passar pelo Nordeste, já estava radicada no Rio de Janeiro. É dessa época seu primeiro conto conhecido, “O triunfo”, publicado no jornal “Folha de Minas” em dezembro de 1944, já depois do impacto causado por “Perto do coração selvagem”.

A antologia reúne ainda textos dos livros “Laços de família”, “A legião estrangeira” (1964), “Felicidade clandestina” (1975), “Onde estivestes de noite” (1974), “A via crucis do corpo” (também de 1974) e “Visão do esplendor” (1975). E dois contos incompletos publicados em “A bela e a fera” (1979), dois anos depois da morte de Clarice.

Na apresentação, Moser escreve que “Todos os contos” pode ser lido como “o registro da vida inteira de uma mulher, escrito ao longo da vida de uma mulher”. As narrativas revelam a evolução de suas experimentações artísticas, mas também os dilemas de cada momento em que foram escritos: o ímpeto “artístico, intelectual e sexual” da juventude, as alegrias e decepções com o casamento e a maternidade, o confronto com a velhice e a decadência do corpo.

— A beleza dos contos é que, neles, vemos a evolução do olhar de Clarice ao longo de toda a vida. Ler os contos, do primeiro ao último, é como ter a revelação de um espírito.

‘HÁ TAMBÉM A HORA DO LIXO’

Em “Eu e Jimmy”, um de seus primeiros contos, Clarice ironiza o machismo da sociedade brasileira dos anos 1940 pelos olhos de uma jovem impetuosa. Escrito na década seguinte, quando a escritora se entendiava com a vida de esposa de embaixador, “A menor mulher do mundo” retrata, na história de uma pigmeia africana, o silenciamento das mulheres.

Já os contos de “A via crucis do corpo”, escritos em um turbilhão criativo de três dias em 1974, falam com crueza de maternidade e sexualidade na velhice. Na apresentação, Clarice desdenha dos críticos que rotularam o livro de “lixo” e “pornográfico”: “Concordo. Mas há hora para tudo. Há também a hora do lixo. Este livro é um pouco triste porque descobri, como criança boba, que este é um mundo cão”.

Os contos revelam vários outros aspectos da obra de Clarice, diz Moser. O olhar dela para a realidade brasileira está expresso em “Mineirinho”, sobre o bandido carioca morto com 13 tiros pela polícia, publicado na revista “Senhor” em 1962. Popular nas redes sociais, o texto é classificado por Moser como conto por sua linguagem literária e pela força alegórica que Clarice deu ao personagem.

Já textos mais experimentais, como “O relatório da coisa”, lembram a busca incessante de Clarice pela invenção. É essa qualidade que faz com que sempre seja possível encontrar novos ângulos em sua obra, diz Moser.

— A obra de Clarice é uma vertigem da linguagem. Esse é o impulso que a anima desde o início, a sua busca maior.

Negra, ex-catadora e “favelada”: Você conhece a escritora mineira lida em 14 línguas?

1
Carolina Maria de Jesus, a “escritora favelada” – Crédito: Arquivo público do Estado de São Paulo/Produção original dos fotógrafos do “Última Hora”

Carolina Maria de Jesus, a “escritora favelada” – Crédito: Arquivo público do Estado de São Paulo/Produção original dos fotógrafos do “Última Hora”

 

Carolina Maria de Jesus foi cozinheira, empregada doméstica e passou fome. Com dois anos de estudo, escreveu sobre o cotidiano das favelas em contos, poesias e romances

Publicado na Brasileiros

Não é todo dia que uma escritora vende 1 milhão de exemplares só no Brasil e é traduzida para 14 línguas. Também não é sempre que se é lido nos Estados Unidos meio século depois. Mesmo assim, não é todo mundo que conhece esse fenômeno literário, a brasileiríssima Carolina Maria de Jesus, a “escritora favelada”.

O termo, de dar arrepios, fez sucesso na década de 1960, quando uma moradora da favela do Canindé, zona norte de São Paulo, ganhou os holofotes. Carolina já tinha sido doméstica e auxiliar de cozinha no interior paulista quando passou a catar lixo. Era do lixão que recolhia cadernos velhos em que registrava o cotidiano da comunidade em que vivia.

