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Brasil perde seis universidades em ranking das mil melhores do mundo; britânica lidera

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USP

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Esta é a primeira edição do ranking que é liderada por duas universidades britânicas, a Universidade de Oxford e de Cambridge

Publicado no InfoMoney

SÃO PAULO – O Brasil deixou de ter seis universidades entre as melhores do mundo na edição deste ano do ranking Times Higher Education, divulgado nesta terça-feira (5). Antes, o país tinha 27 universidades entre as colocadas, número que agora caiu para 21.

Foram dez as universidades que saíram do ranking: a UFPR (Universidade Federal do Paraná), UFBA (Universidade Federal da Bahia), UFG (Universidade Federal de Goiás), UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto), UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), UFLA (Universidade Federal de Lavras), UFV (Universidade Federal de Viçosa), UFF (Universidade Federal Fluminense), UEL (Universidade Federal de Londrina) e UEM (Universidade Estadual de Maringá).

Ao mesmo tempo, outras quatro universidades entraram para as mil melhores pela primeira vez. São elas a Unifei (Universidade Federal de Itajubá), UnB (Universidade de Brasília), UFPel (Universidade Federal de Pelotas) e a UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa).

O ranking organiza as 200 primeiras universidades em posições numerais e, após essas, as demais são organizadas em blocos. Dentre as brasileiras classificadas, a USP (Universidade de São Paulo) é a que se encontra na melhor posição, no grupo de 251ª a 300ª. A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) ocupam os grupos de 401ª a 500ª e 501ª a 600ª, respectivamente.

Em um estudo específico das universidades da América Latina, o Times Higher Education chegou a considerar a Unicamp a melhor da região, ficando à frente até da USP. Nesta análise regional, apesar de os critérios avaliados serem os mesmos (ensino, pesquisa, citações, visão internacional e transferência de conhecimento), os pesos são distribuídos de forma diferente.

Melhores do mundo
Esta é a primeira edição do ranking que é liderada por duas universidades britânicas, a Universidade de Oxford e de Cambridge. No ano passado, Oxford ainda liderava, mas era seguida pela norte-americana Instituto de Tecnologia da Califórnia.

Os Estados Unidos ainda são maioria entre as dez primeiras universidades do ranking, com sete colocadas entre elas.

Confira a seguir quais são as dez primeiras colocadas do ranking:

Sem título

Britânicas oferecem sexo em troca de ajuda para pagar universidade

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Relacionamentos "sugar daddy" são facilitados por páginas na internet

Relacionamentos “sugar daddy” são facilitados por páginas na internet

É uma tendência em alta na Grã-Bretanha: mulheres buscam homens maduros e economicamente saudáveis que lhes ofereçam dinheiro para bancar estudos ou dar “mesadas” em troca de uma relação – os chamados “sugar daddy”.

Emma Jane Kirby, na BBC Brasil

Estas relações são conhecidas como “mutuamente benéficas” ou “transacionais”. Mas seria a busca por um “pai rico” uma forma aceita socialmente para se referir ao trabalho sexual?

Freya tem 22 anos. Veste uma calça de academia e uma camiseta gasta. Se expressa de forma natural e confiante.

A jovem decidiu começar a dormir com homens mais velhos em troca de dinheiro ainda na universidade. “Eu amo sexo”, diz Freya. “E, você sabe, eu sou muito boa nisso. Então, conquistar um ‘sugar daddy’, ou dois, foi uma decisão fácil”.

Ela é uma das muitas estudantes na Grã-Bretanha que, cercadas por dívidas, se tornaram “sugar babies”: jovens mulheres que aceitam relações com homens mais velhos e ricos em troca de dinheiro e presentes.

“Meu ‘sugar daddy’ casado me deu cerca de 1 mil libras (cerca de R$ 4,8 mil) por uma noite. Ele estava interessado apenas em sexo. Já o meu ‘sugar daddy’ divorciado me dava entre 1 mil e 2 mil libras como mesada”, diz.

Freya diz ter trabalhado duro para pagar as contas durante a universidade. “Trabalhava em dois empregos durante meu primeiro ano”.

“Era horrível – ganhava 5 libras (cerca de R$ 24) por hora trabalhando num bar e isso estava atrapalhando meus estudos”.

Apesar de reconhecer que o que fazia era um trabalho sexual, Freya diz acreditar que sempre manteve certo grau de controle. “Eram homens muito atraentes – eu escolhi com muito cuidado”.

“Sim, na verdade, é prostituição, mas acho que existe um estigma ridículo ligado a esta palavra”.
Consentimento materno

Mary, mãe de Freya, também aceitou ser entrevistada pela BBC, e não parecia incomodada pelas decisões da filha.

“Na verdade, eu tenho muito orgulho dela”, diz Mary. “Acho que é uma coisa muito valente de se fazer e estou feliz que ela me consultou. Claro que meus amigos foram bem contra”.

Garotas dizem que mesadas são usadas para ajudar a pagar por estudos e que nem sempre relacionamentos envolvem sexo

Garotas dizem que mesadas são usadas para ajudar a pagar por estudos e que nem sempre relacionamentos envolvem sexo

Mas o dinheiro faltava na família, diz a mãe, divorciada e com outros filhos que também iriam à universidade.

“Assim que eu vi que Freya estava realmente feliz e gostava do que fazia, não vi nenhum problema e achei que isso era uma boa solução”, diz Mary.

“Todas as crianças nascem com talentos. Minha família nasceu com beleza e atrativo sexual. É como uma commodity”.

Sites de relacionamentos que intermedeiam contatos com “sugar daddies” não definem suas atividades como um serviço de venda sexual, já que isso os colocaria sob risco do ponto de vista legal. Mas só os mais ingênuos não percebem a real finalidade destes espaços.

“Inscreva-se na Universidade Sugar Baby hoje e consiga um patrocinador generoso que pague sua educação”, diz uma voz feminina num anúncio online.

Angela Jacob Bermudo é diretora de imprensa desta página. “Não acredito que (os usuários) esperem por sexo. Diria que aspiram por ele”, diz.

“Uma ‘sugar baby’ conquista estabilidade financeira com uma mesada”, diz Angela. “E (ganha) um mentor e oportunidades de networking. Na Grã-Bretanha, estudantes são quem mais procuram este tipo de serviços”.
Falta de namorado

A ‘sugar baby’ Alana, de 28 anos, ri. “São as jovens garotas que têm o poder! Eu tenho o poder”.

Ela considera esta atividade como um parque de diversões para adultos. “Perdi a conta do número de bolsas Louis Vuitton, das férias – Nova York, as Bahamas”.

Alana diz que, atualmente, tem 13 “pais ricos”, mas que chegou a ter ao menos 40 durante os anos. Quase todos são investidores. Ela diz ter dormido com apenas três deles.

“Sempre termino ganhando aquilo que quero. E esta é a grande razão de tudo isso. Você tem que saber jogar este jogo”.

A jovem, entretanto, diz (mais…)

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