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As 15 universidades brasileiras mais respeitadas no mundo

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Caloura da USP é pintada em recepção aos novos alunos (Marcos Santos da USP Imagens/Divulgação)

Caloura da USP é pintada em recepção aos novos alunos (Marcos Santos da USP Imagens/Divulgação)

Ranking global da conceituada consultoria QS coloca a USP no top 150 do planeta. Confira a lista com as brasileiras mais bem avaliadas

Camila Pati, na Exame

São Paulo – Como tem sido ao longo dos anos o ranking de universidades publicado pela consultoria QS coloca a Universidade de São Paulo (USP) em primeiro lugar entre as brasileiras ranqueadas.

A melhor colocação de uma instituição brasileira, na 121ª posição, fica, no entanto, distante do top 10 da lista, que traz o prestigiado MIT em primeiro lugar.

O ranking publicado anualmente leva em conta a reputação acadêmica (40% da nota), o prestígio entre os recrutadores (10% da nota), a proporção de professores por aluno (20% da nota), número de citações de pesquisas (20% da nota) e a internacionalização (5% da nota).

Confira quais, além da USP, são as 14 melhores instituições de ensino, de acordo com a lista de 2018 da QS. (A lista completa com todas as universidades está no site da consultoria) Confira: As 100 melhores e piores instituições de ensino superior

1. Universidade de São Paulo
Universidade USP
Posição no ranking 2018 121
Posição no ranking 2017 120
Posição no ranking 2016 143

2. Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Universidade Unicamp
Posição no ranking 2018 182
Posição no ranking 2017 191
Posição no ranking 2016

3. Universidade Federal do Rio de Janeiro
Universidade UFRJ
Posição no ranking 2018 311
Posição no ranking 2017 321
Posição no ranking 2016 323

4. Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Universidade Unesp
Posição no ranking 2018 491-500
Posição no ranking 2017 501-500
Posição no ranking 2016 481-490

5. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Universidade PUC-SP
Posição no ranking 2018 501-550
Posição no ranking 2017 501-500
Posição no ranking 2016 501-

6. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
Universidade PUC-RJ
Posição no ranking 2018 501-550
Posição no ranking 2017 501-550
Posição no ranking 2016 501-550

7. Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
Universidade Unifesp
Posição no ranking 2018 501-550
Posição no ranking 2017 501-550
Posição no ranking 2016 491-500

8. Universidade Federal do Rio Grande Do Sul (UFRGS)
Universidade UFRGS
Posição no ranking 2018 501-550
Posição no ranking 2017 461-470
Posição no ranking 2016 451-460

9. Universidade Federal de Minas Gerais
Universidade UFMG
Posição no ranking 2018 551-600
Posição no ranking 2017 551-600
Posição no ranking 2016 551-600

10. Universidade de Brasília
Universidade UnB
Posição no ranking 2018 651-700
Posição no ranking 2017 601-650
Posição no ranking 2016 491

11. Universidade Federal de São Carlos

Posição no ranking 2018 651-700
Posição no ranking 2017 651-700
Posição no ranking 2016 651-700

12. Universidade Federal de Santa Catarina

Posição no ranking 2018 751-800
Posição no ranking 2017 701-750
Posição no ranking 2016 701-750

13. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
Posição no ranking 2018 801-1000
Posição no ranking 2017 701-750
Posição no ranking 2016 701-750
14. Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Posição no ranking 2018 801-1000
Posição no ranking 2017 701-750
Posição no ranking 2016 651-700
15. Universidade Estadual de Londrina (UEL)
Posição no ranking 2018 801-1000
Posição no ranking 2017 701-750
Posição no ranking 2016 701-750

Bienal do Livro de Brasília começa nesta sexta-feira

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Evento foi aberto pelo diretor da 3ª bienal do Livro e da Leitura de Brasília, Nilson Rodrigues (foto acima)

Publicado no Noticias ao Minuto

A 3ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura, que começa nesta sexta-feira (21) em Brasília, vai homenagear o cientista social português Boaventura de Sousa Santos e a poetisa brasileira Adélia Prado.

