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Posts tagged britânico

Pesquisador encontra nova história de Rei Artur, Merlin e o Santo Graal

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Pesquisador encontrou nova história do Rei Artur (Foto: Divulgação)

Livro do século 16 apresentava a narrativa de uma batalha mágica envolvendo o mítico guerreiro britânico

Publicado na Galileu

Imagine se, daqui a uns séculos, um pesquisador encontrar uma história inédita da saga de Harry Potter? Foi mais ou menos isso que aconteceu enquanto o pesquisador Michael Richardson realizava uma consulta na bibliografia de Estudos Medievais na Universidade de Bristol, no Reino Unido. Ao investigar um livro do século 16, ele encontrou uma narrativa de uma batalha nunca antes contada do lendário Rei Artur e do mágico Merlin.

Os fragmentos das histórias estavam em pergaminhos e foram escritos a mão e contêm novas informações sobre a narrativa de Artur. De acordo com a tradição, a primeira obra que apresenta as aventuras do fictício rei britânico foi publicada em 1130.

“Esses fragmentos são um achado maravilhosamente incrível, que pode ter implicações para o estudo não apenas deste texto, mas também de outros textos relacionados e posteriores que moldaram nossa compreensão moderna da lenda arturiana”, disse em comunicado Leah Tether, que é presidente da Sociedade Internacional Arturiana. “O tempo e a pesquisa revelarão quais outros segredos sobre as lendas de Arthur, Merlin e o Santo Graal podem conter esses fragmentos.”

Nos textos encontrados, o rei Artur e o Mago Merlin se preparam para uma batalha contra o fictício Rei Claudas, que era o líder dos francos. De acordo com a narrativa, Merlin incentivou as tropas contra o inimigo e utilizou o estandarte de dragão de um guerreiro conhecido como Sir Kay: o desenho que representava a criatura cuspia fogo de verdade. Com dificuldade, Artur vence a batalha.

Os especialistas nas histórias de Artur estão agora reunindo outros fragmentos que estariam dispersos para localizar novas aventuras do rei britânico, de seu parceiro Lancelot e a busca pelo Santo Graal. O poeta francês Chrétien de Troyes, que viveu no século 12, é conhecido por ter adicionado a história de Camelot, o castelo lendário em que viveria Artur: de acordo com a narrativa, os guerreiros precisavam encontrar o objeto utilizado por Jesus na Última Ceia para restaurar a prosperidade do reino.

A Máquina do Tempo de H.G Wells ganha edição em capa dura pela editora Suma

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(Foto: Divulgação)

Primeiro romance de Wells narra as aventuras de um cientista britânico após desenvolver máquina que viaja pelo tempo

Fernando Rhenius, no Vavel

A editora Suma divulgou nesta terça-feira, 20, a capa de A Máquina do Tempo, primeira obra de H.G Wells. Lançado em 1895, o livro foi um dos primeiros a tratar sobre viagens no tempo.

Tudo gira em torno de um cientista inglês que acaba desenvolvendo uma máquina que pode viajar no tempo. Com uma narrativa envolvente, a obra de Wells ao lado de “Guerra dos Mundos” e “O Homem Invisível” são classificadas como romance científico, abrindo caminho para uma série de obras sobre o tema.

A Máquina do tempo ganhou duas adaptações para o cinema, uma em 1960 estrelada por Rod Taylor como ator principal. em 2002 veio a segunda adaptação dirigida por Gore Verbinski e Simon Wells, este neto de Wells. O cientista foi interpretado por Guy Pearce.

Confira abaixo a sinopse divulgada pela editora

A Máquina do Tempo é o primeiro romance de H.G. Wells. Depois de vários rascunhos e versões, foi finalmente publicado em 1895. O livro teve sucesso instantâneo no Reino Unido, e sua fama logo se espalhou por outros países. Chamado de “homem de gênio”, considerado um pioneiro, Wells abriu caminho não só para seus livros e sua visão de mundo, mas para novas possibilidades temáticas na literatura. A Máquina do Tempo é o primeiro e mais importante romance moderno sobre viagens no tempo, e um clássico da literatura mundial. Com uma narrativa envolvente, H.G. Wells cria a fabulosa jornada de um cientista inglês a um mundo futuro, desconhecido e perigoso. Acompanhamos suas descobertas, seu deslumbramento e o horror que, aos olhos do viajante, aos poucos se anuncia.

