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Raduan Nassar vence Prêmio Camões

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nassar

Publicado no Terra

Autor de “Lavoura Arcaica” é homenageado com o mais importante prêmio da língua portuguesa. Júri destaca complexidade de relações humanas apresentadas em obras de Nassar.

O escritor brasileiro Raduan Nassar, de 80 anos, foi homenageado nesta segunda-feira (30/05) com o Prêmio Camões, o mais importante da língua portuguesa.

A decisão unânime dos jurados foi anunciada pelo secretário de Cultura português, Miguel Honrado. “Através da ficção, o autor revela no universo de sua obra a complexidade das relações humanas e essa revelação é em muitas ocasiões abrupta e incomoda”, ressaltou o argumento do júri.

O escritor, descendente de libaneses, nasceu em 1935 em Pindorama, no estado de São Paulo, e estudou Direito e Filosofia na Universidade de São Paulo (USP). Em 1975, publicou seu primeiro romance “Lavoura Arcaica”.

Nassar publicou apenas três livros. Além do romance, em 1978, lançou “Um copo de cólera”, e anos depois “Menina a caminho”, em 1994. Reservado o autor não comentou o prêmio.

A Companhia das Letras, editora de Nassar, considerou a homenagem um dos mais altos momentos da literatura brasileira. “Com uma obra absolutamente imprescindível, Raduan tornou-se um clássico instantâneo, logo em 1975, quando publicou o romance de estreia”, disse a editora, em comunicado.

O Ministério da Cultura elogiou a escolha de Nassar. “A sua obra tem poder de intervenção, promovendo uma consciência política e social contra o autoritarismo”, ressaltou.

O Prêmio Camões foi criado em 1988 pelo Brasil e por Portugal. Ao longo de sua história, a distinção já homenageou 12 escritores brasileiros. No ano passado, a portuguesa Helia Correia foi a agraciada pelo júri.

Professor pode saber conteúdo, mas não aprende a ensinar, diz educadora

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publicado no UOL

Se a sociedade brasileira deseja mais qualidade em educação, a formação dos nossos professores precisa ser debatida. Essa é a opinião da educadora Guiomar Namo de Mello, diretora da EBRAP (Escola Brasileira de Professores) e uma das palestrantes da Bett Brasil Educar 2016, evento que ocorre em São Paulo nesta semana.

Segundo a educadora, formada pela USP e com pós-doutorado em Londres, o professor brasileiro precisa de orientação e de uma formação melhor, já que, na média, ele não tem um grande domínio do conteúdo que tem de ser ensinado e, muito menos, da maneira como esse assunto deve ser transmitido.

“Não temos um prêmio Nobel em cada sala de aula lecionando. O nosso professor, infelizmente, tem uma formação que deixa muito a desejar. Além de saber o conteúdo, o professor tem de dominar a pedagogia desse conteúdo”, afirmou. “Fazer a passagem daquilo que o professor aprendeu para aquilo que ele vai ensinar exige esforço, conceituação e uma prática que você só vai forjando com a experiência”, completou.

Professor não aprende a ensinar
Um dos principais problemas da formação de professores no Brasil é que não há especialista em didática de disciplina. Quem leciona matemática, por exemplo, passou um grande treinamento, na faculdade, de matemática. No entanto, não necessariamente esse profissional aprendeu a ensinar matemática para outras pessoas.

“O Brasil não tem pós-graduação sobre o ensino das coisas. Não possui professores que ensinem a ensinar”, disse. “Como a matemática tem que ser ensinada nas escolas? Como a do engenheiro? Essa pergunta não é trivial. Na verdade, a sociedade tem desprezo pelo ato de ensinar que é complexo e nobre”, completou.

Outro grave problema é a falta de domínio do conteúdo de alguns docentes.
Para Guiomar, os professores de 1º a 5º ano precisam também ter mais aulas do conteúdo que ensinam.

“Tem muito aluno de pedagogia, que vai se tornar professor, que entra na faculdade sem dominar português e matemática. Esse estudante não tem preparo técnico e não sabe nada”, disparou a educadora.

Base Nacional Comum Curricular
Recentemente, o governo federal, ainda sob o comando da presidente Dilma Rousseff, apresentou a segunda versão da Base Nacional Comum Curricular. Esse currículo tem como meta preparar conteúdos mínimos para serem ministrados a alunos de todo o país e, com isso, reduzir as desigualdades de ensino.

Apesar de apoiar a ideia, Guiomar faz muitas críticas à maneira como vem sendo implantada.

