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Descubra o que significam, em latim, os feitiços da série Harry Potter

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Algumas das palavras usadas pela autora J.K.Rowling para criação de seus ”feitiços” foram retiradas diretamente do latim, outras, são pura invenção.

Debora Carvalho, no Blasting News

Se você é fã da série Harry Potter, já deve ter reparado que, muito embora os livros da saga já tenham sido traduzidos para mais de 60 idiomas, algumas das palavras contidas nos livros de #J.K.Rowling jamais ganharam traduções; os feitiços utilizados pelos bruxos do universo #Harry Potter não sofreram adaptações idiomáticas.

Isso porque alguns destes feitiços foram criados a partir do latim, ou melhor dizendo, do latinorum.

”Latinorum é uma linguagem que soa como o latim, parece com o latim, mas não é propriamente o latim”, explica Alexandre Hasegawa, professor de Latim na USP, em entrevista ao portal Exame. Alexandre, que também é autor do Dicionário Latim – Português, refere-se ao latinorum como um ”latim deturpado”, gerado, neste caso, principalmente a partir do uso do sufixo ”ium”.

Em alguns casos, porém, a autora utilizou palavras retiradas diretamente do latim genuíno, como é o caso do feitiço ”Accio”, que na série é utilizado para ”mandar vir”, um objeto até o bruxo que o executou. Em latim, a palavra Accio significa justamente ”mandar vir”.

Pensando nisso, o portal Exame pediu para que o professor Alexandre Hasegawa ”traduzisse” alguns dos feitiços da série Harry Potter. Abaixo, uma lista de feitiços, suas funções no mundo bruxo e seu significado:

Lumos

O feitiço Lumos é utilizado para acender uma luz na ponta da varinha do bruxo que o utiliza. Os bruxos utilizam este feitiço para iluminar pequenos trechos ou espaços, como uma lanterna.

Significado: em latim, nenhum. A palavra propriamente dita não vem do latim, deriva-se porém da palavra latina lumen , cujo significado é luz, e da qual deriva o adjetivo luminosus, que significa luminoso.

Accio

O feitiço Accio serve para que o bruxo possa trazer para si o objeto de sua intenção.

Você se lembra da cena em que Harry utiliza este feitiço na primeira tarefa do Torneio Tribruxo, chamando para si sua vassoura, para poder esquivar-se do dragão que protegia os ovos de ouro.

Significado: Accio, em latim, pode ser traduzido como chamar ou mandar vir. Nos livros e filmes do universo de J.K. Rowling, esta palavra é usada na primeira pessoa do singular, o que faz com que seu significado literal seja ”eu chamo”.

Wingardium Leviosa

Wingardium leviosa é um feitiço utilizado para fazer objetos e pessoas levitarem.

Significado: O ínicio da palavra Wingardium não provém do latim, e sim do inglês: wing – asa. Ardium pode ter origem em Arduum, palavra latina que designa um lugar alto. Leviosa também pode ter sido originado de uma palavra do latim: levis, que significa ”veloz”, ”ligeiro” ou ”leve”.

Expecto Patronum

O feitiço do Patrono, ou Expecto Patronum, serve para repelir uma das criaturas mais aterrorizantes do universo mágico, os dementadores, seres que sugam toda a felicidade de suas vítimas.

Quando bem executado, este feitiço produz uma espécie de ”emanação de boas energias”, no formato de um animal.

Significado: este feitiço vem direto do latim. Expecto significa ”desejar”, e patronum significa ”guardião, ”defensor” ou ”protetor”. Resumindo, o feitiço Expecto Patronum significa ”Anseio por um guardião”, ou seja, é como se o bruxo pedisse por alguém que viesse em seu socorro.

Expelliarmus

O feitiço utilizado para desarmar rivais e inimigos. Ao fazer uso deste feitiço, o bruxo lança para longe a varinha do adversário.

Significado: O feitiço é uma junção do verbo expello (”expulsar”, ”repelir”, ”expelir”, ”lançar fora”), com a palavra armus, que segundo Hasegawa, pode ter sido originada da palavra arma. O sufixo mus, determina a primeira pessoa do plural, portanto, é como se o bruxo dissesse algo como: ”nós lançamos a arma para fora”.