David Nicholls: “Detesto livros que pretendem nos dizer como a vida é”

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O autor visitará o Brasil em setembro, na Bienal do Livro do Rio Foto: Chal Shinnie / Divulgação

O autor visitará o Brasil em setembro, na Bienal do Livro do Rio Foto: Chal Shinnie / Divulgação

Leia entrevista com o escritor britânico David Nicholls, autor de “Um Dia” e “Nós”

Alexandre Lucchese, no Zero Hora

Autor do best-seller Um Dia (2009), que se tornou filme estrelado por Anne Hathaway em 2011, o escritor britânico David Nicholls tem data para conhecer o Brasil. No dia 5 de setembro, ele estará na Bienal do Livro do Rio para divulgar seu novo romance, Nós, sobre o qual conversou por telefone com o 2º Caderno.

Nós é um livro sobre o fim de um casamento, mas também é uma narrativa de viagem, pontuada com humor. Foi uma opção consciente falar de um tema pesado com leveza?

Quando comecei como escritor, já escrevia comédias para a TV. A comédia é algo instintivo para mim, mesmo quando escrevo roteiros para projetos sobre temas mais obscuros, como solidão, envelhecimento e fins de relacionamentos. Eu não havia viajado muito até as turnês de promoção de Um Dia (best-seller lançado em 2009). A partir daí, fiquei empolgado para fazer um livro sobre os aspectos difíceis das viagens, que podem ser estressantes e desastrosas.

E também é um modo de dar mais movimento a uma história muito íntima, que poderia ser monótona caso se desenrolasse em um mesmo lugar.

Exatamente. O maior desafio para quem quer escrever sobre amor, família e relacionamento é manter a história empolgante. Há uma grande tradição de comédia sobre o cotidiano na Grã-Bretanha, mas queria escrever algo com aventura, meio épico.

Um Dia virou filme. Você já pensou em escrever uma sequência, transformá-lo em uma série?

Muita gente me pede isso, mas não sei como poderia ser desenvolvida ou melhorada uma história que, para mim, acabou definitivamente. Além disso, Um Dia tem uma estrutura que só pode ser usada uma vez: os capítulos narram um dia a cada ano na vida dos personagens. O que eu poderia fazer para continuar? Escrever o dia de amanhã? Os próximos 20 anos? Isso faz com que não consiga voltar a essa história, por mais que goste dela.

Você também é roteirista. Quando escreve um livro, pensa que ele poderá se tornar filme?

Não. Quando tenho uma história, penso muito para decidir onde funcionará melhor. Há benefícios e problemas diferentes que a ideia terá de enfrentar ao ir para as telas ou se tornar um livro. Na tela, é difícil mostrar as pessoas envelhecendo, por exemplo, e você precisa contar uma história em duas horas. As melhores piadas de um livro não estão nos diálogos, é preciso pensar de que modo podem funcionar na tela. Por outro lado, claro que sou muito influenciado pelo cinema, por isto meus romances têm muito movimento. Mas não acho que livros devem ser tratados como filmes não realizados, e sim como… livros.

Escrever é um modo de encontrar soluções para suas próprias questões?

Nunca encarei a escrita como uma terapia, e certamente nada do que já escrevi me deu alguma resposta. Inevitavelmente escrevemos sobre o que acontece conosco, o que nos assusta e nos mantém acordados à noite, no entanto jamais abordei essas coisas diretamente. Acredito que bons livros nos fazem olhar melhor para nossas perguntas, mas sem trazer respostas. E é bom que seja assim. Detesto livros que pretendem nos dizer como a vida é.

Jonathan Douglas: “Uma das principais razões para ler é tornar a sociedade mais justa”

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Diretor de ONG que estimula a leitura no Reino Unido afirma que é preciso criar projetos inovadores para atrair novos leitores

Marina Ribeiro, na Época

Em um único ano de trabalho, o britânico Jonathan Douglas conseguiu levar 2,3 milhões de novos leitores a se cadastrar nas bibliotecas do Reino Unido. O diretor da National Literacy Trust, organização britânica dedicada a projetos e campanhas de alfabetização e incentivo à leitura, precisou de parcerias com clubes de futebol, autoescolas e redes de fast food para disseminar o hábito de ler. Para ele, a leitura é o caminho para formar uma sociedade mais igualitária.

Jonathan Douglas, da ONG National Literacy Trust (Foto: Divulgação/British Council)

Jonathan Douglas, da ONG National Literacy Trust (Foto: Divulgação/British Council)

No Brasil para participar de evento do British Council sobre avaliação de projetos de leitura, Douglas diz se inspirar em projetos brasileiros e aponta alguns caminhos que podem ajudar a pensar alternativas para aumentar o interesse por livros no país.