“Discutir currículo talvez seja a coisa mais complexa na educação, pois estamos trabalhando em um campo de hegemonia ideológica. Além disso, ninguém no Brasil tem experiência de construção curricular sólida. Nos EUA, por exemplo, a construção de uma base curricular comum foi uma história longa e muito tumultuada”, contou.

“O MEC resolveu fazer a base nacional no tempo político e não pedagógico e estabeleceu prazos que não são certos. A primeira versão saiu ruim, sem um preparo sério pra isso. Na segunda versão muita coisa mudou, mas ainda faltam outras tantas. Existe um tom de currículo como bandeira política e ideológica”, acrescentou.

Por que o livro é caro no Brasil

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publicado na Super!

Não é novidade para ninguém. Nos Estados Unidos e na Europa, um livro sai bem mais barato que no Brasil. Vamos só lembrar um dos muitos exemplos. Na França, um dos volumes com as aventuras de Asterix (vendidos em livrarias, não em bancas) sai pelo equivalente a R$ 8,95. Aqui, custa R$ 17,00. A capa, o tamanho, o número de páginas, os quadrinhos, tudo é idêntico. Só o que muda é o idioma que vem dentro dos balões. Claro: os custos da tradução não explicam o aumento.

Livros

O problema é a tiragem. Enquanto outros países trabalham com tiragens médias de mais de 10 000 exemplares por edição, no Brasil esse número fica na casa dos 2 000. O mercado é pequeno, vende-se pouco, e elevar essa média é produzir encalhes. Daí que, com edições reduzidas, o custo por unidade sobe. O raciocínio é bem simples. Fora o papel, que varia segundo a quantidade de exemplares, toda edição tem um custo fixo, do qual não dá para fugir. Composição das páginas, máquinas, revisões, ilustrações, tudo isso independe da tiragem. E quando se divide o custo fixo pelo número de exemplares, tem-se o custo unitário.

Como o mercado brasileiro se organizou com base nas pequenas tiragens, o preço final de um volume é sempre alto. Mesmo os best-sellers, que vendem dezenas de milhares de cópias, custam caro, já que os editores fixam o preço com base em padrões (um certo “x” por página) estabelecidos a partir das baixas tiragens. A vantagem, dos editores, é que best-sellers dão mais lucro. E quase sempre compensam o prejuízo dos títulos que acabam encalhando nas prateleiras.

O leitor brasileiro é prejudicado pelas tiragens pequenas. Como o mercado de livros no Brasil é bem reduzido, as edições são minguadas. Na média, não passam dos 2 000 exemplares. A equação é cruel: tiragens mínimas projetam o custo unitário lá para as alturas. O leitor, quando pode, é quem acaba pagando a conta. Veja, em porcentagens, para quem vai cada parcela do preço de capa que você paga na livraria:

Papel

Menos de 5%

Às vezes é transformado no vilão da história. O custo subiu — depois do Real, o preço da tonelada de papel branco passou de cerca de 600 para 1 100 reais —, mas não significa nem 5% do preço de um livro.

Editor

Cerca de 25%

O editor fica com algo em torno de 25% do preço de capa. Esse valor paga os custos de funcionamento da editora, a tradução, revisão, paginação e o lucro.

Autor

De 7% a 12%

Recebe em média 10% do preço de capa de um livro, mas essa porcentagem varia. O valor inclui todos os custos de seu trabalho. Na maioria dos casos, o autor não recebe adiantamentos.

Gráfica

Cercade 8%

O custo de impressão de um livro comum, sem ilustrações impressas em papel especial, é da ordem de 8% do preço de capa, sem incluir o preço do papel.

Distribuidor

Cerca de 15%

A maior parte do preço de capa do livro fica na distribuição e venda. O distribuidor atacadista fica com 15%.

Livraria

40%

A livraria fica com 40% do preço de capa do livro, em média.

Jovem mineiro é disputado por Harvard e outras 6 universidades americanas

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Arthur Abrantes aprendeu inglês sozinho e compartilhou com o Estudar Fora a redação que o ajudou a ser aceito nas melhores universidades do mundo.

Arthur Abrantes aprendeu inglês sozinho e compartilhou com o Estudar Fora a redação que o ajudou a ser aceito nas melhores universidades do mundo.