Obliviate

O feitiço responsável por apagar a memória de bruxos ou trouxas que ”viram demais”.

Significado: este encantamento vem do latim oblivio, que significa ”esquecer”. O sufixo ate indica a segunda pessoa do plural, ou seja, ”vós”, que em português tornaria o feitiço em algo como ”esqueceis”, uma ordem para que o bruxo ou trouxa esqueça o que viu ou ouviu.

Petrificus Totalus

Este encantamento é utilizado para petrificar outras pessoas, enrijecendo seu corpo como se fosse uma pedra.

Significado: a palavra petrificus não existe no latim, mas as palavras que a compõe sim: petra significa ”pedra”, ”rocha” ou ”penhasco”, enquanto fícus indica uma ação, a ação de tornar o oponente em pedra, neste caso. Totalus também não é uma palavra latina, mas deriva de totus, que significa ”todo” ou ”inteiro”.

Avada Kedavra

Por último, a Maldição da Morte, a qual Harry Potter sobreviveu quando ainda era um bebê.

Significado: Kedavra não é uma palavra em latim, mas sua sonoridade lembra cadaver (cadáver, em latim). Avada não tem qualquer relação com o latim

20 anos de Harry Potter: como a série mudou a literatura

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Aline Pereira, no Canal Tech

Dia 26 de junho de 1997, a autora J.K. Rowling, através da editora britânica Bloomsbury, apresentava ao mundo Harry Potter e a Pedra Filosofal. Na época, o que ninguém sabia era que esse seria apenas o início de um fenômeno mundial. Hoje, 20 anos, sete livros, oito filmes e uma peça de teatro depois, Harry Potter já vendeu mais de 450 milhões de exemplares em todo o mundo, foi traduzido para 79 idiomas e continua sendo um enorme sucesso entre crianças, adolescentes e adultos que ainda são fascinados pelo mundo da magia.

Se você nunca leu Harry Potter, certamente já viu algum filme ou pelo menos já ouviu falar nesse tal menino bruxo. Mas por que ele se tornou esse sucesso mundial e, mesmo após vinte anos, as pessoas ainda falam nele? Harry era um órfão que vivia uma vida infeliz ao lado dos seus tios trouxas, que o maltratavam e reprimiam qualquer demonstração de magia que ele apresentava. Ao completar 11 anos, ele descobriu que era um bruxo e foi selecionado para estudar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, onde conheceu seus melhores amigos, Rony e Hermione, aprendeu a jogar Quadribol, viveu diversas aventuras, cresceu e aprendeu inúmeros feitiços até o dia da fatídica batalha contra Voldemort, o maior bruxo das trevas de todos os tempos. Certo? Sim, foi isso que aconteceu. Mas Harry Potter não se trata apenas disso.

Por trás desse enorme sucesso estão, na verdade, todas as lições que J.K. Rowling conseguiu debater sutilmente ao longo dos sete livros que escreveu. Harry Potter está longe de ser uma historinha para crianças que fala apenas sobre bruxos adolescentes que vivem quebrando o regulamento da escola para se envolverem em uma aventura. Harry Potter ensina importantes valores sobre amor, amizade, família, amadurecimento, bullying, respeito ao próximo, tolerância diante do que é diferente, conquistas, perdas, política e poder. Além de poder ser lida facilmente por crianças e adolescentes, essa é uma história inteligente, intrigante e recheada de ensinamentos para os adultos.

A vitrine virtual UmSóLugar fez um levantamento com alguns números e curiosidades sobre a saga. De acordo com o material disponibilizado, podemos perceber, por exemplo, que em 40,80% das vezes os sete livros de Harry Potter utilizaram palavras positivas que remetem a coisas boas, como amigos, família, segurança, felicidade, sorrir. Em contrapartida, 59,20% das vezes os livros usam palavras negativas como matar, perigo, morte, maldição.

