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Cadeira da J.K Rowling é leiloada por mais de R$ 1,4 milhão

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 A autora britânica J. K. Rowling é dona de uma entidade para proteção de crianças Foto: @jk_rowling / Twitter

A autora britânica J. K. Rowling é dona de uma entidade para proteção de crianças
Foto: @jk_rowling / Twitter

 

Autora de Harry Potter escreveu os dois primeiros livros da série na cadeira

Publicado no Terra

A cadeira em que J.K. Rowling se sentou para escrever os dois primeiros livros da série Harry Potter foi leiloada em New York por U$$ 394 mil dólares (aproximadamente R$ 1,4 milhão de reais). As informações são da revista norte-americana Time .

Um colecionador anônimo fez a oferta vencedora e levou para casa uma das quatro cadeiras encontradas no apartamento da autora em Edimburgo, na Escócia, que foi usada por Rowling na época em que escrevia Harry Potter e a Pedra Filosofal e Harry Potter e a Câmara Secreta .

A cadeira já foi leiloada uma primeira vez pela própria Rowling, em 2002, para beneficiar a Sociedade Nacional de Prevenção da Crueldade contra Crianças, na Inglaterra, e, depois, colocada a venda novamente no eBay, em 2009.

 Cadeira de J.K. Rowling foi leiloada por mais de R$ 1,4 milhão Foto: Twitter / Reprodução

Cadeira de J.K. Rowling foi leiloada por mais de R$ 1,4 milhão
Foto: Twitter / Reprodução

 

O antigo dono da peça, o empresário Gerald Gray, afirmou que pretende doar 10% do valor da venda para a ONG da própria autora, a Lumos, voltada para a proteção de crianças.

Gray também disse que deseja que o novo dono exiba a cadeira em algum lugar em que as crianças possam vê-la. Na cadeira está pintada a frase “você pode não me achar bonita, mas não me julgue apenas pelo que vê” e “eu escrevi Harry Potter sentada aqui”.

Além disso, o novo dono da peça receberá uma carta escrita por Rowling em que ela diz: “meu lado nostálgico fica triste em vê-la ir, minhas costas não”.

Cadeira na qual J.K. Rowling escreveu Harry Potter está sendo leiloada

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Cadeira foi customizada por Rowling antes de ser passada adiante (Foto: Divulgação/Reprodução/Facebook)

Cadeira foi customizada por Rowling antes de ser passada adiante (Foto: Divulgação/Reprodução/Facebook)

 

Isabela Moreira, na Galileu

Em 1995, a britânica J.K. Rowling ganhou quatro cadeiras de presente. Uma delas era mais confortável que o restante, e foi nela que a autora se sentou para escrever dois livros que se tornariam essenciais na literatura infantojuvenil:Harry Potter e a Pedra Filosofal e Harry Potter e a Câmara Secreta.

Os livros foram os primeiros de uma série de sete volumes que se tornou um fenômeno mundial. A escritora customizou a cadeira com alguns dizeres. “Eu escrevi Harry Potter sentada nesta cadeira”, dizem as palavras douradas pintadas por ela. “Você pode não me achar bonita, mas não julgue um livro pela capa”, lê-se em outra parte da cadeira.

Em 2002, J.K. doou o móvel para um leilão de uma instituição caridade. Em um recado anexado à cadeira, J.K. explica seu apego a ela e continua: “Meu lado nostálgico está triste de vê-la partir, já as minhas costas não”.

A cadeira foi vendida por £15 mil (R$ 78,8 mil) e, por sete anos, não se ouviu mais falar dela. Em 2009, ela reapareceu como oferta no eBay, onde foi comprada por £19,5 mil (R$ 102,4 mil). No dia 6 de abril deste ano a cadeira será leiloada novamente, dessa vez por meio do Heritage Auctions, em Nova York, nos Estados Unidos.

O lance mínimo para a cadeira é de US$ 45 mil (R$ 166,9 mil) e estima-se que ela seja arrebatada por, pelo menos, US$ 75 mil (R$ 278,3 mil).

