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Idoso que trocou plano de saúde por faculdade se forma e vai tentar OAB

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João Dias, de 69 anos, se formou em direito: ‘Muita gente não aceitava’.
Mesmo doente, ele estuda mais de 4 horas por dia, em Rio Verde, GO.

Publicado por G1

1O aposentado de 69 anos que, mesmo doente, deixou de pagar o plano de saúde para fazer faculdade, realizou o sonho de se formar, em Rio Verde, no sudoeste de Goiás. Bacharel em direito, João Gonzaga Dias agora se prepara para fazer o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O exame da OAB é obrigatório para quem se forma em direito exercer a advocacia. Para passar na prova, o aposentado estuda de quatro a seis horas por dia, com intervalos. “Muita gente não aceitava, por causa da minha idade, mas eu não dei a mínima importância. Respondi às críticas com a minha formatura”, disse João Dias.

O aposentado se formou no último fim de semana. Durante a cerimônia de colação de grau houve um imprevisto: faltou energia elétrica. Mas nem o apagão tirou o brilho da festa e a animação dos formandos. Mais velho da turma, seu João, como ele é chamado pelos colegas de curso, recebeu abraços da família e do melhor amigo de sala, Fabrício Lamas Borges, de 23 anos.

O jovem, que tem idade para ser neto do aposentado, fala que aprendeu a correr atrás dos sonhos com o exemplo do amigo: “Eu acho que a maior lição no curso quem deu foi o seu João. Ele sofreu um infarto, passou por problemas pessoais e nada fez ele desistir do sonho dele”.

A mulher, Izamar Braz Dias, e três filhos do aposentado também participaram da festa. “É uma coisa que ele sempre quis, teve oportunidade de fazer naquele momento e eu sabia que ele ia conseguir”, comemorou a filha Vanuza Braz Dias.

João Dias, de 69 anos, durante colação de grau (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

João Dias, de 69 anos, durante colação de grau
(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Determinação

Para a esposa, a determinação do marido foi o que mais chamou a atenção: “Eu não pensei que ele fosse levar tão a sério. Foi uma surpresa para todos nós”, disse a esposa.

João Gonzada surpreendeu a família ao dizer que queria voltar a estudar, após os 60 anos de idade. Ele sonhou durante anos fazer faculdade de direito, mas não teve condições de entrar no curso quando era jovem.

Para pagar o curso em uma faculdade particular, com taxa mensal de R$ 842, além de deixar de pagar o plano de saúde, o aposentado também vendeu o carro.

Como estava sem carro, a filha ou colegas davam uma carona ao aposentado. Na sala de aula, ele virou exemplo para os colegas mais novos.

A determinação do aposentado em realizar o sonho conquistou alunos e professores. O exemplo de vida lhe rendeu uma homenagem durante o baile, realizado no sábado (2).

Em sala de aula, colegas admiram a força de vontade do aposentado (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

Em sala de aula, colegas admiram a força de vontade do aposentado (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

dica do Chicco Sal

USP de São Carlos (SP) registra o terceiro caso policial em 16 dias

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Fernanda Testa, na Folha de S.Paulo

O campus da USP em São Carlos (232 km de São Paulo) registrou em menos de um mês três casos policiais. O mais recente envolve a suspeita de estupro de um estudante que teria ocorrido dentro da universidade.

Após a polêmica do “Miss Bixete”, em que três alunos ficaram nus, supostamente jogaram bebida e hostilizaram um grupo de feministas que protestavam contra o desfile no campus, outras duas ocorrências foram registradas.

Alunas da USP de São Carlos protestam contra o trote 'Miss Bixete' realizado no campus em fevereiro (Frente Feminista/Divulgação)

Alunas da USP de São Carlos protestam contra o trote ‘Miss Bixete’ realizado no campus em fevereiro (Frente Feminista/Divulgação)

Na quarta-feira (13), a estudante Giseli Aparecida Braz de Lima, 30, doutoranda em ciências da computação e matemática, morreu após ser atingida na cabeça por um galho de árvore próximo a uma das cantinas do campus.

De acordo com a Polícia Civil, o galho atingiu a estudante enquanto ela lanchava na universidade.

A USP classificou o caso como uma “fatalidade” e decretou luto oficial de três dias no ICMC (Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação), local onde a estudante cursava a pós-graduação.

A história mais recente é de um estudante de ciências exatas da universidade, que na noite de quarta acusou oito colegas de estupro dentro do campus.

O jovem de 22 anos compareceu ao plantão policial para relatar o caso nesta quarta-feira (13). Segundo a polícia, ele disse que o crime aconteceu na noite do dia 4.

O estudante, após participar de uma reunião acadêmica no campus, disse que foi abordado por oito colegas no alojamento da universidade.

De acordo com o aluno, os colegas fizeram ameaças e depois o estupraram. A vítima disse ainda que os alunos são moradores do alojamento e que sabe reconhecê-los.

“Vamos identificar e ouvir as pessoas para verificar a veracidade dos fatos. O aluno disse à polícia que os conhece por apelidos”, disse o delegado Aldo Donisete Del Santo, que assumiu o caso.

Segundo ele, o episódio foi registrado como suspeita de estupro. O próprio estudante que relatou o abuso será chamado para falar com Del Santo –na quarta-feira, ele conversou com outro delegado, que estava no plantão.

A Folha tentou contato com o estudante, mas não conseguiu. A polícia não divulgou seu nome nem quis passar o contato para não atrapalhar as investigações.

INVESTIGAÇÃO

A assessoria de imprensa da USP informou, em nota, que o estudante compareceu ao Serviço de Promoção Social do campus na última segunda-feira (11) para relatar o caso. Na ocasião, “todas as ações e procedimentos pertinentes foram realizados pelos profissionais do setor, respeitando o sigilo próprio da atividade”, diz a nota.

Após o registro do boletim de ocorrência, no entanto, a universidade verificou “incongruência nos relatos”.

A USP não informou, porém, quais versões registradas no BO são diferentes em relação ao relato que o aluno fez no dia 11.

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