Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Bruce Dickinson

Em livro, Bruce Dickinson conta como virou cantor do Iron Maiden, esgrimista, piloto e empresário

0

Imagem publicada no livro ‘Bruce Dickinson, uma autobiografia’ – Divulgação

 

Na autobiografia, inglês relata ainda sua vitória na batalha contra o câncer

Bernardo Araújo, em O Globo

RIO — Nascido em uma cidade mineradora da Inglaterra em 1958, quando a TV em preto e branco era atual, Paul Bruce Dickinson — que fala de suas origens na música “Born in ‘58” — já passou por quase tudo nessa vida. Saiu de Nottinghamshire, região central do país, para dezenas de turnês mundiais com o Iron Maiden, no qual canta desde 1981 (com “férias” entre 1993 e 1999). Nesse meio tempo, mergulhou em atividades como a esgrima, a aviação e a economia criativa (que o trará a São Paulo em maio, como headliner do VTEX, um evento de varejo multicanal). Pelo jeito, os 60 anos que ele completa em agosto devem ter valido uns 360.

— Acho que tenho vivido uma vida interessante — diz o cantor por telefone, da Noruega, onde estava promovendo o livro (ele promete tentar marcar uma leitura para São Paulo, aliás). — Algumas pessoas dizem “interessante demais”, mas não concordo. Eu gosto de me manter ativo, não ficar sentado sobre a minha bunda sem fazer nada. Minha mente não para, fico tentando aprender sobre assuntos diversos, gosto de conceitos, de criar alguma coisa e mostrar às pessoas.

Ele diz que amigos e fãs cobram o livro há décadas — já escreveu outros, como “The adventures of Lord Iffy Boatrace” (1990) e “Crowley”(2009, uma ficção com o bruxo Aleister Crowley como personagem) —, mas ele não achava que o momento havia chegado.

— O livro precisava ter um fim, e eu estou vivo, aqui, tenho muito o que fazer ainda — avalia. — Depois de anos pensando nisso, achei que a minha luta contra o câncer era um bom momento para encerrar a história.

DETALHES E HUMOR NEGRO NO BOLETIM MÉDICO

Bruce foi diagnosticado em dezembro de 2014, depois de encerrar as gravações de “The book of souls” (2015), um dos mais bem-sucedidos discos da história recente do Maiden. Todo o processo de descoberta e tratamento da doença (dois tumores na região da língua e da garganta) é descrito no livro com riqueza faraônica de detalhes e muito humor negro.

— Relatei diversos detalhes pessoais, porque câncer assusta muito as pessoas — diz ele. — Se você estiver em um bar bebendo uma cerveja e disser a alguém que tem a doença, a pessoa se afasta de você. Então, a minha maneira de lidar foi essa, pesquisando tudo o que podia, para entender como funcionava, e tentando ser prático. Quanto mais detalhes você aprende, melhor sabe avaliar as chances de cura (ele foi declarado livre do câncer em maio de 2015, e dez meses depois partiu para uma turnê de um ano e meio de promoção do disco). O humor também é uma forma de lidar com isso, né? Foi o que fiz.

A ironia e o sarcasmo são frequentes nas mais de 300 páginas de “Para que serve esse botão? — Bruce Dickinson: Uma autobiografia” (Intrínseca), em que o músico, se não deixa de reconhecer suas qualidades, não tenta posar de herói o tempo todo, lembrando do quanto apanhou na escola (uma tradição universal), o que o levou a praticar esportes como o rúgbi e a esgrima. Depois de treinar com campeões de várias nacionalidades, ele tem uma coleção de troféus e dúzias de histórias para contar, como das vezes em que aproveitou folgas em meio a turnês para fugir e esgrimir pela Europa.

— Acho que minha memória é bem razoável — diz. — Costumo me lembrar das coisas de forma muito visual. Não sou muito bom com nomes e datas, tenho que pesquisar. Mas quando tento recordar uma história, uso o YouTube da minha cabeça para colocar em palavras e escrever. Aí, faço comentários, piadinhas. Sou um cara sério, mas sei rir de mim mesmo.

