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Dia do Orgulho Nerd | O Dia da Toalha

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Jhony Nicola, no Trecobox

Saiba mais sobre a origem de uma das datas mais importantes do universo geek e nerd

Dia 25 de maio é comemorado o Dia do Orgulho Nerd, também conhecido como Dia da Toalha. O nome é referência direta a série de livros Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams.

Douglas Adams, autor do Guia do Mochileiro das Galáxias.

Douglas Adams, autor do Guia do Mochileiro das Galáxias.

 

Trata-se de uma obra completa em cinco livros, sendo o quinto título escrito por Eoin Colfer, autorizado pelos hedeiros de Adams após sua morte em 2001.

Trilogia dos cinco livros. De Douglas Adams.

Trilogia dos cinco livros. De Douglas Adams.

 

Porque a toalha?

A toalha, tornou-se símbolo icônico da saga de Arthur Dent e seu companheiro extraterrestre Ford Prefect. Segundo o Guia do Mochileiro que Ford apresenta na obra ela é:

Um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon; pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas e pesadas do rio Moth; pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em um combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (um animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você -estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz); você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa.
Porém o mais importante é o imenso valor psicológico da toalha. Por algum motivo, quando um estrito (isto é, um não-mochileiro) descobre que um mochileiro tem uma toalha, ele automaticamente conclui que ele tem também escova de dentes, esponja, sabonete, lata de biscoitos, garrafinha de aguardente, bússola, mapa, barbante, repelente, capa de chuva, traje espacial, etc, etc. Além disso, o estrito terá prazer em emprestar ao mochileiro qualquer um desses objetos, ou muitos outros, que o mochileiro por acaso tenha “acidentalmente perdido”. O que o estrito vai pensar é que, se um sujeito é capaz de rodar por toda a Galáxia, acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar a volta por cima e ainda assim saber onde está sua toalha, esse sujeito claramente merece respeito. – Guia do Mochileiro das Galáxias, Capítulo 3.

Assim, com a morte de Douglas Adams, fãs do autor, que não eram poucos, o homenagearam utilizando um símbolo icônico de sua obra, sendo a toalha a principal eleita.

E porque o livro?

Os livros contam com um enredo repleto de aventuras fictícias que são hit entre o público nerd e geek: Temas como leis da física, viagens interplanetárias, conhecimento aplicado sobre história e geografia da galáxia, descrição exímia de espécies e objetos criados pelo autor, faz com que a obra seja considerada uma “bíblia” que reforça como é o universo dessa tribo, retratando com muito humor coisas das quais mais gostamos.

E o que Star Wars tem a ver com isso?

Pois é caros. Coincidentemente, dia 25 de maio também é conhecido como dia do Orgulho Nerd, onde outro hit cativo entre nós ganhou destaque. Trata-se de Star Wars, que teve a premiére de seu primeiro filme ( Star Wars Episódio IV: Uma Nova Esperança) nessa data, mais precisamente no ano de 1977. Atualmente o dia também ganha o nome de Dia do Orgulho Geek, que é uma ramificação da tribo do mesmo gênero mas com algumas características diferentes.

Cartaz promocional de Star Wars: Uma Nova Esperança.

Cartaz promocional de Star Wars: Uma Nova Esperança.

Contudo, o dia 25 de maio é um dia para se comemorar. A feliz mistura destas comemorações tornam legítimo e nosso um único feriado onde se celebra o orgulho de ser quem somos.

Seja você um gamer, um otaku, um viciado em HQs, um leitor voraz de Tolkien, um aficionado por séries ou um pouco de tudo isso, estamos todos num mesmo barco, numa mesma tribo.

Então bora sair para comemorar. As livrarias, os cafés, as lojas de games e promoções na internet estão fervilhando oportunidades!

Viva o dia do Orgulho Nerd!

Bíblia, uma bússola para navegar pela arte

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Escritor francês Philippe Lechermeier: reescreveu a Bíblia como se fosse um livro de literatura / yves Tennevin/Flickr/Creative Commons

Escritor francês Philippe Lechermeier: reescreveu a Bíblia como se fosse um livro de literatura / yves Tennevin/Flickr/Creative Commons

Catalina Guerrero, na Revista Exame

Madri – Entrar em uma pinacoteca sem conhecer a Bíblia é como navegar no mar sem bússola porque o texto sagrado é um bem comum: seus mitos, contos e lendas transcenderam a religião e moldaram nossa sociedade.