Isso nos leva a refletir: será que o bem realmente venceu o mal? Vamos analisar. Matéria completa: https://canaltech.com.br/materia/geek/20-anos-de-harry-potter-como-a-serie-mudou-a-literatura-em-todo-o-mundo-95994/ O conteúdo do Canaltech é protegido sob a licença Creative Commons (CC BY-NC-ND). Você pode reproduzi-lo, desde que insira créditos COM O LINK para o conteúdo original e não faça uso comercial de nossa produção.

Isso nos leva a refletir: será que o bem realmente venceu o mal? Vamos analisar.

Amor

Já em Harry Potter e a Pedra Filosofal, o professor Dumbledore revela para Harry que o professor Quirrell, possuído por Voldemort, não conseguiu matá-lo por causa do amor que existia dentro de Harry:

“Sua mãe morreu para salvar você. Se existe uma coisa que Voldemort não consegue compreender é o amor. Ele não entende que um amor forte como o da sua mãe por você deixa uma marca própria. Não é uma cicatriz. Não é um sinal visível… Ter sido amado tão profundamente, mesmo que a pessoa que nos amou já tenha morrido, nos confere uma proteção eterna”.

Ao dar a vida pelo seu único filho, Lily Potter conferiu ao bebê Harry uma proteção máxima, diante da qual o mal não poderia tocá-lo. Voldemort, que era extremamente arrogante e subestimava a capacidade do amor, tentou matar o jovem bruxo diversas vezes, mas, obviamente, não foi bem-sucedido.
Amigos

Mesmo quando todos deram as costas ao bruxo, Rony e, principalmente, Hermione, estavam lá para apoiá-lo. Rony e Hermione foram com ele em busca da Pedra Filosofal mesmo sem saber os perigos que iriam enfrentar.

Em Harry Potter e a Câmara Secreta, quando praticamente toda a escola acreditou que ele era o herdeiro de Salazar Slytherin que estava petrificando os nascidos trouxa, Rony e Hermione ficaram ao seu lado. Foi Hermione quem descobriu sobre o Basilisco e Rony quem o ajudou a entrar na Câmara Secreta.

Em Harry Potter e o Cálice de Fogo, quando foi selecionado para participar do torneio Tri-Bruxo e ninguém acreditou nele, Hermione jamais o abandonou e ajudou ele a treinar para a primeira tarefa. Rony e Hermione ajudaram Harry a formar a Armada de Dumbledore e lutaram contra a ditadura que estava sendo imposta pelo Ministério da Magia em Hogwarts. Eles também duelaram ao lado de Gina, Neville e Luna contra os Comensais da Morte no Departamento de Mistérios e em Hogwarts na noite que Dumbledore morreu. E, como se tudo isso não fosse bastante, Rony e Hermione partiram com Harry para a missão mais difícil que Dumbledore lhe deixara: encontrar e destruir as horcruxes de Voldemort. Esse foi o tipo de amizade que vimos nos sete livros.

Inclusive, outro infográfico mostra que, logo depois de Harry Potter, os nomes mais mencionados nos livros são justamente dos personagens Rony Weasley, 6.495 vezes, e Hermione Granger, 5.457 vezes. Provando mais uma vez a importância de ambos para a história.

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Família

Também vimos nos livros de Harry Potter, principalmente por meio da família Weasley, como dinheiro e riquezas não são as coisas mais importantes para se construir um lar. Apesar de terem poucos galeões, usarem vestes de segunda mão e livros usados, os Weasley sempre foram o mais próximo que o bruxo órfão conseguiu ter de uma família de verdade. Mesmo sendo mãe de sete filhos, Molly Weasley sempre encontrou tempo para tricotar um suéter para Harry no Natal. Os Weasley sempre lhe deram presentes de aniversário e, quando as famílias puderam assistir a última tarefa do Torneio Tri-Bruxo, eles estavam lá torcendo e apoiando Harry. Além disso, A Toca sempre foi um lugar onde ele encontrou refúgio, um lugar que ele pôde chamar de lar.