 

Nathalia Bustamante, no Estudar Fora

Embora tenha sido aceito por 7 das melhores universidades norte-americanas, Arthur Abrantes não hesitou nem por um momento: é para Harvard que ele quer ir. “Também por causa da bolsa que eles me ofereceram, que é muito boa, mas principalmente porque me senti muito acolhido pelas pessoas de lá”, explica ele.

Embora os moradores da cidade de Paracatu, na região norte de Minas Gerais, tenham se surpreendido com as notícias, este foi um resultado que não veio da noite para o dia. Durante todo o ano de 2015, o rapaz de 18 anos se preparou incansavelmente para o processo de application – a candidatura para universidades do exterior. “Não fiz nem ENEM, era tudo ou nada”, relembra.

“Minha rotina era estudar a manhã toda para o SAT [a prova unificada que dá acesso às universidades americanas]. Fiz cerca de 40 simulados, duas vezes cada um. Então, quando fui realmente fazer a prova, já estava familiarizado”, conta ele.

Mesmo dedicado aos estudos, Arthur não abriu mão de outras atividades extracurriculares: dava aulas particulares de matemática, física e química e, no projeto que criara em 2014 com amigos, oferecia aulas de inglês para crianças de escolas públicas.

Depois de ter conseguido boas notas no SAT, era a hora de se dedicar às redações. “Sempre escrevia durante a noite. E as ideias me vinham quando não estava pensando nelas. O texto que enviei para Harvard, por exemplo, tive a ideia uma noite quando encostei a cabeça no travesseiro para dormir”, relembra.

Escrever as redações não foi tão difícil para Arthur, que já era fluente em inglês. Mas isto, também, só aconteceu às custas do seu próprio esforço: ele aprendeu, sozinho e estudando em casa.

Quando estava no primeiro ano do Ensino Médio, Arthur ficou sabendo do programa Jovens Embaixadores, promovido pelo governo americano. Ficou encantado, mas não pôde se candidatar porque não falava inglês. “Fiquei decepcionado, mas não poderia deixar que este obstáculo me impedisse de conquistar as coisas que queria”, comenta.

Com o apoio de um aplicativo de celular, Arthur começou a estudar. Com o tempo, passou a ler textos, ver filmes com áudio e legenda em inglês e a aprender as letras das músicas que gostava. “Também conversava sozinho, no espelho ou na rua. As pessoas achavam que eu era louco”, ri.

Na edição seguinte do Jovens Embaixadores, ele foi aceito e passou três semanas nos Estados Unidos com outros 49 estudantes brasileiros, selecionado entre 13500 candidatos. Esta experiência o transformou. “Lá tive certeza que eu queria estudar nos Estados Unidos, e que, sim, era possível.”

O domínio do inglês, além de lhe permitir ir para os Estados Unidos, também lhe abriu outras portas: “Quando eu estudava para prova ou fazia trabalhos na escola, já não pesquisava em português porque sabia que em inglês tinha muito mais material”, explica ele. Foi assim que surgiu o Teach Me, projeto que fundou que dá aula de inglês para as crianças de escolas públicas de Paracatu.

Quando os resultados começaram a sair, Paracatu, cidade de 80 mil habitantes, se surpreendeu. “Eu não contava para as pessoas que estava me preparando, então foi uma surpresa. As pessoas ficaram impressionadas porque isto parece ser muito distante”, explica.

Arthur, que se inspirou a ir estudar no exterior ao ver, na televisão, uma reportagem sobre a bolsista da Fundação Estudar Tábata Amaral, aceita em Harvard em 2012, espera mostrar para outros jovens que as melhores universidades do mundo não estão tão distantes assim. “Algumas pessoas vieram me procurar para tentar também no futuro, porque viram que eu era uma pessoa normal… Espero que, com isso, se forme uma corrente. Porque o fundamental é querer, não tem nenhum segredo”, finaliza.

Artista brasileiro de 16 anos cria incríveis ilustrações 3D em folhas de caderno

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publicado no Hypeness

João Carvalho é um artista brasileiro, capaz de criar desenhos que divertem e surpreendem pelos efeitos e distorções visuais, e pela sensação de tridimensionalidade que nos passam. O suporte onde a mágica de seus desenhos acontece é sempre a folha de caderno. Um detalhe: João tem somente 16 anos.

Sempre utilizando efeitos de tridimensionalidade, seus desenhos retratam objetos, cenários cósmicos, personagens de desenhos animados e até navios “saindo” do papel, driblando as pautas azuis das folhas do caderno, e ganhando corpo e movimento. Alguns dos desenhos publicados aqui são ainda mais antigos, de quando João tinha 15 anos!

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