Nascida em Sacramento (MG) em 1914, ela se mudou para a capital paulista em 1947, depois de passar por Franca – no interior paulista –, época em que nasciam as primeiras favelas na cidade. Estudou pouco. Frequentou o Colégio Allan Kardec entre 1923 e 1924. Mesmo assim, reunia em casa mais de 20 cadernos com testemunhos sobre o cotidiano da comunidade. Um deles rendeu seu bestseller, Quarto de Despejo, publicado em 1960. Na época, foram três edições, 100 mil exemplares vendidos, tradução para 14 idiomas e vendas em mais de 40 países. Hoje, contabiliza-se 1 milhão de exemplares vendidos em todo o Brasil.

Carolina depois da fama – Crédito: Arquivo público do Estado de São Paulo/Produção original dos fotógrafos do “Última Hora”

Carolina depois da fama – Crédito: Arquivo público do Estado de São Paulo/Produção original dos fotógrafos do “Última Hora”

 

Carolina era uma mulher briguenta, que ameaçava os vizinhos prometendo escrever tudo em um livro. Os cadernos continham contos, poesias e romances. Um deles foi publicado em 1958 pelo grupo Folha de S.Paulo e, em 1959, pela revista O Cruzeiro.

As descrições versavam sobre o cotidiano na comunidade: como acordar, buscar água, fazer o café. “Ela conta que tinha um lixão perto da favela, onde ela ia catar coisas. Lá, ela soube que um menino, chamado Dinho, tinha encontrado um pedaço de carne estragada, comeu e morreu. Ela conta essa história sem comentário, praticamente. Isso tem uma força extraordinária”, lembra Audálio Dantas, jornalista que descobriu a escritora em 1958, em entrevista para a EBC.

Em um trecho de um dos seus livros, a autora escreve sobre passar fome. “Que efeito surpreendente faz a comida no nosso organismo! Eu que antes de comer via o céu, as árvores, as aves, tudo amarelo, depois que comi, tudo normalizou-se aos meus olhos.” Para Audálio, “um escritor pode ficcionar isso, mas ela estava sentindo”.

Carolina se considerava uma escritora mesmo antes da primeira publicação. O sucesso do primeiro livro, no entanto, não se repetiu nos títulos seguintes. A Casa de Alvenaria (1961) vendeu 10 mil exemplares.

Artista de sangue, tinha pretensões de se aventurar por diferentes ramos artísticos, como a música. Em 1961, lançou um disco com o mesmo título de seu primeiro livro: 12 canções de sua autoria, entre elas O Pobre e o Rico. “Rico faz guerra, pobre não sabe por quê. Pobre vai na guerra, tem que morrer. Pobre só pensa no arroz e no feijão. Pobre não envolve nos negócios da nação”, diz um trecho.

Como muitos artistas de hoje, a escritora acabou consumida como curiosidade e depois descartada pela classe média. “Costumo dizer que ela foi um objeto de consumo. Uma negra, favelada, semianalfabeta e que muita gente achava que era impossível que alguém daquela condição escrevesse aquele livro”, acredita o jornalista.

Carolina de Jesus publicou ainda Pedaços de Fome e Provérbios, os dois em 1963, custeados por ela. Quando morreu, em 1977, foram publicados o Diário de Bitita, com recordações da infância e da juventude; Um Brasil para Brasileiros (1982); Meu Estranho Diário; e Antologia Pessoal (1996).

Se no Brasil ela foi quase esquecida, Carolina Maria de Jesus é muito lida nas escolas norte-americanas até os dias de hoje.

Carolina Maria de Jesus em sua casa – Crédito: Arquivo público do Estado de São Paulo/Produção original dos fotógrafos do “Última Hora”

Carolina Maria de Jesus em sua casa – Crédito: Arquivo público do Estado de São Paulo/Produção original dos fotógrafos do “Última Hora”

Go to Top