Então, apesar dos números apresentados no infográfico, podemos dizer que sim, o bem venceu o mal. O amor, a amizade, a lealdade e a família prevaleceram sobre qualquer tipo de maldade em atitudes concretas que foram lidas e relidas pelos fãs diversas vezes. São atitudes como essas que conquistam os novos leitores que abrem Pedra Filosofal pela primeira vez, mesmo após 20 anos. É assim que a magia de Harry Potter se mantém viva.

Outro dado curioso diz respeito aos feitiços utilizados na saga. Em outro infográfico, o UmSóLugar mostra que o feitiço mais mencionado ao longo dos sete livros foi Expecto Patronum.

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Quem leu Prisioneiro de Azkaban, o terceiro livro da saga, sabe que esse é o feitiço utilizado para afugentar os dementadores. Eles são criaturas das trevas que se aproximam das pessoas, fazem elas reviverem suas piores lembranças e lhes tiram toda a esperança. Em Harry Potter, quem recebe o beijo de um dementador tem a alma sugada e seu destino é pior que a morte. É impossível não perceber as semelhanças dessa criatura com os sintomas de uma pessoa que está passando por uma situação difícil na vida. A própria J.K. Rowling já declarou em entrevistas que atribuiu aos dementadores as características daquilo que ela sentiu quando perdeu sua mãe.

Ainda em Prisioneiro de Azkaban, o professor Lupin explica para Harry que para conjurar o feitiço do Patrono e espantar o dementador ele precisa mentalizar a sua lembrança mais feliz e pronunciar o feitiço. Nas palavras do professor, “O Patrono é um tipo de energia positiva, uma projeção da própria coisa que o dementador se alimenta: esperança, felicidade, desejo de sobrevivência, mas ele não consegue sentir desesperança, como um ser humano real, por isso o dementador não pode afetá-lo”.

O que isso diz sobre Harry Potter? Expecto Patronum é a mensagem de esperança que a autora deixa para os seus leitores. Mesmo diante de todas as adversidades da vida, deve-se sempre tentar manter na memória coisas positivas que vão ajudar a fugir dos “dementadores da vida real”. Esse é o significado do feitiço mais pronunciado nos sete livros.

E não são apenas as mensagens positivas transmitidas nos sete livros de Harry Potter que fazem eles serem esse sucesso absoluto até hoje. As publicações de J.K. Rowling modificaram a forma como as pessoas estão escrevendo e deram início a uma nova fase da literatura. Livros como Crepúsculo, Jogos Vorazes, Divergente, Maze Runner, A Seleção e Legend surgiram trazendo a mesma temática adolescente e de jovens adultos: um mundo geralmente fictício, aonde eles devem lutar contra forças do mal em busca de um mundo melhor, sempre com uma pitada de romance, às vezes com um pouco de comédia e, principalmente, com personagens fortes e carismáticos. Isso criou um novo nicho de mercado, atraindo milhões de crianças, adolescentes e jovens adultos, que (re)descobriram e se encantaram pela literatura.

Também foi a partir de Harry Potter que começaram uma nova “moda” de dividir a adaptação de um livro em dois filmes. Como Relíquias da Morte era muito grande para ser adaptado ao cinema, o livro foi dividido em dois filmes: Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1 e Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2. O mesmo veio a acontecer posteriormente com os últimos livros de Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1 e Amanhecer – Parte 2, e Jogos Vorazes: Esperança – Parte 1 e Esperança – Parte 2.

Mesmo assim, 20 anos ainda é pouco diante de tudo o que Harry Potter representa. O mundo mágico criado por J.K. Rowling é tão vasto que agora a franquia segue em frente com o spin-off Animais Fantásticos. O primeiro filme, Animais Fantásticos e Onde Habitam, nos apresentou ao magizoologista Newt Scamander (Eddie Redmayne) e suas criaturas mágicas 65 anos antes de Harry ter ido para Hogwarts. O filme foi um sucesso absoluto entre os fãs e arrecadou mais de US$ 800 milhões em bilheteria.