Depois de cantar em pequenas bandas — tendo Ian Gillan, vocalista do Deep Purple, como maior ídolo —, Bruce acabou no Samson, grupo de boa repercussão na Europa no fim dos anos 1970 e início dos 1980. Um dia, quando estava para prestar os exames finais na universidade (onde estudava História e Inglês), foi abordado pelos integrantes da banda, liderados pelo guitarrista Paul Samson, com o convite (o quarteto contava também com o baterista Thunderstick, que tocava com uma máscara de couro no estilo sadomasô e instalava sua bateria no interior de uma jaula). Em dois anos, gravou os três primeiros discos da banda, até ser convidado, após um encontro em um festival, a integrar o ascendente Iron Maiden, e o resto é história. O disco traz detalhes dos 37 anos, milhões de discos e diversas voltas ao mundo, inclusive com ele mesmo ao manche. O interesse pela aviação (do qual os fãs começaram a desconfiar com “Flight of Icarus”, sucesso do disco “Piece of mind”, de 1983) e a dedicação a cursos de pilotagem compõem umas das facetas mais interessantes do livro — e possivelmente a mais apaixonada.

Depois de tantos anos e territórios conquistados, será que o Iron Maiden pensa em seguir o caminho de outras bandas de sua geração, como Judas Priest e Scorpions?

— Não! — exclama Bruce, com uma risada maligna. — Nunca vamos nos aposentar. Jamais faremos uma turnê de despedida. Ou você viaja por aí tocando como se a sua vida dependesse disso, ou é melhor nem sair de casa.

NOVA TURNÊ COMEÇA EM MAIO, NA ESTÔNIA

Ele diz não se arrepender de ter deixado a banda, em 1993, ou de ter voltado, em 1999.

— Acho que vejo isso de forma bem realista — afirma. — Eu poderia ter continuado como artista solo. Não teria a menor chance de ser tão grande quanto o Maiden, não chegaria a 20%, mas tudo bem. Aliás, estou indo encontrar (o produtor) Roy Z para começarmos a compor para o meu próximo disco solo. O último foi “Tyranny of souls”, em 2005, tem muito tempo, né? Acho que vamos nos divertir, mas o Maiden é a prioridade, sempre.

O gigante se prepara para a turnê “Legacy of the Beast”, que destacará sucessos de décadas passadas, com uma produção visual que remeterá às capas de discos antigos.

— Vai ser espetacular! — empolga-se Bruce sobre a excursão que começa no dia 26 de maio, em Tálin, na Estônia. — Temos ideias muito loucas, até porque será difícil superar o sucesso de “Book of souls”.

Como sempre, em breve (possivelmente 2019), Bruce pedirá autorização para aterrissar o Voo 666 no Brasil. As memórias do país estão por todo o livro, desde o Rock in Rio de 1985, com uma confirmação histórica: ele de fato abriu um corte na testa ao cantar “Revelations” naquele 11 de janeiro. O sangue não era cenográfico (relembre no vídeo acima, a partir dos 2m).

— Rod (Smallwood, empresário) me pediu para espremer o corte e provocar mais sangramento, porque “ficava ótimo na TV” — lembra ele, sempre consciente de seu business.

‘Você pode ensinar macacos a terem MBA’, diz Bruce Dickinson

0

Cantor do Iron Maiden mostra lado empresário na Campus Party.
Ele afirma que ter uma ‘boa ideia’ é mais importante que ‘qualificação’.

Bruno Araujo, no G1

Bruce Dickinson em coletiva antes da Campus Party Brasil 2014 (Foto: Bruno Araujo/G1)

Bruce Dickinson em coletiva antes da Campus
Party Brasil 2014 (Foto: Bruno Araujo/G1)

Uma das principais atrações da Campus Party Brasil 2014 é o músico Bruce Dickinson, vocalista da banda de metal Iron Maiden. No entanto, os visitantes e campuseiros do evento que acontece no Anhembi, em São Paulo, verão em sua palestra nesta terça-feira (28), às 13h, uma personalidade diferente de Dickinson: a de empresário.