Veja os detalhes dela no vídeo abaixo:

Pai-leitor inventa cadeira de balanço coletiva para leitura com filhos

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 Hal Taylor/Reprodução Cadeira para hora da leitura para os pequenos


Hal Taylor/Reprodução
Cadeira para hora da leitura para os pequenos

Publicado no IG

Hal Taylor, um marceneiro norte-americano e pai de três filhos, descobriu um nicho de mercado enquanto a família crescia. Após o nascimento do terceiro filho, a pequena Rose, Taylor planejou e desenhou a storytime chair, uma cadeira de balanço que acomodasse uma “multidão” para a hora da leitura.

 Hal Taylor/Reprodução Hal Taylor criou cadeira coletiva para ler e balançar com os filhos


Hal Taylor/Reprodução
Hal Taylor criou cadeira coletiva para ler e balançar com os filhos

“Como eu não tinha colo suficientemente para três crianças, tive que criar algo”, conta em seu site, onde além dessa linha, é possível encontrar outras cadeiras de balanço à venda, de madeira, em modelos variados.

Taylor conta que sempre foi um ávido leitor e que por amar os livros antes mesmo da chegada do primeiro já lia para eles na barriga de sua mulher. “Bem, eu faço cadeiras de balanço e consigo entendê-las”, assim ele desenvolveu assentos confortáveis nas laterais para que as crianças pudessem, juntas e no mesmo balanço, participar da hora da leitura.

Além de ganhar dinheiro com o negócio, Taylor escreveu um livro e fez um vídeo para ajudar outras pessoas a construirem suas próprias cadeiras de balanço.

“A carreira de professora é a que dá maior gratificação amorosa”

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Aos 96 anos, Dona Cleo, xodó dos amantes da literatura, abre sua biblioteca, recita de cabeça poemas de Fernando Pessoa e dá uma lição de sensibilidade e energia

Foto: Wilton Júnior/Estadão

Foto: Wilton Júnior/Estadão

Sonia Racy, no Estadão

Aos 7 anos, Cleonice Berardinelli escreveu seu primeiro poema – definido por ela como “minúsculo e ridículo, naturalmente, próprio de 7 aninhos de idade”. Hoje, aos 96, é uma das professoras de literatura mais reconhecidas e queridas do Brasil. Dona Cleo, como é carinhosamente chamada, brinca ao dizer que é meio carioca, meio paulista e muito portuguesa. Sua relação com Portugal não se restringe à paixão pela literatura de lá – ela é especialista em Camões e Fernando Pessoa –, mas pelos muitos amigos portugueses que ainda cultiva. Alguns, inclusive, fizeram questão de prestigiá-la quando tomou posse na Academia Brasileira de Letras, em 2010. Ela ocupa a cadeira de número 8.
Formada pela USP em 1938, é professora emérita da UFRJ e da PUC do Rio. Foi orientadora de 74 dissertações de mestrado e 42 teses de doutorado. É unânime. Zuenir Ventura, seu ex-aluno, a apelidou de “divina Cleo”. E de Carlos Drummond de Andrade ganhou poema, cujos versos dizem: “Até Fernando Pessoa, com respeitoso carinho/ trago pois, minha oferenda/ de bem humilde vizinho/ nesta ensancha prazenteira/ a justiça que me impede/ à genuína fazendeira/ Cleonice Berardinelli.”

Recentemente, atraiu olhares de todo o Brasil ao dividir uma mesa, na Flip, com sua mais nova fã, Maria Bethânia. Durante uma hora e meia, leram poemas de Pessoa selecionados por Dona Cleo. A simpatia do público pelo carisma da professora foi imediata. O carinho foi retribuído nos autógrafos de seu novo livro, Antologia Poética, na mesma noite. “Fiquei exausta, mas virei notável, foi um sucesso”.

A professora recebeu a coluna, em seu apartamento, em Copacabana, na zona sul do Rio, antes da vinda do papa Francisco ao Brasil. Católica, ela se disse contente. “Ele é de uma falta de atavios, uma simplicidade impressionante. E escolheu o nome de Francisco. Amo a oração de Francisco”, diz.

No seu escritório, montou uma biblioteca – batizada de “Galeria Camões”. Os livros, diz, deixará para a Academia Brasileira de Letras, para que sejam bem cuidados. Além deles e das inúmeras fotografias dos netos e bisnetos espalhadas pela biblioteca, Dona Cleo coleciona uma séria de prêmios e honrarias, acumulados ao longo de sua carreira: “Das profissões, professora é a que dá mais gratificação amorosa. Tenho mais de mil ex-alunos”.