Ao longo de dez dias, o evento promoverá atividades com cerca de 120 escritores convidados, 100 sessões de autógrafos e lançamentos de livros, 80 sessões de contação de histórias, 40 apresentações teatrais, além de 10 shows musicais de artistas nacionais e do Distrito Federal.

“É um grande movimento de fomento à leitura, um grande movimento de aproximação entre o público e os escritores”, explicou o coordenador geral da Bienal, Pedro Ortale, em entrevista à Rádio Nacional. “É um grande movimento de convergência da literatura em mesas de debates, seminários, palestras”.

De acordo com a organização, estão confirmadas presenças de autores como a mexicana Guadalupe Nettel, o inglês Theodore Dalrymple, a portuguesa Raquel Varela e o norte-americano Glenn Greenwald, dentre os estrangeiros, e os brasileiros Renato Janine, Leandro Karnal, Marica Tiburi, Viviane Mosé e Fernando Moraes.

Os curadores do evento são os escritores Hamilton Pereira, José Rezende e Nicolas Behr, a tradutora Lídia Luther e o diretor da Bienal, Nilson Rodrigues. Ao todo, serão realizadas 150 palestras durante o evento.

Boaventura de Souza Santos

Além de homenageado na Bienal, o sociólogo português receberá o título de Cidadão Honorário de Brasília. Autor da obra Direito dos Oprimidos e com livros traduzidos para o espanhol, italiano, inglês, francês, alemão e chinês, Boaventura de Sousa Santos é um dos mais expressivos defensores da sociologia do direito no mundo.

O autor português vai aproveitar a ocarsião para fazer o lançamento mundial de A Difícil Democracia – Reinventar a Esquerda, no dia 29, com apresentação da professora Flávia Birolli, do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), e coordenadora do Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades.

Boaventura também vai lançar no Brasil o livro As Bifurcações da Ordem: Revolução, Cidade, Campo e Indignação, terceiro volume da Coleção Sociologia Crítica do Direito, que será apresentado pelo ex-reitor da Universidade de Brasília José Geraldo de Sousa Jr. Haverá debate e sessão de autógrafos.

Doação de livros

A Bienal faz também uma campanha para arrecadar livros, que serão doados para a Biblioteca Nacional de Brasília, para 26 bibliotecas públicas de várias regiões administrativas do DF e para o programa domiciliar Mala do Livro, da Secretaria de Cultura do GDF, que promove a circulação de mini-bibliotecas em residências.

A campanha tem a previsão de reunir livros de contos, crônicas, poesias e romances da literatura brasileira, literatura estrangeira, literatura infantil e literatura infanto-juvenil, assim como gibis.

Os livros doados devem estar em bom estado de conservação. Além disso, não são considerados ideais para doação livros didáticos de ensino fundamental e médio, enciclopédias velhas, jornais, revistas semanais, revistas de atualidades e de variedades, livros jurídicos antigos, listas telefônicas ou livros desatualizados.

O evento que começa nesta sexta-feira vai até o domingo, dia 30, no Estádio Mané Garrincha. A programação completa você encontra aqui. Com informações da Agência Brasil.

Confira a programação aqui.

Brasileiros ganham 4 medalhas na Olimpíada Ibero-Americana de Biologia

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Caio Adamian, Beatriz Marques, Bruno Gomes e Bernardo Collaço (Foto: Divulgação)

Caio Adamian, Beatriz Marques, Bruno Gomes e Bernardo Collaço (Foto: Divulgação)

 

Publicado na Galileu

Na última semana, a cidade de Brasília foi sede da 10ª Olimpíada Ibero-Americana de Biologia. A edição contou com a participação de estudantes de 12 países das Américas do Sul e Central, bem como de Portugal e Espanha.

Ao longo da competição, os estudantes fizeram três avaliações teóricas e práticas que envolvem assuntos como anatomia animal, botânica e citologia.

A delegação brasileira obteve ótimos resultados. No total, foram quatro medalhas conquistadas: uma de ouro, que foi para Bruno Teixeira Gomes, de Fortaleza, no Ceará; duas pratas obtidas pelos estudantes Beatriaz Marques de Brito, de São Paulo capital, e Bernardo Habriele Collação, de Fortaleza, no Ceará; e um bronze para Caio Manuel Caetano Adamian, também de Fortaleza.