Dono de uma companhia de aviação no Reino Unido, a Cardiff Aviation, Dickinson acha que criatividade é mais importante que currículo. Em entrevista coletiva anterior à sua participação na Campus Party, ele brincou: “Não é sobre qualificação, mas sobre ter uma boa ideia. Você pode ensinar macacos a terem MBA”.

Para o músico, o jovem empreendedor precisa de duas coisas para buscar o sucesso: uma grande ideia e vontade de trabalhar sem custos.

“O problema de muitas startups é que elas querem alugar um local bonito para trabalhar, contratar muita gente”, disse. “A questão devia ser ‘como evitar que compremos qualquer tipo de móvel’, e não ‘qual será a cor dos móveis que usaremos’.”

O vocalista do Iron Maiden comentou ainda que seu foco de investimento são grandes tecnologias de materiais e transporte, como motores, e não softwares. “Eu sou investidor em uma companhia que está desenvolvendo tecnologias mais leves que o ar para transportes ecológicos de grandes cargas a lugares remotos e inacessíveis”, disse. “Também sou investidor em um jato eco-friendly, mais econômico que um grande carro”.

Ele mesmo um empresário do ramo da aviação que já sonhou quando criança em se tornar um astronauta, Dickinson falou também sobre o avanço das viagens espaciais e como as pessoas não irão para o espaço para viver – “os humanos morrem muito facilmente lá” –, mas sim para “tornar a Terra mais habitável”.

“Alguns experimentos biológicos são muito mais rápidos na gravidade zero”, comentou. “Eu sou um sonhador. As missões da Nasa e Júlio Verne me inspiraram quando criança (…) Eu acho que Elon Musk [investidor de empresas como SpaceX e Tesla Motors] será o futuro da viagem espacial”.

Concurso Cultural Literário (36)

36

capa_bruce_241013.indd

LER UM TRECHO

Bruce Dickinson é o vocalista do Iron Maiden, uma das mais importantes bandas de heavy metal de todos os tempos. Junto com ela, faz enorme sucesso há mais de três décadas. Fora da banda também teve uma trajetória marcante. Antes de juntar-se ao Maiden, fez parte do Samson, e no período em que esteve afastado da banda que o consagrou, construiu uma bem-sucedida carreira solo. Além da música, Dickinson se envolve em atividades peculiares, graças à sua personalidade singular. Já integrou o time britânico de esgrima, apresentou por oito anos um programa de rádio na estação digital BBC 6Music, é autor best-seller de ficção, e já foi apresentador do Discovery Channel e do Sky One. Além de tudo isso, fez vários voos como piloto da companhia aérea comercial Astraeus, incluindo uma missão de resgate de ingleses residentes em Beirute em 2006. Na turnê mundial Somewhere Back in Time World Tour (2008-2009), o próprio Bruce pilotou o avião do Iron Maiden – um Boeing 757 customizado, batizado de Ed Force One, uma referência ao mascote que estampa praticamente todos os lançamentos da banda.

Atualmente, Bruce Dickinson roda o mundo também apresentando palestras sobre empreendedorismo e criatividade empresarial. Este livro mostra pela primeira vez sua história completa e traz entrevistas exclusivas com quem o conhece melhor: pessoas com as quais conviveu em sua juventude, companheiros de estrada e outros que o acompanham até os dias de hoje, quando o Iron Maiden mantém-se como uma das maiores lendas da música em todo o planeta.

Vamos sortear 3 exemplares de “Bruce Dickinson – Os altos voos com o Iron Maiden e o voo solo de um dos maiores músicos do heavy metal

Para participar, basta responder na área de comentários: qual é a sua música favorita do Iron Maiden?

O resultado será divulgado dia 3/12 às 17h30 neste post e no perfil do Twitter @livrosepessoas.

Boa sorte! =)

***

Parabéns aos ganhadores: Carlos Alberto Fagundes Barbosa, Luísa e Luis Claudio Ferreira.

Por gentileza enviar seus dados completos para [email protected] em até 48 horas.

Go to Top