Ela impressiona pela memória. Não esquece um verso de qualquer poeta, recitando tudo de cor. A boa saúde, explica, tem dois grandes motivos: a família e a religiosidade: “Tenho conversas particulares com o pai do céu. Enquanto eu estiver vivendo como estou… eu gosto de viver”.

A seguir, os principais trechos da entrevista.

A mesa da última Flip de que a senhora participou junto com Maria Bethânia, sobre Fernando Pessoa, foi um sucesso. Como vocês duas se conheceram?

Faz um tempinho. Júlio, nosso mediador na Flip e meu ex-aluno, me disse que Bethânia queria que eu olhasse uma seleção de poemas do Fernando Pessoa, feita por ela, para um show. Fui assistir ao espetáculo, fui ao camarim cumprimentá-la. E foi assim que a conheci. Sobre os poemas, ela pediu que eu escolhesse. Ela é de um grande carinho e delicadeza comigo.

E então nasceu uma amizade?

Mais ou menos. Começamos a nos encontrar em muitas homenagens. No Conselho Federal de Educação, na Sociedade Hebraica do Rio de Janeiro, em Portugal. E brinquei com ela que estávamos habituadas a receber prêmios juntas.

Foi difícil fazer uma seleção de poemas de Pessoa para a Flip?

É como tirar pedaços seus, levar e deixar outros pedaços. Mas como escolhemos muitos, não foi tão doído. Mandei para ela com um bilhetinho assim: “Para Bethânia, com a condição de que, corte, acrescente, altere à vontade”. Então, foi engraçado, porque ela tem umas cisma. Por exemplo, ela não diz a palavra “desgraça”.

Não?

Não. E iríamos ler um poema muito bonito que diz assim: “…ou desgraça, ou ânsia – Com que a chama do esforço se remoça/ E outra vez conquistemos a distância/ Do mar ou outra, mas que seja nossa.” Daí ela me disse “Dona Cléo: eu não falo essa palavra”. E eu emendei, dizendo que não tinha importância. Poderíamos trocar por “desgraça” ou por “miséria”. Então mantivemos um poema de que eu gosto muito (risos).

Maravilhoso. Mas a senhora trocou mesmo?

Sim (risos), tem o mesmo nome – “miséria”, “desgraça”. Mesmo lugar de acentuação, não ia estragar o poema. Então, lá ficou.

A senhora já afirmou que não gostaria de ser uma heterônima do poeta, porque o Fernando Pessoa foi muito triste.

Acho que ele foi, de um modo geral, uma pessoa tendendo mais à infelicidade. Dos heterônimos, o mais “contentinho” é o Alberto Caeiro. O Ricardo Reis não é nem isso nem aquilo, é o equilíbrio.

Por que a senhora acha que os leitores têm mais dificuldade com Ricardo Reis?

É uma poesia muito reflexiva, inteligente e, às vezes, um pouco difícil de entender. Possui uma sintaxe alatinada, mas é interessante.

A senhora é bem religiosa. O que acha da religiosidade na obra de Fernando Pessoa?

Tem o poema em que ele fala sobre o Menino Jesus. Esse poema é uma faca de dois gumes. De um lado, começa lindo, quando ele diz “Um meio dia de fim de primavera/ Tive um sonho como uma fotografia/ Vi Jesus Cristo descer à terra”. E ele fazia isso, fazia aquilo. E é uma gracinha o menino Jesus, chapinhando na lama, aquela coisa toda que é de uma delicadeza altamente poética. Principalmente no fim, quando ele diz: “Quando eu morrer, filhinho/ Seja eu a criança, o mais pequeno/ Pega-me tu no colo. E leva-me para dentro da tua casa”. Mas há passagens que são de uma grosseria horrível, por exemplo, quando o texto diz que o espírito santo é uma pomba suja, que suja as cadeiras todas do padre eterno. Quer dizer, eu acho isso de mau gosto. Não dava esse poema, em classe, justamente por causa disso.

Fernando Pessoa se dizia cristão agnóstico, Dona Cleo?

Ele não era de religião nenhuma, era uma pessoa metafísica, sem dúvida. Queria o antes e o depois. Isso está na poesia dele. O Alberto Caeiro, por exemplo é o guardador de rebanhos. O rebanho são os meus pensamentos. E os meus pensamentos são todos sensações. Com as mãos, os pés, os olhos, os ouvidos, etc. É o homem das sensações. Depois ele diz: “Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia/ Não há nada mais simples / Tem só duas datas — a da minha nascença e a da minha morte”.