ÉPOCA – No Brasil ainda se lê pouco. Segundo um estudo deste ano, Sete em cada dez brasileiros não leram um livro sequer em 2014 e o interesse na leitura tem diminuído. Por que é importante continuar valorizando os livros?
Jonathan Douglas – O que você quer dizer por livro? Por que livros tradicionais e digitais são diferentes. Alguns dos maiores fenômenos de leitura dos últimos anos foram grandes vendas em livros digitais, já que você pode baixá-los rapidamente, carregar para onde quiser e também ninguém precisa saber o que você está lendo. 50 tons de cinza foi um grande sucesso, pois as pessoas podiam ler em seus tablets e ninguém sabia que estava lendo um livro de sacanagem. Nos últimos três anos, o número de crianças lendo e-books cresceu de 5% para 20%, no Reino Unido. O ato de ler está mudando radicalmente. Por isso, pessoas que dizem não gostar de ler podem tentar outras maneiras. Tente ler no seu computador, no seu smartphone.

Além disso, a gente sabe que ler ajuda a sociedade como um todo. O Reino Unido tem uma das sociedades mais desiguais da Europa e sabemos que a pobreza está aumentando novamente, que a diferença na expectativa de vida é grande e um dos principais fatores que separam ricos e pobres são os hábitos de leitura. Então, para mim, uma das principais razões para ler é tornar a sociedade mais justa.

Meu primeiro emprego foi como bibliotecário e eu cuidava de duas bibliotecas vizinhas em Londres. Uma, estava em uma das áreas mais ricas da cidade, a outra era uma das mais pobres. As duas eram separadas só por uma rodovia, mas tinham os maiores e menores índices de alfabetização da cidade, respectivamente, e a expectativa de vida variava 19 anos entre os dois bairros. Sabemos que se fizermos mais crianças lerem, elas terão melhor desempenho escolar e conseguiremos diminuir a distância entre as classes sociais. Nós sabemos que famílias mais pobres pensam que a habilidades de leitura são menos importante do que famílias ricas. Então, infelizmente, leitura não é valorizada da mesma maneira na sociedade. A ironia é que se pudéssemos mostrar da importância desse aprendizado para as comunidades mais pobres, talvez as habilidades de comunicação aumentassem.

ÉPOCA – Você mencionou os livros digitais. É importante estimular a leitura nos novos meios?
Douglas – Ler e escrever são habilidades para comunicação. Se você quer encorajar essas habilidades, que vão ajudar crianças e adultos a se desenvolver, eles precisam ter contato com todos os tipos de texto. Não basta ter paixão por livros tradicionais de papel. É preciso se apaixonar pela literatura em novos formatos, por sites de veículos de informação, por blogs.

A verdade é que no mercado de trabalho atual, empregadores buscam habilidades de comunicação, que envolvem ler e escrever, mas também habilidade de compreender formas de comunicação tecnológica. Em termos de internet, a informação não está simplesmente disponível como em uma revista, mas é preciso ter aptidão para saber encontrá-la. Hoje é preciso mais conhecimento para poder ler o mundo e descrevê-lo. Os jovens precisam de mais capacidades.

ÉPOCA – Quais lições o Brasil pode aprender com a experiência do Reino Unido, quando falamos do estímulo à leitura?
Douglas – A verdade triste é que o Reino Unido também tem problemas de leitura. Uma em seis pessoas tem problemas na capacidade de compreender textos. Então, o ponto de visitar o Brasil não é apresentar nenhuma solução, mas aprender com (mais…)

Livro de Cristóvão Tezza é indicado por jornal britânico entre os melhores do ano

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Wilame Prado no O Diario

O premiado romance “O Filho Eterno” (Editora Record), de Cristovão Tezza, está na lista dos melhores livros do ano do jornal britânico de negócios The Financial Times. A lista foi feita por redatores, jornalistas e pessoas convidadas.

Tezza, catarinense radicado em Curitiba, atua como cronista e escritor na capital e publicou o livro em 2007. O romance, listado entre as ficções traduzidas, foi selecionado pelo jornalista de literatura em Cambridge Ángel Gurría-Quintana.

O The Financial Times descreve o livro do autor catarinense radicado em Curitiba como “uma obra de inabalável honestidade e humanidade lancinante”.

“O Filho Eterno” venceu os principais prêmios literários do Brasil, incluindo o Jabuti de melhor romance e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) de melhor livro de ficção, ambos em 2008. A edição francesa do livro recebeu, em 2009, o Prêmio Charles Brisset, concedido pela Associação Francesa de Psiquiatria.

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