Em 2018 teremos Animais Fantásticos 2, ainda sem subtítulo definido. O filme está em fase de pré-produção e, ao que tudo indica, vai contar nada menos que o passado de Alvo Dumbledore (Jude Law) e Gellert Grindelwald (Johnny Depp), famoso bruxo das trevas antes da ascensão de Voldemort ao poder. A franquia Animais Fantásticos será dividida em cinco filmes, sendo o último previsto para estrear em 2024. Então, se você também é um Potterhead, prepare os galeões porque ainda teremos muito Universo Mágico de J.K. Rowling pela frente.

Harry Potter | Exposição dos filmes no estúdio da Warner abre área da Floresta Proibida

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Nova atração inclui versão em tamanho real do hipogrifo Bicuço

Bruno Silva, no Omelete

A exposição com os sets dos filmes de Harry Potter no Reino Unido ganhou uma nova atração: a Floresta Proibida. A área foi aberta oficialmente na última sexta-feira (31) – veja um vídeo abaixo:

O local, cujo acesso é proibido aos alunos de Hogwarts nos livros e filmes, será representado em um bosque com 19 árvores, de acordo com o Telegraph, uma versão da acromântula Aragogue com patas de 5,5m de comprimento, e uma versão em tamanho real do hipogrifo Bicuço, para o qual os visitantes poderão fazer uma reverência.

Criada em 2012, a exposição permanente de Harry Potter nos estúdios da Warner traz sets utilizados nas gravações dos filmes, como o grande salão onde os bruxos fazem suas refeições, o Beco Diagonal, entre outros cenários, além de objetos usados nos longas.

A Floresta Proibida é a terceira expansão da exposição. Em 2015, a atração inaugurou uma área com o Expresso de Hogwarts, o trem que parte da plataforma 9 3/4 e leva os bruxos para a escola de magia. No ano passado, foi a vez da inauguração da casa dos Dursley, onde Harry vivia com os tios enquanto não estava na escola.

7 personagens de Harry Potter que ficaram de fora dos livros

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A escritora britânica J.K. Rowling durante visita à Casa Branca (Foto: Wikipédia/Executive Office of the President)

 

Publicado na Galileu

Que alguns personagens do universo de Harry Potter ficaram de fora dos filmes, isso todos sabemos. Ainda estamos tentando entender o porquê de terem tirado das telas Pirraça, o hilário poltergeist que “assombrava” os corredores de Hogwarts, ou então Marietta Edgecombe, a grande dedo-duro da Armada de Dumbledore (que teve o que merecia graças à nossa bruxa favorita, Hermione Granger).

Mas você provavelmente ainda desconhece as figuras que habitaram apenas a cabeça de J.K.Rowling, mas nunca conseguiram entrar nas páginas da saga do jovem bruxo. A MentalFloss reuniu alguns dos bruxos (e trouxas) que não sobreviveram às revisões e críticas dos editores e da própria autora.

Atenção: a GALILEU adverte que essa lista possui spoilers. Não diga que não avisamos!

1 – O filho bruxo de Duda

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(Foto: Divulgação/Warner Brothers) (Foto: Divulgação/Warner Brothers)

Segundo Rowling, ela havia imaginado a última cena de As Relíquias da Morte com um pequeno e último plot twist: Duda Dursley teria tido um filho com sangue mágico. A criança iria para Hogwarts no mesmo dia que Alvo Severo, um dos rebentos de Harry. Mas a autora descartou a ideia quando chegou à conclusão que qualquer gene mágico se desfaleceria ao entrar em contato com o DNA do tio Válter. Dessa forma, ela decidiu que um cartão de Natal por ano entre Duda e Harry seria contato o suficiente entre os dois primos.

2 – Pyrites, o capanga estiloso de Voldemort

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(Foto: YouTube/Warner Bothers) (Foto: YouTube/Warner Bothers)

Em seus rascunhos do primeiro capítulo da série, Rowling conta que havia imaginado vários cenários para a morte dos pais de Harry. Em um deles, um dos seguidores do Lorde das Trevas é enviado para encontrar Sirius Black. Pyrites, que quer dizer “ouro de tolo”, seria um comensal da morte extremamente estiloso e bem-vestido, sempre usando luvas brancas, as quais Rowling planejava machar de sangue vez ou outra. Com o tempo, o personagem acabou tendo que ser cortado e a cena, eliminada.