Parabéns aos nossos estudantes!

Professora potiguar com Down recebe prêmio nacional de educação

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Débora Seabra recebeu o Prêmio Darcy Ribeiro em Brasília.
Ela foi considerada exemplo no desenvolvimento de ações educativas no país.

debora-seabraPublicado em G1

A potiguar Débora Seabra, primeira professora com síndrome de Down do país, foi homenageada com o Prêmio Darcy Ribeiro de Educação 2015 em Brasília. O prêmio é promovido pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, que elege todos os anos três pessoas – físicas ou jurídicas – consideradas exemplos no desenvolvimento de ações educativas no país.

A entrega da homenagem aconteceu na última terça-feira (27). “Eu amo o que eu faço. Amo meus alunos, amo o meu trabalho e também eu gosto muito da minha equipe de trabalho. É importante também para incluir muitas pessoas como eu”, disse Débora.

Ela é professora há mais de 10 anos e faz palestras no Brasil e em outros países, como Argentina e Portugal, sobre o combate ao preconceito. Hoje ela trabalha como professora assistente na Escola Doméstica, um colégio particular de Natal. Quando mais nova, Débora sempre estudou em escolas da rede regular de ensino e se formou no curso de magistério, de nível médio, em 2005.

Em 2013, ela lançou o seu primeiro livro, chamado “Débora conta histórias”. A obra traz várias fábulas infantis que se passam na fazenda e têm animais como protagonistas. Embora sejam animais, eles precisam lidar o tempo todo com problemas humanos, especialmente o preconceito e rejeição por serem diferentes.

O nome de Débora foi indicado a concorrer ao prêmio pelo deputado federal Rafael Motta (PROS). “Ela é um orgulho para todos os potiguares e essa é uma justa homenagem por sua competente atuação no setor educacional do Rio Grande do Norte”, contou o deputado. Ao escolher os homenageados, a Comissão de Educação levou em consideração critérios como originalidade ou caráter exemplar das ações educativas desenvolvidas pelos indicados ao prêmio.

Única em Brasília, biblioteca pública para cegos reúne 2 mil livros

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Espaço funciona em Taguatinga e recebe 50 deficientes visuais diariamente.
Clássicos de Dante Alighieri, Machado e Guimarães Rosa são os preferidos.

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Publicado em G1

Quem ultrapassa as portas da Biblioteca Dorina Nowill no Distrito Federal logo entende que ali a regra de manter silêncio não faz o menor sentido: dez voluntários se revezam de 8h às 17h para ler em voz alta para cegos. As estantes abrigam mais de 2 mil livros, e os preferidos do público são clássicos de Dante Alighieri, Machado de Assis, Guimarães Rosa e José de Alencar, além de contos de fadas. O espaço funciona na CNB 1 de Taguatinga e recebe até 50 deficientes visuais todos os dias.

Sete servidores e 30 voluntários atuam no local. Os deficientes visuais têm acesso ainda a aulas de reforço, fotografia, informática, dança e braile. Fundadora do estabelecimento, a professora aposentada Dinorá Couto Cançado conta que o trabalho impacta diretamente na vida dos usuários.

“Em alguns casos é como se praticamente a pessoa recuperasse a vida. Temos caso de cego 20 anos fechado em casa, esperando a morte chegar. Ele chegou à biblioteca, nos três primeiros dias achava tudo feio, e hoje é superapaixonado. Retomou os estudos, fez o ensino médio, passou no vestibular e agora está fazendo a faculdade. A cultura permite essa inclusão social. São vários retornos à vida em todos os sentidos. Vida de trabalho, vida de casamento, vida afetiva, vida profissional, vida de estudos”, afirma.

O aposentado Nivaldo Alves dos Santos, de 66 anos, conheceu o espaço por insistência de um amigo há 11 anos. O idoso começou a perder a visão em um acidente de trabalho, depois de um cavalete da oficina mecânica ceder e provocar a queda de um carro em cima dele.

“Acordei três dias depois no hospital. Isso foi em 1967, 1968. Ainda passei muito tempo com baixa visão, tinha me sobrado 45% do sentido. Só que foi acabando, acabando, e hoje eu só percebo vultos”, conta.