Como católica, o que a senhora acha do papa Francisco?

E é de uma falta de atavios, de uma simplicidade… Repare. Não quis avião especial, não quis regalias. E São Francisco é um santo maravilhoso, foi muito bem escolhido esse nome dele. Se tem uma coisa que eu gosto é a oração de São Francisco. Você conhece essa?

Sim.

A oração diz assim: “Senhor fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor. Onde houver ofensa, que eu leve o perdão”. É feita de antinomias. Eu acredito, justamente, que esse papa vai trazer tudo isso. Ele se inspirou em São Francisco porque esse é o sonho dele. Que ele seja para todos e de todos. E eu digo: tomara.

Quando foi que a senhora se descobriu professora?

Desde que eu entrei para a faculdade, com Fidelino de Figueiredo. Queria ser como ele. Claro que nunca cheguei lá. Mas era um homem de uma cultura enorme.

Qual para senhora é a maior emoção de dar aula?

É a profissão que dá mais gratificação amorosa. Eu encontro, em todo lugar, algum ex-aluno. É um clã, uma coisa imensa. Tenho mais de mil. Comecei dando aula particular, depois passei para colégios. Em um deles, introduziram o latim nas turmas. E eu fui parar nisso. Adoravam as aulas de latim.

A senhora acredita que o latim faz falta na grade escolar hoje em dia? Principalmente por conta da etimologia das palavras?

Eu acho mesmo, a etimologia! É uma coisa automática. Quando me deparo com uma palavra que não conheço, digo: espera aí! Como é que ela é formada? Agora mesmo eu estou tomando um remédio que se chama Condroflex. Repare: Condro é articulação. Flex, flexibilidade. Esses nomes de remédio são muito bem escolhidos. Então Condroflex é um remédio para dar flexibilidade à minha articulação.

E a senhora se recorda bem de latim?

Ainda lembro. Eu lecionei esse tempo todo, né? E tive a sorte de ter um professor de latim do primeiro colégio, que era um rapaz bem moço, inteligente, que me fez, uma vez, uma dedicatória em latim que dizia: “A primeira entre os primeiros alunos meus, pequena recordação do Professor Aquimo.” Fiquei orgulhosíssima.

A senhora acha que mudou muito o perfil do aluno universitário ou o interesse pelo conhecimento continua o mesmo?

Olha, eu dei aula, em turmas, até uns três anos atrás. É o mesmo interesse.

Dona Cleo, esse ano temos o centenário de Vinicius de Moraes. O que a senhora acha da obra de Vinicius?

Veja, eu não li muito de Vinicius de Moraes, mas do que eu conheço, gosto. Ele foi um grande sonetista. Alguns sonetos são muito lindos, primorosos mesmo. Eu acho que alguns poemas dele têm uns requintes maiores, há muita coisa que é muito bonita e que vale a pena…

O que a senhora recomendaria para quem quer começar a ler poesia?

Mostre a ela o que está dentro daquela poesia. Que às vezes parece meio indevassável. A sensação de “não posso passar daqui, não estou entendendo nada”. Porque há poesia difícil, mas há poesia fácil também. A do Vinicius, por exemplo, não é das mais difíceis, é bem acessível. /MARILIA NEUSTEIN

Pessoas que leem são mais legais

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Foto: flickr.com/ciro

Foto: flickr.com/ciro

Publicado por Superinteressante [via Fan Page Skoob]

Pesquisadores da Universidade de Washington e Lee (EUA) constataram esse efeito com um teste bem simples: colocaram voluntários para ler uma história bem curtinha, fizeram algumas perguntas para identificar o quanto cada um tinha curtido o que leu e aí derrubaram, sem querer querendo, um monte de canetas no chão. O estudo conta que, quanto mais “transportadas” para dentro da história as pessoas tinham sido, maiores eram as chances de levantarem o bumbum da cadeira para ajudar a recolher as canetas.

A explicação é que quando lemos algo que realmente mexe com a gente, criamos empatia pelos personagens da história — e quanto maior essa empatia, mais propenso a gente fica a ser bacana com os outros na vida real.

E você aí, anda lendo muito?

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