3 – Professor Trocar, o vampiro de Hogwarts

Apesar de a autora ter abandonado a ideia de trabalhar com vampiros na série, visto que o tema já havia sido exaustivamente explorado em outras publicações, Rowling havia considerado colocar um sugador de sangue no corpo docente da escola. Ela explicou que seu nome, Trocar, faria referência a um antigo instrumento usado para extrair fluídos corporais. O professor, porém, foi sendo abandonado com o tempo, nem mesmo chegando a ter uma matéria para ensinar.

4 – A irmã mais nova de Hermione

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(Foto: Divulgação/Warner Brothers) (Foto: Divulgação/Warner Brothers)

Rowling deu uma entrevista à BBC em 2004 na qual revelou que sempre imaginou a bruxa mais brilhante de sua época tendo uma irmã caçula. Com o tempo, porém, a autora não mencionou em nenhum momento a quarta Granger, levando-a desistir da ideia por ser tarde demais para uma introdução de personagem.

5 – Mopsus, o vidente

A ideia de ter um bruxo cego com poderes premonitórios passou pela cabeça da autora da série, como ela comentou em uma entrevista coletiva de 2005. Seu nome seria baseado na mitologia grega, e seus poderes, extraordinários. Ele nunca sobreviveu aos primeiros rascunhos de A Pedra Filosofal, já que suas habilidades de prever o futuro atrapalhariam todo o enredo, desestabilizando o suspense criado durante a história. A professora Trelawney tomou seu lugar como grande vidente mais para frente, apesar de sua má fama de charlatã. Os traços de personalidade de Mopsus, no entanto, acabram sendo transferidos para Olho-Tonto Moody.

6 – Mopsy, a velha louca dos cachorros

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(Foto: Divulgação/Warner Brothers) (Foto: Divulgação/Warner Brothers)

Ao contrário da Sra. Figg, a vizinha de Harry louca por gatos, Rowling considerava incluir uma personagem obcecada por cães no quarto livro da saga. Mopsy — cujo nome não possui nenhuma ligação com Mopsus — viveria nos arredores de Hogsmeade, o vilarejo localizado no perímetro do castelo de Hogwarts. A personagem seria a saída encontrada pela autora para dar um abrigo a Sirius quando ele estivesse tentando visitar seu afilhado. Transformando-se em cachorro, o animago seria abrigado pela bruxa, que o confundiria com um vira-lata qualquer. Mopsy, porém, foi cortada da história, já que o editor achou que ela não acrescentava muito à trama. O padrinho de Harry, então, acabou tomando como abrigo uma caverna da região.

7 – Mafalda, a Weasley sonserina

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(Foto: Divulgação/Warner Brothers) (Foto: Divulgação/Warner Brothers)

J.K.Rowling planejava incluir em O Cálice de Fogo uma rival para Hermione. Mafalda seria a filha de um dos primos de segundo grau do Sr. Weasley e seu objetivo seria infernizar a vida dos três amigos enquanto eles estivessem indo assistir à Copa Mundial de Quadribol. Depois, a personagem teria um grande papel nas espionagens do trio. Por pertencer à Sonserina, ela conseguiria escutar as conversas dos filhos de Comensais da Morte e passaria toda informação para os amigos, na tentativa de impressioná-los. Além disso, Rowling explica que ela teria sido uma das únicas reais concorrentes de Hermione, sendo incrivelmente inteligente e, para completar, extremamente exibicionista. Apesar de gostar muito de Mafalda, a autora a descartou, já que tocar o enredo com ela mostrou-se desafiador. A autora a substituiu pela infame jornalista Rita Skeeter.