Conhecê-los é um presente cultural, como disseram vários autores de literatura juvenil.

“Como entender o mundo sem os relatos do Antigo e o Novo Testamentos? Como compreendê-lo sem saber quem são Abraão, Golias, a Rainha de Sabá ou Maria Madalena?”, questiona o escritor francês Philippe Lechermeier no prefácio do livro “Une bible”, ou “Uma bíblia”, em bom português (Edelvives), ilustrado por Rebecca Dautremer.

O livro, no entanto, não é a Bíblia, com maiúscula, explica Lechermaier, mas uma junção das histórias que a compõem e que, “independentemente de acreditar ou não, gostar ou não”, “moldou” nossa sociedade, “penetram” na nossa vida cotidiana e “circulam” em nosso inconsciente coletivo.

“Sem conhecer os fabulosos alicerces da nossa sociedade não se pode decifrar a arte, a arquitetura ou a literatura”, ressaltou Lechermeier.

Esta é a primeira vez que alguém reescreve a Bíblia, do Gênesis à ressurreição de Jesus, como se fosse um livro de literatura, em um projeto cuja ideia surgiu para Lechermaier há cinco anos e que desde o começo contou com o apoio de Rebecca.

“A intenção de ambos era fazer uma bíblia o mais laica possível, uma bíblia cultural, mas com um imenso respeito a um texto que é sagrado para muitos e com o cuidado de não ferir ninguém”, disse à Agencia Efe a ilustradora, nascida no seio de “uma família católica muito devota”.

Em suas páginas estão os personagens de maior destaque do Antigo Testamento: Adão e Eva, Caim e Abel, Noé, Judite, Jonas, Moisés, Abraão, Jacó, Isaque e muitos outros.

São histórias de famílias, de amor, de guerras. E também as do Novo Testamento, com Jesus Cristo como protagonista: sua vida, seus amigos, suas aventuras, seus ideais.

Lechermeier conta todas essas histórias a sua maneira, com muita sensibilidade, com uma linguagem muito cuidadosa, muitas vezes poética, com contos, canções e, inclusive, com uma peça teatral.

“O resultado é um belo objeto, de quase 400 páginas, e que foi pensado e feito com carinho cada desenho, cada palavra”, ressaltou Rebecca.

“As histórias da Bíblia esculpiram nossa cultura, portanto, não há razão para virar as costas para elas. É muito importante conhecê-las seja crente ou não, depois cada um interpreta como quiser”, disse a ilustradora, que contou ter ficado “exausta” após o “maior” trabalho que já realizou.

Para Rosa Navarro Durán, a adaptação deste “livro maravilhoso” é “apaixonante”. Segundo ela, que escreveu “La Biblia contada a los niños” (“A Bíblia contada às crianças”), é um matrial importante, pois trata de uma das “fundações da cultura ocidental”.

A autora lembra que sofreu “muito” durante a elaboração do seu livro porque o conteúdo era “imenso” e tinha que selecionar apenas alguns episódios.

Além disso, se sentia “pisando em ovos” porque em suas mãos tinha a “palavra sagrada” para os crentes de duas religiões: judeus e cristãos.

“É um livro essencial na transmissão da cultura”, ressaltou a especialista no Século de Ouro Espanhol.

O fato é que, quando uma pessoa lê estas versões mais simplificadas e atualizadas da Bíblia acumula conhecimento essencial para “ir a museus e entender o que está vendo, ler e entender as referências, e não ficar à margem de nossa cultura”, explicou Rosa.

Essa também é a opinião de escritora Maite Carranza, prêmio Cervantes Chico de 2014, para quem “as histórias da Bíblia, como Adão e Eva, Jonas e a Baleia, entre outras, são extremamente necessárias para entender a arte, a história e o mundo em que vivemos”.

Já para Diego Arboleda, ganhador do Prêmio de Literatura Infantil e Juvenil da Espanha em 2014, essas histórias, assim como as influências greco-latinas ou árabes, fazem parte de “nosso acervo cultural” e “nos enriquecem muito”.

Privar alguém desse “elemento fundamental” da cultura representa condená-lo a uma grande “carência”.

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