Santos afirma que relutou em ir à biblioteca por ter um certo preconceito. O resultado da experiência de ouvir algumas páginas de Machado de Assis, no entanto, o surpreendeu. Hoje, depois de concluir o ensino médio, ele ajuda outros deficientes a aprenderem braile e cursa o segundo semestre de psicologia.

“Não queria conhecer porque eu, na época, achava muito estranho, nunca tinha tido contato com cego. E lá eu só ia conviver com cego. Eu era, mas eu não ia conviver com esse povo, era como eu pensava. Besteira. Foi bom. Foi como uma volta na vida. Reaprendi tudo. Aprendi o braile, informática, voltei para a escola – foi como se eu fizesse uma reciclagem nos estudos. Tive de aprender tudo de novo, química, geografia, biologia”, narra.

“Eu só queria ficar sentado no sofá ouvindo a televisão, mas então voltei a ser feliz. A coisa melhorou muito, é interessante estar ali, a melhora é espetacular, porque você é ingressado socialmente, culturalmente, está envolvido em uma série de eventos especiais que você frequenta, você vai em tanto lugar interessante. Ainda existe muita barreira, ainda tem um pouco de barreira contra deficiente, ainda existe alguma coisa, mas são coisas que a gente deixa de lado e segue em frente”, completa.

Voluntário há seis anos no local, o psicólogo João Batista Bezerra de Sousa fundou um grupo de terapia que funciona no segundo sábado de todo mês. “Vimos o fortalecimento da auto-estima, das pessoas querendo voltar a estudar. E outro ponto foi justamente pessoas que não conseguiam mais sair de casa, nem para ir a rua, ir ao shopping, e hoje conseguem sair de casa para resolver coisas do cotidiano e até viajar. Algumas tinham medo de tudo.”

O profissional conta que conheceu o trabalho depois de ver alguns dos usuários da biblioteca fazendo uma apresentação musical. Com as atividades, que ocorrem entre 15h e 17h, ele diz sentir estar contribuindo para que muitos se sintam bem consigo mesmos.

“Tinha gente que realmente já estava mal, já tinha passado por médico psiquiátrico, não tinha nem evolução. A força do grupo dinamizou um estreitamento de vínculo. A gente conseguiu criar dentro do grupo uma ideia de pertencimento, e isso fez as pessoas ficarem empoderadas, terem autonomia, quererem sair disso”, explica.

Queixas
A biblioteca surgiu em 1995 dentro de uma escola pública, depois de a Secretaria de Cultura ganhar os livros da Fundação Dorina Nowill e não conseguir encontrar nas outras unidades um espaço para abrigá-los. De acordo com Dinorá, o problema era que cegos “fazem barulho demais”.

“Eu era vizinha da biblioteca pública [onde tentaram instalar a ala para deficientes visuais]. A diretora me perguntou: ‘O que eu faço com esses livros e essas duas cegas? Lá é lugar de silêncio, cego não cala a boca’. Veio a missão, e eu topei. Biblioteca nossa não tem silêncio, é lugar alegre”, afirma.

Depois de dez anos, o material foi transferido para um espaço próprio, no complexo cultural de Taguatinga. A situação, de acordo com Dinorá, não melhorou muito. Por ter nascido dentro de um colégio, o estabelecimento é mantido apenas pela Secretaria de Educação e não tem nem segurança nem vigias.

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“Há mendigos em volta, estendendo varal de roupas deles. Ameaçam nos agredir quando a gente reclama. Tem rato correndo em volta. A gente tem vergonha da sujeira, vai cobrar da administração de Taguatinga, e eles falam que, enquanto o convênio não for assinado, não podem fazer nada. Com que segurança a gente trabalha lá dentro?”, questiona.

O governo repassa dinheiro para bancar água, luz e telefone. As outras necessidades são atendidas com a ajuda de doações da comunidade, vaquinhas e o dinheiro arrecadado em um bazar literário anual – cerca de R$ 2 mil.

A administração regional de Taguatinga e as secretarias de Cultura e Educação informaram que vão se reunir para buscar uma solução para os problemas da biblioteca. “Todos os esforços serão feitos para garantir os serviços necessários para o pleno funcionamento da biblioteca.”

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