Sete livros para ler enquanto Harry Potter and the Cursed Child não chega

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Para quem ama fantasia, há muitos livros incríveis por aí (Foto: Flickr / Marie Guillaumet)

 

Claudia Fusco, na Galileu

J.K. Rowling explodiu a internet mais uma vez. Na última quarta-feira (10), a autora de Harry Potter anunciou que a peça Harry Potter and the Cursed Child, que se passa dezenove anos depois dos acontecimentos de Relíquias da Morte, vai virar livro – e será vendido a partir de 31 de julho (o dia de aniversário de Harry). Para ajudar a segurar a ansiedade até lá, selecionamos dez livros incríveis que podem ajudar nessa longuíssima espera:

Jonathan Strange e Mr. Norrell, de Suzanna Clarke

Esse é para quem está sentindo saudade do clima britânico, de bruxos poderosos e, é claro, de muita magia. O estilo narrativo de Clarke transporta o leitor diretamente para a Inglaterra no século 19, onde a magia parou de existir… até então. O livro virou série da BBC, que tem uma pegada bem mágica e sombria.

Os Magos, de Lev Grossman

Escola de magia? Tem. Adolescentes problemáticos e indecisos? Tem também. A trilogia de Grossman não esconde suas referências em Harry Potter – há até uma piada com Testrálios no primeiro livro. Mas não espere a sutileza de Rowling ao lidar com dramas da adolescência. Grossman construiu um mundo mágico muito mais sujo, com direito a traições, sexo e drogas.

O Nome do Vento, de Patrick Rothfuss

Rothfuss provavelmente inventou uma das universidades de magia mais legais do universo fantástico, em que professores malucos desenham carinhas tristes na lousa quando os alunos mandam mal no trabalho. Além disso, a trilogia Crônicas do Matador do Rei prende o leitor até a última página por um monte de motivos – entre eles, a narrativa misteriosa de Kvothe, o protagonista. E para quem sente falta de esperar ansiosamente pelo fim de uma série, uma boa notícia: o último livro da saga deve sair este ano (com sorte).

A Bússola de Ouro, de Philip Pullman

Esqueça para sempre a adaptação cinematográfica desse livro. Pullman construiu um universo rico, nebuloso e atormentado que não foi representado com fidelidade nas telas. Há quem diga que a série Fronteiras do Universo é o inverso perfeito de Crônicas de Nárnia; enquanto o segundo é inspirado na Bíblia, Lyra e seus amigos dão vida a uma releitura rica de Paraíso Perdido, de John Milton, que mostra o lado infernal da expulsão de Adão e Eva do paraíso.

Ciclo de Terramar, de Ursula Le Guin

É diferente de tudo o que você já leu sobre escolas de bruxaria. Le Guin é conhecida por sua ficção científica de ponta; ler uma obra de fantasia com o mesmo toque da autora é bem especial. Le Guin bebe muito da fonte de Tolkien na construção de seus personagens e da dinâmica mágica que é estabelecida em Terramar. A parte ruim? O livro está praticamente esgotado – mas deve ser republicado pela Editora Arqueiro em breve.

Livros da Magia, de Neil Gaiman

O jovem protagonista, de cabelos escuros e óculos redondos, descobre que é bruxo – e ele e sua coruja branca como a neve decidem explorar o mundo mágico e os mistérios que os aguardam. Lembrou alguém? Para muita gente, Rowling copiou os quadrinhos de Gaiman na cara dura – mas a autora jura de pé junto que nunca tinha lido as aventuras de Timothy Hunter. Leia por sua conta e veja se são tão parecidos assim.

Animais Fantásticos e Onde Habitam, de Newt Scamander

Você provavelmente já leu, a gente sabe disso. Mas além de ser uma leitura curtinha e deliciosa, o manual indispensável para estudantes de Hogwarts também está virando filme, estrelado por Eddie Redmayne. Pelo jeito, a Pottermania está longe de acabar…

Bônus: livros sobre Harry Potter

Vamos combinar: nada pode substituir Harry Potter. Se você está no clima de conhecer mais o universo do bruxo da cicatriz de raio, uma boa opção é ler sobre ele. Recomendamos alguns: o Conversas com J.K. Rowling, de Lindsey Frasier, recheado de entrevistas com a autora; Harry e Seus Fãs, de Melissa Anelli; e O Mundo Mágico de Harry Potter, de David Colbert, um guia que esmiúça as raízes mágicas e mitológicas da obra de Rowling. Boa leitura!

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